ATUAÇÃO FISIOTERAPÊUTICA ATRAVÉS DA MOBILIZAÇÃO PRECOCE EM PACIENTES NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA: REVISÃO DE LITERATURA

Victor Hugo Simões Monteiro ¹ Douglas Silva Ataíde² Helkyanne Lima Barbosa³ Iana Barreto Gama⁴ Fernanda de Moura Castro⁵ Rodrigo Silva de Lima⁶

  1. Victor Hugo Simões Monteiro – Acadêmico do curso de Fisioterapia da Ceuni-FAMETRO
  2. Douglas Silva Ataíde – Mestre em saúde, sociedade e endemias da Amazônia. Prof orientador do curso de Fisioterapia de Ceuni-FAMETRO

RESUMO

Introdução: A mobilização precoce é uma terapia utilizada na unidade de terapia intensiva em pacientes criticamente enfermos, através da estimulação motora como: exercícios ativos, passivos, ativo-resistido, ativo-livre, deambulação e posicionamento. Objetivo: Assim, está pesquisa tem como o objetivo verificar a eficácia da atuação fisioterapêutica através da mobilização precoce em pacientes na unidade de terapia intensiva. Metodologia: Trata-se de uma revisão de literatura, realizando pesquisas na base de dados, Lilacs, Pubmed, Scielo, usando os seguintes critérios de inclusão, artigos de 2010 a 2020, que abordam sobre: mobilização precoce, exercício, unidade de terapia intensiva e fisioterapia, estudos de ensaio clínico controlado, randomizado, coorte e revisão sistemática. Para critérios de exclusão, artigos que não abordava sobre a mobilização precoce e com arquivos metodológicos. Resultados: É possível notar resultados positivos em 11 dos estudos citados onde a mobilização precoce através de exercícios diminui o tempo de internação. Em contrapartida 03 autores obtiveram resultados contrários, como não favorecimento do ganho de força e aumento da espessura do músculo quadríceps. Conclusão: Diante dos estudos revisados, fica evidente que a mobilização precoce apresenta eficácia no aumento de força muscular, diminuição no tempo de internação, desempenho funcional e melhora na qualidade de vida.

Palavras-Chave: Mobilização precoce, exercícios, unidade de terapia intensiva, fisioterapia.

ABSTRACT

Introduction: Early mobilization is a therapy used in the intensive care unit in critically ill patients, through motor stimulation such as: active, passive, active-resisted, active-free, walking and positioning exercises. Objective: Thus, this research aims to verify the effectiveness of physical therapy through early mobilization in patients in the intensive care unit. Methodology: This is a literature review, conducting searches in the database, Lilacs, Pubmed, Scielo, using the following inclusion criteria, articles from 2010 to 2020, which address: early mobilization, exercise, intensive care unit and physiotherapy, controlled, randomized controlled trial studies, cohort and systematic review. For exclusion criteria, articles that did not address early mobilization and with methodological files. Results: It is possible to notice positive results in 11 of the studies cited where early mobilization through exercises decreases hospital stay. In contrast, 03 authors obtained contrary results, such as not favoring strength gain and increasing the thickness of the quadriceps muscle. Conclusion: In view of the studies reviewed, it is evident that early mobilization is effective in increasing muscle strength, decreasing hospital stay, functional performance and improving quality of life.

Keywords: Early mobilization, exercise, intensive care unit, physical therapy.

INTRODUÇÃO

A mobilização precoce é uma terapia realizada na UTI dos hospitais onde os pacientes críticos geralmente estão em ventilação mecânica (VM), com desconforto físico e fraqueza, necessitando de cuidados especiais. A mobilização precoce junto ao posicionamento adequado no leito pode ser considerada como estimulação sensório-motora, prevenindo agravamentos secundários e imobilidade, significando uma oportunidade para o paciente com o meio ambiente. (Sarti, Vecina e Ferreira, 2016).

