Delegacia aguarda laudos para esclarecer morte de fisioterapeuta

Os depoimentos sobre o caso da fisioterapeuta Carmen Alves da Silva, 37, morta na semana passada ao cair de uma lancha nas proximidades da praia da  Ponta Negra, na zona Oeste, têm sido convergentes, segundo o delegado Ivo Martins, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

Ontem, mais duas testemunhas foram ouvidas na delegacia e sustentaram a mesma versão sobre a queda da fisioterapeuta na água: ela e amigos estavam bebendo quando Carmen levantou, pediu ajuda, abraçou uma das amigas e junto com ela caiu na água. “Os depoimentos são consistentes e todas as pessoas ouvidas até o momento contam a mesma história”, afirmou o delegado.

De acordo com Martins, oito pessoas prestaram depoimento formalmente na DEHS,  entre o familiares, o dono da lancha, amigos e pessoas que estavam em uma outra embarcação. O delegado informou que até o final da semana mais testemunhas serão ouvidas, inclusive, os bombeiros que ajudaram a resgatar o corpo da fisioterapeuta do rio.

Ainda segundo ele, o resultados dos exames toxicológicos e anatomopatológicos também são primordiais para esclarecer o que realmente provocou a morte de Carmen Alves. Os laudos devem ser concluídos nos próximos 30 dias.

Acidente ou homicídio?
De acordo com Instituto Médico Legal (IML), a fisioterapeuta Carmen Alves não morreu afogada porque nos não havia água nos pulmões dela. No corpo foram identificadas algumas lesões no pescoço, nariz  e orelha, o que levantou a suspeita dela ter sido agredida. Mas segundo a DEHS, as marcas possivelmente eram de uma cirurgia plástica que  Carmen realizou dias antes de morrer.

Acidente? Assassinato? Namorado ciumento, um paquera de ocasião ou uma briga com outra mulher? Como ela foi parar na lancha (e que lancha era essa)? As inúmeras perguntas envolvendo a morte da fisioterapeuta Carmen Alves da Silva continuavam sem resposta até a última sexta-feira, 9. Nem amigos nem familiares quiseram falar com A CRÍTICA sobre o caso, e a polícia informou que é cedo para emitir nota oficial.

As primeiras informações eram de que a vítima caiu de uma embarcação nas proximidades da praia da Ponta Negra, na Zona Oeste, enquanto assistia ao show de Wesley Safadão na véspera do feriado de quinta-feira. Segundo o Instituto Médico Legal (IML), porém tudo indica que Carmen já estava morta ao cair na água. O corpo dela foi retirado do rio na manhã do dia 8.

De acordo com o delegado titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Ivo Martins, ainda é precipitado tirar qualquer conclusão sobre o caso. Ele informou que equipes da especializada estão em campo, em busca de pistas e informações que expliquem a morte de Carmen. Ainda segundo Martins, na segunda-feira ele deve falar sobre o caso e o avanço das investigações.

Últimas horas

Em um vídeo postado na internet, a fisioterapeuta aparece celebrando em uma festa com amigas. Só mulheres aparecem nas imagens. Carmen está com a mesma roupa que foi encontrada morta na manhã da  última quinta-feira, dando a entender que a filmagem seria da sua última noite  com vida.

No início do post, Carmen aparece dentro de um carro com mais duas mulheres e a hashtag #partiu. Depois, ela é filmada em uma lancha, em clima de festa, mas não é possível ver muitos detalhes da embarcação. Na filmagem aparecem garrafas de bebidas e estofados brancos.

Silêncio na despedida

A fisioterapeuta, que era funcionária da Fundação de Apoio ao Idoso Doutor Thomas, foi enterrada na manhã de sexta, no cemitério Nossa Senhora Aparecida, no Tarumã, na Zona Oeste. Familiares e amigos estavam muito emocionados e abalados com a morte de Carmen, no entanto não quiseram falar sobre o caso.

Não foi afogamento

Segundo o exame de autópsia feito do cadáver da fisioterapeuta, Carmen Alves não morreu afogada. O  médico legista Sidney Cavalcante apontou a morte de Carmem como causa indeterminada, embora o corpo da vítima apresentasse várias escoriações. Pessoas que acompanharam o resgate do corpo na praia da Ponta Negra, e também as que estavam no velório, verificaram que ela estava com a orelha direita dilacerada, com o nariz fraturado, apresentava uma marca roxa na testa e marca de esganadura no pescoço.

Os amigos já suspeitam que a fisioterapeuta tenha sido espancada, esganada e teria desmaiado. Como não voltou a si, foi jogada no rio. Ninguém, no entanto, rompeu o silêncio para dar declarações oficiais sobre a suspeita.

Boa filha

Embora tenham evitado falar com a imprensa sobre a morte da fisioterapeuta, amigos declararam que ela era uma excelente profissional, amiga, e uma boa filha. Nas redes sociais, eles lamentaram a morte dela.

“Eu a conhecia e ela sempre teve a cabeça no lugar, era responsável, mãe e cuidava muito bem dos idosos da fundação. No mínimo esse assassino deve ser um psicopata ciumento. Infelizmente estamos sujeitos ao perigo em qualquer lugar, seja na festa ou em casa”, disse a internauta Barbara Suellen. Carmen Alves tinha uma filha.

Velório e sepultamento

A fisioterapeuta Carmen Alves da Silva foi velada na funerária Almir Neves e durante a manhã de ontem foi enterrada no cemitério Nossa Senhora Aparecida, no Tarumã. Em nota, a Prefeitura de Manaus lamentou a morte da profissional da Fundação Doutor Thomas.

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