AS PRINCIPAIS LESÕES DE OMBRO EM AMPUTADOS JOGADORES DE VOLEIBOL SENTADO

THE MAJOR SHOULDER INJURIES IN SATURDAY VOLCANO PLAYERS

Letícia Lírio Barros De Souza Moraes*

RESUMO: Esta revisão da literatura, foi realizado através de uma pesquisa bibliográfica de construções teóricas, planejamento de pesquisa, comparações e validação é uma atualização sobre as principais lesões de ombro em amputados jogadores de voleibol sentado, numa visão da fisioterapia traumato-esportiva. A amputação é a remoção de uma extremidade do corpo, as causas mais comuns de amputações são de ordem vascular, tumorais e traumáticas. O voleibol em amputados é um esporte com elevado risco de lesões, devido à necessidade de grandes esforços físicos e repetitivos, a sua prática pode levar a microtraumas de uso excessivo se houver um desequilíbrio muscular ou se o arremesso sobre o ombro for uma falha técnica. A musculatura do complexo do ombro possui um papel importante na produção de força e potência articular, permitindo a realização dos gestos esportivos de maneira coordenada. Para isso, esses músculos mantêm a estabilidade dinâmica da articulação glenoumeral. O voleibol demanda dos membros superiores movimentos de alta velocidade em cadeia cinética aberta e repetitivos movimentos acima da cabeça. As articulações dos ombros são a segunda mais acometida a lesões por sobrecarga, variando de 8 a 20% em atletas de vôlei. Essas lesões incluem as tendinopatias do manguito rotador e da porção longa do bíceps braquial e o impacto subacromial. Tais lesões estão frequentemente associadas aos diversos fatores de risco, dentre eles, pouca mobilidade capsular, desequilíbrio muscular, fraqueza, muscular e assimetria do movimento escapular.

A fisioterapia traumato ortopédica desportiva tem um papel de suma importância no tratamento destas lesões

PALAVRAS-CHAVE: Amputados. Voleibol. Lesões de ombro.

ABSTRACT: This review of the literature was conducted through a literature review of theoretical constructs, research planning, comparisons and validation is an update on the major shoulder injuries in athletes amputated volleyball players sitting in a vision of

traumatic-sports physiotherapy. Amputation is the removal of one end of the body, the most common causes of amputations are vascular, tumorous and traumatic. Volleyball in para-athletes is a sport with a high risk of injury, due to the need for great physical and repetitive efforts, its practice can lead to overuse microtraumas if there is a muscular imbalance or if the throw on the shoulder is a failure technique. The musculature of the shoulder complex has an important role in the production of strength and joint power, allowing the performance of the sports gestures in a coordinated way. For this, these muscles maintain the dynamic stability of the glenohumeral joint. The volleyball demands from the upper limbs high-speed movements in open kinetic chain and repetitive movements above the head. Shoulder joints are the second most affected by overload injuries, ranging from 8 to 20% in volleyball athletes. These lesions include tendinopathies of the rotator cuff and the long portion of the biceps brachii and the subacromial impact. Such lesions are frequently associated with several risk factors, among them, low capsular mobility, muscular imbalance, weakness, muscular and asymmetry of the scapular movement.

Physical traumatic orthopedic physiotherapy plays a very important role in the treatment of these lesions.

KEYWORDS: Amputees. Volleyball. Shoulder Injuries.

INTRODUÇÃO

A amputação é a remoção de uma extremidade do corpo. Entre as causas mais comuns de amputação de membros inferiores e superiores são elas vasculopatias periféricas, traumáticas, tumorais, infecciosas, congênitas e iatrogênicas. Destaca-se dentre elas, a vasculopatia periférica, que acomete em maior número pessoas na faixa etária de mais de 50 anos de idade; sendo os membros inferiores (dedos, pés e pernas) os mais comprometidos. A causa mais comum nas amputações provocadas por eventos vasculares é a diabetes e o tabagismo¹. O esporte para amputados consiste num programa de treinamento que estimula a ambição sadia, mediante as atividades esportivas, respeitando as limitações do amputado. A prática do voleibol sentado treina os movimentos compensadores, previne o aparecimento de vícios posturais, mobiliza as articulações e compensa as limitações no caso de refração e impotência funcional das articulações².

