FISIOTERAPIA APLICADA AS ACADEMIAS DE MUSCULAÇÃO: REVISÃO BIBLIOGRÁFICA NARRATIVA

Physiotherapy Applied to Bodybuilding Academies: Narrative bibliographic review


Dauana Bomfim França1; Jéssica Boaventura de Oliveira 2; Édila Viera Batista3; Bruna Lorena de Almeida Moura4.

1 Pós-graduada em Biomecânica pela Programa de Pós-Graduação UNIGAT, Salvador- BA, Brasil. Fisioterapeuta pela Faculdade de Ciências Agrárias e da Saúde / União Metropolitana de Educação e Cultura (UNIME), Lauro de Freitas-BA, Brasil. Endereço eletrônico: dauanafranca@gmail.com

2 Pós-graduada em Fisioterapia Hospitalar com ênfase em Terapia Intensiva pelo Programa de Pós-Graduação da Faculdade Hélio Rocha, Salvador- BA, Brasil. Fisioterapeuta pela Faculdade de Ciências Agrárias e da Saúde / União Metropolitana de Educação e Cultura (UNIME), Lauro de Freitas-BA, Brasil. Endereço eletrônico: jbofisio@gmail.com

3 Fisioterapeuta pela Faculdade de Ciências Agrárias e da Saúde / União Metropolitana de Educação e Cultura (UNIME), Lauro de Freitas-BA, Brasil. Endereço eletrônico: contatodila@hotmail.com

4 Fisioterapeuta pela Faculdade de Ciências Agrárias e da Saúde / União Metropolitana de Educação e Cultura (UNIME), Lauro de Freitas-BA, Brasil.

RESUMO

Introdução: As academias de musculação estão sendo cada vez mais frequentadas. Um fator que não pode ser ignorado pelos profissionais que atuam nesse ambiente, são as lesões decorrentes da pratica dessa atividade. A Fisioterapia tem um importante papel não só na reabilitação, como na prevenção, utilizando técnicas de cinesioterapia, minimizando assim, o surgimento de patologias relacionadas ao sistema musculoesquelético. Objetivo: Definir a importância da atuação do Fisioterapeuta no ambiente das Academias de Musculação. Métodos: Trata-se de uma revisão bibliográfica narrativa, utilizando as bases de dados BIREME; LILACS e SCIELO, onde foram selecionados 13 (treze) artigos em português para realização deste artigo científico, no período compreendido entre 2003 e 2018. Resultados: Observou-se que para que haja diminuição de lesões nas academias, é necessária uma avaliação descritiva, a cargo de um fisioterapeuta profissional capacitado para realizar avaliação cinético-funcional, com o objetivo não só de reabilitar, bem como prevenir disfunções musculoesqueléticas, destacando a importância da interdisciplinaridade entre este profissional e o professor de educação física. Conclusão: Percebeu-se através dos estudos, que o fisioterapeuta é de extrema importância nas academias de musculação, não só na reabilitação de lesões, bem como na prevenção, realizando um trabalho em conjunto com o Professor de Educação Física
Descritores: Academia de Ginástica, Fisioterapia, Lesões.

ABSTRACT

Introduction: Bodybuilding gyms are becoming more and more popular. A factor that can not be ignored by professionals who work in this environment, are the injuries resulting from the practice of this activity. Physiotherapy plays an important role not only in rehabilitation but also in prevention, using kinesiotherapy techniques, thus minimizing the appearance of pathologies related to the musculoskeletal system. Objective: To define the importance of the Physical Therapist’s performance in the gymnasium. Methods: This is a narrative bibliographical review, using BIREME databases; LILACS and SCIELO, where 13 (thirteen) articles were selected in Portuguese for the accomplishment of this scientific article, in the period between 2003 and 2018. Results: It was observed that for a reduction of injuries in the gymnasiums, a descriptive evaluation, in charge of a professional physiotherapist trained to perform kinetic-functional evaluation, with the aim of not only rehabilitating and preventing musculoskeletal dysfunctions, highlighting the importance of interdisciplinarity between this professional and the physical education teacher. Conclusion: it was noticed through the studies that the physiotherapist is of extreme importance in the gymnasiums, not only in the rehabilitation of injuries, as well as in the prevention, performing a work together with the Physical Education Teacher.
Keywords: Gymnastics, Physiotherapy, Lesões.

