Efeitos do Método Pilates na postura e na funcionalidade de um paciente com amputação transtibial unilateral

Nova Fisio, Revista Digital. Rio de Janeiro, Brasil, Ano 15, nº 86, Maio/Junho de 2012. https://www.novafisio.com.br

Efeitos do Método Pilates na postura e na funcionalidade de um paciente com amputação transtibial unilateral

EFFECTS OF THE METHOD PILATES IN POSTURE AND FUNCTIONALITY OF A PATIENT WITH UNILATERAL TRANSTIBIAL AMPUTATION

Daniele Santos Souza*, Itamara Silva Dias**, Jamille Santos Lisboa***,
Bruno Mota Moitinho****, Rosane Lima Leal Silva*****

* Graduanda do 8º semestre do curso de bacharelado em fisioterapia da Faculdade Santo Antônio: danniele_ss@hotmail.com
** Graduanda do 6º semestre do curso de bacharelado em fisioterapia da Faculdade Santo Antônio: itinha_23@hotmail.com
*** Graduanda do 8º semestre do curso de bacharelado em fisioterapia da Faculdade Santo Antônio: jamille_lisboa1@hotmail.com
**** Graduado em fisioterapia pela UCSal; Especialista em Terapia Manual – Cesumar, Londrina- PR Pilates – Atelier do Corpo; Sócio fundador da ABATEM – Associação Baiana de Terapia Manual: bruno@aquapilates.com.br
***** Graduada em fisioterapia pela UCSAL; Especialização em Pilates pela Physio Serv; Especialização em Fisioterapia Dermafuncional pela Gama Filho.

Revisado por: Rodrigo Silva Perfeito (rodrigosper@yahoo.com.br)

Nova Fisio, Revista Digital. Rio de Janeiro, Brasil, Ano 15, nº 86, Maio/Junho de 2012. https://www.novafisio.com.br
Resumo

Introdução: a perda parcial ou total de um membro do corpo é denominada amputação. Objetivo geral: Descrever os efeitos que a técnica de Pilates proporcionou na postura de um paciente com amputação transtibial unilateral, assim como as repercussões na capacidade funcional deste paciente. Metodologia: Foi relatado o caso de um indivíduo do sexo masculino, 65 anos, com amputação transtibial unilateral à direita, resultante de complicação vascular periférica associada ao diabetes. O tratamento com base no Método Pilates (MP), foi realizado de agosto a setembro de 2011 em um estúdio de Pilates na cidade de Alagoinhas-BA. Para analisar as alterações apresentadas foi utilizada antes e após o tratamento, a avaliação postural computadorizada pelo Sistema Fisiometer de Avaliação Posturograma na versão 3,0 e a avaliação funcional fisioterapêutica, incluindo o questionário para dor de McGill, teste de equilíbrio de Berg e o Questionário de Medida Funcional para Amputados. Resultados: Após o tratamento observou-se melhoras tanto na postura como na função. Na avaliação postural houve a aproximação ao eixo da glabela com diferença de 2,49cm; na face ventral, houve um aumento na distância dos acrômios bilaterais em relação ao solo; elevação das cristas ilíacas, com diminuição de 1 cm no desalinhamento; decréscimo de 1,66cm, 50% do desnível em relação às cinturas escapulares e pélvicas. Na face posterior houve aumento na distância dos ângulos inferiores das escápulas em relação ao solo. Na flexão em perfil houve aumento na altura e simetria do dorso. Na avaliação funcional, o índice da dor caiu de14 para 6. Ao teste de equilíbrio de Berg notou-se uma diferença de 9 pontos comparada a primeira avaliação e no Questionário de Medida Funcional para amputados obteve diferença de 11 pontos. Considerações Finais: Esse estudo permitiu observar que o Método Pilates promoveu melhoras na função do paciente estudado, com ganhos de equilíbrio, diminuição do índice de dor, maior controle postural, força, e consequentemente um melhor desempenho na realização de suas atividades de vida diária, além da sociabilização, o que promoveu ao indivíduo uma auto-estima mais elevada.

