Alterações posturais na respiração oral em crianças

A respiração é a primeira função vital desenvolvida por ocasião no nascimento do ser humano, estabelecendo-se como principal função do organismo. A cavidade nasal tem papel fundamental na fisiologia respiratória, promovendo a filtração, aquecimento e umidificação do ar inspirado. Essa faz com que o ar chegue aos pulmões na temperatura ideal e favorecendo uma oxigenação adequada. Para que isso ocorra, necessita-se da integridade anatômica e funcional das vias aéreas e que estas não apresentem impedimento à passagem do ar. Quando há qualquer tipo de impedimento, a cavidade bucal passa a intervir no processo da respiração. [1]*

            A Respiração Oral (RO) é causada por várias etiologias onde pode-se destacar eventos mecânicos (hiperplasia adenoamigdaliana, hipertrofia de cornetos inferiores, alterações de septo nasal), doenças inflamatórias alérgicas e não alérgicas (rinite), má forma­ções congênitas e lesões tumorais, sendo, a rinite alérgica uma das mais frequentes. 2,3

            As queixas mais referidas pelo paciente respirador oral se relacionam com as consequências e não com o problema em si, onde se destacam: dispneia e apneia noturna, se cansar facilmente durante atividades físicas, dores nas costas e pescoço, dificuldade na deglutição, boca seca, acordar engasgado durante a noite, dormir mal, sonolência diurna, espirros, salivação abundante ao falar, entre outros. 4,5,6,7

            A respiração oral, apesar de ser um sintoma, pode ser considerada uma síndrome, pois incorpora vários sintomas como alterações orofaciais, posturais, oclusais e distúrbios de comportamento. Além disso, há casos que apresentam ainda alteração no ritmo e na capacidade pulmonar, diminuição da expansibilidade torácica e do volume corrente criando uma deficiência de oxigenação. 5, 8

            A fim de facilitar a passagem do ar pela cavidade oral, ocorre o aumento do espaço funcional interoclusal. Para isto o indivíduo respirador bucal realiza o abaixamento mandibular e a extensão da cabeça prejudicando seu campo visual e, como compensação, ocorre a flexão cervical 9. Estas alterações são acompanhadas de desequilíbrios miofuncionais, que podem causar mudanças nas funções estomatognáticas e no eixo corporal, alterando a postura de repouso e as funções mastigação, fala e deglutição. 10

            Devido à complexidade biomecânica da postura, que possibilita a integração funcional dos vários segmentos, é possível entender que, frente à alteração de uma unidade biomecânica, ocorra refinamento dos sistemas de controle postural, acomodações das estruturas corporais próximas ou distantes através de compensações.1,2,4

A compreensão dos efeitos da má postura nas crianças, com síndrome do respirador oral poderá direcionar a terapêutica e minimizar os custos gerados por ela.2 O objetivo deste trabalho, foi verificar a presença mais comum de alterações posturais, em crianças diagnosticadas com a síndrome do respirador oral. 

MATERIAIS E MÉTODOS

Foi feito um levantamento bibliográfico e selecionados 21 artigos científicos, a busca de periódicos ocorreu de outubro de 2014 a junho de 2015, com a utilização de base de dados eletrônicos. A seleção dos artigos científicos estabeleceu os seguintes critérios: apresentar como objeto de estudo com pacientes respiradores bucais com desvios posturais comparados a pacientes respiradores nasais, publicados durante os anos 2000 a 2012. Os procedimentos foram organizados na seguinte sequência: na primeira etapa, realizou-se um levantamento de artigos encontrados com os descritores propostos e na segunda, ocorreu uma leitura e seleção criteriosa dos artigos para a formação de um banco de dados sistematizado. Foram realizadas buscas nas bases de dados da Biblioteca Virtual em Saúde, LILACS e SciELO, com os seguintes descritores na língua portuguesa: “Respiração Oral”, “Respiração Bucal”, “Alteração da postura na respiração oral”. Foram critérios de inclusão: artigos completos, artigos na linguagem em inglês e português, artigos relacionados portadores de respiração oral, independente da idade, artigos de campo, metanálise e revisões. Foram critérios de exclusão: artigos em outros idiomas que não os selecionados; trabalhos científicos divulgados em outras formatações, configurados como materiais educativos; artigos com deficiência na descrição metodológica, principalmente no que é referente a objetivo, métodos e resultados. Ressalta-se ainda que, se tomou a precaução necessária para que os artigos não fossem incluídos duas vezes, caso estivessem indexados nas bases de dados selecionadas.

RESULTADOS

De todos os artigos consultados na pesquisa em base de dados, apenas 7 foram adequados para comparação dos resultados de acordo com o objetivo do presente estudo. Sendo que, desses estudos apenas o feito por Morimoto e Karolczak11 em relação aos sinais e sintomas da respiração bucal, as diferenças posturais observadas entre os grupos, respirador bucal e nasal, não se mostraram significativas (p ≥ 0,05).  Nos demais estudos, os resultados da avaliação postural demonstraram que os respiradores orais apresentaram maior número de alterações posturais comparado às alterações descritas nos estudos com respiradores nasais.

