CONDIÇÕES QUE OCASIONAM COMPROMETIMENTOS NEUROLÓGICOS NAS CRIANÇAS DA APAE DE SANTO ÂNGELO-RS

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Caroline Naomy Shoji Glowacki

RESUMO

As condições neurológicas causam alterações anatômicas ou fisiológicas no sistema nervoso, que produzem manifestações clínicas. Essas condições acometem o sistema nervoso central e o periférico, sendo causadas por vários fatores, podendo ser congênitos ou adquiridos, agudos ou crônicos, progressivos ou estáticos, reversíveis ou irreversíveis. Esta é uma pesquisa descritiva do tipo bibliográfica e documental, de natureza quantitativa, na qual foram coletados dados retrospectivos dos prontuários da APAE de Santo Ângelo – RS. Das 50 crianças 29 (58%) são do gênero masculino e 21 (42%) do feminino. O tipo de parto foi vaginal em 18 (36%) dos casos e 22 cesáreos (44%), em 10 (20%) não constavam o tipo nos prontuários. Em relação a naturalidade 40 crianças (80 %) são da cidade de Santo Ângelo e 10 (20%) de outras cidades.. Pode-se notar que 13 (26%) apresentam paralisia cerebral, 10 (20%) retardo no desenvolvimento neuropsicomotor, 11 (22%) síndrome de Down, 7 (14%) atraso na fala, 2 (4%) mielomeningocele, 2 (4%) não constam nos prontuários, 1 (2%) encefalopatia, 1 (2%) trissomia do 18, 1(2%) aneurisma e 09 (18%) apresentaram outras patologias. 32 (62%) das crianças realizam fisioterapia, 15 (30%) não realizam e 3 (6%) receberam alta. Verificou-se o tempo que as crianças realizam fisioterapia, sendo que 7 (22%) fazem entre 1 a 12 meses que realizam tratamento, 11 (34 %) entre 13 a 24 meses, 8 (25%) entre 25 a 36 meses, 5 (16%) entre 37 a 48 meses e apenas 1 (3%) entre 49 a 60 meses, considerando-se que apenas 32 (64%) realizam fisioterapia. Verificou-se que as crianças começam a realizar fisioterapia precocemente, sendo um fator importante para sua reabilitação. A fisioterapia tem papel fundamental nas doenças neurológicas, cujo objetivo é recuperar e minimizar suas conseqüências, prevenindo seu agravo. A paralisia cerebral é a condição mais comum encontrada.

Palavras-chave: doenças neurológicas em crianças- neurologia infantil- crianças- epidemiologia neurológica.

ABSTRACT

The neurological conditions cause anatomical or physiological changes in the nervous system, producing symptoms. These conditions affect the central nervous system and peripheral, and is caused by several factors, which may be congenital or acquired, acute or chronic, progressive or static, reversible or irreversible. This is a descriptive study of literature and documentary kind, of a quantitative nature, in which retrospective data were collected from medical records from APAE, Santo Angelo – RS. From 50 children, 29 (58%) are male and 21 (42%) female. The vaginal parturition type was at 18 (36%) of cases and 22 cesarean (44%), whereas 10 (20%) were not the kind in records. It may be noted that 13 (26%) have cerebral palsy, 10 (20%) retardation in the neuropsychomotor development, 11 (22%) Down syndrome, 2 (4%) myelomeningocele, 1 (2%) encephalopathy, 1 (2%) of trisomy 18, 1 (2%) aneurysms, 01 (2%) cerebral palsy associated with hydrocephalus, 9 (18%) showed other pathologies and 2 (4%) not included in the records. 32 (62%) of children performing physical therapy, 15 (30%) do not achieve and 4 (8%) were discharged. There was the time that children perform physical therapy, 7 of which (22%) are between 1 to 12 months to carry out treatment, 11 (34%) from 13 to 24 months, 8 (25%) between 25 to 36 months; 5 (16%) between 37 to 48 months and only 1 (3%) between 49 to 60 months, considering that only 32 (64%) perform physical therapy. It was checked that children begin to carry out physiotherapy early, being an important factor for their rehabilitation. Physiotherapy has key role in neurological diseases, whose goal is to recover and minimize its consequences, preventing their harm. Cerebral palsy is a condition most commonly found.

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Keywords: neurological diseases in children – child neurology – children – neurological epidemiology.