INTRODUÇÃO

As academias de musculação estão sendo cada vez mais frequentadas por indivíduos de diversas faixas etárias e classes sociais variadas e de ambos os gêneros, porém cada um com objetivo particular [1,2]

Todavia, apesar dos efeitos positivos que a atividade física proporciona, um fator de extrema importância, que não deve ser esquecido ou simplesmente ignorado, tanto por parte dos administradores dos ambientes de musculação, como também pelos profissionais de saúde que atuam nessa área, e seus praticantes, são as lesões causadas ou agravadas por meio do exercício resistido. [3,4]

Silva et al. [5], verificaram que a maioria dos indivíduos, que iniciam um programa de treinamento em academias, apresentam histórico de lesões em principais articulações, como o joelho (36%) e ombro (26%). Assim, faz-se necessário, uma avaliação detalhada e uma intervenção deste indivíduo, para que não ocorra um agravamento de suas alterações do sistema muscular e nem o aparecimento de novas lesões[ 6].
A Fisioterapia tem um importante papel não só na reabilitação, como na prevenção, utilizando técnicas de cinesioterapia, que tem o objetivo de restabelecer a função correta dos tecidos moles, minimizando assim, o surgimento de patologias relacionadas ao sistema musculoesquelético.

Portanto, o objetivo principal desta revisão bibliográfica narrativa é: Definir a importância da atuação do Fisioterapeuta no ambiente das academias de musculação, contribuindo assim, para o meio científico, caracterizando a ocorrência de lesões musculares e desvios biomecânicos, que interferem diretamente na performance dos indivíduos praticantes de musculação. Os educadores físicos e fisioterapeutas, são profissionais que trabalhando em conjunto e podem proporcionar uma atividade física adequada e de qualidade; O primeiro, está apto a realizar avaliação física, prescrição de exercícios e correções posturais durante a execução da atividade, o segundo, com o papel de prevenir, identificar lesões e corrigir desalinhamentos, através da avaliação físico-funcional e se necessário, do tratamento fisioterapêutico.

MÉTODOS

TIPO DE ESTUDO
Foi realizada uma revisão bibliográfica narrativa, através do levantamento na literatura científica que abordasse a importância da atuação fisioterapêutica no ambiente das academias.

DESCRIÇÃO DOS ARTIGOS SELECIONADOS
Foi realizada uma revisão de literatura, através de busca de referencial nas bases de dados: BIREME; LILACS e SCIELO, onde foram encontrados 990 resultados, que foram analisados com base nos critérios de inclusão: publicações na íntegra, no idioma português e publicados entre 2013 e 2018; e critérios de exclusão: Artigos não completos, publicados em outro idioma e com data de publicação fora do período estabelecido.

As buscas foram através dos seguintes descritores: “academia de musculação”; “lesões” e “fisioterapia”. Foram utilizados 13 (treze) artigos para elaboração deste artigo, estes que se encaixaram nos critérios pré-estabelecidos.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Segundo Faigenbaum e Myer [7], as elevadas taxas de lesões podem ser explicadas pela execução inadequada de exercícios, desequilíbrios musculares, aumento indevido de cargas de treinamento e pela falta de acompanhamento de um profissional capacitado. Corroborando com MURER [4], que afirma que as lesões no treinamento resistido, ocorrem em grande proporção, por meio do uso de carga excessiva, aparelhos mal projetados e atividade executada de forma incorreta.

Enquanto Simão [8], afirma que os exercícios de musculação são extremamente seguros e com baixa taxas de lesão, quando bem executados e orientados adequadamente, se comparado à outras atividades físicas e esportes. Portanto, quando bem elaborados e prescritos, a prática do treinamento de força, é uma modalidade segura e acarreta em inúmeros benefícios para seu praticante.

