Biogen Idec apresenta retrato da esclerose múltipla na América Latina

A Biogen Idec, empresa global de biotecnologia, apresentou na última edição do Congresso Europeu ISPOR (International Society for Pharmacoeconomics and Outcomes Research) três importantes temas que envolvem a esclerose múltipla: o impacto epidemiológico, econômico e social de uma doença neurodegenerativa que afeta 2,5 milhões de pessoas em todo o mundo. O evento foi promovido pela ISPOR – entidade sem fins lucrativos e organização pública com objetivos educativos e científicos, realizado na última semana 10 a 12 de novembro, em Amsterdã, Holanda.

Embora os resultados ajudem a traçar um retrato da doença na região, o levantamento aponta a necessidade de ampliar estudos sobre essas questões na América Latina. “Observamos, por exemplo, que 42% dos países, sobretudo aqueles com menores economias, não possuem qualquer tipo de informação sobre as taxas de prevalência e incidência da esclerose múltipla ou apresentam resultados incompletos e com populações pequenas. Os três maiores países (Argentina, Brazil e México) produziram cerca de 70% de todo o conhecimento epidemiológico da doença na região.”, aponta Marcio Machado, Diretor Associado de Acesso a Mercados para América Latina da Biogen Idec.

Impacto epidemiológico

As taxas de prevalência da esclerose múltipla variam ao redor do mundo, de acordo com a genética, raça, geografia e exposição solar. No entanto, de acordo com o levantamento feito pela Biogen Idec, a prevalência e a incidência da doença na América Latina são menores do que a média mundial[2].

A prevalência atinge em média 13,9 por 100 mil habitantes na América Latina[3], sendo que a média mundial é de 30 por 100 mil. Já as taxas de incidência também são mais baixas do que a média global (de 2,5 por 100 mil habitantes), atingindo 1,11 por 100 mil habitantes por ano2. Para se chegar a essa conclusão foram revisados 203 artigos na íntegra de 14 países que respondem por 87% da população latinoamericana, sendo que o Brasil, Argentina e México contribuíram com 70% dos estudos.

Impacto social

Assim como em outras partes do mundo, a esclerose Múltipla exerce um impacto negativo substancial na vida dos pacientes latino-americanos, por diminuir a qualidade de vida e interferir na capacidade de realização de atividades da vida pessoal e profissional, impactando a vida social dessas pessoas.

Pacientes com esclerose múltipla apresentam níveis menores de cognição e aumento de presença de doenças mentais, em comparação com os grupos de controle[4]. Esses fatores também estão associados à diminuição na qualidade de vida.

Da mesma forma, a fadiga e a síndrome das pernas inquietas estão significativamente correlacionadas com a ansiedade, depressão e nível de mobilidade e funcionamento4, bem como a qualidade de vida dos pacientes.

“Ao identificarmos as taxas de prevalência, incidência e tipos de esclerose múltipla na América Latina temos condições de estimar o impacto econômico e social causado pela doença e estes dados podem auxiliar o planejamento de políticas públicas de saúde na região”, destaca Marcio Machado.

 

Impacto econômico

Assim como em outras áreas examinadas, as informações sobre o impacto econômico da esclerose múltipla na região são limitadas pela escassez de dados disponíveis. Foram examinados 303 artigos, sendo que 27 preencheram os critérios de inclusão, correspondendo a 18 (67%) do Brasil, 3 (11%) da Argentina e 3 (11%) da Colômbia, 2 (7%) do México e 1 (4%) do Chile.

A maioria dos artigos examinados estudou o comportamento econômico da doença a partir de uma perspectiva econômica social e de sistemas de saúde. Poucos avaliaram os custos associados a cuidadores e familiares, assim como cuidados informais com a doença. Sabe-se que grande parte dos custos da esclerose múltipla é vinculada a recursos indiretos de saúde. Com relação aos tratamentos, as terapias modificadoras da doença são associadas a um custo substancial por paciente, exercendo grande impacto em recursos, já sobrecarregados[5]. As novas terapias disponíveis são geralmente apontadas como custo-efetivas em todos os países quando comparadas com terapias mais antigas[6].

Sobre a esclerose múltipla

A esclerose múltipla é uma doença inflamatória crônica e incapacitante que afeta o sistema nervoso central (SNC) – constituído pelo cérebro, medula espinhal e nervos ópticos.[7] No Brasil, estima-se que aproximadamente 35 mil pessoas convivem com a doença[8], sendo que aproximadamente 13 mil estão em tratamento atualmente.[9] Entre os principais sintomas estão fadiga, formigamento ou queimação nos membros, visão embaçada, dupla ou perda da visão, tontura, rigidez muscular e problemas de cognição.[10] A progressão, gravidade e sintomas variam de uma pessoa para outra. Sua causa é desconhecida, mas a hipótese mais aceita é que seja uma doença autoimune complexa e que fatores genéticos e ambientais também sejam responsáveis pelo seu aparecimento e evolução.

A esclerose múltipla recorrente-remitente é a forma mais comum da doença, representando 85% dos casos. É caracterizada por surtos (sintomas clínicos que ocorrem em episódios) bem definidos, com recuperação completa ou sequelas permanentes após os surtos.