INTRODUÇÃO

A criança não é um adulto pequeno. O desenvolvimento do ser humano começa com o embrião e se estende por toda vida. Esse desenvolvimento não se refere somente ao aumento de tamanho, mas como o processo de maturação se adapta e modifica-se com as experiências da criança e os fatores ambientais a que ela está submetida, ela está em constante evolução (3-8).
No período do nascimento o sistema nervoso central da criança ainda não está completamente desenvolvido. Com as modificações e amadurecimento desse sistema, a criança adquire o controle motor e desenvolve as habilidades motoras. Com o passar do tempo as fibras nervosas vão crescendo e formando novas conexões entre os neurônios, assim, os neurotrasmissores iniciam suas funções (8).
O crescimento do cérebro se dá pelas alterações processadas nas ligações sinápticas. Para que esse crescimento ocorra, necessita-se da estimulação da criança e interação com o meio ambiente (8).
As condições que ocasionam distúrbios neurológicos abrangem doenças do sistema nervoso central, do sistema periférico, dos músculos e dos sentidos especiais. Estas doenças podem estar restritas a um local do sistema nervoso ou fazer parte de uma doença multissistêmica generalizada (2);
Entre as causas dessas condições estão os traumatismos, infecções, distúrbios metabólicos e tóxicos, neoplasias primárias ou metastáticas, erros inatos do metabolismo doenças do armazenamento, auto-imunidade e complicações (anóxicas, isquêmicas, embólicas e trombóticas) (2).
De acordo com essas manifestações, o quadro clínico pode ter algumas variações, dependendo do tempo de lesão, subdividindo-se em condições agudas ou crônicas. Dentre as agudas estão a meningite, encefalite, disfunções metabólicas, disfunções neuromusculares, epilepsia e paralisia cerebral. Já as condições crônicas incluem convulsões, paralisia cerebral, disfunções do refluxo, síndromes pós-virais e encefalopatia (6).
As condições que ocasionam distúrbios neurológicos causam alterações anatômicas ou fisiológicas no sistema nervoso, que produzem manifestações clínicas. Esses distúrbios acometem o sistema nervoso central e o periférico, sendo causadas por vários fatores, podendo ser congênitos ou adquiridos, agudos ou crônicos, progressivos ou estáticos, reversíveis ou irreversíveis (2-10).
Os portadores de distúrbios neurológicos apresentam vários sintomas, entre eles comprometimentos motores, sensitivos, perceptivos, cognitivos, geralmente associados. Tais sintomas afetam a capacidade funcional para realização das atividades de vida diária, conseqüentemente interferem na qualidade de vida das mesmas. A fisioterapia precoce é muito importante, pois evita as deformidades e ameniza tais conseqüências (1-8).
O fisioterapeuta tem um papel – chave no tratamento do paciente, por isso ele necessita ser capaz de realizar uma avaliação completa do déficit neurológico e das habilidades remanescentes com o objetivo de estabelecer um programa de reabilitação adequado (8).
O presente trabalho objetiva verificar os tipos de condições que ocasionam comprometimentos neurológicos, que acometem as crianças entre 0 a 5 anos da APAE de Santo Ângelo – RS.
Os objetivos específicos do trabalho são:
• Verificar a prevalência de distúrbios neurológicos que acometem as crianças atendidas na APAE de Santo Ângelo;
• Identificar quais comprometimentos neurológicos acometem essas crianças;
• Verificar há quanto tempo e com que idade as crianças começaram a realizar fisioterapia.

METODOLOGIA

Esta foi uma pesquisa descritiva do tipo bibliográfica e documental, de natureza quantitativa, em que foram coletados dados retrospectivos dos prontuários na APAE em Santo Ângelo – RS. Foi elaborada uma planilha para coleta dos dados,os quais foram devidamente autorizados pela instituição responsável e submetidos à análise simples (números arábicos, percentuais).

População e amostra

A população alvo foi composta por 276 pessoas com comprometimentos neurológicos e/ou físico-funcionais de ambos os sexos, com faixa etária variada da APAE de Santo Ângelo- RS.
A amostra foi composta por crianças de 0 a 5 anos portadoras de comprometimentos neurológicos atendidas na APAE de Santo Ângelo – RS, totalizando 50 crianças nessa faixa etária.

