ATUAÇÃO DA FISIOTERAPIA ERGONOMICA: IMPACTOS DA GINÁSTICA LABORAL NA SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA DE TRABALHADORES DO SETOR ADMINISTRATIVO

Cristiane da Silva Souza
Iracely do Carmo Taveira
Karla Andriely Kamico da Cruz
Klenda Pereira de Oliveira
Eloísa Oliveira de Araujo

Cristiane da Silva Souza1, Iracely do Carmo Taveira1, Karla Andriely Kamico da Cruz1 Klenda Pereira de Oliveira2 Eloísa Oliveira de Araujo²

1 Discente do Curso Superior de Fisioterapia do Centro Universitário do Norte – UNINORTE.

2 Especialista. Docente do Curso Superior de Fisioterapia do Centro Universitário do Norte – UNINORTE

Resumo

Diversos estudos têm discutido a respeito da ginástica laboral e seus resultados na saúde e qualidade de vida do trabalhador, isso se deve ao aumento do número de doenças ocupacionais registradas nos últimos anos. Este estudo tem como objetivo analisar os impactos da ginástica laboral na saúde e qualidade de vida de trabalhadores do setor administrativo. Foram feitas buscas nas bases de dados LILACS, SciELO e BVS para publicações relevantes até outubro de 2020 resultando em 7 artigos. Foram utilizados os seguintes descritores: ergonomia, ginástica laboral e saúde do trabalhador. Os artigos foram lidos e interpretados, observando uma melhora significativa nos estudos que apresentaram em sua amostra dores osteomusculares, aqueles que se referiam somente a qualidade de vida não obtiveram resultados significantes, porém acreditavam que era necessário maior tempo de intervenção. A evidência mostra que a ginástica laboral possui um impacto positivo na saúde do trabalhador, melhorando alguns aspectos da qualidade de vida.

Palavras-chave: Ergonomia. Ginástica Laboral. Saúde do Trabalhador.

PHYSIOTHERAPY PERFORMANCE IN ERGONOMICS: IMPACTS OF LABOR GYMNASTICS ON HEALTH AND QUALITY OF LIFE OF WORKERS IN THE ADMINISTRATIVE SECTOR

Abstract

Several studies have discussed work gymnastics and its results on workers’ health and quality of life, this is due to the increase in the number of occupational diseases recorded in recent years. This study aims to analyze the impacts of occupational gymnastics on the health and quality of life of workers in the administrative sector. Searches were made in the Lilacs, SciELO and VHL databases for relevant publications until October 2020 resulting in 7 articles. The following descriptors were used: ergonomics, labor gymnastics and worker health. The articles were read and interpreted, observing a significant improvement in the studies that presented musculoskeletal pain in their sample, those that referred only to quality of life did not obtain significant results, but believed that a longer intervention time was necessary. The evidence shows that gymnastics at work has a positive impact on workers’ health, improving some aspects of quality of life.

Keywords: Ergonomics. Labor gymnastics. Worker’s health.

1. INTRODUÇÃO

A palavra Ergonomia vem do grego, onde Ergon significa trabalho e nomos significa normas. Direcionada para as atividades do ser humano, a ergonomia possui um estudo sistêmico e científico objetivando associar a compreensão entre sistemas/elementos e indivíduos através da aplicação de princípios, teorias, dados e métodos a fim de alcançar o aperfeiçoamento do desempenho global do sistema, a satisfação e o bem estar das pessoas. A ergonomia é regulamentada pela Norma 17 (NR 17 – Publicação: Portaria GM n.º 3.214, de 8 de junho de 1978, D.O.U. 06/07/78) que define os parâmetros de adequação do ambiente de trabalho às condições psicofisiológicas do trabalhador, oferecendo conforto, autoestima e visando um desempenho eficiente (SOUZA & MAZINI FILHO, 2017).