Palavras chave: Amputação; Função; Método Pilates

Abstract

Introduction: the partial or total loss of a limb is called amputation.Objective: Describe the effects that the Pilates technique provided in the posture of a patient with unilateral transtibial amputation, as well as the effects on functional capacity of this patient. Methodology: An individual’s case was reported, he’s male 65 years old, with unilateral transtibial amputation at right, which resulted of a vascular periferic complication associated to diabetes. The treatment based on the Pilates Method (MP), was realized from August to September 2011 in a Pilates studio in Alagoinhas, Bahia. To analyse the results was used before and after the treatment, the postural evaluation by computerized Assessment System Fisiometer Posturograma in version 3.0 and physiotherapy functional assessment, including the McGill pain questionnaire, Berg’s balance test and the Questionnaire of Functional Measure for Amputees.Results: After treatment there were improvement in both attitude and function. In postural evaluation there was the approximation to the axis of glabella with a difference of 2.49 cm; on the ventral side, there was an increase in distance from the acromion bilateral in relation to ground level; elevation of the iliac crests, with a decrease of 1 cm in misalignment; decrease of 1.66 cm, 50% of the gap compared to the scapular and pelvic girdle. In the back face there was an increase in distance from the inferior angles of the scapulas relative to the ground. In bending profile, there was an increase in height and symmetry of the back. In functional evaluation, the pain index dropped from 14 to 6. To the Berg balance test was noted a difference of 9 points compared to the first assessment and in Measure Functional Questionnaire for Amputees has obtained difference of 11 points.Final Thoughts: This study showed that the Pilates Method has promoted improvements in the function of the patient studied, with gains in balance, decreased pain index, provides the greater postural control, strength and, consequently, a better performance on their daily living activities, in addition to socialization, which promoted the individual a higher self-esteem.

Keywords: Amputation; Function; Pilates Method.

Introdução

A amputação transtibial é também chamada de amputação da perna, e compreende toda remoção realizada entre o tornozelo e a articulação do joelho, conforme (TORRES et. al., 2007). Pastre et al. (2005) corroboram ao referir ser esta a mais frequente dentre as amputações, onde sua causa pode estar relacionada a processos vasculares, neuropáticos, traumáticos, tumorais, infecciosos e congênitos. No entanto, O’Sullivam e Schmitz (2004) apontam a doença vascular periférica (DVP) como sendo a principal causa, especialmente quando está associada ao tabagismo e a diabetes.
Após a amputação, o paciente pode cursar com algumas alterações importantes, como: a forma não cônica do membro residual, neuromas e contraturas musculares (TORRES et. al., 2007), edema e espícula óssea que geram dor a palpação e/ou a compressão na prótese, acrescenta Teixeira (2008). Além destas, Pastre et. al. (2005) citam ainda, dificuldades para locomoção, transferência e trocas posturais, baixa auto-estima, medo e depressão, embora seja este um tipo de amputação considerada como bom prognóstico para o uso da prótese.
Carvalho (2003) apud Torres et. al. (2007) descrevem que a amputação não somente resulta em perda física, como em todo mecanismo que integra tronco e membros, importantes pra a harmonia do sistema locomotor. Entende–se desse modo, a importância da postura para a função no que se refere a essa integração. Uma vez que fatores como dor, integridade e mobilidade articular, equilíbrio e coordenação, além de deficiências anatômicas dentre outros, influenciam na postura e, portanto, movimento, como elucidado por Hall et. al. (2007).
Os autores acima ainda acrescentam, que essa deficiência produz uma maior sobrecarga nas estruturas de sustentação onde existirá um equilíbrio menos eficiente do centro de massa sobre sua base de apoio.
Nos pacientes com amputação transtibial, alguns fatores contribuem pra má postura. Como a amplitude de movimento e força muscular, especial para flexores e extensores do joelho, extensores e abdutores de quadril que podem estar alterados (O’SULIVAN et al., 2004). Além destes, a instabilidade causada por perda de sensibilidade plantar tátil (ROSSI, 2008), maior gasto energético e fraqueza muscular do paciente, alterações de equilíbrio, estado emocional alterado e a dor, fazem o indivíduo adotar a posição de descanso com finalidade de conservar energia e, portanto, uma condição postural modificada (DEBASTIANI, 2005; LIANZA, 2000; O’SULIVAN & SCHMITZ, 2004).