De acordo com Lavallee e Balam [9], as lesões agudas não urgentes mais comuns são distensões musculares e entorses ligamentares com uma porcentagem de 46-60% das lesões em treinamento resistido. Quanto as lesões crônicas, as distensões musculares crônicas, bursites e tendinites são os exemplos mais comuns no treinamento de força com pesos.

Os pesquisadores Santos, Lima e Teixeira [10], elaboraram um estudo transversal, descritivo, analítico e de caráter quantitativo, com o objetivo de identificar tendinites em praticantes de musculação. A coleta deste estudo foi realizada nas academias AMY Fitness e Sports Power Academia, na cidade de Vitória da Conquista/ Bahia. Foi coletado dados de 208 indivíduos que realizavam atividades nestas academias citadas, através de um questionário que continham informações voltadas para lesões musculoesqueléticas, buscou-se informações sobre o tipo de treinamento realizado por cada praticante, dividindo em 3 grupos: Os que tem o objetivo de hipertrofia, os que buscavam perder peso, e aqueles que realizavam o treinamento apenas por bem-estar físico. O número de participantes foram aproximadamente 70 divididos entre os 3 grupos foram incluídos no estudo, indivíduos acima de 18 anos, de ambos os sexos, que praticavam musculação a mais de 3 meses contínuos, sendo excluídos os que apresentavam um diagnóstico de tendinite antes de iniciar a musculação.

Figura 1: Distribuição da amostra de acordo com a prevalência da tendinite. Vitória da Conquista, Bahia, 2017.

A prevalência de tendinite nos indivíduos foi de 17,8%. Na figura acima, relata a distribuição dos indivíduos que descreve o objetivo de hipertrofia, tiveram a maior prevalência de tendinite (33,3%).

Souza, Moreira e Campos [11], produziram um estudo descritivo com delineamento transversal, com objetivo de caracterizar a ocorrência e características de lesões em praticantes de musculação na cidade de Curitiba/Paraná. A coleta foi composta por 45 indivíduos de ambos os sexos, com idade entre 20 e 60 anos, os mesmos foram submetidos a um questionário e dados antropométricos, um dos critérios do estudo foram a participação dos praticantes de musculação a pelo menos 3 meses. Dentre os indivíduos avaliados, 20 relataram presença de lesão, 25% não modificaram o treinamento, mais da metade (60%), modificaram o seu treinamento, e apenas 3 indivíduos (15%), relataram que suspenderam por completo a prática de musculação, metade dos indivíduos com lesão, buscaram tratamento (n=10), seja ele através do médico ou fisioterapeuta. Dentre os mecanismos de lesão, o mais relatado foi a própria musculação (60%).

Tabela 1. Dados sobre as Lesões Avaliadas de acordo com o Inquérito de Morbidade Referida (n=20).
Figura 2. Tipo e local anatômico da lesão (n = 20)

Quando o tipo de lesão foi avaliado, a distensão muscular (35%), foi a mais referida, a tendinopatia veio em segundo lugar (25%), e dor aguda inespecífica (20%), a bursite foi citada por um indivíduo (5%).

Em outra pesquisa, Ferreira et al., [12] realizaram um estudo clínico, com 300 fisiculturistas, sendo 150 do sexo masculino e 150 no sexo feminino, matriculados em três academias da cidade de Itajubá, em Minas Gerais, ambos os grupos foram avaliados através dos instrumentos de Incapacidade de Dor Lombar de Queceb (QBPQ), Este instrumento de avaliação específica para dor lombar consiste em 20 itens que descrevem a dificuldade de realizar atividade física leve. Foi utilizado também a Incapacidade de Oswestry (ODI). Um dos critérios de inclusão foram: praticar musculação por pelo menos três meses, não apresentar sintomas de dor na coluna vertebral nos últimos três meses, ter idade entre 18 e 60 anos.

Tabela 2 – Distribuição dos sujeitos de acordo com os resultados obtidos no ODI.