No que se refere ao contexto laboral vale ressaltar que, a produção capitalista busca incessantemente trabalhadores livres/ expropriados que estejam aptos para vender sua força de trabalho ao capital, com isso as demandas de consumo aumentam cada vez mais dentro da sociedade. Por isso o indivíduo “vive para trabalhar” e “trabalha para consumir”, ilustrando assim o quadro da era da modernização tecnológica que inclui privatizações e terceirizações dos postos de trabalho, maior concorrência e competitividade entre os homens e a precariedade de empregos, condições de trabalho, salários, enfim, requisitos necessários ao sustento, bem-estar e saúde do trabalhador (CASTRO & FARIAS, 2008).

Doença ocupacional é definida como qualquer alteração biológica ou funcional (física ou mental) que ocorre em um indivíduo resultante do trabalho. Muitas vezes, o ambiente de trabalho apresenta riscos que podem comprometer a saúde do trabalhador. Eles podem surgir decorrente de poeiras, ruídos, calor, bactérias, produtos químicos e muitas outras fontes. existem ainda, riscos provenientes da organização do trabalho, que podem causar doenças osteomusculares (como, por exemplo, dores nas costas, ou mesmo LER – Lesões por Esforços Repetitivos) e transtornos mentais (BRASIL, 2018).

As doenças ocupacionais mais incidentes são as osteomusculares e as mentais, esses dois grupos de patologias são os maiores responsáveis pelo afastamento por incapacidade do trabalho. Não existem muitos estudos que se ocupem com a quantificação dos gastos que tais doenças geram, no entanto estima-se que 4% do produto interno bruto (PIB) dos países desenvolvidos e 10% do PIB dos países em desenvolvimento, sejam gatos com doenças relacionadas ao trabalho (LAUX et al., 2016).

Apesar da recomendação de prática de atividade física nos locais de trabalho, este conceito ainda não é amplamente aceito principalmente em pequenas e médias empresas. Os trabalhadores com menores qualificações tendem a ser os menos beneficiados com programas relacionados a ergonomia no ambiente de trabalho, além disso esse grupo pode ter acesso limitado ao conhecimento de prevenção das doenças ocupacionais (CHEUNG, et al., 2019).

Problemas como saúde, segurança, conforto e eficiência podem ser resolvidos através da ergonomia. Além disso, ela pode ser uma ferramenta de auxílio na prevenção de erros contribuindo assim para o melhor desempenho de sistemas produtivos (DUTRA, LAUREANO & DUTRA, 2017). Com a finalidade de minimizar custos com licenças médicas ou aposentarias, muitas empresas têm adotado estratégias de incentivo à atividade física no ambiente laboral, contribuindo assim para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores (SANTOS et al., 2020).

A saúde do trabalhador abrange questões complexas que envolvem doenças, condições materiais e imateriais do trabalho e as relações existentes entre os diversos sistemas (saúde, previdência, família etc.) pertinentes ao trabalhador. Assim sendo a importância de programas, projetos e ações de intervenção tornam-se indispensáveis para a promoção da saúde do trabalhador e ponderação dos impactos dela no ambiente laboral (NEVES et al., 2018).

Diante disso o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) definiu parâmetros ergonômicos, através da norma regulamentadora 17 (NR17), que se destinam a adequação das condições laborais às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo que expediente de trabalho seja cumprido com o máximo de segurança, conforto e eficiência (FERRACINI & VALENTE, 2010).

Pode-se dizer que, no ambiente laboral, é de responsabilidade das empresas investir em maiores esclarecimentos dos benefícios de um estilo de vida ativo, para isso ela pode promover programas de qualidade de vida no ambiente de trabalho visando que os funcionários tenham a chance, ao menos, de praticar um pouco mais de atividade física no dia a dia (MACHADO-JUNIOR et al., 2012). Nesse contexto, destaca-se uma forte aliada na assistência contra agravos ocupacionais a ginástica laboral (GL). Sendo definida como uma modalidade de atividade física realizada no ambiente ocupacional, a GL tem como finalidade principal possibilitar um espaço de melhoria do condicionamento físico dos trabalhadores (SANTOS et al, 2020).