O esporte adaptado surgiu no período pós-guerra, com o objetivo de reabilitar e reintegrar os amputados e lesados medulares decorrentes dos combates³. Dentre os esportes coletivos destaca-se a modalidade de voleibol sentado para amputado. Devido à necessidade de direcionar cada vez mais o treinamento destes atletas, avaliaram-se as principais lesões de ombro que limitavam seu desempenho esportivo.

Considerado o segundo esporte na preferência dos brasileiros o voleibol é um esporte com elevado risco de lesões, devido à necessidade de grandes esforços físicos e repetitivos para a sua prática. As principais articulações acometidas por lesões neste esporte são as de ombros. Devido à repetição de gestos esportivos, como, elevação dos membros superiores acima da cabeça, justifica-se que as principais lesões sejam as tendinopatias as quais têm como mecanismo de lesão a sobrecarga e o overuse4.

Diante deste contexto, observa-se a importância do fisioterapeuta nestas equipes e o quanto este profissional deve estar familiarizado com os tipos e mecanismos de lesões ocorridas no voleibol e suas formas de tratamento. Atualmente a intervenção fisioterapêutica tem sido cada vez mais inserida no esporte, a partir disto, o fisioterapeuta ortopédico desportivo deve ter conhecimento dos mecanismos geradores de lesões bem como preveni-las e trata-las qualitativamente, na prevenção e reabilitação das mesmas, profissionais da saúde podem atuar em conjunto nas intervenções as principais lesões de ombro, buscando a melhorara da funcionalidade deste atleta.

Tal estudo tem como objetivo principal apresentar uma atualização científica sobre as principais lesões de ombro em para-atletas amputados jogadores de voleibol sentado, numa visão da fisioterapia traumato esportiva.

MATERIAIS E MÉTODOS

O presente trabalho foi realizado através de uma pesquisa bibliográfica na biblioteca das Universidade Federal de Goiás, Universidade Estadual de Goiás, Pontifícia Universidade Católica de Goiás e Faculdade Alfredo Nasser, nas cidades de Goiânia e Aparecida de Goiânia – GO, em bases de dados virtuais em saúde, como (LILACS, MEDLINE e SCIELO).

Contribui para: definição dos objetivos do trabalho, construções teóricas, planejamento da pesquisa, comparações e validação. A revisão foi realizada a partir da análise de livros e artigos científicos nacionais e internacionais, publicadas preferencialmente nos últimos dez anos, através do mecanismo de busca com as

seguintes palavras-chaves: articulação do ombro, lesões em amputados, voleibol. Esta revisão foi realizada em três fases:

Fase 1 – Pesquisar e selecionar os artigos encontrados com as palavras-chaves.

Fase 2 – Leitura analítica, selecionar dentre o material encontrado, artigos diretamente ligados ao tema proposto.

Fase 3 – Leitura crítica, excluir artigos não tinham como foco principal do trabalho o tema proposto.

REVISÃO DE LITERATURA

A amputação é considerável o procedimento cirúrgico mais antigo, a amputação é a separação total ou segmentar de um membro, executada na continuidade de um ou mais ossos. As amputações de membros inferiores representam 85% de todas as amputações, sendo suas causas mais comuns de amputação: insuficiência vascular periférica como consequência de diabetes, aterosclerose, embolias, tromboses arteriais, má formação congênita, traumatismos, tumores malignos e idiopáticos. Das causas vasculares periféricas que levam a amputação, o diabetes representa a maior causa de amputação do membro inferior aproximadamente 85% dos casos, e as taxas de mortalidade associada à amputação variam de 6% a 17%5.

Didaticamente podem-se dividir as causas de amputações em congênita e adquirida. As congênitas são secundárias a malformações vasculares, a bandas de constrição amniótica e diferenciação embriológica como as deficiências terminas e intercalares transversas e para axiais. Já as adquiridas são, na maioria, secundárias a traumas infecções e tumores6.

As amputações podem levar a complicações como: hematoma, infecções, necrose, contraturas, neuromas, sensação e dor fantasma, além das complicações psicológicas6.

