Atuação da Terapia Ocupacional e da Fisioterapia com a Tecnologia Assistiva

A atuação do fisioterapeuta e do terapeuta ocupacional na área da Tecnologia Assistiva é de fundamental importância para ressignificar seu contexto e promover qualidade de vida.

De acordo com o conceito proposto pelo Comitê de Ajudas Técnicas (CAT) da Secretaria de Direitos Humanos, Tecnologia Assistiva (TA) é uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida, visando à sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social (CAT, Ata da Reunião VII, SDH/PR, 2007).

A TA é dividida em categorias, e são elas: Auxílios para a vida diária, como materiais e produtos, para auxílio em tarefas rotineiras, tais como: comer, cozinhar, vestir-se e etc. Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA), que possibilita a comunicação das pessoas sem a fala ou com limitações da mesma, por meio de recursos como: acessibilidade ao computador com equipamentos de síntese de voz, Braille, ponteiras de cabeça, teclados modificados e acionadores. Sistemas de controle de ambiente e sistemas eletrônicos, que permitem às pessoas com limitações motolocomotoras controlar remotamente aparelhos eletroeletrônicos e sistemas de segurança. Projetos arquitetônicos para acessibilidade estrutural na casa e/ou ambiente de trabalho, através de rampas, elevadores, adaptações em banheiros, que retiram ou reduzem as barreiras físicas, facilitando a locomoção. Órteses e próteses que servem para troca ou ajuste de partes do corpo faltantes ou de funcionamento comprometido. Adequação Postural para cadeira de rodas, visando ao conforto e à distribuição adequada da pressão na superfície da pele, bem como posicionadores, que propiciam maior estabilidade e postura adequada. Auxílios de mobilidade, como: cadeiras de rodas manuais e motorizadas, andadores etc. Auxílios para cegos e pessoas com visão subnormal, com lupas e lentes, Braille com síntese de voz, sistema de TV com aumento para leitura de documentos. Auxílios para surdos e pessoas com déficit auditivo, como: aparelhos auditivos, telefones com teclado. Adaptações em veículos, como: acessórios e elevadores para cadeiras de rodas etc.

A atuação da equipe multidisciplinar nesses casos é de extrema importância para sanar as necessidades tanto motoras como psicológicas, sociais e individuais dos pacientes. O terapeuta ocupacional e o fisioterapeuta são profissionais responsáveis pela avaliação e indicação desses recursos de acordo com as demandas específicas.

Cabe ao fisioterapeuta avaliar o paciente, prescrever o recurso de tecnologia assistiva conforme a capacidade residual do indivíduo e inseri-lo na reabilitação desta pessoa, assim como na retomada de algumas funções físicas, motoras e biomecânicas.

O foco do terapeuta ocupacional através deste trabalho é promover função, ou seja, valências no cotidiano do indivíduo. É a partir da demanda trazida que o terapeuta ocupacional vai ter um olhar individualizado pensando junto ao indivíduo os recursos de tecnologia assistiva que caberão como auxiliadores e/ou viabilizadores de uma maior autonomia e independência no seu dia a dia.

Visto a importância dessas ações para o sujeito, consideramos a atuação desses dois profissionais na área da Tecnologia Assistiva de fundamental importância para ressignificar seu contexto e promover qualidade de vida.

Síbila Landim (orientadora), terapeuta ocupacional, doutoranda pela Unicamp e professora dos cursos de Saúde da Uniso. E-mail: sibila.landim@prof.uniso.br. Alunos da Uniso: Mariana Gentile, de Terapia Ocupacional, Victor Freitas, Angélica Maria Strombeck e Jaqueline Ferreira, de Fisioterapia.

Fonte: https://www.jornalcruzeiro.com.br

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