Existe uma divergência entre os autores a respeito da origem da GL, alguns afirmam que ela é proveniente do Japão, outros acreditam que sua gênese foi na Suécia. Sua difusão no Brasil iniciou a partir segunda metade da década de 1980, com maior popularidade nos anos 1990, concomitante com a “epidemia” das LER/DORT e com as práticas da qualidade total adotadas em várias empresas. Naquele momento a GL possuís diversas finalidades, dentre as quais destacam-se a prevenção de doenças ocupacionais, redução de acidentes de trabalho, aumento da produtividade, melhora do bem-estar geral dos trabalhadores. Cabe salientar que tal prática apesar de ser coletiva, deve levar em conta as características individuais do colaborador (SOARES, ASSUNÇÃO & LIMA, 2006).

Basicamente existem três tipos de ginástica laboral, estabelecidos de acordo com os objetivos e o horário de sua aplicação na empresa: GL Preparatória ou de Aquecimento, realizada no início da jornada de trabalho ou nas primeiras horas do serviço tendo como objetivo principal de preparar os funcionários para o cumprimento das atividades diárias através do aquecimento dos grupos musculares que serão mais utilizados por eles; GL Compensatória ou de Pausa, praticada durante a jornada de trabalho através de pausas a execução dos exercícios específicos de compensação aos esforços repetitivos, posturas e estruturas porventura sobrecarregadas; e GL de Relaxamento ou de Final de Expediente, onde realizam-se exercícios de alongamento e relaxamento muscular objetivando oxigenar as estruturas musculares para reduzir a fadiga e aliviar o cansaço no fim do expediente (BRANCO, 2015).

A GL constitui-se em exercícios físicos específicos de curta duração como de alongamentos, fortalecimento muscular, coordenação motora e de relaxamento, executados em diferentes setores ou departamentos da empresa, tendo como objetivo principal a prevenção e redução dos casos de lesões por esforços repetitivos e distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (LER/DORTs) (TEIXEIRA et al., 2016).

Cabe salientar que exercícios físicos praticados em locais de trabalho variam com relação a intensidade, frequência e volume nos diferentes países; no Japão, por exemplo, são executados exercícios de repetição antes de iniciar o trabalho com duração entre 10 e 15 minutos. Estudos dos Estados Unidos apontam que a prática de exercícios no país possui maior tempo e intensidade alcançando por volta de 30 minutos cada sessão. No Brasil, a aplicação da GL pode variar sendo antes, durante ou depois do expediente, possui intensidade leve e duração de 10 a 15 minutos em média (GRANDE, SILVA & PARRA, 2014).

Dentre os benefícios que a GL acarreta para as empresas que aderem ao programa destacam-se o aumento da produtividade, diminuição da incidência das doenças ocupacionais e a diminuição das despesas médicas. Com relação aos benefícios para os funcionários cabe ressaltar a melhoria da autoestima, melhora no relacionamento interpessoal, redução de dores, redução de stress, diminuição da fadiga e melhora na saúde física, mental e emocional. Além desses, diversos estudos apontam a GL como uma influência positiva nas várias questões que englobam a saúde do trabalhador, como é o caso da coordenação motora global e do tempo de reação (LAUX et al., 2016).

Para o aproveitamento de todos os benefícios que um programa de GL pode oferecer, é fundamental que a avaliação, o planejamento e a aplicação sejam feitos por um profissional habilitado. Além disso, é necessário também quer haja uma adesão positiva por parte dos funcionários de modo que influencie também a prática de exercícios físicos fora do ambiente de trabalho acarretando dessa forma maiores benefícios para a saúde (LAUX et al., 2016). Apesar de estudos apontarem altos índices de inatividade física, as práticas de atividade física no ambiente laboral não devem ser obrigatórias para o trabalho, deve ser sempre optativa e não comprometer o tempo livre dos colaboradores (MACHADOJUNIOR et al., 2012).

