Entrevista com a Fisioterapeuta Dra. Fabiana Oliveira.

Dra. Fabiana Oliveira deu uma entrevista ao site Mulheres Positivas onde falou da Fisioterapia Pós Cirurgia Ortognática. Dra. Fabiana estará no Rio de Janeiro dia 14 de abril oferecendo o curso para os colegas cariocas. Para mais informações sobre o curso visite o site fisio.app

Nossa Mulher Positiva é Fabiana Oliveira; fisioterapeuta, especialista em disfunções temporo-mandibulares, desenvolvedora de método exclusivo para tratamento de pacientes. Após se especializar na área, Fabiana investiu para ter uma clínica e se tornou referência no ramo. Hoje, além dos atendimentos, ela ministra um curso para capacitar fisioterapeutas em todo o país com seu método inovador.

Como começou a carreira?

Eu era atleta de vôlei durante a época do colégio e durante essa fase da vida já prestava atenção no trabalho dos fisioterapeutas e da importância dessa profissão para a reabilitação das pessoas. Fiz a faculdade em Mogi das Cruzes, no interior de São Paulo. Apesar das dificuldades de viver sozinha em outro estado, tive todo o apoio da minha família para estudar e seguir meu sonho. Comecei minha carreira de fisioterapeuta trabalhando em clínicas esportivas e de ortopedia e times de base. Fui me apaixonando cada vez mais e, um ano depois de formada, fiz minha primeira especialização em disfunções musculoesqueléticas. Na época da faculdade, eu ouvi falar muito pouco em DTM (disfunções temporomandibulares), mas depois de começar a trabalhar vi a necessidade de buscar cursos na área para um melhor atendimento. Ao mesmo tempo, percebi a possibilidade de me diferenciar no segmento.

O resultado de apostar nessa especialização foi bastante satisfatório já que hoje eu tenho estabilidade, sou reconhecida no mercado e tenho o apoio de outros profissionais me indicando para seus pacientes.

Como é o trabalho que você realiza e qual o papel da fisioterapia no tratamento de pacientes?

Meu trabalho no geral é reabilitar e devolver a função total ou parcial daquilo que foi comprometido. Fazer isso é algo que, para mim, não tem preço. Recuperar os movimentos de uma pessoa que chega na clínica na cadeira de rodas e fazer ela andar, melhorar a qualidade de vida de paciente acamado, tirar a dor e o desconforto de quem não consegue abrir a boca, mastigar ou falar é algo que faz meu coração se encher de orgulho da minha profissão. Sobre o meu curso, que está formando outros
fisioterapeutas nessa especialidade, é muito gratificante saber que o conhecimento está se propagando e ajudando mais e mais pessoas.

Qual foi o momento mais difícil da sua carreira?

Foi quando sai de uma multinacional que estava passando por um reestruturação, em meio a uma instabilidade financeira, estava na minha zona de conforto e tive que começar a pensar em ter meu próprio negócio e me diferenciar no mercado de trabalho. Demorou três anos para eu conseguir me estabilizar com a minha clínica.
Foram anos difíceis, de muita persistência e luta. Mas apresentando meu trabalho para diversos profissionais e levando ao paciente um atendimento de qualidade, eu consegui chegar onde estou hoje e ter a certeza de que estou no caminho certo.

Como você consegue equilibrar sua vida pessoal x vida corporativa /
empreendedora?


Não é uma tarefa fácil, até porque viajo bastante, mas sou extremamente organizada.
Minha vida é muito controlada com agenda e horários. Procuro ser fiel com os compromissos, até mesmo para ter minha vida pessoal preservada.

Qual o seu maior sonho?

Diariamente eu venho alcançando meus sonhos e, a cada dia, eu coloco novas metas e novos objetivos para conquistar. O maior deles é continuar contribuindo com meus pacientes, tirando a dor de quem sofre. Isso é o que me move para crescer profissionalmente a cada dia.

Qual a sua maior conquista?

Minha maior conquista é ter a minha clínica e a minha condição financeira. Ambos são sonhos que eu nem imaginava que iriam se concretizar. Sou muito grata a todas as pessoas que um dia passaram em minha vida para ajudar na minha evolução profissional e pessoal.

Livro, filme e mulher que admira.

Meu livro preferido é O Pequeno Príncipe, pois desde que li pela primeira vez entendi que só com o tempo é possível dar o devido valor a um objeto ou alguém, que a essência de cada um precisa de um tempo para ser entendida e que quanto mais paciência temos, mais importante essa relação se torna.
O filme Pantera Negra para mim é um dos melhores dos últimos tempos. Em 2018, a Marvel trazer um filme de super-heróis negros gera uma representatividade que eu não tive nem na infância, nem na adolescência. Essa representatividade mostra que é possível estarmos na frente das televisões, liderando uma multinacional, chefiando grandes hospitais, que somos capazes de alcançar nossos objetivos. Eu acho que foi um divisor de águas, até mesmo para as crianças dessa geração se sentirem representadas.
A mulher que mais admiro é Maria Aparecida Ferreira Oliveira, minha mãe. Pela garra, pela força, pela educação que me deu e por tudo que me tornei até hoje, tenho enorme admiração e gratidão é por ela. Se eu me tornar dez por cento da mulher que ela é hoje eu já estou muito feliz.

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