Avanço na inclusão de pessoas com Deficiência

Sem dúvida alguma, o mundo encontra-se num processo de transformação, que também pode significar mudança.  Isso já estava claro na mente dos intelectuais em 2007, quando da realização do Seminário “Mutações: novas configurações do mundo” com Curadoria de Adauto Novaes, sendo Gilberto Gil o Ministro da Cultura.  Do texto de apresentação do Seminário, transcrevemos o que diz inicialmente o já citado Novaes: “As novas imagens do mundo convidam-nos a esquecer a noção de crise. Pensemos pois na ideia de mutação”.
Trazendo tal ideia para o contexto fisioterapêutico, encontramos uma dessas transformações/mutações no documento recentemente divulgado pela Confederação Mundial de Fisioterapia WCPT, que convoca a categoria representada a incluir na sua profissão Pessoas com Deficiência. A priori, as palavras de Margot Skinner, Vice-presidente da organização, constituem a síntese do documento: “Como Fisioterapeutas administramos muito bem o processo terapêutico para nossos pacientes/clientes com deficiência focando na prevenção. Mas há espaço para melhorarmos nossa atitude ao aceitarmos a deficiência em nossa própria profissão”.
Voltando ao texto de Novaes constatamos que cita o Poeta Paul Valéry: “O que seria de nós sem o socorro do que não existe?”.A transformação/mutação da Fisioterapia consiste – nesse momento – no êxito da convocação da WCPT, uma revolução antropológica de verdadeira inclusão; isso vai mais longe que a acessibilidade permitida por rampas e elevadores acoplados aos meios de transporte, bem como ultrapassa, do ponto de vista de conquista social, a legislação referente às cotas de trabalho nas empresas e cursos universitários.

É importante lembrar que 35 anos separam o Ano Internacional das Pessoas Portadoras de Deficiência –  instituído pela Organização da Nações Unidas – do Documento divulgado pela WCPT. Em 1981 havia a denominação “Pessoas Portadoras de Deficiência” modificada em decorrência da luta das entidades de defesa dos direitos dessa categoria para “Pessoa com Deficiência”, o que faz muita diferença como conceito ou concepção genérica.
Uma transformação lenta e gradual; não havendo porém possibilidade de retrocesso.
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