Os trabalhadores do setor administrativo geralmente desempenham suas funções em escritórios. Ainda que o trabalho sentado seja, em princípio, mais confortável, ele pode vir a ser prejudicial à saúde do trabalhador caso seja realizado sem cuidados posturais. Vários fatores podem influenciar nesse sentido, pois os confortos de trabalhar sentado depende do tempo de manutenção da postura, da altura do plano de trabalho e da cadeira, das características da cadeira, da adaptação às exigências visuais, dos espaços para pernas e pés. Tais cargos envolvem também uso de computador, então é preciso observar também fatores como posicionamento do monitor, tipo e posicionamento do teclado, mouse, alternância de tarefas e etc. De acordo com a norma regulamentadora NR-17 [6], um mobiliário adequado de um posto de trabalho deve permitir ao trabalhador uma adaptação as suas características antropométricas, além de ajustar-se às exigências da atividade laboral (REBOREDO & POLISSENI, 2006).

Em vista dos argumentos apresentados, este estudo teve por objetivo investigar os impactos da Ginástica Laboral na saúde e na qualidade de vida do trabalhador. Levando-se em consideração os altos índices de afastamento do trabalho em virtude de doenças físicas e/ou psicológicas acredita-se que alcançar o objetivo desta pesquisa tenha grande relevância para justificar a adesão da GL como um instrumento válido e eficiente dentro das organizações.

2. MATERIAIS E MÉTODOS

O presente estudo caracteriza-se como uma revisão bibliográfica. Para analisar o conjunto de publicações relacionadas com a ginástica laboral e a saúde e qualidade de vida de trabalhadores do setor administrativo, foram realizadas pesquisas, no período de agosto a outubro de 2020 nas bases eletrônicas de dados SciELO, Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). As palavras chaves utilizadas como estratégia de busca na base de dados foram “ergonomia”, “ginástica laboral” e “saúde do trabalhador”. A pesquisa foi realizada utilizando as palavras-chave na língua portuguesa e inglesa. Foram incluídos artigos em língua inglesa ou portuguesa publicados entre 2007 e 2020 e que demonstraram resultados da inserção da GL no cotidiano de trabalhadores do setor administrativo. Como critérios de exclusão foram adotados os seguintes pontos: artigos de fontes não-confiáveis, estudos com mais de 15 anos de publicação e artigos repetidos nas bases de dados.

2.1 FLUXOGRAMA

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Do total de estudos que resultaram na busca pelos descritores 7 atenderam aos critérios de inclusão. De um modo geral os estudos abordaram a GL sempre relacionando-a com a qualidade de vida, a saúde, a atividade física e o estresse. As amostras variaram de 13 a 190 funcionários e os métodos de avaliação também foram bem diversos, porém a maioria utilizou questionários avaliativos antes e depois da aplicação da GL.

