AVALIAÇÃO FUNCIONAL EM FISIOTERAPIA ESPORTIVA

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Dr. Fábio Luís Feitosa Fonseca (RJ)

Graduado em Fisioterapia – Estácio; Especialista em Fisioterapia em Traumatologia e Ortopedia – Estácio; Especialista em Fisioterapia Esportiva pela Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física (SONAFE – COFFITO); Mestre em Ciências da Saúde – Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Doutorando em Educação Física – Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Docente do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ); Colaborador do Comitê Olímpico do Brasil (COB).

Introdução: Quando se fala em Avaliação Funcional em Fisioterapia Esportiva o que vem na sua cabeça? Imagino que venham inúmeras possibilidades de intervenções das mais variadas abordagens tecnológicas e caras para os atletas de alto rendimento que estão disputando as competições de maior nível de desempenho daquela modalidade esportiva. Certo? Entretanto, o que vou lhe falar aqui é exatamente o contrário. O conceito de Avaliação Funcional em Fisioterapia Esportiva está cada vez mais se ampliando para atingir não só atletas nos mais diferentes níveis de desempenho esportivo, mas também tem por objetivo atingir praticantes de atividades físicas, atletas recreacionais, amadores e profissionais com ou sem deficiência.

Desenvolvimento: A Avaliação Funcional busca identificar fatores de risco para lesões musculoesqueléticas no praticante de atividade física em qualquer nível de desempenho, bem como identificar as principais causas das lesões já instauradas e compensadas do ponto de vista biomecânico.

Através de recursos cada vez mais baratos, portáteis e replicáveis, a Fisioterapia Esportiva vem mostrando o quanto é positivo a abordagem funcional para: acompanhar processos de admissão e alta fisioterapêutica; promover estratégias de minimização dos riscos de lesões musculoesqueléticas o que poderia tirar o atleta dos seus treinos e competições; e promover maiores conhecimentos científicos acerca das interdependências entre os segmentos corporais.

Para a Avaliação Funcional, o fisioterapeuta pode lançar mão de recursos sofisticados como plataformas de força, eletromiografia, sensores inerciais, sistemas de câmeras para filmagem do gestual. Mas, por meio de recursos simples como um “smartphone”, o fisioterapeuta também consegue mensurar informações importantes como ângulos, deslocamentos dos segmentos, centro de gravidade, velocidade, salto, força muscular e outras valências.

O objetivo da Avaliação Funcional é ter critérios seguros para intervenção direta com o atleta, independente do nível de desempenho do mesmo. Os diversos testes funcionais conseguem ter relação de interdependência entre os diversos segmentos corporais e assim, através da rede de determinantes, propor intervenções mais seguras seja no aspecto preventivo ou curativo. A relação entre a capacidade dos sistemas corporais e a demanda imposta pelas cargas interna e externamente determinam a abordagem no atleta.

Considerações finais: Estar preparado para as diversas demandas do dia a dia é fundamental para diminuir o risco de desenvolver qualquer tipo de compensações e lesões biomecânicas isoladas e os maiores beneficiados são todos aqueles que praticam algum nível de atividade física e independente de seu desempenho sendo eles com ou sem deficiência. Com isso, o fisioterapeuta que sai da abordagem clínica da avaliação e busca avaliar de forma funcional, consegue elaborar estratégias mais eficazes a fim de retomar a função complexa do sistema corporal humano.

Tenho certeza que em breve, no próximo COBRAF poderemos discutir mais profundamente esse tema que é fundamental para todo o processo de abordagem no atleta.

