ATUAÇÃO DA FISIOTERAPIA RESPIRATÓRIA EM UM PACIENTE PEDIÁTRICO COM ATELECTASIA

Relato de Caso.

Alethéia Eskel Auriema*
aletheiavilela@yahoo.com.br

* Fisioterapeuta, Especialista em Fisioterapia Cardio-respiratória pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (ISCMSP), Pós-graduada em Fisioterapia Cardio-respiratória pela UNICID, Mestranda em Fisioterapia Intensiva pela SOBRATI e Supervisora do Curso de Aprimoramento em Fisioterapia Respiratória, pela ISCMSP – Unidade Hospital São Luiz Gonzaga (HSLG).

Resumo

A atelectasia resulta da oclusão de brônquio segmentar, lobar ou de brônquio principal, levando ao colapso ou perda de volume pulmonar. Este estudo relata o caso de um paciente pediátrico de 05 anos de idade, do gênero masculino, admitido na enfermaria da pediatria da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (ISCMSP) na unidade do Hospital São Luiz Gonzaga (HSLG), com hipótese diagnóstica (HD) de Pneumonia lobar à Direita, que evoluiu para Atelectasia em hemitórax Direito (HTD) e que foi acompanhado pela fisioterapia respiratória desde sua admissão até sua alta hospitalar.

Descritores

Atelectasia , fisioterapia respiratória.

Objetivo

O objetivo do presente estudo é demonstrar o beneficio e a evolução obtida pelo paciente pediátrico, acompanhado pela fisioterapia respiratória, mostrar a importância da ação do fisioterapeuta na reabilitação pulmonar, a qual atenuou as desordens ventilatórias existentes.

Introdução

O termo atelectasia é originado da palavra grega teles e ektasis, que significam expansão incompleta. A atelectasia é definida como um volume diminuído que afeta todo ou parte do pulmão. Atelectasia é o colapso de um segmento, lobo ou todo o pulmão, alterando a relação ventilação/perfusão, provocando um shunt pulmonar, e pode ser classificada como obstrutivas (secreção pulmonar, tumores, corpo estranho) ou não obstrutivas (relaxamento, adesividade e cicatrização). A atelectasia é uma das anormalidades pulmonares mais freqüentemente encontradas em exames radiológicos do tórax. O diagnóstico de atelectasia deve iniciar-se com uma história clínica completa, seguida de uma exploração minuciosa do paciente, buscando encontrar sinais como diminuição do murmúrio vesicular, presença de estertores creptantes ou sibilosos, e ainda hiperventilação unilateral. Os exames radiográficos devem também ser analisados, onde em uma radiografia simples de tórax, os achados mais importantes são o aumento da densidade pulmonar, deslocamento das fissuras pulmonares, desvio do mediastino para o lado acometido, deslocamento hilar, elevação do diafragma para o lado afetado, diminuição dos espaços intercostais e hiperinsuflação compensatória do pulmão oposto.

Relato de Caso

Paciente pediátrico H.N.S., 05 anos, registro 252.569, foi admitido na enfermaria pediátrica da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (ISCMSP) na unidade do Hospital São Luiz Gonzaga – em 22/02/2006 às 23:00 horas. Com história de apresentar há dois dias febre (não medida) e tosse produtiva e chiado no peito, associado a obstrução nasal e rinorréia. Manteve-se ativo e sem alteração de apetite. Criança com Antecedentes de Bronquite alérgica e uma internação prévia por Pneumonia. Com HD nesta interação de Pneumonia lobar à direita e atelectasia à direita .
Ausculta Pulmonar abolido em HTD . A radiografia (RX) de tórax do dia da internação evidenciou a presença de atelectasia em HTD. Figura A.
No dia 23/02/2006 a fisioterapia avaliou a criança, que encontrava-se eupneico, respirando em ar ambiente, não colaborativo e nem participativo a terapia. A conduta fisioterapêutica realizada foram as manobras de higiene brônquica (MHB), drenagem postural (DP), ventilação por pressão positiva através do ambú para reexpansão pulmonar (VPP) e aspiração de vias aéreas superiores (VAS) com saída de grande quantidade de secreção amarela espessa. Após o primeiro atendimento fisioterápico a criança realizou outro RX, que evidenciou a melhora da condensação e da atelectasia no pulmão D. Figura B
No dia 24/02/2006 a fisioterapia realizou o segundo atendimento fisioterápico e o paciente teve alta hospitalar.


Conclusão

Durante o período de internação do paciente (três dias), a fisioterapia respiratória mostrou-se atuante e eficaz, através das manobras e recursos que auxiliaram na melhora clínica do mesmo.
Quanto à duração das sessões da fisioterapia, optou-se por um tempo que pudesse trazer benefício ao paciente e que fosse viável à rotina de atendimento da instituição.
Concluí-se que as manobras respiratórias, são de extrema importância para a melhora do paciente e concomitantemente reduz o tempo de internação e os custos hospitalares.

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