Se era pra ter aulas de Fisioterapia com dois “brazucas” pra que raios eu atravessei o oceano?

 

Que Santo de casa não faz milagre todo mundo já sabe. Ainda mais de uns tempos pra cá com a abertura da “Temporada de caça” às especializações e cursos de pós, mestrados e doutorados.
Pronto! Está montado o cenário e o espetáculo pronto pra começar!. Primeiro aparece vindo de um país qualquer o curso de “sei lá o que”, curso este claro certificado e patenteado, novíssimo no Brasil. Semanas depois um asiático cria o curso de “sei lá o que” sobre a bola, mas não antes de um americano divulgar o “sei la o que” na água e os europeus adaptarem o curso, criando o “sei lá o que” na neve. Nós brasucas, corremos atrás de todas as variantes para não – “ficar para trás” – e enchemos lhes as salas de aula e os bolsos, mas antes dos nossos bolsos ficarem vazios ainda dá pra apelar pra o jeitinho brasileiro – claro – criando “sei la o que” na praia e também ganhar algum.
É neste cenário de intensa internacionalização e competição que está mergulhado o mercado da Fisioterapia brasileira, e a busca do DIFERENCIAL proporciona a glória e a ruína de muitos de nossos colegas. Mas como chegar a glória? Ou ainda melhor. Como sair da ruína? Respostas exatas são desconhecidas mas ambas passam pela melhor qualificação profissional. E na busca desta qualificação, uma boa possibilidade é um curso, ou pós no exterior.
Porque no exterior? Simples. Pelo simples motivo que leva todos os anos uma leva de cariocas e paulistas para outros países. É melhor! É de fora!!!! AMERICANA OU EUROPÉIA então! É tudo! Pelo menos é o que a maioria pensa. Só cuidado para não levar um CHOQUE como eu! Que em pleno MESTRADO numa faculdade Européia fui “sacudido” quando dois professores de uma Universidade Paulista entraram na sala e me fizeram descobrir que eles eram os responsáveis pelas próximas duas cadeiras. – “Então se é pra ter aulas com dois brasucas pra que raios eu atravessei o oceano? – Pensei! – Se eles estão aqui é por que são bons!
Pensei de novo em voz alta! Então por que não fiquei no Brasil se lá também tem gente boa!
Responda me você prezado leitor! É bom por que vem de fora. Ou vem de fora por que é bom? Ou seria ainda o ideal valorizar a “prata da casa” e buscar um curso ou pós genuinamente brasileira? Assim não teríamos burocracias e aborrecimentos com autenticações, consulados, carimbos, traduções e as vezes, tudo isso, pra no final descobrirmos que nem sempre uma pós graduação ou curso fora do país é reconhecido no Brasil.
E para responder estas e outras perguntas prezados(as) leitores (as), que a partir desta edição estaremos publicando uma série de crônicas com intuito de “iluminar” as idéias de quem quer, ou pensa em fazer alguma coisa fora do Brasil. Serão mostrados desde custos de vida a sistemas de educação em vários países, como conseguir uma bolsa de estudos, reconhecimento de cursos, mercado de trabalho e valorização profissional do Fisioterapeuta, qualificação exigida e domínio de línguas importantes, tudo isto entre muitos outros temas indispensáveis para quem quer enriquecer o currículo e a cabeça, conhecendo outra cultura. Prepare a sua mala e a cabeça, traga boa vontade, bom humor e algum dinheiro e embarque nesta…

Dr. André Luiz de Mendonça
É Fisioterapeuta e correspondente da Revista NovaFisio na Alemanha.
Reside atualmente na cidade  de Mainz
Contato: andremendonca@hotmail.de

andre

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.