Diagnóstico e tratamento

Por ser uma doença com sintomas comuns a outras patologias, nem sempre o diagnóstico é fácil de ser concluído. O importante é procurar um neurologista, assim que surgir algum sintoma característico (perda da visão, da força, da sensibilidade ou do equilíbrio, visão dupla e alteração do controle da urina) que dure mais de 24h. Além disso, a ressonância magnética do crânio e, muitas vezes, da medula, são fundam entais para definir o diagnóstico.

Embora ainda não haja cura, existem tratamentos para a esclerose múltipla que diminuem o aparecimento dos surtos e reduzem sua gravidade, assim como diminuem o grau de incapacidade e melhoram a qualidade de vida dos pacientes.

Sobre o ISPOR

A International Society for Pharmacoeconomics and Outcomes Research (ISPOR) promove a ciência da farmacoeconomia (economia da saúde) e resultados de pesquisa (a disciplina científica que avalia o efeito das intervenções da saúde no bem-estar do paciente, incluindo resultados clínicos e econômicos centrados no paciente) e facilita a tradução dessa pesquisa em informação útil para os decisores de cuidados de saúde para aumentar a eficiência, eficácia e a equidade dos cuidados de saúde para melhorar a saúde. Fundada em 1995, ISPOR é uma entidade sem fins lucrativos e organização pública com objetivos educativos e científicos, tal como definido pela Receita Federal dos Estados Unidos, e uma organização de pesquisa sem fins lucrativos no âmbito do 7º Programa-Quadro da Comissão Europeia.

Sobre a Biogen Idec

A Biogen Idec é uma empresa global de biotecnologia, com sede nos Estados Unidos, que desenvolve e disponibiliza a pacientes ao redor do mundo, por meio da medicina e ciência de última geração, terapias inovadoras para o tratamento de doenças neurodegenerativas, hemofilia e disfunções imunológicas. Fundada em 1978, a Biogen Idec é a mais antiga empresa independente de biotecnologia do mundo, que emprega aproximadamente 7 mil profissionais e gera receita anual acima dos US$ 5 bilhões. Detentora de uma longa tradição no tratamento de esclerose múltipla, no Brasil, a empresa ocupa a liderança desse mercado, com dois medicamentos inovadores para o tratamento da doença. Sua subsidiária brasileira possui sede na cidade de São Paulo (capital) e filial em Anápolis, Goiás. Para mais informações sobre produtos, publicações e informações adicionais sobre a empresa, visite

www.biogenidec.com.br.

 

Contato para Imprensa da Biogen Idec Brasil

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Patrícia Torres – (11) 5090.8958 / patricia.torres@ketchum.com.br

Referências



[1] Pôsteres apresentados no ISPOR 17th Annual European Congress, 2014, Amsterdam.

 

[2] EINARSON, Thomas; BEREZA, Basil; MACHADO, Márcio. Table 3. Studies of the incidence of multiple sclerosis in Latin America. In: Epidemiology of Multiple Sclerosis in Latin America: Critical Analysis of the Literature.  In: ISPOR 17th Annual European Congress, 2014, Amsterdam.

 

[3] EINARSON, Thomas; BEREZA, Basil; MACHADO, Márcio. Table 2. Reported rates of the prevalence of multiple sclerosis in Latin America. In: Epidemiology of Multiple Sclerosis in Latin America: Critical Analysis of the Literature.  In: ISPOR 17th Annual European Congress, 2014, Amsterdam.

 

[4] MACHADO, Márcio; BEREZA, Basil; EINARSON, Thomas. Humanistic Research Outcomes in Multiple Sclerosis: Review of the Literature from Latin America. In: ISPOR 17th Annual European Congress, 2014, Amsterdam.

 

[5] BEREZA, Basil; MACHADO, Márcio; EINARSON, Thomas. Systematic Review of the Economics of Multiple Sclerosis in Latin America. In: ISPOR 17th Annual European Congress, 2014, Amsterdam.

 

[6] BEREZA, Basil; MACHADO, Márcio; EINARSON, Thomas. Table 3. Cost effectiveness studies of treatments for multiple sclerosis in Latin America. In: Systematic Review of the Economics of Multiple Sclerosis in Latin America. In: ISPOR 17th Annual European Congress, 2014, Amsterdam.

 

[7] SOCIEDADE NACIONAL DE ESCLEROSE MÚLTIPLA (NMSS). FAQs sobre EM.Disponível em:<http://www.nationalmssociety.org/about-multiple-sclerosis/what-we-know-about-ms/faqs-about-ms/index.aspx>. Acesso em: 11 março 2013.

 

[8] ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ESCLEROSE MÚLTIPLA (ABEM). Disponível em: . Acesso em: 26 maio 2014.

 

[9] DATASUS. Abril, 2014. Disponível em: . Acesso em: 11 abril 2014.

[10]  SOCIEDADE NACIONAL DE ESCLEROSE MÚLTIPLA (NMSS). O que sabemos sobre a EM: Sintomas.  Disponível em: <http://www.nationalmssociety.org/about-multiple-sclerosis/what-we-know-about-ms/symptoms/index.aspx>. Acesso em: 14 março 2013.

*CRM 10250

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