Caos(çadas): Tropicões e quedas.

caos

O autor do artigo acima, Manoel Aguiar, conheci no final dos anos 1970; transitávamos diariamente ao longo da mesma calçada, a caminho do trabalho, na Rua 7 de Setembro em Recife – trecho entre a Faculdade de Direito e a Avenida Conde da Boa Vista – naquele tempo uma passagem púlica urbana suja, esburacada, apinhada de vendedores que comercializavam suas mercadorias na rua, com esgoto a escorrer no meio-fio.

Em 1981, fomos companheiros de trabalho na Comissão Estadual encarregada da organização e programação das comemorações do Ano Internacional das Pessoas Deficientes em Pernambuco. Trinta e três anos passam rápido; mas a ação política nos municípios parece não acompanhar a cronologia, trabalha com outro “tempo”, mais lento e descompromissado com a saúde e bem-estar das pessoas. Se isso não fosse verdade, não estaríamos, hoje, lendo o artigo de Manoel Aguiar publicado no Jornal do Commercio (Recife), edição de domingo 15 de junho de 2014, e cobrando ações concretas da prefeitura, como se vivêssemos ainda no início da década de 80 do século XX. Uma triste constatação da realidade urbana.

caos2

“O objetivo do Ano Internacional foi de conclamar todos os países, seus governantes, a sociedade e as próprias pessoas com deficiência, a tomar consciência e providências para garantir a prevenção da deficiência, o desenvolvimento das habilidades, a reabilitação, a acessibilidade, a igualdade de condições, a participação plena e a mudança de valores sociais (preconceitos e atitudes discriminatórias)”.

FONTE:
Ilustração 1 – Reprodução de artigo publicado no Jornal do Commercio (Recife), domingo 15/06/2014.
Ilustraçao 2 – Foto e texto: Memorial da Inclusão – Governo de São Paulo. Disponível em: http://www.memorialdainclusao.sp.gov.br/br/home/aipd.shtml