Curso de Fisioterapia desenvolve técnica que ajuda pacientes com fibromialgia

Na semana passada foi bastante discutido o cancelamento do show da cantora Lady Gaga no Rock in Rio, devido a fortes sintomas causados pela fibromialgia. Essa síndrome consiste em dor em múltiplos locais do corpo, que geralmente começa na região das costas. A dificuldade de identificar a síndrome, que não aparece no exame de sangue ou de ressonância, pode ocasionar diagnósticos errados, como problemas na coluna.

“Atualmente existe um conhecimento maior”, explica a professora Étria Rodrigues, da Faculdade de Fisioterapia da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM). “O ortopedista logo percebe a quantidade de queixas, porque é uma síndrome, não é só uma dor intensificada no corpo inteiro. Tem alterações de intestino, déficit de memória, perda da qualidade de sono, fadiga, etc”.

Há dois anos o grupo de fisioterapia aquática da Clínica de Fisioterapia da UPM vem estudando o método Distensionamento Miofascial Aquático (DMA). Trata-se de uma intervenção terapêutica com objetivo de melhorar a extensibilidade e flexibilidade na realização dos movimentos do corpo do paciente. O método aproveita os efeitos terapêuticos da imersão na piscina aquecida com o mínimo de desconforto. “Nós temos três pilares que são importantes para trabalhar: alongamento, exercícios aeróbicos e relaxamento global”, conta a professora Étria, que desenvolveu o projeto. O último consiste em diminuir o estado de tensão de todos os músculos ao mesmo tempo para promover a diminuição de stress. “A água é o melhor meio para isso pois existe uma proposta de privação sensorial, essa sensação te deixa em um ambiente agradável”, finaliza.

Um diferencial do projeto é o atendimento em grupo, logo após os exercícios, quando háuma troca de experiências durante um café. A paciente Aparecida de Fátima Amorim, 50, conta que teve uma resposta muito boa ao tratamento: “Não só com relação aos exercícios, mas por interagircom outras pessoas que entendem. Além de atuar na parte física, também atuou no nosso emocional. Vimos que não estávamos sozinhas”.

Aparecida levou dez anos até ser diagnosticada com fibromialgia no Hospital das Clínicas. “É essencial termos o pessoal do Mackenzie nos ajudando. Geralmente os médicos dão diagnóstico, a medicação, mas não se preocupam com o ‘depois’. Nós precisamos de um lugar que nos acolha, que faça esse tratamento multidisciplinar conosco”, conta.

O projeto, que acontecia no Mackenzie Alphaville, migrou para o campus Higienópolis e aguarda a construção da clínica de fisioterapia, com previsão para o ano que vem. No entanto, está sendo programado um método em solo para que as pacientes não fiquem sem os exercícios.

O projeto é aberto e gratuito a todos que tenham o diagnóstico de fibromialgia. Interessados podem entrar em contato com o Laboratório de Fisioterapia do Mackenzie: (11) 2766-7317.

Fonte: http://portal.mackenzie.br

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