Tabela 1: Características dos estudos incluídos

AUTOR/ANOOBJETIVOAMOSTRADESCRIÇÃO DA INTERVENÇÃO/FERRAMENTARESULTADOS/CONCLUSÃO
Martins & Barreto, 2007Apresentar os resultados obtidos por um grupo de funcionários do IFSC submetidos a vivências de Ginástica Laboral durante os anos de 2002 a 2005, no tocante a resultados obtidos na capacidade flexibilidade e melhoria da qualidade de vida.13 funcionários do setor administrativo, sendo 4 homens e 9 mulheres, com idade entre 23 e 54 anos.GL com início em 2002 até 2005. O programa foi dividido em quatro partes: 1. Sessões: realizadas 2 vezes por semana em torno de 20 minutos ao final do expediente com exercícios pouco complexos; 2. Realização de sessões 2 vezes por semana em dois períodos (manhã/tarde), maior grau de complexidade dos exercícios; 3. As sessões foram redivididas, passando a serem realizadas 4 sessões semanais somente no período doa manhã, alguns exercícios se tornaram mais complexos, combinados, estáticos com variações dinâmicas por impulsão/insistência. Como instrumentos de avaliação foram utilizados um questionário investigativo sobre as dores decorrentes do trabalho diário, teste de sentar e alcançar, flexiteste e questionário de satisfação com o programa.Os resultados indicaram que o programa demonstrou-se efetivo na melhoria da qualidade de vida dos funcionários do IFSC não só devido à melhora de desempenho nos testes de sentar e alcançar (verificado por meio do Teste T student) e flexiteste, mas também pela redução da incidência de dores musculares e/ou posturais durante o trabalho e ao acordar.
Ferracini & Valente, 2010Avaliar a presença de sintomas musculoesqueléticos e os efeitos de um programa de grupo laboral (GL) em funcionários do setor administrativo do hospital Santa Casa de Misericórdia de São José do Rio Preto.Participaram do estudo 15 funcionários, de ambos os sexos setor de faturamento de um hospital públicoForam aplicados dois questionários abordando os aspectos ergonômicos do trabalho e dados pessoais, antes e após o programa. A GL foi composta por exercícios de alongamento, voltados aos grupos musculares mais requisitados na atividade profissional e identificados pelos questionários. Foram realizadas três sessões semanais, com duração de 10 minutos, totalizando 24 sessões.O programa de grupo laboral com a realização de exercícios de alongamento, voltados aos grupos musculares mais requisitados na atividade profissional, identificados pelos questionários, apresentaram resultados significativos na redução da dor musculoesquelética, durante e após a jornada de trabalho, não devendo, entretanto, ser adotado como único método preventivo e de promoção da saúde no trabalho.
Candotti, Stroschein & Noll, 2011Verificar o efeito da Ginástica Laboral (GL) sobre a dor nas costas e sobre os hábitos posturais de trabalhadores que ficam por longos períodos na posição sentada.Participaram 30 trabalhadores de ambos os gêneros do setor administrativo, divididos em grupo controle (n=15), idade (32,1 ± 10,9) e grupo experimental (n=15), idade (38 ± 10,7).O estudo foi dividido em três fases. Na primeira ambos os grupos foram avaliados por um questionário de dor e postura. Na segunda fase foi realizado sessões de GL, com duração de 15 minutos, realizada no horário de 7h45min às 8h, com frequência de três vezes por semana, nas segundas, quartas e sextas-feiras. A terceira foi reaplicada o questionário de dor e postura sendo as respostas codificadas, tabuladas e submetidas ao teste de Wilcoxon para verificar as diferenças entre pré e pós-experimento (α=0,05).Os resultados demonstraram que a GL proporcionou diminuição da intensidade e frequência da dor referida aos trabalhadores do grupo experimental, e mudança do hábito postural durante o trabalho, melhorando a postura sentada.
