Fisioterapeuta Denise Novaes da dica de exercícios para melhorar o desempenho sexual.

[adrotate banner=”57″] RIO — Se os nomes Anastasia Steele e Christian Grey nada dizem para você… Definitivamente, você esteve passeando em Marte nos últimos tempos. Mesmo entre aqueles que não foram contagiados pela histeria do livro “Cinquenta tons de cinza”, e, agora, do filme, os nomes dos protagonistas já estiveram presentes em algum papo casual. Badalada principalmente entre as mulheres, a obra da autora E. L. James vem provocando curiosidade entre as leitoras, e muitas buscam entender melhor o universo do sadismo e do masoquismo. E empresários da Barra não estão deixando a tendência, cheia de chicotes e algemas, passar em branco.

A estilista Sophia Marins, à frente do Ateliê Look Fashion, na Barra, é uma das fãs ardorosas da trilogia, que já tem mais de cem milhões de exemplares do primeiro livro vendidos.

— Li tudo, e já vi o filme três vezes; ainda verei mais duas. As amigas me chamam e eu não tenho como recusar o convite — diz Sophia.

Por testemunhar e viver o fanatismo, a empresária criou uma linha de camisetas e braceletes inspirada na obra.

— Participo de grupos nas redes sociais relacionados ao livro. E neles as meninas destacam os diálogos de que mais gostam, principalmente falas do Mr. Grey. Ele é a inspiração de todas nós, que o meu marido não me escute. Usei essas frases nas camisetas — brinca a proprietária da grife, localizada no Centro Empresarial Le Monde.

As frases são: “Keep calm and go to the playroom”, “Keep calm and Mr. Grey will see you now”, “Laters, baby” e “Keep calm and obey Mr. Grey”.

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— Optei por deixar em inglês; assim fica mais sutil — diz Sophia.

CURIOSIDADE É AGUÇADA COM OBRA

Os fetiches de Mr. Grey, além de levar muitas moças às livrarias e aos cinemas, têm despertado o interesse por sex shops. E a Muito Prazer, na Barra, que já promovia workshops gratuitos relacionados a sexo, lançou o temático “Cinquenta tons possíveis”. O primeiro será no dia 10, às 19h, e o encontro deve se tornar mensal.

— Nossas vendas aumentaram 70% com o filme. O objetivo dos cursos é que as pessoas entendam que podem levar um pouco daquele universo para suas relações. Seja com uma vela que é, na verdade, um óleo de massagem, ou com produtos de puro sadomasoquismo. O importante é respeitar seus desejos e limites — diz a consultora de relação sexual Heloá Souza, que há 12 anos faz parceria com Margot Bertholo, proprietária da loja.

Já na loja de vinhos Grand Cru Barra, mulheres a partir dos 30 anos se encontram mensalmente para beber e conversar sobre o universo de Baco. A próxima edição do grupo Espumante das Cinco será no dia 18, às 17h, com apelo especial e picante: foi batizada de “Cinquenta tons de vinho”. A especialista Marília Dias organiza o evento, que terá a participação da fisioterapeuta Denise Novaes abordando exercícios para melhorar o desempenho sexual.

Em “Cinquenta tons de cinza”, a protagonista é passiva, mas a academia Anna Moura e Márcia Marinho acredita que, para apimentar a relação, elas também devem contribuir. Por isso lançou, semana passada, a chair dance. Há turmas aos sábados e aulas reservadas. De frente para o espelho e com suas cadeiras posicionadas, as alunas sobem no salto e acompanham a professora Najla Coelho empenhando-se em olhares firmes e na execução de movimentos provocantes.

— Eu tenho alunas de 20 a 60 anos. Sinto que as mais jovens são mais retraídas, talvez por se preocuparem mais com a opinião alheia. Esta dança não deve ser vulgar; só o toque das mãos pela silhueta do corpo ou percorrendo a cadeira já desperta desejo no outro — diz Najla, frisando que algumas alunas pedem coreografias específicas, a fim de se exibirem para o parceiro.

Ao som de Madonna e Rihanna, diz ela, as alunas vão deixando a timidez para trás:

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— Algumas mulheres têm preconceito com o corpo e, no início, evitam se olhar no espelho; outras se acham masculinas e buscam desenvolver a sensualidade.

Segundo a professora, a chair dance favorece o tônus muscular, funcionando também como ginástica.

— Sempre achei essa dança interessante, uma forma de melhorar a expressão do corpo. É sexy sem ser vulgar — diz Maria Clara Schlaepfer, de 18 anos, que dia desses experimentou a aula.

Fonte: http://oglobo.globo.com/rio/bairros/empresarios-do-rio-criam-linhas-de-produtos-inspirados-em-cinquenta-tons-de-cinza-15460413#ixzz3TQjbtObm

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