Artrose nas mãos é comum, mas pode ser evitada

Doença normalmente associada à idade avançada, pode se manifestar muito cedo, causando dores e limitações motoras, mas é possível atenuar seus efeitos.

É provável que já tenha ouvido falar dela, a osteoartrite, mais conhecida como artrose, é uma doença que atinge as articulações. Ela degenera as cartilagens, sem as quais um osso fica, repetidamente, se chocando contra o outro, o que não é bom, e ainda causa alterações das estruturas ósseas vizinhas. De acordo com o CDC (Centro de Controles e Prevenção de Doenças) dos Estados Unidos, 40% da população mundial tem ou terá artrose entre os dedos e o punho.

São as dores, o inchaço, além de deformações nos dedos, a dificuldade para pegar pequenos objetos e a falta de força que acompanham essa doença. “Nas mãos, a base do polegar é o ponto que mais sofre com o estresse mecânico e, por isso, é o que mais preocupa os médicos, pois tem mais chance de não responder aos tratamentos menos invasivos”, explica o Ortopedista Dr. Bruno de Biase.

O especialista diz que ao longo da vida e do uso das articulações, é normal ocorrer esse desgaste das cartilagens. O que torna isto um problema mais grave é quando acontece de forma precoce. “Algumas doenças como fraturas, lesões ligamentares, infecções e doenças reumatológicas podem predispor ao desenvolvimento de artrose precoce. É o que os médicos chamam de artrose secundária. São situações que podem levar estes jovens a tratamentos mais complicados e terem prejudicadas suas funções motoras numa fase muito ativa da vida”, explica.

Neste caso, o melhor é prevenir – já que é uma doença sem cura – e é possível começar pelo estilo de vida. Segundo uma investigação da Universidade de Surrey, da Inglaterra, o sedentarismo e dieta desequilibrada aumentam os níveis de ácido lático no corpo, composto que, em abundância, contribui para a inflamação das juntas. “Cenário propício ao surgimento da artrose”, explica a fisioterapeuta Dra. Gislaine Milena Marton, da clínica Quality Fisio & Pilates.

“Além da necessidade de investir em hábitos que colaborem com a qualidade de vida para retardar a manifestação dos sintomas, a fisioterapia, por exemplo, também é uma aliada para o tratamento e prevenção, pois trabalha com ênfase no fortalecimento de músculos e articulações, protegendo-os assim”, conta.

A especialista esclarece que isso é muito importante porque músculos fortes suportam mais os movimentos de uma articulação que possa sofrer alguma degeneração das cartilagens. “Além disso, a fisioterapia melhora as funções mecânicas e ajuda o paciente a ter consciência corporal, proporcionando uma noção maior dos movimentos e de como executá-los, evitando assim, submeter as articulações a um estresse desnecessário ou ainda maior”, completa.

Trabalhos que exigem muito dos dedos também estão associados ao surgimento precoce de artrose, isso inclui uso abusivo de smartphones, inclusive. Por isso, a fisioterapeuta indica ainda um cuidado diário para evitar dores nas articulações, como fazer uma pausa a cada 50 minutos de trabalho e não forçar seus limites. Isso pode evitar graves problemas no futuro.

Fonte: ML&A Comunicações

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