Ex-jogador da seleção brasileira de handebol, Guga Lopes volta ao Recife como fisioterapeuta esportivo.

Um dos principais representantes do handebol do País está de volta à terra natal. O pernambucano Gustavo Henrique Lopes fez parte da geração de ouro da modalidade masculina nos anos 2000. Na época, a equipe nacional conquistou o primeiro ouro nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, em 2003, e garantiu a vaga direta para os Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004. Os dois eventos marcaram a história do pernambucano e do handebol nacional. “Aquele foi um título inédito. Foi um período especial porque atingimos um novo patamar e realizamos sonhos”, comentou o ex-jogador, que há dois meses retornou definitivamente para o Recife.

Guga volta para Pernambuco realizado pessoal e profissionalmente. Após dedicar 22 anos de sua vida ao esporte de alto rendimento, ele se redescobriu como fisioterapeuta esportivo. O cuidado com atletas amadores e profissionais é uma paixão antiga, dos tempos que se machucava e recorria à fisioterapia para se reabilitar. Ao longo de sua jornada no handebol, passou por nada menos que sete cirurgias. “Eu despertei o interesse pela técnica desde o primeiro contato. Eu aprendi muito e toda experiência que tive como atleta consigo aplicar hoje nos meus pacientes”, garante o ex-jogador, que encarou a educação como uma prioridade em sua vida.

CARREIRA

O pernambucano iniciou a carreira aos 10 anos, quando entrou para o time da escola e defendeu o Bairro Novo. Conquistou o título brasileiro e ganhou notoriedade. O bom momento culminou no convite para reforçar o Porto, de Portugal. Aos 16 anos, porém, o jovem Guga não se adaptou ao estilo dos europeus e voltou para o Brasil. Felizmente, o retorno conciliou com a primeira convocação para a seleção brasileira. A disputa do Campeonato Sul-Americano juvenil foi a primeira de muitas experiências vestindo a camisa verde e amarela.

A seleção ofereceu ao pernambucano visibilidade e oportunidade de ser contratado pelo Pinheiros, de São Paulo, um dos melhores clubes do País. Foi no time paulista que o jogador evoluiu tecnicamente e se matriculou no curso de fisioterapia. “Essa era uma promessa que eu tinha feito aos meus pais. Começar e completar uma graduação era o mínimo que eu poderia fazer por eles e por mim”, comentou.

NO TOPO

Em 1999, a carreira do pernambucano atingiu nível mais elevado com as disputas do Mundial e dos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, no Canadá. No ciclo olímpico seguinte, que culminou nas Olimpíadas de Atenas, Guga alcançou o auge do alto rendimento. Ele não hesita quando é questionado sobre os momentos que mais marcaram sua carreira profissional.
“O ouro em Santo Domingo e a cerimônia de abertura dos Jogos de Atenas”, pontua. O título no Pan-Americano, inclusive, completou 15 anos no último dia 11 de agosto, data que foi comemorada pelos jogadores que fizeram parte da equipe campeã. “Foi um momento de muita felicidade para todo mundo que faz parte do esporte. Foi inédito e histórico”, destacou o pernambucano, que continuou na seleção nos anos seguintes e chegou a ficar na reserva para os Jogos de Pequim, em 2008.

Após o bom período no Brasil e no Pinheiros, Guga iniciou nova etapa de sua trajetória. Em 2006, foi transferido para o Metodista, onde permaneceu até 2011. “Foi quando eu tive a oportunidade de amadurecer a ideia da aposentadoria e fazer a transição de atleta para fisioterapeuta. Na maioria dos casos, o competidor não está preparado para esse momento, mas para mim foi natural por conta das muitas lesões que sofri”, argumentou o ex-jogador. Até o primeiro semestre de 2018 Guga trabalhou em uma clínica de medicina integrada que é referência em São Paulo. No Recife, ele reinicia novo ciclo com a missão de liderar a primeira unidade fora da capital paulista. “É um desafio. Estou me adaptando a nova vida, mas estou feliz e satisfeito com tudo o que fiz no esporte. Tudo valeu a pena”, concluiu.

Fonte: http://jconline.ne10.uol.com.br

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