Os resultados da avaliação do ODI (Tabela 2), encontraram um índice significativo que corresponde á incapacidade moderada, 64 indivíduos desse grupo. No estudo citado, os resultados mostraram que ambos os grupos apresentaram valores significativos para os índices de dor e incapacidade, avaliados pelos instrumentos ODI e QBPQ [13]. Conclui-se que no presente estudo, que os indivíduos apresentaram dor ou alguma disfunção na coluna lombar ocasionas pela prática da atividade de musculação.

Corroborando com Ferreira et al., [12]; Souza e Junior [14], coletaram informações de 40 indivíduos de ambos os gêneros, praticantes de musculação da academia WAVE, localizada na cidade de Balneário Camboriú – Santa Catarina. Os critérios de inclusão foram: ser praticante de musculação por pelo menos três meses, não ter histórico de lesões e cirurgias. Foi aplicado o questionário Quebec Pain Disability Scale para Lombalgia, no qual verifica as atividades de vida diária e sua relação com a dor lombar. Os resultados obtidos com a pesquisa demonstraram que, dos 40 entrevistados, 27 (67%), apresentaram dor lombar.

Segundo Vaz et al., [15] o fisioterapeuta e o educador físico apresentam similaridade da prática de atividade física, eles encontram um meio de trabalho em comum nas academias. Ambos buscam a otimização da saúde, qualidade de vida dos seus clientes, sejam eles com doenças crônicas ou deficiências físicas/mentais. Portanto, estes profissionais estão em situação propícia no ambiente laboral interdisciplinar, propondo troca de conhecimentos, interação entre as áreas, beneficiando assim, os praticantes de atividade física, e consequentemente diminuindo o risco de lesões.

O Fisioterapeuta é um dos profissionais indicados para realização de avaliação postural, sendo recomendado o acompanhamento do treinamento desportivo, tendo em vista, a prevenção de lesões e alterações na postura. [16], isto, juntamente, com o profissional de Educação Física, através de um trabalho multidisciplinar, que proporcionará benefícios ao praticante. Porém, apesar da população notar a importância do fisioterapeuta no ambiente de academia, nota-se a falta destes nas academias, por motivo ainda desconhecidos [17].

Os autores Vaz et al., [15] confeccionaram um estudo transversal em academias de ginástica de médio porte de Belo Horizonte/ Minas Gerais, a amostra foi constituída por 29 fisioterapeutas e 29 profissionais de educação física. Foi aplicado um questionário que continha questões sobre a existência da relação interdisciplinar nas academias, as funções que cada profissional desempenhava e suas inter-relações. Quanto aos profissionais entrevistados, 65,5% dos fisioterapeutas eram do gênero feminino, enquanto 79,3% dos educadores físicos eram do sexo masculino.

Foi verificado que a presença do profissional de educação física na sala do fisioterapeuta e do fisioterapeuta na área de musculação, ocorria em poucas academias, a maioria dos profissionais que foram submetidos ao questionário (81%) considerou como excelente ou muito boa a sua relação de trabalho com o outro profissional. Todos os fisioterapeutas avaliados, realizavam avaliações e reavaliações fisioterapêuticas, em contrapartida os professores de educação física possuía outras funções e atuava diretamente com os alunos. Em 45% das academias este profissional avaliava os indivíduos praticantes de musculação, sendo que o restante, ficava sob responsabilidade do fisioterapeuta que realizada em conjunto com a avaliação fisioterapêutica. Ainda na avaliação, foi observado que na maioria das academias, eram realizados reuniões e discussões entre os profissionais, só que esta prática era realizada com pouca frequência. Concluiu-se que os resultados deste estudo, demonstraram aspectos positivos, boa relação entre os colegas das profissões avaliadas, alguns aspectos negativos foram observados, como a discrepância entre gêneros e vínculo empregatício (O fisioterapeuta não possuía vínculo empregatício com as academias). Sendo assim, é possível afirmar que a relação está em
desenvolvimento e que a interação entre eles pode ocasionar em benefícios para os alunos.

Podemos observar os benefícios da relação interdisciplinar entre os fisioterapeutas e educadores físicos, uma interação que ainda está em crescente nos ambientes de academia, porém, já é possível evidenciar que ambos estão aptos para realizar avaliações biomecânicas, podendo assim, contribuir para prevenção e reabilitação de lesões.

