Fisioterapia como importante aliada no tratamento de problemas urológicos

Nem todas as pessoas têm conhecimento, mas a Fisioterapia é um campo que representa um suporte especial no tratamento de diversos problemas que envolvem o público masculino.

A fisioterapeuta de Erechim, Fernanda Fabris, atua na área de Fisioterapia Uroginecológica, sendo que no caso do homem, está voltada, de forma geral, aos pacientes pós-prostatectomia (procedimento para remoção cirúrgica de parte ou toda a próstata). Destes, a maioria é por prostatectomia radical, em razão de tumores malignos, e, alguns, devido a retirada de uma hiperplasia benigna.

A especialista explica que, entre as pessoas que necessitaram realizar a prostatectomia, um percentual de 1 a 10%, pode apresentar, nas primeiras semanas, após a retirada da sonda, sintomas como: urgência para urinar, frequência miccional aumentada, e, para alguns desses pacientes, passadas algumas semanas, permanece uma incontinência urinária transitória, de forma geral, aos esforços. “Ao chegar no consultório, o paciente relata sobre os sintomas e, a partir disso, será definido o tratamento para obter um resultado ainda mais efetivo, sendo o objetivo específico, a contenção da urina”, comenta.

Sobre os tratamentos

Segundo Fernanda, o método de trabalho inclui exercícios do assoalho pélvico (com base nos exercícios de Kegel – desenvolvidos para contrair a musculatura e aumentar a resistência da uretra, a qual promove o controle urinário); treinamento comportamental e eletroestimulação (impulsos elétricos que emitem ondas para o fortalecimento da musculatura), sendo este último a referência no tratamento.

Mais procura por tratamento

Atuando há 15 anos na área, a fisioterapeuta destaca que houve um aumento expressivo da procura do público masculino por atendimento de saúde. “Anteriormente, acredito que havia alguns tabus. Com isso, os homens, de modo geral, tinham muita dificuldade em fazer esse cuidado, manter as consultas e seguir uma rotina com o urologista”, observa.

Fernanda afirma, que é perceptível a abertura maior para o diálogo sobre o assunto. “Muitas esposas, por exemplo, acompanham os homens na hora da consulta, incentivam essa atenção específica para a saúde e a prevenção de diferentes problemas. Os benefícios são inúmeros, pois, quando são feitos exames com frequência e, em determinado momento, percebe-se uma alteração, independente da gravidade, o tratamento será mais bem sucedido”, ressalta, citando que isso pode representar uma cirurgia menos invasiva, com menos chances de lesões, tempo reduzido de sonda, retorno mais rápido da continência e menos chances de necessitar de outros tratamentos coadjuvantes”, salienta.

Quanto antes houver o encaminhamento, melhores os resultados

De acordo com a fisioterapeuta, o tempo é um fator determinante no êxito do tratamento. Vale reforçar que, se procurado um serviço de Fisioterapia, o problema pode ser resolvido. “Alguns pacientes podem apresentar uma incontinência por um período maior (de seis meses a um ano) e uma pequena parcela terá uma incontinência permanente. Do mesmo modo, pouquíssimos casos não evoluíram e, mesmo assim, há mais opções de tratamento que competem a outras áreas, como a cirurgia de correção de incontinência, e, ainda, é possível trabalhar junto à Fisioterapia, uma medicação indicada pelo urologista”, relata.

Fernanda declara que, ainda não é um padrão que todo urologista irá encaminhar o paciente para a Fisioterapia. Contudo, nesses últimos anos, foram registrados avanços, e, atualmente, em torno de 50% da demanda de seu consultório, é do público masculino. “No início da minha carreira esse percentual era de 20%. Entre os motivos estava o tabu, o medo e a vergonha”, diz.

Ainda ao que se refere ao encaminhamento, o ideal, conforme a profissional, é quando o paciente chega para o tratamento com o fisioterapeuta no período pré-operatório. “No entanto, a maioria dos médicos encaminha quando ele já reclama de incontinência. Nesse sentido, o ideal é que o paciente seja orientado já na primeira semana após a cirurgia. Quando o tratamento é realizado nos seis primeiros meses, é possível obter resultados muito bons”, enfatiza.

Tratamento que reflete qualidade de vida

Fernanda pontua que muitos pacientes chegam ao consultório em uma situação muito delicada e com efeitos, inclusive, no equilíbrio emocional. “Nesse sentido, é fundamental o encaminhamento para favorecer a recuperação e o bem-estar do paciente, pois há um impacto muito expressivo e é preciso uma atenção especial de todos os profissionais de saúde. Devolvemos não somente a continência, mas a qualidade de vida, a segurança e alegria ao dia a dia das pessoas”, reitera a fisioterapeuta de Erechim.

Fonte: https://www.jornalbomdia.com.br/noticia/42001/fisioterapia-como-importante-aliada-no-tratamento-de-problemas-urologicos

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.