Entrevista com a Lutadora Karen Ferro.

Atriz, modelo e formada em moda, a carioca Karen Ferro não teve medo de largar tudo para encarar um grande desafio. Desde 2013, ela está à frente da franquia Cachambi, no Rio, da renomada rede de academias Team Nogueira, que pertence aos lutadores de MMA, Minotauro e Minotouro. Filha de professores de educação física e donos de academia de fitness, referência no mercado, Karen conheceu o empreendimento após visitar uma feira de esporte ao lado do irmão, Diogo, quando os dois decidiram investir, juntos, no novo negócio. Para se aprimorar na carreira, ela fez o curso de gestão de MMA, no IBMEC (Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais) e, desde então, não parou mais.

Hoje, a Team Nogueira Cachambi é um case de sucesso entre as unidades com mais de três mil alunos e uma das principais da rede. A academia oferece aulas de boxe, jiu-jitsu, muay thai, judô e karatê e conta com programas especiais para homens, mulheres, crianças e adolescentes. Segundo Minotouro, a atividade ladies camp, exclusiva para mulheres, é a que mais dá resultado em casos de emagrecimento entre todas as franquias da rede.

Em 2015, Karen Ferro resolveu entrar literalmente no mundo da luta. Começou a praticar jiu-jitsu, treinada pelo marido, o campeão mundial Alberto Ramos, e passou a competir. No mesmo ano, conquistou a medalha de bronze no World Master Jiu-Jitsu Championship, em Las Vegas, nos Estados Unidos.

A partir daí, surgiram algumas lesões durantes os treinamentos, como uma no quadril, e outra no dedão do pé, que chegou a sair do lugar e a impediu de competir no Abu Dhabi Grand Slam, que aconteceu no Rio de Janeiro. Para se recuperar, passou a fazer sessões de fisioterapia com a especialista Karla Lavado. O tratamento durou três meses, mas ela continuou a fazer com o objetivo de se prevenir de outras lesões e também para ajudá-la na preparação para as competições.

A Revista Nova Fisio bateu um papo com a atleta e empresária que conta como foram os tratamentos e fala também sobre o sucesso na nova carreira.

Fonte: Alessandra Tolc

Você já teve algum problema que tenha te levado a fazer fisioterapia? Qual foi?

Quando comecei a treinar jiu-jitsu com mais intensidade para as competições, surgiram algumas lesões durantes os treinamentos. Por conta de treinar muita queda, o impacto no chão acabou acarretando uns edemas no quadril. A outra aconteceu quando eu estava treinando, na véspera de um campeonato importante, que era o Abu Dhabi Grand Slam, realizado no Rio de Janeiro. Foi de uma forma boba, eu chutei o chão e meu dedo saiu do lugar e tive uma luxação. Foi a lesão que mais demorou a recuperar e que mais precisei da fisioterapia.

– Quantas vezes e como foram as sessões?

Fiz por três meses e diariamente. Como na época dessas lesões, na academia Team Nogueira Cachambi, tínhamos o tratamento de fisioterapia prestado pela profissional Karla Lavado, mesmo depois de curada, continuei fazendo, por um período, e me ajudou muito na prevenção de outras lesões e também na preparação física para as competições.

 – A fisioterapia te ajudou? Qual foi a importância dela para sua recuperação?

Muito mesmo. Como eu disse acima, foi muito importante para o meu treinamento no jiu-jitsu. Me ajudou na prevenção de outras lesões e a estar bem preparada para as competições.Depois que eu percebi o quanto meu corpo tinha uma boa aceitação com a fisioterapia, quando eu entrava em treino para uma competição, sempre complementava com a fisio para evitar lesões e deu super certo.

Foto: Rodrigo Lopes

 
– Fez algum trabalho específico para prevenir novas lesões?

Sim, continuei na fisioterapia, conforme eu disse acima.

– Você ganhou a medalha de bronze no World Master Jiu-Jitsu Championship, em Las Vegas, nos Estados Unidos, em 2015. De lá pra cá, como estão as competições? Qual a próxima?

Participei e ganhei alguns campeonatos aqui no Rio, mas parei, em 2017, quando fiquei grávida da minha filha Valentina, que hoje está com sete meses. Já voltei a treinar e, se tudo der certo, quero competir novamente no Mundial, em agosto.

– Como foi essa transição da moda para o mundo da luta e dos negócios?

Desde nova, trabalhei como modelo e aí vieram os trabalhos como atriz e criei a minha marca de acessórios. Os meus pais são formados em educação física e sempre tiveram academia, mas voltada para o fitness. Quando eu ainda estava na faculdade de moda e por ter muita habilidade em parte de design gráfico, comecei a me sentir o marketing da academia (risos). Os avisos nas paredes me incomodavam muito e, a partir daí, criei um layout padronizado, fui organizando essa parte de identidade visual e, aos poucos, implantando coisas novas e deu certo.

Veio a oportunidade de abrirmos a Team Nogueira Cachambi. Eu e o meu irmão, Diogo, fomos a uma feira de esportes, onde conhecemos o Minotauro e Minotouro. Nos encantamos com a simplicidade, união e força de vontade deles e decidimos investir, juntos, no novo negócio, em 2013.

Em relação ao jiu-jitsu, me apaixonei pelo esporte, desde que comecei a ver os treinos na academia, que tem como professor, o meu marido, Alberto Ramos, campeão mundial no esporte. Ele também me ajudou muito.

Fotos: Rodrigo Lopes

– Hoje, a Team Cachambi é um grande sucesso na rede. Qual o diferencial do seu trabalho?

Amor! Sem dúvidas, trabalhar com amor faz toda a diferença!

Estou diariamente na academia, não tive licença maternidade. Dias após o nascimento da minha filha, já estava aqui treinando a equipe de vendas!

Preparei o meu ambiente de trabalho para deixar a Valentina comigo e não me ausentar do trabalho e nem perder nenhuma etapa da sua evolução!

Tenho contato direto com a minha equipe, alunos, treino, acho que isso faz toda a diferença, pois eu vivencio meu negócio como aluna, funcionária e líder!Tenho a minha equipe como minha família!

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