Para Predrinelli [18], quando se conhece as possíveis causas das lesões e as identificam, é possível tomar medidas de prevenção ou quando a disfunção já está instalada, reabilita-las. Portanto, é imprescindível a presença de profissionais que tenham uma extensa base teórico/ prático, quando se refere a atividade física e lesões.

Corroborando com a citação acima, Oliveira [19] afirma que a integração de fisioterapeutas é de grande importância, desde que estes profissionais do movimento, saiba realizar uma anamnese completa e saiba a utilidade do tratamento preventivo, e não somente o tratamento de reabilitação.

Um estudo quantitativo realizado em 19 academias da zona sul de São Paulo, teve como objetivo avaliar a incidência de lesões percebidas pelos praticantes de treinamento resistido com pesos, a presença do fisioterapeuta nestes ambientes e determinar custos relacionados. Comparando-se os resultados em áreas da classe C2 (G1) e A2 (G2) e academias com fisioterapeutas (CF) e sem fisioterapeutas (SF). Foram obtidos os seguintes resultados: Do G1, 98% alunos realizaram análise postural e 80% do G2 (p=0,0093). 75% dos alunos não perceberam lesão, contudo há mais lesões percebidas no G2 (24,7%), que no G1 (12%), (p=0,05). Fisioterapeutas atuam em 31,57% das academias. Destes 83,33%, pertencem ao G2; porém, apenas 22,7% dos alunos sabem a sua presença; dos que não sabem, 60% perceberam lesão (p=0,0054). Nas academias SF a percepção é de 11,1%, e CF 29,1% (p= 0,0037). No G1 e SF o custo da mensalidade é aproximadamente 50% menor que nos outros grupos. Apenas 2,8% da amostra se importam com aumento do custo e 64,8% gostariam da assistência do fisioterapeuta. Portanto, conclui-se que, a percepção de lesões das academias avaliadas, é baixa, porém a percepção de lesões é maior nas academias com fisioterapeutas, pois os mesmos identificam a presença de lesões. Há um número reduzido de fisioterapeutas em academias, porém, grande parte dos alunos gostaria da sua presença, academias de classe alta e com fisioterapeutas as mensalidades são mais caras, entretanto, na visão dos alunos, isto representa custo-efetividade [20].

Sabendo-se que uma série de correções posturais pode ser realizada na própria academia, podemos destacar a intervenção fisioterapêutica por meio de exercícios de cinesioterapia, Pilates e outras técnicas que atuam nos desvios posturais que são diagnosticados na avaliação cinético-funcional. Portanto, a presença do profissional de fisioterapia nas academias, pode contribuir para promoção da saúde e prevenção de lesões dos alunos, como também, ampliação dos resultados do treinamento estruturado pelo educador físico.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Concluiu-se que os praticantes de musculação, estão propensos a diversos tipos de lesões, sendo elas causadas basicamente por alguns fatores como excesso de carga, execução incorreta dos exercícios e falta de supervisão de um profissional. A presença do fisioterapeuta neste ambiente ainda acontece numa minoria, podendo ser explicada pelo desconhecimento da relação interdisciplinar do educador físico e do fisioterapeuta, como também pelo aumento do custo pelos donos das empresas, porém, percebeu-se através dos estudos, que este profissional é de extrema importância não só na reabilitação de lesões, bem como na prevenção. São necessários mais estudos que evidenciem a presença do fisioterapeuta nas academias de musculação.

