Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)

A DPOC tem como principal causa o tabagismo e a poluição do ar, pode ser provocada por uma desordem genética que reduz a produção de uma substância denominada alfa 1 antitripsina. Estudos recentes demonstram que o consumo da nicotina altera a produção da alfa 1 antitripsina, ou seja, causa redução de sua produção. Com a redução da mesma, ocorre a piora da função pulmonar e deterioração respiratória severa.

A DPOC engloba duas entidades clínicas como o Enfisema Pulmonar e a Bronquite Crônica, no entanto, outras patologias cursam com o mesmo mecanismo fisiopatológico e, incluídas neste grupo podemos citar a Asma, as Bronquiectasias e a Fibrose Cística.

Os sintomas clássicos dessas situações envolvem dispneia (falta de ar), baixa tolerância aos esforços, broncoespasmo (sibilos/chiados no peito), produção e acúmulo de secreções com dificuldade para expectoração, infecções respiratórias frequentes e recorrentes (Pneumonias), entre outros.

No enfisema pulmonar e na fibrose cística os pacientes se apresentam emagrecidos, consumidos, desnutridos e cianóticos (tom da pele azulado), o baqueteamento digital (dedos em baqueta de tambor) são comuns em todas estas situações. Na bronquite crônica, apresentam-se edemaciados (inchados) e rosados, a maioria destes pacientes não apresentam biótipo comum. Outras particularidades são em relação a faixa etária, enquanto o enfisema pulmonar a maioria dos casos ocorre em indivíduos a partir da sexta década de vida, as demais acometem indivíduos mais jovens, a asma e a fibrose cística é predominante em crianças, sendo a asma na maioria das vezes resolvida espontaneamente no início da puberdade.

Atualmente, o papel da fisioterapia neste pacientes já está bem estabelecido, a fisioterapia deve englobar exercícios motores e respiratórios, protocolos de reabilitação pulmonar, utilização de oxigênio e a assistência ventilatória em casos mais graves. Os principais benefícios da fisioterapia incluem a redução dos sintomas, melhora da tolerância aos exercícios, a melhora da qualidade de vida e a redução dos episódios de pneumonia, assim, como, a redução do número anual de crises. Associada a fisioterapia deve estar a terapia medicamentosa e a cessação do tabagismo.
Se estiver com suspeita de DPOC, Procure um fisioterapeuta.

Por: Ricardo Lima Queiroz

– Especialista em Fisioterapia Intensiva pela ASSOBRAFIR,
– Especialista em Fisioterapia Intensiva pela UNESA;
– Graduado em Fisioterapia pela UGF.
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E-mail: ricardolimaqueiroz@outlook.com.br
Tel: (21) 99437-8750

Atendimento domiciliar com hora marcada.

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