EFEITO DO EXERCÍCIO DE VIBRAÇÃO DE CORPO INTEIRO NOS MÚSCULOS DO ASSOALHO PÉLVICO.

Dra. Eliane de Oliveira Guedes-Aguiar (RJ)

Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas, UERJ; Laboratório de Vibrações Mecânicas e Práticas Integrativas, PPC – UERJ; Professora da Faculdade Bezerra de Araújo – FABA.
Comissão Organizadora do 5º COBRAFISM

Contextualização:
Os músculos do assoalho pélvico (MAP) possuem fibras estriadas típicas, com funções específicas e localização característica. Entre essas funções, é possível considerar sua atuação: (I) na reprodução; (II) na sexualidade; (III) nas continências urinária e fecal; e (IV) na retenção dos órgãos pélvicos (1,2). Quando a MAP apresenta fraqueza, podem ser observados distúrbios clínicos relacionados ao assoalho pélvico (AP), como prolapso de órgãos pélvicos, incontinência urinária de esforço (IUE), bexiga hiperativa, detrusor hiperativo, distúrbio de micção, infecção do trato urinário e fezes fecais incontinência (2). Como intervenção, alguns tipos de exercícios têm sido utilizados para melhorar as características biológicas adequadas da MAP, como o exercício de vibração de corpo inteiro (EVCI) (3).

Desenvolvimento:
O objetivo desta revisão narrativa foi determinar os efeitos dos EVCI no MAP de indivíduos saudáveis e não saudáveis. Foram realizadas buscas nas bases de dados PubMed, Scopus, Science Direct e PEDRo. Seis estudos foram selecionados com um total de 189 participantes (95,76% mulheres), idades variando de 18 a 68 anos. Foi relatado que EVCI: (I) melhora a força e a qualidade de vida dos MAPs em indivíduos com IU; (II) não causa fadiga (MAP) em mulheres nulíparas continentes; (III) leva a maior ativação (MAP) em indivíduos com enfraquecimento e atinge maior ativação do assoalho pélvico (AP) do que a contração voluntária máxima isolada; (IV) em um indivíduo com IUE pós-prostatectomia, durante um período de 6 semanas após o início do tratamento, o paciente recuperou a continência (uso de 1 protetor de segurança) e (V) tem um efeito significativo na resposta eletromiográfica e na adicionalidade e a classificação do esforço percebido aumentou significativamente com o aumento da frequência da vibração mecânica.

Considerações finais:
EVCI pode ser altamente relevante para o manejo de distúrbios clínicos da MAP. No entanto, essa intervenção deve ser mais compreendida e conhecida por ser utilizada no manejo de indivíduos com comprometimento da MAP, havendo a necessidade de mais pesquisas nessa área.

Leitura complementar:

  1. Stania M, Chmielewska D, Kwaśna K, Smykla A, Taradaj J, Juras G. Bioelectrical activity of the pelvic floor muscles during synchronous whole-body vibration – a randomized controlled study. BMC Urol. 2015 Oct 24;15:107. doi: 10.1186/s12894-015-0103-9.
  2. Lee J, Lee K, Song C. Determining the Posture and Vibration Frequency that Maximize Pelvic Floor Muscle Activity During Whole-Body Vibration. Med Sci Monit. 2016 Oct 27;22:4030-4036. doi: 10.12659/msm.898011
  3. Farzinmehr A, Moezy A, Koohpayehzadeh J, Kashanian M. A Comparative Study of Whole Body Vibration Training and Pelvic Floor Muscle Training on Women’s Stress Urinary Incontinence: Three- Month Follow- Up. J Family Reprod Health. 2015 Nov;9(4):147-54.

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