Fisioterapia e os Eclipses da Profissão

Imagine você profissional, recém formado, entrando no mercado de trabalho e quando se depara com a realidade de que vai precisar de algo mais, muito mais e além do que a graduação. Então você pensa o que deveria fazer, uma pós graduação? Um curso de final de semana sobre uma determinada técnica? Um método específico?

Prezados colegas com esta postagem vou falar sobre essa difícil decisão e talvez auxiliar nesse momento de dúvida. Primeiro lugar parabéns por você ter escolhido uma profissão em que você nunca será um desempregado. Sim, um fisioterapeuta é um autônomo, ele não precisa de patrão, nem de chefe,nem nenhum derivado dessa espécie. Infelizmente o fisioterapeuta não se enquadra no MEI, que é o Micro Empresário Individual. Aqui na minha clínica pensei que essa seria a melhor opção para contratação, mas infelizmente se mostrou ineficaz, por não se enquadrar nessa categoria. O alvará de autônomo costuma ser a opção mais procurada mas também mais onerosa, nem sempre é utilizada. Atualmente trabalhamos com carteira assinada.

A dica principal: o que você precisa é estar em dia com o Crefito de sua regional aonde irá atuar. Isso é primordial, recebo diversos profissionais de outras cidades que procuram emprego e não possuem o Crefito da nossa regional, o que impede totalmente o trabalho, a menos que isto seja corrigido mediante a inscrição junto ao órgão responsável. Desta forma, você profissional autônomo e com o Crefito na mão, pode dar início a suas atividades. O que ocorre com frequência são opções bem  desestimulantes, valores baixos, nossa profissão é um lapidar constante da saúde, ou seja, a maioria dos casos requerem um tratamento de reabilitação direta e constante, até apresentar evoluções pautáveis leva um tempo e como manter o paciente ciente disso? Fazer ele acreditar nisso?

Então acontece o primeiro Eclipse, que seria bloqueio da profissão, aonde você pensa, como vou conseguir entrar no mercado de trabalho. Na minha época e ainda hoje o pessoal faz Pilates. Eu pensei isso quando iniciei minha profissão e sim me abriu muitas portas, pude então desta forma entrar para o trabalho clínico que eu tanto almejava.

Depois então, quando você percebe que precisa mais, ir além das estruturas, você começa a perceber que nem tudo que aprendeu na graduação acontece na vida real, que a verdade está fora dos muros da universidade ainda enraizados em sua alma, e você como todo bom fisioterapeuta quer ir além das estruturas pré estabelecidas e então surge o segundo Eclipse. Qual método escolher? Um método bom o suficiente para você crescer, ou um método que é comercial e vende bem. Eu sugiro que agora você não pense no comercial e sim em algo mais elaborado, claro, que obviamente você vai perceber que é bem, bem mais caro, mas você precisa disso e saberá conter as reservas para isto.

Então, nesse momento, com um método você vai para o terceiro e mais perigoso Eclipse, aquele em que muitos optam por seguir o método e esquecer quem são. O Eclipse pode perdurar para toda a eternidade profissional de sua existência, ou você pode copilar tudo que aprender e ser algo muito mas muito mais completo, utilizando o método para seu paciente mas não somente ele. Quando falo em método falo de todos os tipos que existem no mercado atualmente disponíveis. Sempre que conversarem com salvadores da pátria procurem descobrir que método eles vendem, porque nós fisioterapeutas somos eternos lapidadores da reabilitação e não tem nada mais primoroso  que nossa profissão.

Se você superar o terceiro Eclipse tenho certeza que o céu será o limite e qualquer opção que você fizer vai trazer para você apenas algo que se chama superação, e isso com você mesmo. Nunca deixe de ser um fisioterapeuta, porque é isso que você é, independente do método que trabalhe.

Sempre você estará em busca da manobra perfeita, sua profissão é de eterno estudo e conhecimento, aproveite essa oportunidade, que você conquistou por mérito seu. Bom trabalho para todos.

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