Entrevista de capa

Entrevista com | Dr. Oston Mendes
Por | Eduardo Tavares
Fotos | Marcio Amaral

Quando surgiu a missão de produzir uma entrevista para a edição de julho da revista NovaFisio, muitos personagens surgiram em mente; atletas, celebridades da TV e profissionais da área. No entanto, existia um fato que não podia ser desconsiderado. Este número marcaria a primeira edição daquela que foi a primeira revista informativa sobre fisioterapia no Brasil. Com certeza um divisor de águas. Então, nada mais apropriado do que entrevistar o próprio idealizador e responsável pela NovaFisio, uma publicação reconhecida como referência quando o assunto é informação sobre fisioterapia. Com mais de duas décadas de trabalho árduo dedicadas a levar informação aos leitores, o fisioterapeuta, Oston Mendes, revela aqui detalhes sobre o momento de reestruturação que a NovaFisio passa com a criação de uma plataforma multimídia | Por Eduardo Tavares


NovaFisio: Qual foi o gatilho que fez com que você pensasse em reformular totalmente a revista NovaFisio?

– Houve um declínio no interesse em revistas e jornais impressos e isso aconteceu com a Revista NovaFisio. As pessoas não saíam para comprar revistas. Até hoje, se você parar para pensar, quem tinha o hábito de comprar revista, qual foi a última vez que ela fez isso? Eu vi a necessidade de transformar a revista impressa em digital. As pessoas querem informação instantânea, não querem mais esperar meses para receber uma informação. Com a internet, tudo é muito rápido. Em 2014, quando aconteceu esta mudança, não havia programas e aplicativos para fazer uma revista digital aceitável. As coisas não funcionavam bem. Então tive que me manter somente com o site da revista colocando informação, mas ainda não era uma revista, mesmo com informações diárias. Consegui manter os leitores, mas não tinha número nem série. Até para uma publicação científica era complexo para referenciar a pesquisa. Eu buscava fazer uma revista como sempre foi, com capa, todo mês saindo um número, com série e entrevistas. Hoje a tecnologia disponível permite isso.

NF: Além da revista no formato digital, também está disponível um aplicativo e um canal no youtube. Pode explicar como é isso?

– Na verdade, o aplicativo veio primeiro. Achei o pacote ideal para fazer a revista através de um aplicativo para celular, tablet e também desktop e notebooks. Uma publicação multiplataforma, uma revista que você pode ler em um celular ou em um computador gigante. Você vai ler a mesma revista, que é o FISIOapp. A qualidade e o conteúdo são os mesmos. Se você foi assinante da revista verá que é o mesmo. Agora o aplicativo permite usar todos os recursos tecnológicos disponíveis. Por exemplo, num artigo científico sobre um tratamento de joelho, ele pode mostrar o vídeo desta manobra. Você está lendo o artigo científico e tem ali na hora o vídeo ou muitas imagens. Antes, na revista impressa não poderia colocar muitas imagens, já que você tem um número determinado de páginas. Com a revista digital eu percebi que dava para fazer os vídeos. Surgiu então uma nova visão, o melhor local para colocarmos hoje um vídeo é no youtube, daí a ideia simultânea de junto com a revista digital, criar um canal no youtube que nasceu junto com a nova revista.

NF: O que será apresentado de novo nestas ferramentas. Qual será o conteúdo?

– A revista seguirá a linha editorial que ela sempre teve. Uma entrevista de capa, artigos científicos, colunas. Nossos colunistas, cada um segue uma linha, por exemplo, o Dr. José da Rocha escreve sobre a questão dos salários dos fisioterapeutas, das dificuldades, ele tem esta visão. Já o Dr. Luis Cintra gosta de falar sobre a gestão em fisioterapia, assim como o Dr. Carlos Iuri, com dicas de marketing. Então a revista seguirá a mesma linha editorial enriquecida com muitas fotos e vídeos. Já o canal no Youtube tem como proposta contar a história da fisioterapia, mas na visão das pessoas que fazem parte dela. Não vou contar a história da fisioterapia por si só, mas a história de cada um dos profissionais. Por exemplo, Dr. Nilton Petrone, uma pessoa que admiro muito. Vou contar a história dele. Ele foi e é muito importante para a fisioterapia. Depois, conto a história de outro colega. São profissionais que tive a oportunidade de conhecer. Tudo com fotos. Quem for acompanhando o canal vai saber quem é quem na fisioterapia, o que cada um fez. Quem fundou um sindicato, quem fundou uma associação. Quem são as referências da fisioterapia.

NF: Então você acha fundamental entender e conhecer quem moldou a profissão ao longo dos anos?

– Sim, claro. Alguns destes profissionais nem estão mais entre a gente, mas merecem e eu também tenho a obrigação de contar a história deles. O que eles fizeram pela fisioterapia, como Dr. Ruy Gallart, por exemplo, que foi presidente do COFFITO. Quem foi contemporâneo vai poder matar as saudades e saber curiosidades que talvez não soubesse sobre estes colegas e quem é novo na carreira terá a oportunidade de saber quem foi quem na fisioterapia!

Revista NovaFisio | Ano XXII – Nº 102 – julho de 2018
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