Percebe-se, desse modo, que a postura adquirida por conta da amputação pode ser um fator importante e limitante, devendo ser também, objeto de atenção dentro do processo de reabilitação desses pacientes. Uma vez que, uma boa postura exige uma posição do corpo que envolve o mínimo de sobrecarga das estruturas, com o menor gasto de energia para o máximo de eficiência na utilização do corpo, corroboram Kendall em Lianza (2000). Consequentemente, se consegue funcionalmente desenvolver as atividades sejam elas envolvendo postura estática ou dinâmica.
A técnica de Pilates vem sendo utilizada para a reorganização das alterações posturais. Desenvolvida por Joseph Hubertus Pilates, nascido em 1880 na Alemanha segundo Oliveira et. al. (2005), Joseph teve sua infância marcada pela saúde debilitada o fazendo dedicar-se desde cedo à prática dos exercícios físicos, objetivando fortalecer o seu corpo (CRAIG, 2005). Pereira (2009) afirma que inicialmente o método era denominado “contrologia”, e que a técnica tem atualmente bem definido seus princípios de concentração, controle, precisão, centramento, fluidez e respiração. Deteve de início sua prática entre bailarinos lesionados, ganhando adeptos por todo o mundo, mas foi após 70 anos de adoção entre essa classe, que a técnica de Pilates começa ter uma conquista popular inicial na área da reabilitação (DAVIS, 2006; MATTOS et al., 2005).
Quanto aos seus benefícios, Rodrigues et al. (2009) os caracterizam como a melhora de força, resistência, flexibilidade e coordenação, desenvolvendo o corpo uniformemente. Os exercícios são praticados no solo e nos aparelhos de mecanoterapia, segundo Junior et al. (2008) e estão concentrados, na usina de força formada pelos músculos transverso do abdome, multífido, diafragma, e oblíquo, onde o fortalecimento destes grupos musculares, forma o centro da cadeia cinética funcional, conforme Davis (2006) e Lima et al. (2001) respectivamente.
Corroboram Blum (2002) apud Lima et. al.(2001) que esta ativação, traz a harmonia entre as curvaturas espinhais e melhor intercomunicação neural, as quais refletem eficiência no equilíbrio corporal, na postura e no trabalho muscular dinâmico. Contribuindo para uma organização melhor da coluna vertebral e extremidades em sua orientação ideal, distribuindo melhor as forças, acrescenta Davis (2006), consequentemente, com menor gasto energético dos movimentos (PEREIRA, 2009).
O objetivo deste trabalho foi descrever os efeitos que a técnica de Pilates proporcionou na postura de um paciente com amputação transtibial unilateral, assim como, as repercussões na capacidade funcional deste paciente.

Relato de caso

Dados do Paciente:
Paciente E.S; sexo masculino; 65 anos; 66 kg; 1,72 de altura; casado; professor aposentado; brasileiro; residente em Alagoinhas – BA. É hipertenso, diabético insulino dependente e portador de uma amputação transtibial unilateral em membro inferior direito.

Histórico da doença atual:
O paciente em estudo relatou que em 2009, ao andar com um calçado apertado, passou a referir dor no primeiro pododáctilo direito, o que culminou na extração da unha. Meses depois, houve piora do quadro com inflamação recorrente em membro inferior direito e oclusão de três vasos do coração. O mesmo foi então, submetido a drenos, angioplastia, safenectomia parcial á direita e a desbridamentos devido a oclusões vasculares sucessivas. No entanto, em fevereiro de 2010, a tomada de decisão médica foi por realizar amputação em nível transtibial em membro inferior direito, o que levou a um quadro de depressão intensa. Um mês depois, o paciente foi acometido por um AVE isquêmico, o que resultou em paresia em membro superior direito, especialmente para flexores de dedos e extensores de punho. Em março, de 2011, foi submetido à cirurgia de catarata bilateral.
Atualmente, queixa-se de dor em membro residual ao usar a prótese e dificuldade em andar com a mesma; dor em unhas do hálux esquerdo (em tratamento) e compensações posturais.

Antecedentes do paciente:
O paciente relatou histórico de Diabetes Mellitus, Hipertensão arterial materna e morte súbita de um primo de primeiro grau. Em relação a tratamentos, o mesmo informou que já realizou fisioterapia – não frequente, mas atualmente, faz uso apenas de medicamentos para depressão, hipertensão e diabetes.