Leitura complementar:

  1. Bittencourt NFN, Meeuwisse WH, Mendonça LD, Nettel-Aguirre A, Ocarino JM, Fonseca ST. Complex systems approach for sports injuries: moving from risk factor identification to injury pattern recognition-narrative review and new concept. Br J Sports Med. 2016 Nov;50(21):1309-1314. doi: 10.1136/bjsports-2015-095850. Epub 2016 Jul 21. PMID: 27445362.
  2. Edouard P, Cugy E, Dolin R, Morel N, Serra JM, Depiesse F, Branco P, Steffen K. The Athletics Injury Prevention Programme Can Help to Reduce the Occurrence at Short Term of Participation Restriction Injury Complaints in Athletics: A Prospective Cohort Study. Sports (Basel). 2020 Jun 4;8(6):84. doi: 10.3390/sports8060084. PMID: 32512871; PMCID: PMC7353668.
  3. Tee JC, McLaren SJ, Jones B. Sports Injury Prevention is Complex: We Need to Invest in Better Processes, Not Singular Solutions. Sports Med. 2020 Apr;50(4):689-702. doi: 10.1007/s40279-019-01232-4. PMID: 31741293.
  4. Gabbett TJ, Nielsen RO, Bertelsen ML, Bittencourt NFN, Fonseca ST, Malone S, Møller M, Oetter E, Verhagen E, Windt J. In pursuit of the ‘Unbreakable’ Athlete: what is the role of moderating factors and circular causation? Br J Sports Med. 2019 Apr;53(7):394-395. doi: 10.1136/bjsports-2018-099995. Epub 2018 Nov 13. PMID: 30425045.
  5. Gabbett TJ. The training-injury prevention paradox: should athletes be training smarter and harder? Br J Sports Med. 2016 Mar;50(5):273-80. doi: 10.1136/bjsports-2015-095788. Epub 2016 Jan 12. PMID: 26758673; PMCID: PMC4789704.

WEBCOBRAF

No período de Outubro/2020 a Fevereiro/2021, sob a organização do XXIII COBRAF, do 1st International Seminar on Innovative Learning and Healthcare Approaches in Physical Therapy, do 1° Encontro de Fisioterapia nos Distúrbios do Sono e dos eventos parceiros – 5º COBRAFISM, I COBRASFE e COBRASFIPICS, acontecerá o WEBCOBRAF, que consiste em uma série de webinars, que ocorrerão de quinze em quinze dias com diversos temas. Poderão participar do WEBCOBRAF sem custo adicional, todos os que estiverem inscritos no XXIII COBRAF até 5 dias antes de cada webnair. Não perca essa oportunidade! Garanta já a sua participação.

17 DE OUTUBRO

WEBCOBRAF – WEBINAR DE FISIOTERAPIA PEDIÁTRICA
INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO EM FISIOTERAPIA NEUROFUNCIONAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM PARALISIA CEREBRAL COM BASE NA CIF
PALESTRANTES: PartiCipa Brasil & CanChild
17/10/2020 09h30min – 12h00min
Abertura – 5 min de duração
Palestras – 2 horas de duração
Peter Rosenbaum (CanChild, Canadá): F-words para o desenvolvimento da infância e a CIF
Kennea Ayupe (UnB, Brasil): Introdução à avaliação da criança e do adolescente no contexto da CIF
Paula Chagas (UFJF, Brasil): Avaliação dos fatores contextuais de acordo com core-sets da CIF
Robert Palisano (CanChild, USA)/ Hércules Leite (UFMG, Brasil)/ Ana Cristina Camargos (UFMG, Brasil): Avaliação do domínio da Atividade: GMFM, Challenge, Teste de Caminhada de 10 metros e PEDI-CAT
Ana Carolina de Campos (UFSCar, Brasil)/ Egmar Longo (UFRN-FACISA, Brasil): Avaliação do domínio de Participação: PEM-CY e YC-PEM
Aline Toledo (UnB, Brasil)/ Rafaela Moreira (UFSC, Brasil) /Rosane Morais (UFVJM, Brasil): Avaliação do domínio de Função Corporal: EASE, SRT, Teste de Caminhada de 6 minutos, FSA e Mini-mental
Discussão – 20 min de duração
Encerramento – 5 min de duração

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