Grande et al., 2013aComparar diferentes intervenções de promoção a saúde do trabalhador e seu impacto nos domínios da qualidade de vida (Saúde, Atividade Física, Ambiente Ocupacional e Percepção da Qualidade de Vida).4 empresas com 172 trabalhadores de ambos os sexos, com idade média de 26,10 ± 6,03, todos do setor administrativo.As intervenções tiveram duração de três meses. A Empresa A (EA) recebeu o exercício físico no local de trabalho [ginastica laboral (GL)] mais as intervenções educativas (IE: cartazes com recomendações de saúde e qualidade de vida e software computacional); a Empresa B (EB) recebeu a GL; os trabalhadores da Empresa C (EC) receberam a IE; a Empresa D (ED) foi o controle. As avaliações da qualidade de vida no trabalho ocorreram por meio do Questionário de Avaliação da Qualidade de Vida e Saúde (QVS-80). Nas empresas onde foi empregada a GL, foram aplicadas três sessões de quinze minutos, três vezes na semana, em dias intercalados, utilizando-se bastões, tubos de látex, exercícios em duplas, massagem, exercícios sentados e relaxamento em colchonetes.Foram encontradas melhorias significantes (p<0,01) no domínio do ambiente ocupacional para as empresa que receberam GL (EA e EB). Conclui-se que as empresas que receberam a GL promoveram benefício no domínio do ambiente de trabalho.
Grande et al., 2013bInvestigar fatores determinantes na qualidade de vida, apos três meses de programas de promoção a saúde do trabalhador.Fizeram parte deste estudo os 190 trabalhadores dos setores administrativos, de ambos os sexos, com idade média de 26,10} 6,03 de quatro empresas da cidade de Londrina, PR.A empresa A recebeu a ginastica laboral, cartazes com recomendações de saúde e qualidade de vida e software computacional; a empresa B recebeu ginastica laboral; a empresa C teve cartazes com recomendações de saúde e qualidade de vida e software computacional; a Empresa D foi o controle. Todas as avaliações da qualidade de vida no trabalho ocorreram por intermédio do QVS-80. Para analise dos dados foi utilizada a estatística descritiva, o teste Z e o teste alpha de ronbach. Os grupos que realizaram GL foram realizadas no período da manha, tendo duração de três meses com 15 minutos cada e foram aplicadas três vezes na semana em dias intercalados.Os principais fatores que interferiram na qualidade de vida foram: prática de atividade física voltada a estética, condição física, tabagismo, atividade física por recomendação médica, tempo sentado, vida em família, qualidade do sono, renda. Comparando-os com dados nacionais com os do presente estudo para todas as doenças crônicas autorreferidas, foram observadas diferenças estatísticas significantes. A prática de atividade física por motivos estéticos parece ser a variável que mais influencia negativamente na percepção de qualidade de vida.
Freitas-Swerts & Robazzi, 2014Avaliar o efeito de um programa de Ginástica Laboral compensatória em trabalhadores, visando a redução do estresse ocupacional e da dor osteomuscular.30 trabalhadores administrativos de uma instituição pública de ensino superiorPara a coleta dos dados foram adotados questionários de caracterização dos trabalhadores, Escala de Estresse no Trabalho e Diagrama de Corlett. A pesquisa ocorreu em três etapas – primeira: pré-teste que constou da aplicação dos questionários aos sujeitos, segunda: ginástica laboral com frequência de duas vezes semanais, duração de 15 minutos cada, no período de 10 semanas, terceira: pós-teste em que os sujeitos responderam novamente aos questionários. Para análise dos dados utilizaram-se estatística descritiva e estatística não paramétrica por meio do teste de Wilcoxon.Constatou-se presença de estresse ocupacional nos trabalhadores avaliados, entretanto, sem redução estatisticamente significativa dos escores após a ginástica laboral. Contudo, houve redução álgica estatisticamente significativa em pescoço, cervical, costas superiores, médias e inferiores, coxa direita, perna esquerda, tornozelo direito e pés.
Grande, Silva & Parra, 2014Investigar a efetividade da ginástica laboral para a saúde dos trabalhadores por meio de componentes da aptidão física relacionados à saúde.20 trabalhadores, sendo 5 do gênero masculino com média de idade de 25,5±5,46 anos e 15 do gênero feminino com média de idade de 29,14±7,33 anos.Foram ofertadas três sessões de GL, com duração de 15 minutos na semana, por três meses. Os indivíduos foram avaliados da seguinte forma: aferição da pressão arterial, análise da composição corporal, através de uma balança de bioimpedância validada, duplamente segmentada e análise da flexibilidade.Houve aumento significante no peso, percentual de gordura, pressão arterial e frequência cardíaca. Contudo, o significado clínico foi de 10% no tamanho do efeito. As alterações verificadas nos desfechos analisados não foram significativas
as variáveis encontram-se dentro da normalidade propostas por instituições acadêmicas.