REFERENCIAS

  1. PRAZERES, M.V. A Prática da musculação e seus benefícios para a qualidade de vida. Florianópolis: UDESC, 2007.
  2. CHINARELLI, J. T. Insatisfação corporal e comportamento alimentar em freqüentadores de academia. Saúde e Pesquisa, v.5,n.2,p.280-287, maio/ago., 2012.
  3. ORY, M. et al., Screening, safety, and adverse events in physical activity interventions: collaborative experiences from the Behavior Change Consortium. Ann Behav Med. v.29, p.20-28, 2005.
  4. MURER, E. Epidemiologia da Musculação. Saúde Coletiva & Atividade Física: co/nceitos e aplicações dirigidos à graduação em Educação Física. Campinas. 2007.
  5. SILVA A. S.; SOUZA, M.C.; GOMES, E. M.; SILVA, J.F.; CANUTO, P.S; NETO, R. A.; PONTES, L. M. Prevalência de alterações posturais para prescrição do programa de exercícios em academias de ginástica- PB. Revista Saúde Com., v.1, n.2, p. 124-133, 2005.
  6. ROLLA, A., F.; ZIBAOUI, N.; SAMPAIO, R.F.; S.O. Análise da percepção de lesões em academias de ginástica de Belo Horizonte: Um estudo exploratório . Revista Brasileira de Ciência & Movimento, v.12, n.2, p.7-12, 2004.
  7. FAIGENBAUM, A. D.; MYER, G. D. Resistance training among young athletes: safety, efficacy and injury prevention effects. British J Sports Med., v. 44, p. 56-63, 2010.
  8. SIMÃO, R. Treinamento de força na saúde e qualidade de vida. São Paulo: Phorte, 2004.
  9. LAVALLEE, M. E.; BALAM, T. An overview of strength training injuries: acute and chronic. Currentsports medicine reports. Vol. 9, Num. 5, p. 307–13, 2010.
  10. SANTOS KT, LIMA LS, TEIXEIRA WS. Tendinites em praticantes de musculação: estudo transversal. Rev Pesq Fisio. 2018.
  11. SOUZA, G; MOREIRA, N; CAMPOS W. Ocorrência e características de lesões entre praticantes de musculação; Revista Saúde e Pesquisa, v.8, n.3, p.469-477, set/dez, Maringá (PR), 2015.
  12. FERREIRA LAS, BARBOSA D, KERPPERS II, XAVIER G, FERREIRA MB. Avaliação da dor lombar crônica em praticantes de musculação: estudo clínico, controlado, randomizado e duplo-cego, Ano 5, n. 2 – Jul/Dez. 2017.
  13. FALAVIGNA, A TELES AR, BRAGA GL, BARAZZETTI DO, LAZZARETTI L, Tregnago Instruments of Clinical and Function Evaluation Spine Surgery. Coluna/ Columna. 2011; 10(1):62-7.
  14. SOUZA, JÚNIOR. Prevalência de dor lombar em praticantes de musculação, Revista da UNIFEBE, ISSN 2177-742X, Brusque, v. 1, n. 8, jan/jul. 2010.
  15. VAZ ACA, SIGNORINI LM, SILVA AA. Relação interdisciplinar entre profissionais de Educação Física e Fisioterapeutas em academias de ginástica. R. bras. Ci. e Mov. 2013;21(1): 41-50.
  16. JUNIOR, N.,J., PASTRE,C.M., MONTEIRO, H.L., Alterações posturais em atletas brasileiros do sexo masculino que participaram de provas de potência muscular em competições internacionais. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, v.10, n.3, p. 195-198, maio/jun, 2004.
  17. DREHER, D.Z., GODOY, L.P., A qualidade de vida e a prática de atividades físicas: estudo de caso analisando o perfil do freqüentador de academias, Ouro Preto: XXIII ENEGEP, 2003.
  18. PEDRINELLI, A. Prevenção de lesões esportivas. 2002. Disponível em: http://www.lincx.com.br/lincx/orientacao/prevencao/aspectos.html. Acesso em: 20 abril 2013.
  19. OLIVEIRA, R.. Lesões nos Jovens Atletas: conhecimento dos fatores de risco para melhor prevenir. Revista Portuguesa de Fisioterapia no Desporto, v. 3, n. 1, 2007 p. 33-8, 2007
  20. CASTRO, A., GUERINO, R., FERREIRA, T., PORTES, L., PORTO, E., Percepção de lesões musculares em praticantes de musculação em academias com e sem supervisão de um fisioterapeuta: Uma análise custo- efetividade, Life style journal, p.11-22, São Paulo, 2015
Se desejar, use os botões abaixo para compartilhar.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.