Fisioterapia hospitalar auxilia na recuperação dos pacientes internados no Ophir Loyola

Atividades podem prevenir complicações motoras, neurológicas e respiratórias em pacientes oncológicos

Traumas e doenças adquiridas ou genéticas podem gerar distúrbios cinéticos funcionais em órgãos e sistemas do corpo humano. São situações adversas que prejudicam atividades como caminhar, escrever e até mesmo um simples levantar de braço, que interferem nas condições psicológicas, físicas, sociais e reduzem de forma significativa a qualidade de vida das pessoas. 

Por esse motivo, a atuação do fisioterapeuta hospitalar é fundamental para prevenir complicações motoras, neurológicas e respiratórias que podem ocorrer durante a internação. Em Belém, o Hospital Ophir Loyola (HOL), referência em oncologia, oferece atendimento fisioterapêutico aos pacientes durante a internação. Nos dias de hoje, com a evolução do tratamento do câncer, existe um leque de técnicas utilizadas para cada tipo específico e estágio da doença. 

A oncologia exige uma abordagem multidisciplinar, assim o médico oncologista tem o apoio de diversos profissionais, entre eles, o fisioterapeuta, que atua tanto no pré-operatório quanto no pós-operatório e também nos tratamentos não cirúrgicos. Esse profissional lida de forma bastante abrangente nos sintomas dos enfermos e tem como metas tratar e reduzir os distúrbios e sequelas causados durante o enfrentamento da doença.

A fisioterapeuta oncológica do HOL, Bárbara Silva, esclarece que para cada tipo de câncer existem métodos e intervenções diferentes, como ficha de avaliação, protocolos de atendimento e testes específicos, tais como alongamentos, exercícios de fortalecimento muscular, de amplitude de movimento, cardiorrespiratórios, pulmonares, de reflexo e neurológico.

“Às vezes, o paciente chega aqui andando, falando, comendo, com toda as funções preservadas, no entanto, após a cirurgia, ele apresenta alguma sequela. Ou então faço a avaliação dele e o reflexo está abolido, porém na volta do procedimento cirúrgico, já está normal. Assim, reavalio a força, a amplitude de movimento e todo passo a passo dos procedimentos”, explica a fisioterapeuta. 

Cada disfunção ocasionada pela terapia do câncer precisa de cuidados especiais. “A mulher com câncer de mama, por exemplo, possui restrições para levantar os braços, para realizar alguns exercícios e drenagens. Já o paciente com tumor encefálico precisa ter um posicionamento adequado, ter cuidado ao se movimentar, ao levantar, sentar”, exemplifica a fisioterapeuta.

Erisnalva Noronha, 34 anos, enfrenta um câncer cerebral. Segundo o especialista que a acompanha, o tumor estava em desenvolvimento há 20 anos, mas somente em agosto deste ano apresentou manifestação por meio de dores de cabeça e vômito. Após a descoberta, ela começou o tratamento no Ophir Loyola. “O câncer está me causando tremores constantes, dormência e dores estranhas, principalmente, no braço direito. A fisioterapia está sendo primordial, por que está me ajudando a controlar os movimentos do corpo”, afirma.

Outra paciente é Maria Madalena Barbosa, 19 anos, que também luta contra um câncer no cérebro. A jovem teve um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e após uma consulta de rotina com o clínico geral, notou-se algo errado. O tumor ainda está pequeno, portanto não há necessidade de cirurgia e será submetida a uma embolização que consiste num procedimento endovascular.

Maria percebe na fisioterapia um importante recurso terapêutico, tanto para auxiliar nos movimentos quanto no controle das dores. “Eu sinto muita dormência nos braços, dificuldades de equilíbrio e de coordenação. Sinto que as atividades aliviam os meus sintomas de dores e melhora o meu equilíbrio quando vou me movimentar. Por isso sou muito dedicada aos exercícios diários”, afirmou.  

O importante é que mesmo com limitações, o paciente realize sessões diárias de exercícios, pois são fundamentais para dar autonomia e amenizar os sintomas provocados pelo tumor, conforme explica Bárbara Silva. “A avaliação e o diagnóstico cinético-funcional ajudam a elaborar um tratamento fisioterapêutico com as técnicas adequadas. O acompanhamento da evolução da capacidade física e funcional é imprescindível, traz retorno além dos aspectos físicos, afeta a autoestima e melhora a qualidade de vida do enfermos”, finaliza.

Fonte: https://agenciapara.com.br/noticia/22747/

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