Vale destacar que a maioria dos autores encontraram resultados positivos na aplicação da GL, principalmente aqueles que tiveram como objetivo analisar a diminuição de algias e hábitos posturais. A idade dos participantes variou entre 20 e 59 anos, no entanto dois estudos não revelaram a idade dos participantes da amostra.

O profissional que prescreve o treinamento é responsável pelas questões trabalhadas durante a GL. Porém, para que o trabalho seja completo e tenha um bom andamento é necessário haver cooperação e interesse por parte do trabalhador e incentivo por parte da empresa. Para que isso ocorra é preciso que fique bem claro quais são os reais benefícios que a prática de algum tipo de exercício físico proporciona, tanto para as questões relacionadas ao trabalho, quanto para as questões de saúde e qualidade de vida (MACHADO-JUNIOR et al, 2012). No presente estudo houve poucas desistências nos programas de GL introduzidos pelos autores selecionados, a grande maioria cumpriu o programa.

Com relação a frequência dos programas a maioria realizou as sessões de GL três vezes na semana com duração entre 10 e 20 minutos cada. Martins & Barreto (2007) variaram na frequência, iniciando com duas sessões por semana e posteriormente alterando para quatro sessões. O tempo de duração também variou, sendo que o mínimo foi 2 meses e o máximo 4 anos.

Para implantação da GL nas organizações, os exercícios precisam estar bem planejados e serem apropriados para cada grupo específico de trabalhadores. Deve-se levar em consideração também o ambiente de trabalho e a capacidade e o perfil físico de cada trabalhador. A frequência, a intensidade e o tipo de exercícios precisam ser determinados de maneira cuidadosa, a fim de se assegurar os benefícios esperados aos trabalhadores e as organizações (SOARES et al., 2019).

No tocante aos métodos de avaliação houve divergências. Vários autores utilizaram mais de um método para avaliar os resultados, o teste Wilcoxon foi usado nas pesquisas de Grande, Silva & Parra (2013), Candotti, Stroschein & Noll (2011) e Freitas-Swerts & Robazzi, (2014).

O teste não-paramétrico de Wilcoxon apresenta uma avaliação baseada na soma dos postos de duas amostras para verificar se são extraídas de uma mesma população (CONTADOR & SENNE, 2016).

Martins & Barreto (2007), Ferracini & Valente (2010), Freitas-Swerts & Robazzi (2014), Grande et al. (2013a), utilizaram questionários para extrair informações como dados, aspectos ergonômicos e dores relacionadas ao trabalho diário. Destaca-se aqui o questionário de avaliação da qualidade de vida (QVS-80) aplicado por Grande et al. (2013a).

O questionário de avaliação de qualidade de vida e da saúde (QVS-80) é um instrumento composto por oitenta questões, das quais 67 foram estruturadas na Escala Lickert. Ele possui uma abordagem direcionada ao empregador e outra ao empregado. No QVS-80 são identificados quatro domínios, são eles: Domínio da saúde (D1), Domínio da atividade física (D2), Domínio do ambiente ocupacional (D3) e Domínio da percepção da QV (D4) (MENDES & LEITE, 2012).

Grande et al. (2013a), Grande et al. (2013b) e Grande, Silva & Parra (2014) apresentam a mesma frequência e duração de aplicação da GL em seus estudos, no entanto avaliam aspectos divergentes, sendo que o primeiro avaliou vários aspectos associados ao bem estar do trabalhador, o segundo avaliou a efetividade da GL para a saúde e o último teve enfoque na qualidade de vida. Ambos não observaram diferenças significativas entre o antes e o depois da intervenção da GL, salvo apenas pelo primeiro estudo que observou melhoria significativa no percentual da prática de atividade física por parte dos colaboradores.

