Criança com duplicidade de polegar faz cirurgia reconstrutiva

Uma criança de 1 ano e quatro meses, com malformação no polegar e duplicidade desse dedo, passou por uma cirurgia rara no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre. O procedimento foi realizado na última terça-feira pelo ortopedista e traumatologista Paulo Henrique Ruschel, cirurgião da mão e microcirurgia reconstrutiva e durou duas horas. Este tipo de deformidade congênita do polegar é considerado grave e representa 3% das deformidades na mão.

De acordo com o médico, a cirurgia envolveu “um tipo raro de duplicação associado a uma hipoplasia (malformação) do polegar”. De nível complexo, o procedimento incluiu a reconstrução de músculos, ossos e ligamentos para garantir os movimentos na mão.

Foto: divulgação

A cirurgia durou duas horas e a expectativa é que a criança consiga realizar os movimentos de “pinça” normalmente após fisioterapia. Foto: divulgação

Em nota, o hospital informou que a musculatura do dedo duplicado foi mantida e transferida para o polegar definitivo, já que tinha hipoplasia. Também se ampliou o espaço entre o polegar e o indicador.

Além disso, houve a reconstrução de parte óssea e redimensionamento dos tendões extensores para dar mais postura, um posicionamento correto, ao dedo. “O polegar precisa ter um ângulo certo em relação ao indicador, chamado de oposição, para garantir a função de pinça. Dessa forma, o dedo ficará funcional e estético”, explicou o médico.

Ruschel, que tem 22 anos de experiência na área, disse que essa foi a primeira vez que fez uma operação com essa complexidade, embora já tenha operado duplicações de polegar anteriormente. Em abril deste ano, ele realizou outra cirurgia rara, em uma criança que nasceu com quatro dedos.

Movimentos prejudicados

Como o polegar representa 70% da função da mão, os movimentos da criança estariam prejudicados se a deformidade não fosse tratada adequadamente, conforme explicou o médico.  A operação foi feita antes dois dois anos porque, a partir dessa  idade, a criança começa a utilizar o movimento de pinça dos dedos.

O paciente, que mora em Fortaleza (CE), permanecerá três semanas com a mão imobilizada. Depois, será colocada um órtese, para manter o polegar no lugar, que poderá ser removida para começar a fisioterapia.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/viver-bem/saude-e-bem-estar

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