DISCUSSÃO E RESULTADOS

Das 50 crianças 29 (58%) são do gênero masculino e 21 (42%) do feminino. O tipo de parto foi vaginal em 18 (36%) dos casos e 22 cesáreos (44%), sendo que 10 (20%) não constavam o tipo nos prontuários. Os dados acima estão representados nas figuras1 e 2.

Figura 2- Distribuição da amostra de acordo com o tipo de parto

 

Em relação ao tônus muscular 2 (4%) apresentam misto, 3 (6%) espasticidade, 16 (32%) flacidez e 29 (58%) não constavam nos prontuários. Apenas 14 % apresentam epilepsias e 8% possuem deformidades, conforme figuras 3 à 5.

Figura 3- Tônus Muscular

Figura 4- Epilepsias recorrentes

Na tabela 1, está distribuída a faixa etária das crianças, que varia entre 1 a 5 anos.

Nota-se que 15 (30%) das crianças possuem 5 anos, 08 (16%) 4 anos, 15 (30%) 3 anos, 09 (18%) 2 anos e 03 (6%) estão com 1 ano.

Na tabela 2, estão distribuídos às condições encontradas nesse estudo.


Pode-se notar que 13 (26%) apresentam PC, 10 (20%) RDNPM, 11 (22%) SD, 07 (14%) atraso na fala, 02 (4%) MMC, 02 (4%) não constam nos prontuários, 01 (2%) perda auditiva, 01 (2%) encefalopatia, 01 (2%) trissomia do 18, 01(2%) aneurisma e 09 (18%) apresentam outras patologias que não ocasionam distúrbios neurológicos. Também não se sabe se essas patologias são conseqüências de condições neurológicas, para descobrir as causas necessita-se de exames e uma boa avaliação.
A epidemiologia neurológica está mudando substancialmente nas últimas décadas, o espectro nosológico vem sendo alargado a novas patologias. Embora 85% da população mundial viva nos países em desenvolvimento, a real incidência das doenças neurológicas é freqüentemente desconhecida ou ignorada pelas publicações médicas ocidentais (7).

A tabela 3 mostra o número de crianças que recebem atendimento fisioterapêutico.

Percebe-se na tabela acima, que 22 (44%) possui entre 13 a 25 anos, 12 (24%) entre 26 a 35 anos, 11 (22%) entre 36 a 45 anos, sendo que 05 (10%) não constavam a idade nos prontuários.

A tabela 4, diz respeito à idade das crianças quando iniciaram o tratamento fisioterapêutico.


Nota-se, na tabela 4, que 31 (62%) das crianças realizam fisioterapia, 15 (30%) não realizam e 4 (8%) receberam alta, sendo que as que não realizam são devido a não terem indicação e não necessitarem dela por apresentarem deficiência visual e atraso na fala.
A fisioterapia é de extrema importância nas condições neurológicas, pois pode evitar os seus agravos e suas conseqüências. Para isso quando mais cedo se iniciar, melhor vai ser seus resultados.
O fisioterapeuta através do levantamento de dados na avaliação identifica os distúrbios cinéticos-funcionais, estabelece os objetivos, elegendo e aplicando recursos e técnicas apropriadas, controlando a evolução clínica (3).

Na tabela 5, está distribuída a idade das mães das crianças analisadas nesse estudo, durante a gestação dos mesmos.


Nota-se que 19 (60%) tinham entre 1 a 12 meses, 08 (25%) entre 13 a 24 meses,0 3 (9%) entre 24 a 36 meses e 02 (6%) com faixa etária entre 37 a 48 meses, levando em consideração que apenas 32 (64%) crianças realizam fisioterapia.
A idade materna avançada é um fator de risco para algumas patologias, como a PC e SD. A primeira também é evidenciada em mães muito jovens (5-4).

Na tabela 6, verifica-se o tempo que as crianças realizam fisioterapia, considerando- se que apenas 32 (64%) realizam a mesma.


Sendo que 07 (22%) fazem entre 1 a 12 meses de tratamento, 11 (34 %) entre 13 a 24 meses, 08 (25%) entre 25 a 36 meses, 05 (16%) entre 37 a 48 meses e apenas 01 (3%) entre 49 a 60 meses.
O tempo de fisioterapia também é importante. Na APAE a criança recebe alta apenas quando estiver com o DNPM adequado para a idade.

Na tabela 7, verifica-se o tempo que as crianças realizam fisioterapia, considerando- se que apenas 32 (64%) realizam a mesma.