Atualmente existe uma grande exigência quanto à produtividade das empresas, com isso os ambientes de trabalho se tornam cada vez mais estressantes, com impactos negativos na motivação dos trabalhadores e no desempenho de suas funções. Nesse contexto surge a prática da GL como uma ferramenta importante no processo de promoção da saúde do trabalhador. É importante salientar que os programas de GL devem promover principalmente a mudança individual, que acarretará benefícios pessoais e coletivos, a partir de melhorias no ambiente ocupacional. Ademais, a GL melhora a disposição para outras atividades do cotidiano, como atividades em família, com amigos e até mesmo a prática de atividade física fora do expediente de trabalho (ROSSATO et al., 2013).

São várias as questões de trabalho que se associam a necessidade da prática da GL dentro das empresas, dentre elas destacam-se: aumento do ritmo de trabalho, alta velocidade de produção, movimentos repetitivos, estresse, etc. Além disso, a GL pode preparar o indivíduo fisiologicamente para a carga diária de trabalho (MACHADO JUNIOR et al., 2012).

Freitas-Swerts & Robazzi, (2014) avaliou o estresse associado a prática da GL, porém seus resultados apontaram que não houve diminuição significativa no estresse ocupacional naquele período. Entretanto, esse estudo demonstrou considerável redução álgica no pescoço, cervical, costas, coxa, perna, tornozelo e pés.

Os trabalhos de Ferracini & Valente (2010), Candotti, Stroschein & Noll, (2011) e Martins & Barreto (2007) também apresentaram resultados positivos em relação a diminuição de dores musculares e posturais, favorecendo assim a qualidade de vida dos participantes.

O ambiente ocupacional possui risco individuais e biomecânicos que tem sido associados as disfunções musculoesqueléticas que se desenvolvem gradualmente, apresentam um curso crônico e frequentemente permanecem sem tratamento. Um dos sintomas mais notáveis é a dor que pode se agravar de forma progressiva e evoluir para a perda de função. A dor e a perda de função podem perdurar durante anos e, em alguns casos, tornarem-se intratáveis. Assim, a aplicação de medidas para controle dessas disfunções torna-se imprescindível, tanto em termos sociais como econômicos (COURY, MOREIRA & DIAS, 2009).

Dentre os principais benefícios da GL cabe destacar que é uma ferramenta eficaz para motivar seus participantes à prática de atividade física, pode contribuir para prevenção de doenças ocupacionais (COURY, MOREIRA & DIAS, 2009; CANDOTTI et al, 2011; GUIMARÃES, 2008; RODRIGUES et al., 2009; SOARES et al., 2019; SANTOS et al., 2020).

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este estudo concluiu que a ginástica laboral foi efetiva para melhorar os aspectos relacionados a saúde e qualidade de vida de trabalhadores do setor administrativo. Houve destaque para a diminuição de algias nos trabalhadores após a participação nos programas de GL, porém o fator qualidade de vida quando avaliado de forma independente não obteve resultados significantes, pois acredita-se que seria necessário maior tempo de intervenção. É importante observar que resultados futuros podem alterar essa conclusão, pois o tamanho da amostra é relativamente pequeno. Portanto, ainda se faz necessário a realização de mais estudos nesse contexto auxiliar avaliações mais precisas auxiliando na elaboração e promoção de programas de GL no meio laboral.

6. REFERÊNCIAS

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CANDOTTI, C. T.; STROSCHEIN, R.; NOLL, M. Efeitos da ginástica laboral na dor nas costas e nos hábitos posturais adotados no ambiente de trabalho. Rev. Bras. Ciênc. Esporte, Porto Alegre, v. 33, n. 3, p. 699-714, set. 2011. Disponível em:<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-32892011000300012>. Acesso em: 25 out. 2020. https://doi.org/10.1590/S0101-32892011000300012.

CANDOTTI, C. T.; SILVA, M. R.; NOLL, M.; LUCCHESE, C. R. Efeito da ginástica laboral sobre a motivação para a prática regular de atividade física. Rev. Baiana Saúde Pública. 2011;35(2):485-97.

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