Exame físico:
A avaliação do paciente foi dividida em duas etapas antes e após o tratamento, envolvendo a avaliação funcional fisioterapêutica e a avaliação postural computadorizada pelo Sistema Fisiometer de Avaliação-Posturograma versão: 3,0. Na avaliação fisioterapêutica, realizada pelas pesquisadoras no dia 10 de agosto de 2011 às 9 horas, foi constatado, no índice de dor total de 14 , através da aplicação do Questionário para Dor de Mc Gill de Pimenta et al. (1996).
Ao exame físico observou-se que na inspeção/palpação do aparelho músculo-esquelético foi identificado no membro residual, enrijecimento e dor na região médio-distal. Em relação ao nível de força muscular, encontraram-se mais expressivos flexores e extensores do membro inferior direito, bem como para flexores de dedos, flexores e extensor de punho e de cotovelo direito variando entre grau -4 e 4. Ao sistema neurológico foi constatada a presença de sensação fantasma e hiperestesia em área de L3 e S2 no membro inferior direito.
Ao teste de equilíbrio de Berg em Silva et al.(2008), obteve-se o resultado de 35 pontos, o que representa médio risco de queda. Na marcha, foi observado que o paciente chegou ao atendimento fazendo uso de prótese transtibial em membro direita, com o apoio de muletas e auxílio de um acompanhante. Realizando passos curtos com mínima descarga na prótese, diminuição da fase de balanço expressivo no membro inferior direito.
Em relação à avaliação da função, constatou-se, através do Questionário de Medida Funcional para amputados de Kageyama et al. (2008), o valor de 23 pontos, dentro do escore ente 0 – 42 pontos, no nível de funcionalidade da prótese pelo paciente. Sendo ainda relatado através do questionário o uso da prótese variando entre 1 e 2 dias por semana, assim como, a necessidade de ajuda do paciente para realizar a maior parte de suas atividades como transferências, locomoção, subir e descer degraus e calçadas com uso de prótese, órteses mais auxílio de acompanhante.
Na avaliação postural computadorizada, ocorrida no dia 15 de agosto de 2011 às 9 horas, feita por um fisioterapeuta, foram encontradas as informações que se seguem: face ventral havia posicionamento da glabela a 3,73 cm em relação ao eixo; assimetria dos acrômios, sendo que o direito distancia 1,37 m do solo e o esquerdo 0,97 m; a relação entre as cinturas escapular e pélvica com diferenças entre o lado direito esquerdo de 3,32 cm.
Na face posterior, desalinhamento dos ângulos inferiores da escápula, tendo a direita 1,24 m e a esquerda 1,22 m; e Ângulos de Tales direito e esquerdo proporcionais. Nos perfis direito e esquerdo foram identificados assimetrias em todos os pontos avaliados. O pavilhão auditivo direito encontra-se posicionado a 14,52 cm do ápice posterior e 8,30 cm em relação ao eixo gravitacional, enquanto que o esquerdo encontra-se posicionando à 15,76 cm do ápice posterior e 7,88 cm em relação ao eixo gravitacional; o tubérculo maior direito está distanciado 12,86 cm do ápice posterior e 6,64 cm do fio de prumo, enquanto que o esquerdo distancia- se 17,42 cm do ápice posterior e 9,54 cm do fio prumo; a distância entre o ápice da lordose lombar e o ápice posterior direito é de 4,56 cm, sendo que no esquerdo é de 4,15 cm; a crista ilíaca direita distancia-se em 19,6 cm do ápice posterior e 13,38 cm do fio de prumo, enquanto que a esquerda distancia-se em 21,16 cm do ápice posterior e a 13,28 cm do fio de prumo.
E na flexão anterior e flexão Perfil, o ápice da curvatura dorsal direita encontra-se a 1,18 m e a esquerda a 1,19 m em relação ao solo, sugerindo, portanto, gibosidade à esquerda. A análise da flexão de perfil foi identificada diferença de 0,15 m entre a espinha ilíaca póstero-superior em 1m, e o ápice da curvatura do tórax em 1,15m. A análise dessas medidas sugere flexão anterior maior que 90º. Cabe salientar que, devido ao déficit de equilíbrio, foi necessário o auxílio da acompanhante para a manutenção da postura nessa última fase da avaliação.

Exames complementares
O paciente apresentou radiografia realizada em 17 de agosto de 2010, de amputação de 2/3 inferiores dos ossos da tíbia e fíbula direita, com laudo de desmineralização, calcificação e redução do espaço articular fêmur-tibial.

