Fisioterapeuta “troca” obesidade por tattoos

Fonte: www.bemparana.com.br

Cada corrida completada é uma vitória para Daniel Kuriu, de 34 anos. Quem vê o fisioterapeuta hoje correndo provas de longa distância, dificilmente imagina que há cerca de dez anos ele pesava quase 100 quilos, era tabagista e sofria de depressão. Agora seu objetivo é completar 42 desafios pelo mundo, sendo que o último deles foram os 16 quilômetros da prova Paris-Versalhes, na França. Daniel também tem um compromisso, uma tatuagem no corpo a cada prova percorrida. Já são quatro, a última a coroa do Chateau de Versalhes no braço, pela prova na França.

Desde pequeno a vida de Daniel foi cercada por uma rotina esportiva. Começou nas artes marciais, com o judô, o Taekwondo e mais tarde o Muay Thai. Veio então uma lesão no ligamento do joelho, que o obrigou a parar com os esportes e dedicar-se exclusivamente aos estudos e à carreira em hospital como fisioterapeuta. Com a nova e pesada rotina, porém, veio também o ganho de 25 quilos e a perda de qualidade de vida. Foi quando uma tragédia serviu como um impulso para a mudança de hábitos.
“Estava muito ruim, doente mesmo, com depressão, fumando cigarro. E em 2006 perdi um tio que também era sedentário, tabagista e obeso. Foi quando decidi mudar”, relata o corredor e triatleta. “Comecei a correr porque tinha de fazer alguma atividade física e porque era tabagista. Comecei a correr como uma forma de combater a ansiedade e conseguir largar o cigarro, acabei viciando no esporte e não parei mais. Já são 10 anos correndo”, complementa.
O começo, porém, não foi nada fácil. Fora de forma, quase passou mal logo no primeiro dia e na primeira volta que deu no Parque Barigui, hoje sua segunda casa. “Lembro que dei uma volta e quase passei mal, saí com a perna toda assada”, recorda. Sem material adequado, também fez bolha no pé e, em sua primeira corrida, ficou em último lugar, perdendo até para um cadeirante cujo pneu furou.

“A primeira corrida que fiz fiquei em último. Não sabia onde estava. Olhava o velhinho do lado e pensava ‘não vou perder nem a pau’. E perdi. Tinha até uns cadeirantes participando, com cadeira de rodas normal. O pneu de um deles furou e eu perdi para ele, cheguei em último junto com a ambulância (risos)”, conta Daniel.
Com força de vontade (o que ele coloca como sendo o essencial para quem quer mudar de vida), porém, o fisioterapeuta conseguiu a mudança que desejava. Duas semanas depois de começar caminhando já estava trotando pelo Parque. Hoje pratica exercícios todos os dias, correndo até oito quilômetros diários, faça chuva ou faça sol.
“Comecei com corrida de 10 quilômetros. Hoje já disputei oito maratonas, fiz um Iron Man e sete provas de triathlon olímpico. São 42 desafios pelo mundo que quero fazer. No primeiro Iron Man já prometi que, se terminasse a prova, eu tatuaria. E fiz. Já fiz também a corrida de Paris e de Versalhes. E agora falta a (tatuagem das provas) de Curitiba e a da Disney, que devo fazer no começo de novembro”, finaliza.

Se desejar, use os botões abaixo para compartilhar.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.