Segundo Silva et al., (2014), relata que a evolução tecnológica e científica da assistência à saúde pelo suporte básico de vida, tem melhorado o tratamento no decorrer dos anos, seu desempenho tem papel fundamental na redução da mortalidade e maior sobrevida aos pacientes críticos, cuja as complicações são decorrentes de doenças graves com isso ocasiona longa permanência na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), que contribuem para doenças funcionais neuromusculares, cardiorrespiratórias e cinesiológicas, onde aumenta o custo benefício da assistência e redução da qualidade de vida após a alta hospitalar.

De acordo com Lima et al., (2015), diz que a prática da utilização na reabilitação precoce em pacientes críticos na unidade de terapia intensiva (UTI), previne e minimiza seus efeitos deletérios da síndrome do imobilismo, onde melhora a capacidade neurofuncional, diminui o tempo de internação hospitalar e permanência na ventilação mecânica, reduz a utilização de drogas vasoativas, melhora a qualidade da capacidade cardiorrespiratória, além de oferecer uma melhor qualidade de vida a esses pacientes.

A mobilização precoce no ambiente de tratamento intensivo vem ganhando cada vez mais visibilidade e notoriedade no meio acadêmico e assistencial, justificando a realização da pesquisa. Dessa forma, o objetivo da pesquisa é avaliar os efeitos do tratamento fisioterapêutico, através da mobilização precoce em pacientes na unidade de terapia intensiva.

METODOLOGIA

Para construção desta pesquisa, foi realizado um levantamento bibliográfico, acerca dos assuntos mencionados, baseados em literatura de estudos em forma de livros, revistas especializadas, pesquisas eletrônicas e pesquisas escritas. Trata-se de uma pesquisa de revisão de literatura bibliográfica que se utilizou como método o tipo hipotético dedutivo com objetivo descritivo de natureza quantitativa não experimental.

Este estudo trata-se de uma revisão de literatura, onde foram encontrados 103 artigos científicos realizados através da pesquisa de artigos originais disponíveis nas seguintes bases de dados: LILACS, PUBMED, SCIELO, tendo sido incluídos, em sua maioria, ensaios clínicos controlado, randomizado, coorte e revisão sistemática. As buscas foram artigos publicados entre os anos de 2010 a 2020, em língua portuguesa ou inglesa e os descritores: Mobilização precoce (Early mobilization), exercícios (exercise), unidade de terapia intensiva (intensive care unit), fisioterapia (physical therapy).

RESULTADOS

Após as buscas realizadas sobre o tema foram encontrados 103 artigos. Após a leitura dos títulos foram excluídos 70 e na sequencia excluídos 13 resumos. Foram avaliados para leitura 20 e, por fim incluídos 17 artigos nesta revisão de literatura.

Tabela 1: Resultado encontrado pelos autores acerca da atuação fisioterapêutica através da mobilização precoce em pacientes internados numa UTI.

