Fisioterapia ajuda bebês a desenvolver funções motoras

Alguns bebês começam a se virar no berço mais cedo do que outros, assim como sentar sozinhos ou mesmo engatinhar. Cada um tem seu tempo. Mas algumas peculiaridades, como as de crianças que não conseguem se manter firmes, podem significar um caso de Hipotonia Congênita Benigna – situação em que não há nenhuma doença neurológica associada.

Mesmo quando você está parado, os músculos do seu corpo ficam em estado de tensão leve, o chamado de tônus muscular, isso ajuda a manter a postura corporal e deixa a pessoa pronta para cada movimento. Alguns bebês, no entanto, apresentam uma diminuição nesse aspecto e acabam tendo dificuldade de sustentar o corpo contra a gravidade.

“Ao pegar no colo uma criança de 2 a 3 meses que apresente Hipotonia é possível notar que a cabeça fica mole, instável, ela não tem firmeza do tônus cervical. Quando chega ao quarto ou quinto mês, o bebê geralmente já é capaz de sentar com apoio, a criança hipotônica não. Mesmo com apoio, ela não consegue sustentar o corpinho”, explica a fisioterapeuta Gislaine Milena Marton.

A especialista diz, ainda, que a evolução da criança com esse sintoma é diferente das outras ao avançar nas fases de desenvolvimento. Entre 9 e 11 meses, tende-se a começar a engatinhar. O bebê com hipotonia não consegue fazer isso, e com 1 ano ou mais também não terá força necessária para andar, o que seria natural nessa fase.

Vale ressaltar que o quadro de Hipotonia pode ser sinal de algum problema neurológico, por isso, sempre que ela for detectada é necessário consultar o especialista para o diagnóstico e tratamento adequado. No caso da Hipotonia Benigna, o importante é se certificar que o bebê, com os estímulos específicos e indicados na fisioterapia, cumprirá todas as etapas de evolução motora, e também é preciso seguir as orientações do pediatra, procurando tratamento o mais cedo possível.

A fisioterapia é grande aliada nesse sentido. A técnica vai estimulando a correção do tônus, o aumento da força muscular, principalmente ao redor das articulações e das extremidades, proporcionando mais estabilidade e suporte para o bebê. “Os resultados são ótimos, como melhora da postura, das reações de equilíbrio e proteção, além da normalização das etapas motoras para cada idade. O tratamento já aumentou também a coordenação, desenvoltura e agilidade de movimentos dos pequenos em todos os casos atendidos na clínica. E isso proporciona uma vida com muito mais independência para esses futuros adultos”, completa a fisioterapeuta.

Fonte: http://www.gaz.com.br/conteudos/blog_meu_bebe/2019/11/04/157151-fisioterapia_ajuda_bebes_a_desenvolver_funcoes_motoras.html.php

Se desejar, use os botões abaixo para compartilhar.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.