Após contusão, Varejão faz fisioterapia diariamente

Enquanto se recupera da contusão que o tirou da reta final da NBA, pivô Anderson Varejão trabalha na criação de instituto para revelar novos talentos

“Foi um presente de natal indigesto.” A frase é do ala/pivô brasileiro Anderson Varejão, que se contundiu em dezembro, às vésperas da festa natalina, rompendo o tendão de aquiles num jogo entre seu time, o Cleveland Cavaliers, e o Minnesota Timberwolves – o time de Cleveland ganhou por 125 a 104 –, pela fase regular (classificação) da NBA. De férias no Brasil, ele cumpre uma rotina de tratamento para se recuperar da cirurgia, e também trabalha para a criação de seu instituto, o Varejão, que tem como objetivo incrementar a disputa do basquete e disseminar o esporte nas comunidades carentes.

Os dias de Varejão compreendem compromissos do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), na NBA (que tem um núcleo brasileiro) e fisioterapia. “Eu vim para o Brasil com todas as instruções do que tenho de fazer. Todos os dias vou para a fisioterapia, não interessa se estiver em Vitória, minha cidade, ou no Rio. Faço toda a recuperação e envio os relatórios para o pessoal do Cavaliers.”

Anderson diz que ficará no Brasil até a primeira semana de setembro, quando retornará a Cleveland. O seu retorno às quadras, no entanto, ainda não tem previsão. “Quando chegar lá, serei avaliado novamente pela junta médica do clube. Certamente que vão me passar para uma segunda fase da recuperação. Espero que seja uma pré-temporada, já para jogar, pois não aguento mais ficar parado.”

Um dos pensamentos de Anderson é quanto aos Jogos Olímpicos do Rio, ano que vem. “Quero muito jogar. Também por isso, estou fazendo tudo muito certinho na fisioterapia. Estou me esforçando ao máximo. Quero voltar a jogar e espero ficar à disposição do Rubén Magnano. Jogar no Brasil é algo que mexe comigo. Imagine jogar a Olimpíada e decidir com a nossa torcida. Deve ser demais. Sonho com isso.”

INSTITUTO Mas a cabeça de Anderson não está apenas nas quadras e na fisioterapia. Ele se ocupa também com um projeto pessoal, a criação do Instituto Anderson Varejão, que acontecerá em nível nacional, para incentivar a prática do basquete.

O projeto, segundo ele, ainda está na fase inicial, de elaboração. “A primeira unidade será em Vitória, no Espírito Santo, minha cidade natal.” Mas garante que o Instituto não será só no estado capixaba. Já existe a previsão da implantação também em Franca, São Paulo. “Foi lá que comecei a minha carreira.”

Segundo Varejão, o instituto será em parceria com a administração municipal e, nesse sentido, já manteve um encontro com o prefeito de Vitória, Luciano Rezende. “O objetivo é a criação de um núcleo de treinamento de basquete para menino e meninas da rede pública municipal.”

Para Anderson, a realização desse projeto o deixa entusiasmado. “Existe uma vontade de ajudar, tanto de minha parte quanto da parte do governo municipal. Acredito que vá dar certo. Vamos trabalhar juntos e eu vou poder passar para essas crianças tudo aquilo que o basquete me proporcionou. Quem sabe com nosso trabalho em parceria não surja outro Anderson Varejão aqui em Vitória?”

O jogador se diz feliz e honrado em poder ser um exemplo para crianças. “Tenho uma história de vida muito legal. De onde saí e até onde cheguei. Vou poder passar isso para os meninos e meninas e contribuir para o crescimento deles.”

Um dos auxiliares e incentivadores de Anderson é seu irmão, o ex-pivô Sandro Varejão, que hoje é empresário de jogadores de basquete. “Ele está me ajudando e vai trabalhar junto nesse projeto. Somos apaixonados pelo basquete e queremos retribuir o que recebemos.”

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