AUTOR/ANOMETODOLOGIARESULTADOS/DESFECHO
Sarfati et al., (2018)Ensaio clínico randomizado, em Melhora na força muscular pacientes na UTI cirúrgica adulto, periférica no grupo ventilados mecanicamente. Realizados intervenção. exercícios de amplitude de movimento, exercícios passivos e ativos, mobilização fora do leito.Diminuiu o tempo de internação, aumento no ganho de força muscular periférica.
Hickmann et al., (2018).Ensaio clínico randomizado, realizado A inflamação muscular na UTI. O grupo fisioterapia, realizou induzida pelo exercício, uma sessão diária, através da restaurou a função mobilização manual passiva/ativa dos neuromuscular e força membros. O grupo fisioterapia com muscular periférica. cicloergometro passivo/ativo e mobilização manual passiva/ativa dos MMSS e MMII, realizou duas sessões de fisioterapia semanais.Melhora na força muscular periférica no grupo intervenção.
Trithewey et al., (2019).Revisão sistemática, intervenção para o tratamento e prevenção da sarcopenia em pacientes adultos críticos na UTI.A estimulação elétrica neuromuscular e muscular associado com cicloergometria, obteve o maior desempenho físico e força do músculo do quadríceps.
Thomas et al., (2019)Um estudo de coorte, que teve como Obteve eficácia na mobilidade objetivo descrever o tempo de funcional e diminuição do recuperação de pacientes com tempo de internação, em fraqueza muscular adquirida, através pacientes com traumatismo da intervenção de reabilitação crítico. pulmonar e reabilitação física.A inflamação muscular induzida pelo exercício, restaurou a função neuromuscular e força muscular periférica.
Pissolato e Fleck (2018)Revisão integrativa, a temática mobilização precoce em pacientes adultos internados em uma UTI. Utilizaram o protocolo de sentar, levantar, deambular, movimentar passivamente os membros.Aumento de força muscular respiratória, periférica, diminuição do tempo de internação e uso da ventilação mecânica.
Ribeiro et al., (2020)Ensaio controlado randomizado, os pacientes foram submetidos à revascularização do miocárdio na UTI. O grupo controle realizou fisioterapia respiratória e exercícios metabólicos. O grupo mobilização precoce, exercícios em cicloergometria e deambulação.Apresentou melhora na relação ventilação e perfusão, força muscular, capacidade funcional e atividade vagal.
França et al., (2020)Ensaio clínico controlado, randomizado e aberto, realizou em uma UTI. O grupo controle sem intervenção. O grupo clicoergometria passiva (PCE) em membros inferiores, grupo estimulação elétrica funcional (FES) no músculo quadríceps.O FES aumentou a perfusão sistêmica em grupos musculares estimulados, a PCE melhorou a função muscular, mobilidade e força.
Nickels et al., (2020)Ensaio clinico randomizado e controlado numa UTI cirúrgica e trauma, os pacientes receberam o tratamento da bicicleta na cama, exercícios ativos ou resistidos, dependendo da capacidade e nível de consciência dos pacientes.O ciclismo na cama não reduziu a perda de força muscular aguda em adultos gravemente enfermos.
Santos et al., (2020)Ensaio clinico prospectivo duplo-cego randomizado, após as 24 horas na admissão dos pacientes na UTI, o protocolo utilizado foi a estimulação elétrica neuromuscular, exercício, e terapia combinada.A estimulação elétrica neuromuscular e muscular combinada com exercícios ativos resultou em menor duração da ventilação mecânica e sedação.
Kwakman et al., (2020)Ensaio clinico randomizado, utilizaram um dispositivo de esteira com auxílio de um suporte para manter o paciente em ortostatismo com o peso corporal beira leito na UTI para realizar a possível deambulação.Diminuiu o tempo de repouso para realizar a deambulação funcional e melhora na força muscular.
Carvalho et al., (2019)Ensaio clínico piloto randomizado, realizado na UTI adulto no hospital universitário. Os pacientes foram admitidos entre 24 a 48 horas de ventilação mecânica. Divididos em grupo intervenção que recebeu sessões de exercício passivo, cicloergometro de membros inferiores. O grupo controle submetido à fisioterapia convencional.O exercício passivo através da cicloergometria e fisioterapia convencional, não promoveu alteração na espessura muscular do quadríceps. Porém a fisioterapia convencional preservou a espessura muscular.
Hayes et al., (2020)Ensaio clinico randomizado multicêntrico em pacientes adultos consecutivos submetidos a ECMO foram recrutados, receberam a reabilitação intensiva precoce com exercícios passivos/ativos.A reabilitação precoce em pacientes com ECMO, teve efeito mínimo sobre a funcionalidade.

DISCUSSÂO

Após o levantamento dos dados de 14 estudos, verificou-se a atuação fisioterapêutica através da mobilização precoce nos pacientes internados em uma unidade de terapia intensiva. No ensaio clínico feito por Figueiredo et al., (2019), com pacientes de queimaduras internados em uma UTI, realizou as intervenções de mobilidade, posicionamento no leito, exercícios gerais: passivos, ativos e resistido para membros inferiores e superiores, obtiveram os resultados em aumento de força muscular periférica e diminuição no tempo de internação.

