Fisioterapia é utilizada no tratamento de doenças respiratórias

Aumentando em até 50% nesta época do ano, as doenças respiratórias são mais severas em bebês e crianças

É durante o outono, com maior incidência no inverno, que doenças típicas da estação costumam aparecer.

Gripes, resfriados, chiado no peito, rouquidão, bronquite e pneumonia são algumas das doenças que acometem a população.

Preocupante em adultos, as doenças respiratórias em crianças exigem cuidados redobrados.

É neste período, que bebês e crianças contraem a bronquiolite, por exemplo, que é uma infecção responsável por inchar e acumular muco nos bronquíolos.

Como nos primeiros anos de vida o sistema imunológico ainda não está totalmente desenvolvido, bebês e prematuros são os mais vulneráveis.

Contagiosa, o vírus sincicial respiratório, causador da infecção é contraído da mesma maneira que se contrai uma gripe, através do ar e os principais sintomas podem ser resumidos em: tosse, febre, vômitos, dificuldade para respirar com chiado no peito e falta de ar.

Como as crianças e bebês possuem maior dificuldade para liberar as secreções acumuladas, a Fisioterapia Respiratória é um tratamento eficaz.

Utilizando manobras de higiene brônquica, com o objetivo promover o movimento e deslocamento das secreções e facilitar a eliminação do muco pelo organismo, aliada as técnicas de reexpansão pulmonar, melhorando a oxigenação do ar e evitando o desconforto respiratório.

De acordo com o coordenador do Serviço de Fisioterapia da UTI Neonatal e Pediátrica do Hospital São Vicente de Paulo, Vinicius Winckler Wojahn, o método, aliado a medicamentos, prescritos por médicos, tem aumentado. “A fisioterapia nos tratamentos respiratórios têm aumentando cada vez mais, por parte dos médicos, para que em conjunto com o tratamento via medicamento, se façam sessões de fisioterapia respiratória”, explica.

Segundo o coordenador, o tratamento é realizados em pacientes desde o nascimento, inclusive em prematuros.

“Não há limitação de idade”, completa Wojahn.

“Entre os benefícios estão o auxilia na melhora do paciente, com o objetivo de manter a boa ventilação pulmonar, ou seja, o paciente respirando melhor, e também há remoção de secreções pulmonares, o que leva à boa ventilação pulmonar”, destaca.

Os benefícios nos pacientes, são vistos de imediato, segundo, Wojahn.

“Após a primeira sessão já é possível observar melhora.

Com as técnicas de fisioterapia, serão removidas as secreções, onde o paciente vai tossir, expectorar e isso já proporciona bem-estar, então desde a primeira sessão de fisioterapia já são sentidos os benefícios por parte dos pacientes”, salienta o profissional.

O diferencial na utilização da fisioterapia em tratamentos de doenças respiratórias, é que a aplicação dos métodos variam de acordo com a idade do paciente.

“Em adulto, os objetivos são os mesmos, o que muda são as técnicas, as quais são adaptadas para o tamanho do paciente. A técnica para um paciente recém-nascido é uma, para um paciente de 12 anos outra e para um adulto, outra”, aponta Wojahn, que salienta da necessidade de indicação médica para a realização do tratamento.

“O médico fará avaliação e chegará a um diagnóstico e após, este é encaminhado para o fisioterapeuta”, finaliza.

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