Há vários níveis de amputação de membros inferiores são elas: amputação Interfalangeana, Metatarsofalangeana, Desarticulação do Dedo do Pé (retirada total do dedo), Transmetatársica (3ª, 4ª e 5ª metatarso são retirados), Lisfranc, Desarticulação Naviculocuneiforme e Transcuboide, Chopart, Syme (desarticulação do tornozelo), Pirogoff, Transtibial (abaixo do joelho longo, retira-se mais de 30% do comprimento da tíbia. Abaixo do joelho, curta retira-se menos de 20% do comprimento da tíbia),

Desarticulação do joelho (retira-se a patela, a tíbia e a fíbula, ficando o fêmur totalmente íntegro), Trasfemoral (acima do joelho, longa retira-se mais de 60% do comprimento do fêmur. Acima do joelho, curta retira-se menos de 35 % do comprimento do fêmur), Desarticulação Coxofemoral (retira-se totalmente o fêmur), Hemipelvectomia (retira-se a metade inferior da hemipelve). Hemicorporectomia (retira-se a parte inferior do corpo, abaixo de L4- L5). Este procedimento dificilmente é utilizado, devido a complicações que futuramente serão evidenciadas7.

O surgimento do esporte e desenvolvimento do desporto entre pessoas portadoras de deficiência se deu de forma extremamente lenta na Alemanha com o primeiro local de prática desportiva organizada em 1918, um grupo de deficientes, lesionados na Primeira Grande Guerra, reúne-se para praticar esporte³. No ano de 1944, o Dr. Ludwig Guttamn, insere a prática esportiva em seu programa de reabilitação de militares e civis que sofreram lesões na II Grande Guerra Mundial no Centro Nacional de Lesionados Medulares do Hospital de Stoke Mandeville. Esta ação reforçou a necessidade de novas táticas para assistência de pessoas com deficiência, já que seu contingente atingiu um número considerável e os veteranos de guerra foram recebidos como heróis. O primeiro clube esportivo para pessoas com deficiência foi estabelecido na Holanda, somente no fim de 19538. O atletismo e o sitzbal eram as principais modalidades praticadas. Logo se percebeu que o sitzbal que é jogado sentado no chão era muito passivo; estavam sendo procuradas outras formas de jogo que dessem mais mobilidade aos praticantes. Em 1956, na Holanda, houve a fusão do voleibol convencional e o sitzbal, esporte alemão que não tem a rede, praticado por pessoas com mobilidade limitada e jogam sentadas, resultando no voleibol sentado. Na modalidade, podem competir amputados, paralisados cerebrais, lesionados na coluna vertebral e pessoas com outros tipos de deficiência locomotora3.

A Organização Mundial de Vôlei para Deficientes (WOVD) teve que esperar até 1978 para que a Organização Mundial de Esportes para Deficientes (ISOD) aceitasse o Vôlei Sentado no programa de modalidades da entidade. No entanto a Associação Brasileira de Desporto para Amputados – ABDA foi criada em 19909. Em 07 de abril de 2003 foi criada a Associação Brasileira de Voleibol Paraolímpico (ABVP), pelo Sr. João Batista Carvalho e Silva. Motivada por todas as vitórias do vôlei brasileiro, dentro e fora das quadras, a (ABVP) toma a iniciativa e dá o exemplo de

como o esporte pode contribuir para a melhoria da qualidade de vida e para o resgate da cidadania dos jovens, portadores de deficiência10.

No voleibol sentado competem atletas amputados, principalmente de membros inferiores e pessoas com outros tipos de deficiência locomotora. O jogo em relação ao convencional a quadra é menor, com dez por seis metros, e a altura da rede é inferior à da modalidade, com 1,15m do solo, no masculino e 1,05m para o feminino. No voleibol sentado os atletas jogam sentados na quadra, o saque pode ser bloqueado, a quadra se divide em zonas de ataque e defesa. É permitido o contato das pernas de jogadores de um time com os do outro, porém as mesmas não podem atrapalhar o jogo do adversário. O contato com o chão deve ser mantido em toda e qualquer ação, sendo permitido perdê-lo somente nos deslocamentos. Cada jogo é decidido em melhor de cinco sets, vencendo o time que marcar 25 pontos no set. Em caso de empate, ganha o primeiro que abrir dois pontos de vantagem. Há ainda o tie break de 15 pontos11.

As lesões de ombro podem ser provocadas por choque de características violentas (traumáticas) são mais frequentes nos esportes de contato e as lesões por movimentos repetitivos, aceleração, deslocamento para bloqueio e cortadas (atraumáticas) que são os principais fundamentos nos atletas arremessadores, sendo os esportes com maior incidência de lesão associada foram o voleibol, 11,7%, seguido da natação com 10,09%. As lesões esportivas são provocadas por métodos inadequados de treinamento, alterações estruturais que sobrecarregam mais em determinadas partes do corpo do que outras e por fraqueza muscular, tendinosa e ligamentar12.