Tratamento
Iniciado em 16 de agosto de 2011, o tratamento com base no Método Pilates aplicado em um indivíduo com amputação transtibial unilateral, foi dividido em 20 sessões. Estas sessões eram realizadas 3 vezes por semana, em dias alternados, no turno da manhã, com duração de 1h e 30 min. sob supervisão de um(a) fisioterapeuta, em um estúdio de Pilates de Alagoinhas-Ba.
O estudado apenas praticou o Método Pilates e ciente sobre sua participação, assinou o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, o qual foi adotado os princípios éticos da Resolução n° 196 de 10 de outubro de 1996 do Conselho Nacional de Saúde, garantindo ao envolvido na amostra, privação dos dados e confidência pela participação na pesquisa.
O protocolo de exercícios foi elaborado com base nos resultados da avaliação clínica e postural, onde foram selecionados exercícios julgados possíveis a serem realizados ao longo das sessões, divididos em básico 1, básico 2 e intermediário 1. Não necessariamente nessa ordem de realização, uma vez que de acordo com a evolução e adaptação foi possível o avanço na execução de certos exercícios já nas primeiras sessões.
Inicialmente foram explicados os princípios da técnica, bem como o treino da respiração e contração de transverso, períneo, além de consciência de postura e controle de movimento. As condutas de alongamento, mobilização, fortalecimento e flexibilidade foram priorizadas desde o princípio.
Os alongamentos foram mantidos por 30 segundos, conforme Kisner et.al. (2005) e Fross et. al. (2000), no início e no final das sessões. Iniciava-se pelo o alongamento da fáscia plantar com a bola de tênis, em seguida os alongamentos de deltóide posterior, tríceps, musculatura lateral de pescoço, dorsal, com o paciente sentado na caixa de frente pra o espelho, dando estímulo sobre postura e controle de tronco; o alongamento de peitoral, flexores de cotovelo e punho na parede, e os alongamentos da musculatura de membros inferiores no trapézio com auxílio de faixa elástica.
Os exercícios foram feitos com poucas repetições (dez vezes no máximo), nunca levando o aluno à exaustão, conforme Comunello e Costa (2010); Mattos e Samano (2005); Junior, Teixeira e Gonçalves (2008) e Sacco (2005), mesmo quando houvesse a necessidade em aumento das séries, eram realizadas com poucas repetições. Foram usados para a realização destes, aparelhos como o Reformer, Trapézio, Cadeira Combo e Barril, bem como, rolo com 47 cm de diâmetro e 84,5 cm de comprimento, faixa elástica com resistência leve, círculo mágico, bola de tênis.
No início os exercícios eram executados com o uso da prótese, no entanto, observou-se dificuldade na boa execução pelo peso da mesma, além disso, o paciente referia dor ao descarregar o peso do membro residual sobre a prótese. Optou-se dessa forma que, na realização inicialmente de exercícios que objetivasse reeducação de tônus pelo fortalecimento, com sobrecarga em membro inferior, exigindo um dispêndio maior de energia, a prótese não seria usada.
À medida que foi sendo observado ganho de força e de controle do peso da prótese, bem como a não sintomatologia dolorosa no momento da descarga de peso, iria sendo introduzida a utilização desta na execução dos exercícios.
Além dos alongamentos e consciência dos princípios básicos, realizou-se em decúbito dorsal no trapézio nas cinco primeiras sessões: adução e abdução de quadril, cair frente, cair lados, rolamento pélvico, além do fortalecimento isolado de membros superiores e inferiores.
Após as cinco primeiras sessões, o paciente apresentava melhora na consciência de postura e controle de tronco, mas ainda apresentava dificuldade em coordenar os exercícios com a respiração. Além disso, observou-se ganhos na força para adução evoluindo no uso acessório de uma bola pequena para o uso do círculo mágico, força para flexores e extensores de joelho, evoluindo de 1 Kg para 2 Kg.
A partir da sexta sessão à décima sessão, além dos exercícios supracitados, foram introduzidos outros com um maior grau de dificuldade, dando atenção a musculatura flexora e extensora de tronco, glúteos e abdutores de quadris, além de exercícios para a musculatura escapular, e dissociações de cinturas, flexibilidade e coordenação.
Após as dez primeiras sessões, foi notado um maior controle de tronco, visto no exercício de carroça e na evolução, através do rolamento pélvico com uma perna apoiada na cama do trapézio e o membro residual apoiado na bola de 45 cm, para o apoio das duas pernas sobre a bola. Melhora das transferências e força em membros superiores; foi relatado pelo paciente melhora na dor que sentira ao descarregar o peso na prótese e ou palpar o membro residual distal. No entanto, o mesmo ainda apresentava dificuldade em coordenar exercícios de membros superiores e inferiores, visto no exercício de pliés com fortalecimento de membro superior, quando foi solicitado à coordenação.
Na 11ª a 15ª sessão foram incluídos, o fortalecimento de membros superiores com maior estímulo proprioceptivo por meio do uso acessório do rolo, houve inicialmente dificuldade em manter o equilíbrio, porém, com a progressão do estímulo observou-se maior controle de tronco, favorecendo o trabalho de equilíbrio e coordenação.
Percebeu-se melhora na adaptação do paciente com a prótese quando solicitado a execução do rolamento pélvico com uso da mesma. Consequentemente, foi incluída uma descarga inicial do membro na prótese, com o trabalho de fortalecimento da cadeia posterior no barril. No entanto, o paciente não conseguiu finalizar ao referir incômodo na descarga de peso sobre o membro com a prótese.
O exercício de roll up nas molas foi incluído, no qual houve a necessidade de adaptação, utilizando para isso, a meia lua como apoio diminuindo o braço de força no movimento. Foi também notada, melhora na consciência corporal durante a execução do exercício de rotação de tronco sentado na caixa, e aumento força muscular e controle de postura durante os exercícios na barra da torre do trapézio.
Nas cinco últimas sessões objetivou-se a dissensibilização do membro residual pela descarga de peso, através do exercício de série de pernas em pé na cadeira, onde foi referido dor e incômodo no membro residual. No entanto foi observado nas 2 ultimas sessões a facilidade na execução e não sintomatologia quando foi solicitado a realização deste exercício. Houve maior exigência do trabalho abdominal, na manutenção do trabalho de adução e abdução de quadril com círculo mágico executado à 90º de flexão de quadril e joelho.
No trabalho de MMSS houve um aumento na carga, bem como na série de pliés que passou a ser realizado com uma mola verde e azul, o que confirma o ganho de força, além de um ótimo equilíbrio demonstrado no rolamento pélvico com bola sem apoio dos braços.

