Fisioterapeuta é explorado ou não conhece o seu valor?

É muito comum escutarmos em rodas de amigos Fisioterapeutas que existe uma prostituição da profissão. Comentários e justificativas tão antigos quanto a própria atividade mencionada.

Eu queria perguntar aos meus amigos, quanto vale o seu serviço? Quanto é suficiente para que você não se sinta explorado? Quanto é justo ficar para o  empregador? Você teria aquele cliente(s) fora daquele local onde está trabalhando?

Como você calcula o preço de meus serviços? Será que você aprendeu  isso na faculdade, ou ficou sonhando em cobrar o que colegas que já estão no mercado, há anos, cobram só para não se sentir “por baixo”?

Muitos colegas caem na ilusão de adotar um certo “método de tratamento” porque “esse paga bem” e ai enxergam, depois de alguns investimentos, que não era tão simples cobrar o que imaginavam.

Meus amigos, primeiro temos entender, que há uma diferença entre preço e valor. Embora, numa primeira análise, possam ser semelhantes, esses não o são. È bem simples, imagine o preço de uma garrafa de água mineral, agora, qual o valor, dessa , bem gelada, no meio do deserto?

Voltando para a nossa realidade imagine o valor do atendimento que você pode obter com um ambiente climatizado, recepção ágil, higienização impecável, comunicação eficaz e alta resolutividade em seu atendimento.

O cálculo do preço requer o conhecimento de 4 situações (Custos Fixos, Custos Variáveis, Custos de Marketing e Lucro desejado) Quanto mais próximos estiverem, o preço e o valor de seu serviço, mais você se realizará. Mas lembre-se o preço quem dá é você, mas, o valor que lhe concede, é o cliente.

Luis Henrique Cintra
Fisioterapeuta Consultor

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12 comentários em “Fisioterapeuta é explorado ou não conhece o seu valor?”

  1. Elias Rodrigues Da Silva Neto

    Uma prostituição feita pelo próprio fisioterapeuta e referenciada pelos os que procuram, sabendo que os mesmo não tomam conhecimento ou desconhecem o que deveriam ter como base e buscar através de seus conselhos o conhecimento das diretrizes e tomarem postural de profissional colegiado assim como todo profissional que atuam dentro desse principio que a profissão pede o valor minimo mas real no momento atual. Sendo assim posso calcular o preço de meus serviços e realizar o meu lucro dentro daquilo que estou oferecendo ao meu cliente/paciente.

  2. Amigo Elias,obrigado por seu comentário. Confesso que embora seja defensor de nossas entidades de classe, acredito que nossa autonomia deve relacionar-se mais com conhecimento e atitudes de gestão e empreendedorismo. Como você bem definiu, no mercado encontraremos tanto profissionais que cobram valores ínfimos como clientes dispostos somente a pagar por tais valores. Muitas vezes isso acontece não porque querem desconto, mas realmente porque não podem pagar mais, porém desejam o serviço. Cabe, então, ao profissional, definir o seu público alvo.

    Forte abraço

  3. Luciomar Gonçalves dos Santos

    Infelizmente a graduação, seja Tecnólogo, Bacharel ou Licenciado, não ensina o egresso a ser empresário / empreendedor. Em nossa área de atuação especificamente, a Fisioterapia, temos visto ao longo de décadas a depreciação do profissional Fisioterapeuta, seja por docentes, que nunca atuaram na área clínica e estimulam os alunos para que ao se formarem comecem atendendo com valor menor que o de mercado (para “criarem nome”), seja por aqueles colegas que trazem para dentro de sua clinica os estagiários irregulares, sem vínculo com a IES, utilizando assim uma mão de obra barata, através do exercício ilegal da profissão, sucateando cada vez mais o valor e a qualidade dos atendimentos; se a mão de obra é barata ou de graça, o valor do atendimento, não importa qual seja, é lucro…. Não podemos tabelar nossos honorários, seria ilegal, porém tendo como base o RNHF, poderíamos valorizar a classe como um todo. Não adianta apenas cobrar dos conselhos fiscalização, é impossível colocar um fiscal dentro de cada clínica / consultório,necessitamos deixar de “amiguismos” e denunciar sim os que ferem nosso código de ética, urge que a classe seja unida sim em buscar fazer com que os profissionais medíocres sejam punidos, temos que estimular desde a formação um conceito ético e de união em prol da profissão.

    1. Excelente comentário Dra.Luciomar expondo a responsabilidade de diferentes nichos. Contudo, entendo que a elaboração de nossos preços deva começar pela definição do público alvo, pois nosso RNPF pode ter valores um pouco além do que classes menos favorecidas poderiam pagar, principalmente nos tratamentos mais demorados.

  4. Wiron Correia Lima

    Excelente matéria Dr. Luiz Cintra.
    Temos que observar um ponto fundamental nessa realidade: a cultura ligada ao processo de valorização do próprio tarangalho do fisioterapeuta ainda está ligada ao modelo reabilitacionista. Falta uma apresentação formal desse paradigma de “encantamento”, esse diferencial que agrega valor às relações da sociedade com esse trabalho. Uma nova leitura da tipificação da abordagem fisioterapêutica.
    Parabéns pela lucidez de suas palavras.

      1. Sou um acadêmico de Fisioterapia, P2. É com pensamentos assim, que as mudanças vão acontecer…. De agora já, a mentalidade tem que ser trabalhada agora pra no futuro próximo isso que vem acontecendo melhore!

    1. Obrigado Eliana por seu comentário, mestre Sun Tzu ensina que para vencer uma batalha é preciso conhecer a si e o inimigo. Talvez ficamos tão obcecados em obter resultados que esquecemos de nos analisar e saber quem realmente somos.

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