Ensaio clínico randomizado multicêntrico em pacientes adultos consecutivos submetidos a ECMO (oxigenação por membrana extracorpórea) onde foram recrutados e receberam a reabilitação intensiva precoce com exercícios passivos/ativos, a intervenção envolveu uma progressão de exercícios com o objetivo de exercitar o paciente no nível mais alto de mobilidade até onde o paciente poderia tolerar, foram realizados uma hora por dia com o tempo mínimo de 20 min. A intensidade da reabilitação foi direcionada a um nível de esforço percebido de 3 a 5 na escala de Borg. O grupo intervenção precoce em pacientes com ECMO, teve efeito à curto prazo sobre a funcionalidade (HAYES et.al., 2020).

De acordo com Nickels et al., (2020), realizou um ensaio clínico randomizado e controlado numa UTI, os pacientes receberam intervenção da bicicleta ergométrica na cama, exercício ativo ou resistido para musculatura periférica, dependendo da capacidade e nível neurológico dos pacientes. A seleção dos pacientes incluiu: mecanicamente ventilados por mais de 48 horas, admitidos na UTI dentro de 96 horas, foram divididos em dois grupos. O grupo cuidado habituais realizou fisioterapia de rotina com avaliação diária do estado físico e respiratório, o grupo ciclismo recebeu a mesma intervenção e cuidados habituais, foi realizado ciclismo na cama uma vez ao dia durante a semana por 30 min de forma passiva, com exercícios ativos/resistidos.

Porém o ciclismo no leito não reduziu a perda de força.

No estudo clínico randomizado do autor Sarfati et al., 2018 em pacientes internados na UTI adulto, foram realizadas as intervenções de exercícios associados a amplitudes de movimentos: passivo, ativo e mudanças de posicionamento fora do leito. Já Pissolato e Fleck, 2018, realizaram uma revisão integrativa, onde foi relatado a intervenção mobilização precoce em pacientes adultos na UTI, onde usaram o protocolo de sentar, levantar e deambular. Em ambos os estudos obteve melhora da força muscular periférica, entretanto no segundo estudo citado teve diminuição do tempo de internação e da ventilação mecânica invasiva.

Um ensaio clínico prospectivo duplo-cego randomizado, realizado após as 24 horas na admissão dos pacientes na UTI, utilizaram o protocolo de estimulação elétrica neuromuscular, exercício e terapia combinada. Foram realizadas sessões durante 55 min duas vezes ao dia no máximo 6 semanas, divididos em: grupo cuidados habituais, grupo exercício (EX), grupo estimulação elétrica muscular e neuromuscular (EENM) e grupo terapia com exercícios combinados (EENM + EX). A EENM combinado com EX ativos, resultou em menor duração da ventilação mecânica, melhora a curto e longo prazo nos resultados funcionais. (SANTOS et al., 2020).

De acordo com Hickmann et al., 2018, através de um ensaio clínico randomizado numa UTI, foram divididos em: grupo fisioterapia onde realizou uma sessão diária de mobilização manual ativo e passivo, e grupo fisioterapia com uso do cicloergometro e mobilização ativa e passiva em extremidades, que ocorreu duas sessões por semana. No estudo de Trithewey et al., 2019, uma revisão sistemática que realizou a intervenção para o tratamento e prevenção de sarcopenia na UTI adulto. Em ambos os estudos obteve resultados para aumento de força muscular, porém o estudo usando estimulação elétrica neuromuscular e cicloergometro teve maior desempenho para o ganho de força no músculo quadríceps.

Segundo o estudo de França et al., (2020), um ensaio clínico controlado randomizado e aberto. Realizado na UTI, onde foram divididos os pacientes em grupo controle sem intervenção, grupo cicloergometria passiva e grupo estimulação elétrica funcional no músculo quadríceps, onde obteve eficácia para perfusão sistêmica, força muscular e mobilidade. Para Ribeiro et al, (2020), no ensaio clinico randomizado, usando a intervenção de revascularização do miocárdio na UTI, com exercícios respiratórios e metabólicos, e outro grupo fazendo mobilização precoce associado a exercícios de cicloergometria e deambulação, obteve eficácia para aumento de força muscular respiratória e periférica, diminuição do tempo de internação e uso da ventilação mecânica.

