Fisioterapia melhora a qualidade de vida de pessoas com bronquite crônica e enfisema pulmonar

Pessoas que sofrem de doenças obstrutivas crônicas, como bronquite crônica e enfisema pulmonar, podem recorrer a outras especialidades para combater as doenças.  Um exemplo é a fisioterapia que oferece melhor qualidade de vida aos pacientes que sofrem desses males. 

A fisioterapeuta intensivista Thatiane Maia, explica que o enfisema provoca a destruição das paredes frágeis e fibras elásticas dos alvéolos, provocando um pequeno colapso das vias aéreas quando expiramos, prejudicando o fluxo de ar para fora dos pulmões. Já a bronquite crônica deixa os brônquios inflamados, sendo assim passam a produzir mais muco. Isso pode bloquear as ramificações mais estreitas, causando a dificuldade na respiração e acumulo de secreção. Segundo a especialista, o tabagismo é a principal causa no desenvolvimento das doenças, na maior parte dos casos.

Pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica apresentam uma expressiva fraqueza dos músculos inspiratórios, ocasionando a falta de ar e redução do desempenho ao exercício devido a fraqueza desses músculos, causada pela hiperinflação pulmonar. A doença também é caracterizada pela tosse, sibilância, produção de secreção e infecções respiratórias de repetição

A fisioterapeuta explica que o exercício respiratório deve ser incluído no programa de reabilitação pulmonar com o objetivo de aliviar a falta de ar através da redução da hiperinsuflação e melhorar a troca gasosa, como também o aumento da força dos músculos respiratórios. As técnicas mais comuns para reduzir a falta de ar incluem a respiração frenolabial e a respiração diafragmática. 

Exercícios 

A respiração frenolabial consiste em aplicar uma resistência expiratória variável, contraindo os lábios e prolongando o tempo expiratório.  De acordo com Thatiane, exercícios de endurance- capacidade de manter contrações musculares por um período de tempo prolongado-, dos músculos dos membros inferiores são o foco principal no tratamento da doenças, com caminhadas em esteiras e bicicletas ergométricas. 

Thatiane Maia, fisioterapeuta intensivista. 

“A intensidade do exercício deve ser aumentada conforme a tolerância do paciente. Exercícios resistidos também devem ser incluídos, pois aumentar a força dos membros inferiores é importante para algumas atividades diárias, ajudando a reduzir o risco de quedas. Exercícios resistidos para os membros superiores também são importantes para melhorar o desempenho em algumas atividades, além de ajudar a reduzir a falta de ar, visto que alguns músculos dos membros superiores também atuam como músculos acessórios da respiração”, explicou a especialista. 

A ventilação não invasiva (VNI) reduz a dispneia (falta de ar), melhora os sinais vitais e a troca gasosa, evita a intubação endotraqueal, reduz complicações, reduz mortalidade e diminui os dias de hospitalização.

A reabilitação pulmonar melhora a capacidade para o exercício e gera maior qualidade de vida para o paciente. Além disso trata a dispneia, fadiga, recupera a função emocional, reduzindo os níveis de depressão e ansiedade e aumentando a capacidade do paciente em controlar a própria doença. Portanto a reabilitação pulmonar reduz o número de hospitalizações e reduz o custo com o tratamento.

Fonte: www.folhavitoria.com.br

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