Fisioterapeuta supera perda de perna e ajuda pacientes com próteses

Kayane Carneiro Corrêa, de 31 anos foi uma das vítimas do desabamento do edifício Enseada de Serrambí, no ano de 1999, em Olinda (Recife)

Kayane Carneiro Corrêa, de 31 anos, sofreu um grave acidente quando era criança em Recife-PE, e teve uma de suas pernas amputadas. Ela precisou de fisioterapia para se adaptar por 10 anos até colocar a prótese. Ela é fisioterapeuta PCD há quatro anos e pós-graduada em Ortopedia e Traumatologia. Hoje ela atua na rede pública de saúde.

Kayane foi uma das vítimas do desabamento do edifício Enseada de Serrambí, no ano de 1999, em Olinda (Recife), onde pelo menos seis pessoas morreram. Na época, ela tinha apenas 10 anos e brincava na área do bloco que desabou. Uma viga de concreto caiu em cima da perna esquerda dela, que foi amputada horas depois do resgaste.

Mas anos depois, ela decidiu inspirar outras pessoas, transformar o que foi de perda para ela em motivação. Em 2011 ela se formou em fisioterapia com o objetivo de ajudar outras pessoas, principalmente as que passaram pela mesma situação que ela.

“Sou apaixonada pela fisioterapia, eu vejo a dedicação desses profissionais para cada etapa em cada avanço do paciente. Isso me inspirou muito e foi quando eu decidi que eu queria dar essa sensação também àquelas pessoas que passam pelo o que eu passei.” contou a fisioterapeuta.

Hoje ela atende no Centro Especializado de Reabilitação III (CER III), localizado na Policlínica Codajás, zona sul da cidade.

Há alguns anos, Kayane também arriscou fazer aulas para praticar pole dance como uma forma de exercício.

Atendendo pacientes

Uma das pacientes que Kayane atendeu é a jovem Nyna Vitória, de 15 anos, que também teve a perna amputada, após sofrer um acidente de bicicleta com 12 anos.

“Essa foi uma das pacientes que eu me vi muito, me enxerguei na história dela, perdemos um dos nossos membros com quase a mesma idade, tento passar para ela a mesma força que um dia me passaram.”

A fisioterapeuta conta que pode compartilhar com os pacientes histórias, derrotas e desafios.

“Gosto de agregar um pouco de esperança a essas pessoas que acham que o mundo acabou, o mundo não acabou, é apenas um recomeço.” Afirma a fisioterapeuta.

Fonte: https://www.acritica.com/channels/coronavirus/news/fisioterapeuta-supera-perda-e-ajuda-pacientes-com-proteses

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