FISIOPERFIL Dra. Cristiane S. N. Baez Garcia

Dra. Cristine S, N. Baez Garcia | cristiane.garcia@ifrj.edu.br

Fisioterapeuta graduada pela UFRJ, Doutora em Ciências pelo Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (IBCCF)/UFRJ, com Pós-doutorados na FIOCRUZ e no IBCCF/UFRJ, Docente do Curso de Graduação Bacharelado em Fisioterapia do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ) em Saúde da Criança e Estágios Supervisionados em Fisioterapia na Atenção Terciária à Saúde. A minha principal área de atuação é a Fisioterapia Neonatal e Pediátrica, na atenção terciária à saúde, onde realizo ensino, assistência e pesquisa objetivando fundamentar a prática baseada em evidência e o cuidado centrado no paciente e na família voltado para a funcionalidade.


Qual ano e em qual faculdade que se formou?
2001

Porque escolheu sua área de atuação?
A escolha do Eixo Saúde da Criança e do Adolescente antecede o início do Ensino Superior em Fisioterapia, mas a do cenário de atuação na Atenção Terciária à Saúde foi durante a graduação. A população escolhida foi por toda a sua essência de pureza, alegria, sinceridade e afetividade. Já o cenário foi por ver a importância do profissional Fisioterapeuta junto a equipe de saúde e nos desfechos dos pacientes. Sou uma apaixonada e o sentimento de amor e o comprometimento com o outro estão presentes em tudo que eu faço – ensino, assistência e pesquisa.

Qual foi a melhor coisa que fez na vida?
A docência, pois sempre acreditei que conhecimento aprendido e não transmitidos é morto. Amo estudar e aprender, mas eu me realizo mesmo é compartilhando o conhecimento.

Qual foi a pior coisa que fez na vida?
A perda do meu pai durante a graduação, sem dúvida um marco na minha formação. Encontrei forças que eu desconhecia para seguir e estar aqui hoje buscando sempre fazer a diferença na vida das pessoas – profissionais, alunos e pacientes. Não lido bem com a terminalidade da vida.

Que qualidade mais admira nos profissionais que te cercam?
Sou uma admiradora do comprometimento das pessoas com o que fazem, desde que respeitando a individualidade do outro.

Que qualidade mais detesta nos profissionais que te cercam?
A autopromoção e a ganância. Acredito que existe espaço para todos, e que juntos sempre somos mais fortes.

O que você mais gosta na profissão?
Como fisioterapeuta, sou uma apaixonada pelo cuidado da vida humana em todas as suas esferas – educação, prevenção e promoção da saúde. Como professora, sou uma entusiasta pela transmissão do conhecimento e formação de profissionais para a sociedade. Me realizo quando posso dizer: O aluno superou o mestre!

O que você odeia na profissão?
Ódio é um sentimento muito forte. Não odeio nada nas minhas profissões. O que realmente me desagrada é não conseguir fazer mais ou melhor.

Qual seu maior arrependimento?
Não tenho arrependimentos. Sempre olho para a vida em busca de uma lição em cada acontecimento. Sempre há algo para se aprender. Viro a página e escrevo uma nova história.

Se pudesse mudar algo, o que seria?
Minha organização pessoal. Sou extremamente desorganizada e ao mesmo tempo perfeccionista, duas qualidades que entram frequentemente em conflito e me consomem muita energia.

Qual seu pior defeito?
Me cobrar demais.

Qual maior mentira já contou?
Acredito que a pior verdade vale mais do que a melhor mentira. Não gosto de mentira, levam a perda da confiança. Confiança perdida é difícil de se refazer.

Qual fato foi mais inusitado em sua carreira?
O mais inusitado, sem dúvida alguma, na minha carreira profissional foi ter ido direto ao Doutorado. E o mais engraçado foi responder como um convite: SIM ou NÃO… Lembro até hoje da frase que eu disse a minha orientadora: E alguém diz NÃO?

Que talento mais gostaria de ter?
Saber lidar melhor com a terminalidade.

Qual dica daria aos colegas?
Nunca deixar de buscar o conhecimento. O mundo está em constante transformação. A evidências não param. Então, mecha-se. Mas, principalmente, além da sabedoria coloque sentimentos bons em tudo que você faz. Toque o outro com o coração.

Qual seu maior sonho?
Acertar – como fisioterapeuta e professora, mas principalmente como filha, esposa, mãe e amiga.

Qual seu maior pesadelo?
Errar e causar descontentamento às pessoas, em especial àqueles que levo no coração.

Qual objeto de desejo?
Eu sempre quis ser servidora pública federal. Essa conquista alcancei em 2011. Busco a cada dia exercer bem e melhor o meu papel junto a sociedade. Quero fazer diferença na vida das pessoas.

Qual sua aquisição mais recente?
Ser convidada para presidir o XXIII Congresso Brasileiro de Fisioterapia, um grande reconhecimento profissional.

Se não fosse fisioterapeuta gostaria de ser o que?
Nunca pensei nisso. Sou o que sempre quis ser. Mas, se não fosse com certeza seria algo voltado para crianças. Não tenho dúvidas!

E qual profissão jamais queria ter?
Não sei responder. Todas as profissões têm importância e valor, mas não sou muito boa em humanas e exatas.

Diga um desafio?
Evoluir sempre.

Um livro? Ou mais!
O livro da vida – olhe para ela como algo que sempre pode lhe agregar conhecimento e reflexão.

O que você mais gosta de ser?
Mãe!

Quer fazer alguma divulgação?
Gostaria de convidar a todos para estarem conosco no XXIII Congresso Brasileiro de Fisioterapia – COBRAF, de 11-14 de novembro no Riocentro, Rio de Janeiro – RJ. Venha fazer parte dessa história!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.