Ensaio clínico piloto randomizado com cegamento de avaliadores de desfecho, realizado na UTI Adulto. Pacientes foram alocados para o grupo-intervenção (GI) ou grupo-controle (GC). O GC foi submetido à fisioterapia convencional, enquanto o GI recebeu adicionalmente sessões de exercício passivo através da utilização do cicloergometro de membros inferiores (MOTOmed letto 2, RECK-Technik GmbH & Co.KG, Betzenweiler, Alemanha). Desse modo, foram realizadas sessões com o cicloergômetro no modo passivo, com o paciente em decúbito dorsal e elevação da cabeceira a 30º, por 20 minutos, cadência fixa de 20 ciclos/min, uma vez ao dia, durante a primeira semana de internação na UTI. Os resultados deste estudo-piloto demonstraram que a aplicação precoce do exercício passivo, através do cicloergômetro, associado à fisioterapia convencional, não promoveu alterações da espessura muscular do quadríceps femoral (CARVALHO et al, 2019).

De acordo com Doiron, Holfmann e Beller, (2018), em seu estudo clinico randomizado realizado numa UTI com adultos gravemente enfermos após a ventilação mecânica, onde realizaram a comparação de intervenção precoce usando mobilização, exercício ativo ou cuidados habituais. Dentro dessas circunstancias não houveram resultados significativos na redução do tempo de internação, força muscular, capacidade de realizar atividades diárias e nenhuma melhora na qualidade de vida. Porem observou-se um efeito a curto prazo sobre a força muscular quando os exercícios são mistos de movimentos precoce e exercícios ativos.

Para o autor Kwakman et al, (2020), no estudo clinico randomizado tendo como objetivo verificar a melhora na deambulação, força muscular, mobilidade e desempenho funcional. Foi utilizado um dispositivo de esteireira com auxílio de um suporte corporal mantendo o ortatismo adequado com o peso, fazendo o treinamento de deambulação durante 40 min, além de realizar exercícios ativos de treinamento funcional. No final do estudo foi visto que a intervenção realizada obteve eficácia para a diminuição do tempo de repouso, deambulação funcional e melhora significativa da força muscular.

Pacientes internados na unidade de terapia intensiva (UTI) devido a uma doença aguda, cirurgia complicada ou traumas múltiplos desenvolvem fraqueza muscular que afeta os membros e músculos respiratórios durante o atendimento. A reabilitação pulmonar na UTI pode ser dividida em modalidades destinadas a remover secreções retidas das vias aéreas e terapias de exercícios destinadas a melhorar a função respiratória. A reabilitação física, incluindo mobilização precoce, posicionamento e exercícios para os membros, atenua a fraqueza que ocorre durante os cuidados intensivos. Para realizar a mobilização em pacientes ventilados mecanicamente, é necessário um pré-tratamento com remoção de secreções. Também é importante aumentar a força dos músculos respiratórios e realizar o recrutamento pulmonar para melhorar a mobilização em pacientes que são desmamados do ventilador. Além disso, a mobilização precoce direcionada por objetivo em pacientes com trauma melhora a mobilização durante a hospitalização, reduz o tempo de permanência na UTI e auxilia no aumento da mobilidade funcional após a alta. (THOMAS et al, 2019).

CONCLUSÃO

Este trabalho possibilitou entender como a mobilização precoce em pacientes críticos internados numa UTI, através de recursos usados como eletroestimulação, cicloergometria e esteira com suporte corporal. Tudo isso associados com exercícios ativos e passivos.

Diante disso essa revisão de literatura, obteve como resultado da intervenção usando a mobilização precoce a melhora na força muscular, mobilidade articular, diminuiu o tempo de internação, capacidade funcional e melhora significativa na deambulação. Entretanto mais estudos estão sendo realizados para que possa verificar a utilização da mobilização precoce como recurso fisioterapêutico na UTI.

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