Resultados

Após as 20 sessões do Método Pilates, aplicadas ao paciente E.S que sofreu uma amputação transtibial unilateral em membro inferior direito, foi refeita pelas pesquisadoras a avaliação funcional no dia 26 de setembro de 2011 às 9 horas, e a avaliação postural computadorizada, realizada em 27 de setembro de 2001 às 9 horas por um fisioterapeuta.
Dentro da avaliação funcional chegou-se aos seguintes resultados relevantes. No Questionário de dor de McGill (1996), o índice de dor que estava em 14 caiu para 6 caracterizando uma diferença de 8 pontos. Essa melhora da dor foi relatada pelo paciente já nas primeiras sessões.
Ao exame físico, o paciente ainda referia uma sensibilidade à palpação em área de membro residual distal, no entanto não apresenta a sensação fantasma. Quanto a força encontra-se globalmente preservada com grau 5.
Em relação ao Teste de Equilíbrio de Berg (2008) notou-se o equivalente a 44 pontos caracterizando, baixo risco de queda, numa diferença de 9 pontos. Na marcha o paciente chegou ao atendimento fazendo uso da prótese, apenas com uso auxiliar de muletas. Com marcha apresentando passos mais largos, caracterizando maior descarga de peso bilateral.
Em relação à avaliação da função, constatou-se, através do Questionário de Medida Funcional para Amputados (2008), o valor de 34 pontos, dentro do escore ente 0 – 42 pontos, no nível de funcionalidade da prótese pelo paciente, resultando na diferença de 11 pontos em relação à primeira avaliação. Além disso, foi relatado através deste questionário o uso diário da prótese, assim como, maior independência do paciente para se locomover, transferências, subir e descer escadas e calçadas, fazendo o uso da prótese mesmo que para isso precise do auxílio de órteses.

Quanto aos resultados da avaliação postural pelo Sistema Fisiometer de Avaliação- Posturograma versão: 3,0. (Tabela 1).