Na tabela 01 pode-se observar as compensações posturais presentes nos estudos selecionados e no gráfico 01 são apresentados a porcentagem total de cada alteração postural de acordo com os achados e a maior prevalência.

 

TABELA 1- Ocorrência de alterações posturais mais frequentes em respiradores orais.

 

Estudo-Autor-Ano Número da Amostra (N) Idade Sexo* Alterações Posturais encontradas
Silveira, Mello, Guimarães e Menezes (2010). 34 08 a 12 anos F=16  M=18 Anteriorização da cabeça; Aumento de Lordose Cervical eDeslocamento do Centro de Gravidade.
Conti, Sakano, Ribeiro, Schivinski e J. Ribeiro (2011). 430 05 a 14 anos ND Anteriorização da cabeça, Aumento das Cifose Torácica,Lordose Lombar, Anteriorização de Ombro, Protusão Abdominal, Anormalidades Torácicas, Alterações na Articulação Subtalar.
Roggia, Correa, Pranke,  Facco e Rossi (2010) 109 08 a 12 anos F=54  M=55 Anteriorização da cabeça e Alteração em Nível de Joelho e Tornozelo.
Basso,  Souza, Pasinato, Côrrea e Silçva (2009) 30 08 a 13 anos F=15 M=15 Anteriorização da cabeça, Aumento da Lordose Lombar, Anteriorização de Ombro, Alterações em nível de Joelho e Tronozelo.
 Okuro, Morcillo, Sakano, Schivinski, Ribeiro e J. Ribeiro (2011) 107 08 a 11 anos F=55 M=52 Anteriorização da cabeça e Aumento da Lordose Cervical.
Yi, Jardim, Inoue e Pignatari (2008) 52 05 a 12 anos F= 23 M=29 Diminuição da  lordose cervical, Aumento das Cifose Torácica eLordose Lombar, Anteversão Pélvica.

* F=Sexo Feminino. M= Sexo Masculino. ND=Não descrito.

            Do total das crianças avaliadas e diagnosticadas como Respirador Oral foram selecionados 06 artigos. As autoras do presente estudo, fizeram o levantamento e a proporção das Alterações Posturais descritas, que  foram para Anteriorização da Cabeça, em maior proporção (83%) e Aumento da Lordose Lombar (50%). As alterações em joelhos, tornozelos, ombros e lordoses cervicais estavam presentes (33%) e por fim, foram encontradas alterações relacionadas à diminuição da lordose cervical, alterações de escápulas, alterações subtalares, anormalidade torácica, protusão abdominal e deslocamento do Centro de Gravidade (17%). Os dados estão demontrados no Gráfico 01.

Gráfico 01 : Análise de alterações posturais descritas encontradas nas Crianças com diagnóstico de Respirador Oral (OR).

alteracoes-posturais

DISCUSSÃO 

As pesquisas acerca da investigação da prevalência de respiradores orais e de alterações posturais em respiradores orais vêm crescendo e sendo mais elaboradas nos últimos anos. As alterações posturais desencadeadas por esta desordem estão relacionadas ao fato de que o corpo humano, tem a capacidade de se adaptar na tentativa de permitir a facilitação da ventilação, uma das compensações, em maior escala é sem dúvida a anteriorização da cabeça. Como os músculos trabalham de forma sinérgica e são organizados em cadeias, esse deslocamento da posição da cabeça, poderá mudar o centro de gravidade e alterar toda a mecânica corporal.1 Os resultados desse estudo, não tinham como objetivos apontar a causa das diversas alterações posturais, portanto, em todos eles havia mais de um tipo de alteração encontrada nos OR.

Para Lessa et al.12 os respiradores orais tendem a apresentar maior inclinação mandibular, padrão de crescimento vertical com alterações nas proporções faciais normais, caracterizadas pela maior altura facial anterior inferior e menor altura posterior da face. Isso pode estar também ligado ao fato de existirem compensações para facilitar o caminho do ar, fato já demonstrado alterado no OR. Os fatos corroboram com este estudo visto que a projeção anterior da cabeça foi a alteração mais encontrada nos estudos (83,33%). Talvez a  necessidade da criança em adaptar a posição da cabeça possa de fato ser para facilitar o ar chegue mais rapidamente aos pulmões. Com esta compensação haverá a diminução da resistência ao fluxo aéreo e o trabalho muscular. 13

No entanto, em outro estudo a projeção da cabeça e aumento da lordose cervical observadas em OR foi justificada pelo fato de que estas crianças comumente apresentam alterações no sistema estomatognático o que, em última instância aumenta a tensão dos músculos da cabeça e pescoço, modificando sua posição no sentido ântero-posterior ou lateralmente.14

Além desse achado Conti et al.3 ainda descreveu que por consequência da respiração oral crônica, ocorrerão mudanças no ritmo respiratório, com deglutição de ar presente, causando flacidez e distensão abdominal, este fato será um causador do prejuízo da expansão torácica e da ventilação pulmonar, visto que a mecânica respiratória estará modificada. Foi constatado ainda que, a distância excursionada pelo músculo diafragma é menor em respiradores orais, o que também vem demonstrar maior fraqueza muscular nesse grupo.1,6,10

A análise da avaliação postural mostrou uma prevalência de alterações em outros segmentos corporais como: anteriorização de ombro, aumento da curvatura lombar, alteração nos membros inferiores, na cervical e na região torácica.1,3,14,15. No entanto, no estudo desenvolvido por Held et al.16 além das alterações posturais encontradas acima o autor descreve dentre as anormalidades mais frequentes o aparecimento da assimetria facial, escápulas aladas, cifose dorsal, desnivelamento pélvico e protrusão abdominal, fatos estes que podem afirmar as compensações posturais serem causadas inicialmente por alterações na respiração.