O arremesso, é um movimento balístico do membro superior, apresenta características específicas em relação à intensidade e frequência dos movimentos, e predispões a lesões das estruturas do ombro. Os movimentos repetitivos, principalmente dos atletas arremessadores são responsáveis por grande número de lesões13.

O arremesso é um componente integrante do voleibol sentado, o ato de arremessar consiste em uma série de movimentos complexos e sincronizados envolvendo tanto as extremidades superiores como as inferiores. O mecanismo de arremesso pode ser dividido em cinco fases: levantamento, afastamento, aceleração, liberação, desaceleração e finalização. As lesões na articulação do ombro podem ocorrer durante a fase de afastamento, dede aceleração ou desaceleração. O arremesso com elevação acima da cabeça é o movimento humano mais rápido e leva aproximadamente 0,5 segundos para se completar (do levantamento até a liberação da bola)14.

Há investigação sobre o efeito de anos de participação de atletas no esporte, e lesões de ombros gerados por gestos esportivos correlacionados a modalidade de voleibol sentado, taxas de lesões baixas em atletas com idade inferior a 15 anos, e as taxas mais elevadas em atletas com idade entre 20 a 24 anos15.

O efeito de longos anos de atividade desportiva é o principal causador de lesões em amputados jogadores de voleibol sentado de alto rendimento, bem como movimentos repetitivos em sobrecarga com um determinado grupo muscular a ser envolvido. O voleibol demanda dos membros superiores movimentos de alta velocidade em cadeia cinética aberta e repetitivos movimentos acima da cabeça16.

A musculatura do complexo do ombro possui um papel importante na produção de força e potência articular no voleibol, permitindo a realização do gesto esportivo de maneira coordenada. Para isso, esses músculos mantêm a estabilidade dinâmica da articulação glenoumeral13. Diversos grupos musculares são considerados importantes para o funcionamento adequado do complexo articular do ombro; entre eles destacam-se os componentes do manguito rotador.

Boa capacidade de geração de torque do manguito rotador é essencial para manter a estabilidade e garantir a centralização da cabeça do úmero na cavidade glenóidea. A diferença de força entre grupos musculares agonista e antagonista do ombro tem sido apontada como fator de risco importante para lesões nessa articulação14.

As articulações dos ombros são a segunda mais acometida a lesões por sobrecarga, variando de 8 a 20% em atletas de vôlei. Essas lesões incluem: as tendinopatias do manguito rotador e da porção longa do bíceps braquial e o impacto subacromial. Essas lesões estão frequentemente associadas aos diversos fatores de risco, dentre eles, pouca mobilidade capsular, desequilíbrio muscular, fraqueza muscular e assimetria do movimento escapular17.

O voleibol tem efeitos positivos, principalmente nos músculos rotadores internos estabilizadores do ombro. Em para-atletas altamente qualificados desta modalidade a rotação interna e externa ativa são importantes, há maior amplitude de movimento do membro superior dominante, a rotação do ombro é deslocada em direção a rotação mais externa, e interna menos do que a extremidade superior não dominante15.

Abordagem superficial das lesões do ombro provocadas pelo voleibol em paraatletas é causada por atividade repetitiva com elevação do braço acima da cabeça (microtraumatismos) ou uma força significativa (macrotraumatismos) no complexo do

ombro. O ato violento do arremesso e outros movimentos similares com elevação do braço acima da cabeça resultam na aplicação de estresse de alta intensidade no ombro. A maior parte destas lesões pode ser classificada como microtraumática e resulta de mecanismos por uso excessivo12. As lesões biomecânicas em esportes que exigem posições do braço acima da cabeça necessitam de movimentos extremamente coordenados, para que o atleta possa atuar com seu máximo potencial, sem lesões18.

A lesão mais comum de ombros em amputados jogadores de voleibol sentados é a síndrome do impacto que se resulta por microtraumas de repetição aos tecidos que estão no espaço umeroacromial. Estes tecidos podem estar sujeitos a impactos de repetição entre a tuberosidade maior e o acrômio, se o úmero estiver rodado internamente quando o braço estiver abduzido acima de 80 graus19.