Na face ventral, a glabela encontra-se mais próxima ao eixo numa diferença de 2,49 cm; à análise dos acrômios mostra um aumento na distância em relação ao solo, mas em comparação à avaliação anterior se manteve a diferença de 2 cm, bem como os ângulos inferiores das escápulas (face posterior). As EIAS, embora tenham aumentado suas distâncias em relação ao solo, houve uma diminuição de 1 cm no desalinhamento. Ainda em análise a face ventral, na relação entre as cinturas escapulares e pélvicas direita e esquerda ocorreu um decréscimo de 1, 66 cm (50%) no desnível.
Para flexão anterior, a relação entre o ápice da curvatura do dorso tanto direito, como esquerdo se equivalem (1,27 cm) sugerindo simetria do dorso, e ao contrário da avaliação anterior o pesquisado, não necessitou de ajuda para se manter na postura a ser avaliada. O mesmo também foi notado, na flexão em perfil, onde apesar dos resultados mostrarem uma diferença de 0,12 m o paciente em estudo, conseguiu controlar a descida sem auxílio, além de manter a boa neutralidade pélvica e maior extensão dos joelhos em comparação a primeira análise, sugerindo flexão anterior maior que 90 graus.

Discussão

Atualmente a literatura encontra-se em escassez no que se refere a trabalhos com o tipo de delineamento da pesquisa empregado nesse estudo, englobando os efeitos do Método Pilates (MP) na postura e a repercussão na função de pacientes que apresentam uma amputação transtibial. Esse fato se tornou limitante no estabelecimento de correlações entre os resultados aqui encontrados, com o que há na literatura atual.
No paciente em estudo após as 20 sessões de tratamento com base no MP, teve como resposta o alívio da dor, ganhos significativos no equilíbrio, na força e, portanto na função, especificamente no que se diz respeito tanto na melhora dos deslocamentos, como nas transferências; além disso, foram notados pontos positivos na postura ao longo do tratamento e posterior avaliação. No entanto, ainda apresenta restrições quanto à flexibilidade e mobilidade torácica.
Após a amputação, várias são as consequências que acabam por comprometer estas pessoas que sofreram a perda de membros. Dentre elas, a inabilidade para realizar as atividades sejam elas simples ou instrumentais, iguais ou semelhantes ao período antes da amputação. Este fato se torna um caracterizador à inatividade para essa população. Isso pode ser confirmado, no estudo de Helm et al., citado por Abdallah et. al. (2010) onde dos 257 pacientes que sofreram a amputação de membros inferiores, foi constatado que em 58% destes o grau de dependência aumentou, e em apenas 6% dos pacientes tornaram-se menos dependentes após a amputação.
Este fato implica na questão de como a sociedade os vê, uma vez que a não habilidade para realizar atividades muitas vezes simples são por vezes fontes de desprezo, abandono e negligência.
Para a amputação transtibial que é objeto de estudo deste trabalho, algumas características podem interferir nas habilidades funcionais, como dor, alterações posturais e déficits de equilíbrio. Santos et al. (2010) completam ainda que no deslocamento patológico como ocorre no próprio amputado, há alterações do padrão de movimento, no custo energético e a fadiga acaba por prejudicar o processo de reabilitação. Frente ao exposto, entende-se que a perda de membros não resulta somente em detrimento físico, mas na integração entre tronco e membros, o que traz a harmonia locomotora (TORRES et al., 2007).
A prática do Pilates como atividade física traz reforço aos componentes musculares básicos como força, flexibilidade e resistência, utilizado desde a década de 1990 entre profissionais da reabilitação, cuja denominação se refere ao Pilates Ampliado, como contemplam respectivamente Rodrigues et al. (2009) e Franco (2010).
O Método Pilates (MP), vem promovendo melhorias em aspectos neuromusculares, como a harmonia entre as curvaturas espinhais e melhor intercomunicação neural refletindo na eficiência do equilíbrio corporal, postura e trabalho muscular dinâmico (LIMA et al., 2001). Para torná-lo o mais global possível, o trabalho em cada exercício é feito respeitando os princípios da concentração, controle, centralização, fluidez, respiração e precisão (PEREIRA, 2009).
Para Lima et al. (2001) a base do método, consta no fortalecimento dos grupos musculares centrais que formam o centro da cadeia cinética funcional, composta pelos músculos abdominais, para-espinhais, glúteos, diafragma e o assoalho pélvico que promovem um regime preventivo e terapêutico necessário para a manutenção da estabilidade, melhorando com isso, o desempenho físico.