Sendo que 07 (22%) fazem entre 1 a 12 meses de tratamento, 11 (34 %) entre 13 a 24 meses, 08 (25%) entre 25 a 36 meses, 05 (16%) entre 37 a 48 meses e apenas 01 (3%) entre 49 a 60 meses.

O tempo de fisioterapia também é importante. Na APAE a criança recebe alta apenas quando estiver com o DNPM adequado para a idade.

Na tabela 8 podemos observar o tipo de locomoção das crianças.


Observa-se que 8 (16%) das crianças são cadeirantes, 8 (16%) deambulam com apoio, 16 (32%) já deambulam sem apoio e 18 (36%) não constavam esses dados nos prontuário.

A tabela 9 ilustra a idade das mães de crianças portadoras de SD, relacionando a idade com a SD, considerando apenas as 11 crianças com a síndrome.


Pode-se observar na tabela 9 que a maioria das mães, no período de gestação possuía idade entre 33 a 39 anos, o que está de acordo com a literatura.
Mulheres com idade superior a 35 anos estão mais predispostas a gerar uma criança com SD do que as mulheres mais jovens, possivelmente devido aos ovócitos envelhecidos e a menor capacidade de aborto espontâneo de zigotos anormais (NAKADONARI & SOARES, 2006).
Em estudo realizado comparando a idade de mães de crianças com SD e um grupo controle (mães de crianças normais), verificou-se que a idade das mães com filhos com SD é mais elevada do que a de mães com filhos normais (GUSMÃO et al., 2003).
Esses mesmos estudiosos afirmam, também, que a ocorrência de SD independente da idade pode estar ainda relacionada à mutação de genes que atuam no processo de disjunção meiótica.
O aumento da taxa de SD em prole de mães com idade superior a 35 anos é devido à soma de no mínimo dois fatores, um independente da idade materna e outro dependente (PENROSE (1961) apud GUSMÃO et al., (2003)

Observa-se na tabela 10 a relação entre as crianças com PC e a epilepsia recorrente. É importante ressaltar que apenas 13 crianças apresentam PC.


Verifica-se na tabela 10 que 04 (33%) das crianças com PC apresentam epilepsias recorrentes.
A associação de epilepsia e PC é comum. Entre 15 e 90% das crianças irão evoluir com epilepsia e crianças com PC têm chances quatro vezes maiores de desenvolverem epilepsia no primeiro ano de vida (FERNANDES et al., 2007).
As crises epiléticas recorrentes podem agravar o quadro motor, comportamental e cognitivo do portador de PC. Estudo realizado com crianças com essas duas patologias revela que a maioria tem causa identificada (91%), sendo que 26% foram devido à anormalidade no desenvolvimento intra-uterino, 24% devido à prematuridade e 26% de causa pós-natal. (FERNANDES et al., 2007). No entanto é difícil afirmar quais as causas da epilepsia recorrente, referente à amostra deste estudo, pois estas não constavam nos prontuários.

Considerando apenas as crianças com PC, a tabela 11 refere-se ao Apgar no primeiro e no quinto minuto de vida do recém nascido, com o propósito de relacionar com a literatura a importância deste dado.


Observa-se, na tabela que a maioria das crianças apresentava Apgar normal, evidenciando que esses resultados são coerentes com a literatura, uma vez que o boletim desse método, atualmente não é considerado como preditivo confiável de PC (MARCONDES et al., 2003).
O índice de Apgar, sistema rápido de avaliação baseado nas respostas fisiológicas ao processo de nascimento, é um método muito bom para avaliar a necessidade de ressuscitação dos recém-nascidos a termo com adaptação cardiopulmonar normal devem ter índice de 8-9 em intervalos de 1 e 5 minutos após o nascimento. Índices de Apgar de 4-7 exigem atenção para determinar se o estado do RN melhorará e verificar a possibilidade de alguma condição patológica (BEHRMAN & KLIEGMAN, 1999).
Em um estudo realizado em 1987, observaou-se que 68% dos casos de PC tinham Apgar normal e apenas 13% das crianças com valores menor ou igual a 5 evoluíram para quadro de PC (NELSON & ELLENBERG apud MARCONDES et al., 2003).

A tabela 12 refere-se à idade das mães das crianças com paralisia cerebral, objetivando verificar a relação entre esses dados.


