DESAFIOS PARA A CURRICULARIZAÇÃO DA EXTENSÃO NO CONTEXTO ATUAL DA FORMAÇÃO

Dra. Kátia Suely Queiroz Silva Ribeiro (PB)

Fisioterapeuta, Mestre e Doutora em Educação, Docente do Curso de Graduação em Fisioterapia, do Mestrado em Fisioterapia, e do Programa de Pós-graduação em Modelos de Decisão e Saúde, na Universidade Federal da Paraíba.

PALESTRANTE CONFIRMADA

Contextualização: O Plano Nacional de Extensão (PNE) estabelece que deve ser assegurado, no mínimo, 10% do total de créditos curriculares em programas e projetos de extensão universitária, orientando sua ação, prioritariamente, para as áreas de grande pertinência social. Todavia, verifica-se que a observância desta normativa pelas Instituições de Ensino Superior tem sido muito incipiente.

Desenvolvimento: Dentre as distintas concepções de extensão, destaca-se a compreensão de extensão como via de mão-dupla, em um processo interdisciplinar, educativo, cultural, científico e político, com vistas à transformação da universidade e da sociedade. A curricularização prevê a centralidade da extensão no processo formativo, em uma perspectiva de transformação da realidade. Em grande parte dos Projetos Pedagógicos dos Cursos (PPC), as atividades de extensão estão incluídas pontualmente, como uma das possíveis atividades de flexibilização curricular. Nesse contexto, a extensão não é uma atividade que o discente tenha obrigatoriedade de cumprir como está previsto no PNE. Assim, a universalização da extensão esbarra em diversos desafios, a exemplo da falta de fomento a estas ações e desvalorização da atividade no trabalho docente e a dificuldade em garantir práticas extensionistas a todo o corpo discente em um contexto de precarização do trabalho, onde os docentes das instituições particulares, que são a maioria no país, não têm carga horária para se dedicar a estas atividades.

Considerações finais: A curricularização da extensão tem grande potencial para transformar a formação acadêmica, democratizando o conhecimento e impactando na sociedade, entretanto, os desafios relacionados ao fomento, valorização e disponibilidade dos docentes obstaculizam que ela seja uma prática universal na formação.

Leitura complementar:
Mendonça, Maria Helena Magalhães et al. Atenção Primária à Saúde no Brasil: conceitos, práticas e pesquisa. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2018.

Schmitt, Ana Carolina Basso et al. Fisioterapia & atenção primária à saúde: desafios para a formação e atuação profissional. Rio de Janeiro: Thieme Revinter, 2020.

Starfield, Barbara. Atenção primária: equilíbrio entre necessidades de saúde, serviços e tecnologia. Brasília: UNESCO, Ministério da Saúde, 2002.

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