No paciente com amputação transtibial esta estabilidade está alterada, podendo ser influenciada pela perda da informação sensorial da pele, das articulações, tendões e músculos como citam Torres et al. (2007), dificultando na construção da imagem corporal adequada e pela dor que induz o movimento anormal, acrescentam Lianza (2000) e O’sulivan et al. (2004), além do gasto energético associado à fadiga muscular e o baixo nível de reserva de energia induzindo a conservação da postura alterada (LIANZA, 2000).
No Pilates, a prática dos exercícios é feita com a utilização de dicas verbais em associação de imagens que auxiliam a consciência e movimento correto, segundo Almeida (2009); deste modo, o estímulo proprioceptivo constante associado aos seus princípios induz a manutenção do equilíbrio.
Este é contemplado especialmente através do alongamento axial, como refere Davis (2006), quando ao organizar a coluna e extremidades distribui melhor as forças. Como consequência deste alinhamento, se faz necessário um menor gasto energético para realização e ou manutenção dos movimentos, completa Pereira (2009).
Pode-se entender que os exercícios praticados no MP, procuram integrar o praticante como um todo (corpo-mente), adaptando-os de acordo com as limitações particulares. Essa adaptação é conseguida através da resistência imposta, no uso das molas de cores variadas, pela própria gravidade ou na modificação da base de sustentação dando ou não assistência ao movimento (DAVIS, 2006). A sobrecarga ainda é evitada, pela leveza dos movimentos, na execução de exercícios que em estudos de Franco (2010), deve ser seguido não somente durante, mas, no intervalo entre um movimento e outro.
Assim, o MP enfatiza movimentos concêntricos e excêntricos, isometria e contrações que determinam a estabilidade lombo-pélvica, mobilidade e a estabilidade tanto da coluna, como de ombro, cotovelo, quadril, joelho, tornozelo, coordenação e equilíbrio, elucida Franco (2010). Além de atuar na sintomatologia dolorosa, a qual segundo Hall et. al. (2007) os exercícios podem ser usados para sua inibição e no MP, há ativação de mecanismos de controle neuromuscular que são efetivos no decréscimo de dor, inclusive crônica (FRANCO, 2010).
Em acréscimo a estes benefícios, a técnica busca ainda desenvolver não só o equilíbrio musculoesquelético, mas a própria respiração induzindo o relaxamento, diminuindo as tensões e adequando o alinhamento biomecânico, permitindo seu controle consciente (PEREIRA, 2009).
Ao associar estes benefícios da técnica aos déficits que o amputado transtibial apresenta, alguns dos quais foram aqui descritos, nota-se que ao reeducar a postura tendo por base o centro de força como a chave do alinhamento postural segundo Aikawa (2006), inibindo a dor através dos exercícios, as forças compressivas podem ser eliminadas e posturas naturais automatizadas pela repetição e prática dos princípios nos exercícios do Método. Como resultado, a reestruturação da função pode ser introduzida.
Nessa visão, se faz necessário dentro do processo de reabilitação de pacientes com amputação, para o presente estudo os portadores de amputação transtibial, a atenção a alguns fatores dentre estes se destaca, o alinhamento biomecânico e não somente a parte que restou do membro perdido. Uma vez que Hall et al. (2007) diz que o alinhamento defeituoso induz mudanças nos músculos e tecidos de apoio os quais poderão ser prejudiciais. Isso é importante para nosso estudo, onde o Método Pilates tem como uma de suas prioridades o alinhamento axial e controle central.

Considerações finais
Esse estudo permitiu observar que o Método Pilates promoveu melhoras na função do paciente estudado, com ganhos na postura, diminuição do índice de dor, maior controle de tronco, força, e consequentemente um melhor desempenho na realização de suas atividades de vida diária, além da sociabilização, o que promoveu ao indivíduo uma auto-estima mais elevada.
Apesar dos bons resultados obtidos, se fazem necessárias outras pesquisas científicas com um número maior de indivíduos sobre o assunto discutido, com o intuito comprovar com mais eficácia os benefícios que o Método Pilates pode promover à pacientes acometidos por amputação.

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