Nota-se que a maioria das mães tinha entre 21 a 25 anos quando engravidaram, levando em conta apenas as 13 crianças com PC. Embora muitos autores falarem que a idade avançada ou a pouca idade seja um fator para a PC, neste estudo isto não foi observado.

Um fator de risco não é necessariamente uma causa, mas uma variável que, quando presente, aumenta os riscos de ocorrência de PC. Um dos fatores de risco para PC é a idade materna superior a 40 anos ou inferior a 20 anos (MARCONDES et., 2003). Isso não foi constatado nesse estudo, pois a maiorias das mães possuíam idade entre 21 a 25 anos no período da gestação.

Existem outros fatores de risco para PC, segundo estudo realizado são eles: hipóxia perinatal, prematuridade e infecção materna intra-uterina, gestação múltipla, trombofilia, pré-eclâmpsia e eclâmpsia, entretanto, ainda há controvérsias (PATO et al., 2002).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ao término deste estudo, foi possível verificar que a área neurológica é muito complexa e ampla, pois muitas condições neurológicas são de caráter crônico, progressivo, irreversível e com causas muitas vezes indefinidas. Atualmente vem aumentando o número e a freqüência das patologias neurológicas, desafiando cada vez mais os fisioterapeutas e outros profissionais que trabalham nessa área.
No presente estudo a patologia prevalente foi a paralisia cerebral. Acredita-se que tal resultado se deve a alta incidência da doença no Brasil.
A fisioterapia tem papel fundamental nas condições neurológicas, tendo como objetivo recuperar e minimizar suas conseqüências, prevenindo seu agravo, para isso é de extrema importância que se realize uma boa e completa avaliação. Neste trabalho, foi verificado que as crianças começaram a realizar tratamento fisioterapêutico precocemente, sendo esse um fator importante para sua reabilitação, embora não se observou a freqüência desse tratamento, visto que é realizado continuamente, até a criança estar com o desenvolvimento adequado a sua idade.
Após a análise dos dados, concluíu-se que as pesquisas que estudam a prevalência e incidência são importantes para a área da saúde, pois indicam por meio de dados à realidade existente, facilitando e ajudando na conduta terapêutica. Dentro deste contexto, fica a sugestão para estudos futuros, não somente nesta área, mas em outras instituições que atendem pacientes com comprometimentos neurológicos, analisando mais variáveis.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. BECKER, Antje H.; DÖLKEN, Mechthild. Fisioterapia em neurologia. Santos, 2008.
2. BEHRMAN, Richard E.; KLIEGMAN, Robert M. Nelson: princípios de pediatria. 3.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan S. A, 1999.

3. DIAMENT, Aron; CYPEL, Saul. Neurologia infantil. 4.ed. São Paulo: Atheneu, 2005.
4.FERNANDES, Antonio C. et al. AACD medicina e reabilitação. São Paulo: Artes Médicas, 2007.

5.GUSMÃO, Fábio A. F.; TAVARES, Eraldo J. M.; MOREIRA, Lília M. de. A Idade materna e síndrome de Down no Nordeste do Brasil. Cadernos de Saúde Pública, v.19, n. 4, 2003.

6. MARCONDES, Eduardo. et al. Pediatria básica Tomo II: pediatria geral e neonatal. 9.ed. São Paulo: Sarvier, 2003.

7. NAKADONARI, Elaine K.; SOARES, Andréia A. Síndrome de Down: considerações gerais sobre a influência da idade materna avançada. Arq Mudi., v. 10, n.2, p. 5-9, 2006.

8. PATO, Tâmara R.; PATO, Thais R.; SOUZA, Daniel R. et al. Epidemiologia da paralisia cerebral. Actra fisiatrica, v.9, p.71-76, ago.2002.

9. PORTER, Stuart. Fisioterapia de Tidy. 13.ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005.

10. RORIZ, José M.; NUNES, Belina. A Neurologia do século XXI. Sinapse, v.6, n.1, mai. 2006.

11. SHEPHERED, Roberta B. Fisioterapia em pediatria. 3.ed. São Paulo: Livraria Santos Editora Comp. Imp. Ltda, 1995.

12. TECKLIN, Jan S. Fisioterapia pediátrica. 3.ed. Porto Alegre: Artmed, 2002.

13. UMPHRED, D.A. Reabilitação neurológica. 4.ed. São Paulo: Manole, 2004.

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