Expõe que a síndrome dolorosa do ombro representa a terceira lesão mais comum em jogadores de voleibol20. A dor no ombro do atleta arremessador é o principal sintoma relatado, as lesões do manguito rotador (MR) constituem a causa mais comum de dor no ombro. Esse sintoma caracteriza-se por dor na face ântero-lateral do ombro, que exacerba a abdução com rotação externa (movimento de arremesso) ou interna da articulação11.Levando ao atleta amputado por sobrecarga no arremesso e auxílio ao deslocamento do corpo maior incidência das lesões de (MR).

O termo impacto sugere que os tendões do manguito rotador e o tecido bursal subacromial estão comprimidos no espaço subacromial, entre o teto acromial ósseo e a cabeça umeral. Neer descreveu a síndrome do impacto em três estágios: o primeiro caracteriza-se por edema e hemorragia subacromial; o segundo, por fibrose e tendinite; e o terceiro, por ruptura do manguito rotador e alterações ósseas21.

A Síndrome do Impacto do Ombro (SIO) causa diminuição da força muscular de rotação interna, externa e elevação, comparado ao lado assintomático, além de causar diminuição da função do ombro22. A redução da função é proporcional à diminuição da força muscular do manguito rotador. A Fraqueza dos músculos do manguito rotador pode levar à sobrecarga de tensão, à elevação da cabeça umeral e a modificação no tendão do supra espinhoso, o qual é usado mais frequentemente em atletas com demanda nas atividades repetitivas tem um papel fundamental no equilíbrio da força muscular do complexo do ombro17.

A maneira eficaz de prevenirmos as contusões nos músculos rotadores consistem de sessões de força e de flexibilidade. Os jogadores de ponta atacam mais, merecendo

mais atenção no trabalho de força para os ombros22. Os movimentos articulares no trabalho de força para prevenir as lesões no manguito rotador: rotação externa do ombro acompanhado da rotação externa da cintura escapular (CE) , rotação interna do ombro acompanhado da rotação interna da CE , elevação do ombro acompanhado da rotação externa da CE em seguida acontece elevação da mesma (hiperelevação do ombro), abdução do ombro acompanhado e rotação externa da CE, adução do ombro acompanhado rotação interna da CE, extensão do ombro acompanhado da rotação interna da CE e abdução horizontal do ombro acompanhado da adução da CE 23. Recomenda-se exercícios de força e de flexibilidade para o manguito rotador, e são: no treino de musculação devemos praticar rotação externa do ombro acompanhado da adução da CE, rotação interna do ombro acompanhado da abdução da CE24. No trabalho de flexibilidade, uma ação para cima e para baixo com o intuito de alongar os músculos da rotação interna e externa 25.

A prática do voleibol se manifesta através de uma série de movimentos complexos, solicitados e executados de forma rápida e com explosão muscular. Portanto trata-se de um esporte no qual é necessário aperfeiçoar as várias capacidades físicas envolvidas na sua prática de forma satisfatória, a fim de preservar a integridade física de seus praticantes evitando consequentemente uma série de lesões como as expostas no desenvolvimento deste texto26.

CONCLUSÃO

O atleta de alto nível, não utiliza o esporte como meio específico de melhorar a saúde, mas se torna um profissional do esporte sujeito a todas as demandas que profissionais altamente exigidos de qualquer outra área de atuação apresentam. Estas demandas podem passar por estresse e ansiedade, desenvolvendo lesões por esforço repetitivo típicas das exigências motoras da modalidade esportiva, lesões por estresse, fadiga etc.

O voleibol sentado em amputados demanda dos membros superiores movimentos de alta velocidade e repetitivos acima da cabeça; tais movimentos podem gerar microtraumas por uso excessivo, principalmente se houver desequilíbrio e fraqueza muscular.

As articulações dos ombros são a segunda mais acometida a lesões por sobrecarga, neste esporte em atletas de alto rendimento, sendo a principal a síndrome do

impacto que causa diminuição da força muscular de rotação interna, externa e elevação, a dor gerada por esta lesão é a principal causa do atleta diminuir seu rendimento esportivo em quadra tornando que tal patologia tenha uma evolução psicossomática, aumentando suas limitações de movimentos e/ou funcionalidade articular do ombro.

A fisioterapia traumato ortopédica desportiva tem um papel de suma importância no tratamento destas lesões, sendo realizada uma avaliação minuciosa do atleta lesionado para um melhor tratamento, partindo do princípio em que os atletas devem retomar a quadra em total condições de jogo sem dor, limitações de movimentos e principalmente controle emocional pós lesão.

REFERÊNCIA

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