FISIOTERAPIA AQUÁTICA E A DOENÇA DE PARKINSON: PRESCRIÇÃO DE EXERCÍCIOS AQUÁTICOS

Dra. Vera Lúcia Israel (PR) Fisioterapeuta, Docente do Departamento de Fisioterapia e do Programa de Pós-Graduação em Educação Física da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Contextualização: A Fisioterapia Aquática (FA) como recurso complementar e integrativo em saúde abrange diferentes abordagens e estratégias para atender aspectos de promoção, prevenção e reabilitação. Neste caso iremos tratar do ambiente em piscina aquecida especificamente para atenção à saúde por meio da prescrição clínica do exercício físico aquático para pessoas com doença de Parkinson (DP). O objetivo é refletir sobre os fundamentos para prescrição de exercícios físicos aquáticos para esta população considerando os benefícios fisiológicos, biomecânicos, terapêuticos e funcionais da FA.

Desenvolvimento: A realidade em que trabalhamos atualmente no Brasil envolve serviços públicos e privados de saúde procurando otimizar, por meio de práticas clínicas por profissionais fisioterapeutas, o processo fisioterapêutico do recurso complementar aquático visando atender diferentes populações com estas estratégias. Na DP que é neurodegenerativa e progressiva os tratamentos são multiprofissionais e o fisioterapeuta tem o recurso da piscina, por meio da adequada prescrição de um Programa de Exercícios de Fisioterapia Aquática (PEFA), para construir estratégias e exercícios físicos aquáticos que estimulem a plasticidade cerebral e ter benefícios terapêuticos, funcionais, biomecânicos, entre outros. Na prescrição clínica do exercício da FA para DP considera-se: condição de saúde da pessoa, motivação e atual nível de progressão da DP, ambientação em piscina, ambiente aquático (temperatura, propriedades físicas). A evolução desta aplicação da FA pelo fisioterapeuta irá analisar aspectos como: volume semanal, intensidade do exercício, velocidade, tempo de execução, alavancas, posição corporal/segmentar, periodização, histórico do usuário e família; profundidade da piscina, carga (com ou sem equipamentos ou materiais acessórios), execução do movimento, tipo de exercício/desfecho, duração do PEFA, grupo ou individual, entre outros indicadores como segurança, higiene, indicação, atestado médico, acesso ao ambiente da piscina (infraestrutura).

Considerações finais: O fisioterapeuta nesta prescrição do PEFA deve saber escolher, respeitar o objetivo de seu paciente, ter conhecimento/experiência, atualizar-se e registrar a evolução dentro da prática clínica.

Leitura complementar:

  1. Campion MR. Hidroterapia: princípios e práticas. São Paulo: Manole, 2000.
  2. Aquatic Exercise Association (AEA). Standards and Guidelines for Aquatic Fitness Programming. Disponível em: www.aeawave.org. Acesso: 30/06/2020.
  3. Silva AZD, Israel VL. Effects of dual-task aquatic exercises on functional mobility, balance and gait of individuals with Parkinson’s disease: A randomized clinical trial with a 3-month follow-up. Complement Ther Med. 2019;42:119-124. doi:10.1016/j.ctim.2018.10.023
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