Em relação as alterações descritas, referentes as curvaturas da coluna e posição da pelve o estudo desenvolvido por Yi et al 1encontrou diferenças significativas entre o grupo controle e o grupo de crianças respiradoras bucais. Esses dados vão contra os achados em outros estudos que não verificaram alterações significativas em crianças,11,17 podendo ser atribuído ao desenvolvimento da altura e peso nessa faixa etária e a mudança da postura a fim de se adaptar às novas proporções do corpo, independentemente do estado de saúde.18

Estudos de Krakauer2 evidenciaram que as alterações posturais ocorrem igualmente entre crianças respiradoras nasais e orais até os 8 anos de idade, após esse período, ocorre melhora da  postura em maior porcentagem, nos respiradores nasais em relação aos respiradores orais, as quais mantêm um alinhamento corporal desorganizado.

A alteração de ombro encontrada em 33,3% dos estudos analisados esta de acordo com outras pesquisas,3,13,19 essas relatam que a alteração pode ser ocasionada pelo desvio da coluna em S ou em C, observadas em alguns respiradores orais3. Esses resultados no entanto, são contrários ao estudo desenvolvido por Silveira et al.14 que não encontrou diferenças significativas nesse aspecto, justificando isso como um tipo de assimetria comum na faixa etária estudada.

Assim como o presente estudo, pesquisas mostraram poucos resultados em relação a alteração nos membros inferiores,13,11  sendo que no estudo desenvolvido por Roggia et al. 15 essas alterações prevaleceram no sexo masculino e que esta maior prevalência tem sido confirmada por muitos autores, 3,20 enquanto outros não encontraram diferenças na prevalência entre os sexos2, 15 isso pode ter ocorrido devido a existência de vias aéreas inferiores mais estreitas e a maior prevalência de rinite alérgica entre os meninos.21

É importante a percepção de que a posição da cabeça e do pescoço em relação ao tronco tem efeito definido sobre o corpo 13 sendo que, em respiradores orais o equilíbrio corporal está mais prejudicado em relação aos respiradores nasais.15

Levando em consideração esses resultados encontrados foi observado que a respiração oral em crianças, pode gerar adaptações que vão levar a desorganização em todo sistema corporal, causando alterações posturais e levando a piora das funções pulmonares e músculo esqueléticas.

 CONCLUSÃO 

Neste estudo foi observado um alto percentual de crianças com sinais e sintomas de alterações posturais em decorrência da respiração oral, evidenciando a anteriorização da cabeça e o aumento da lordose lombar como uma das alterações mais frequentes.

É importante perceber que a posição da cabeça e do pescoço, em relação ao tronco, tem efeito definido de modo que o sistema respiratório será fundamental no equilíbrio postural. No entanto, novas pesquisas que orientem essa relação das alterações dos segmentos como compensações serão necessárias.

AUTORES:

Andresa Dayane Reis e Márcia Helena Maria Ernesto – Acadêmicas do Curso de Fisioterapia da Universidade Presidente Antônio Carlos (UNIPAC), Curso de Fisioterapia, Barbacena, MG, Brasil.

Iara Pâmela de Moura – Acadêmica do Curso de Fisioterapia UNIPAC Barbacena, Graduada em Educação Física pela UNIPAC Barbacena, Mg, Brasil. Especialista em Prescrição do Exercício Físico e Saúde.

Patrícia Maria de Melo (UNIPAC) – Coordenadora e professora do Curso de Fisioterapia da Universidade Presidente Antônio Carlos (UNIPAC), Curso de Fisioterapia, Barbacena, MG, Brasil. Especialista em Fisioterapia Pneumofuncional, Fisioterapia em Traumato Ortopedia e Atividade Física e Reabilitação em Saúde.

REFERÊNCIAS

  1. Yi LC, Jardim JR, Inoue DP, Pignatari SS. The relationship between excursion of the diaphragm and curvatures of the spinal column in mouth breathing children. J Pediatr (Rio J). 2008;84(2):171-7

2- Krakauer LH, Guilherme A. Relação entre respiração bucal e alterações posturais em crianças: uma análise descritiva. Rev Dent Press Ortodon Ortopedia Facial 2000; 5:85-92.

  1. Conti PB, Sakano E, Ribeiro MA, Schivinski CI, Ribeiro JD. Assessment of the body posture of mouth-breathing children and adolescents. J Pediatr. (Rio J). 2011;87(4):357-63.
  1. Di Francesco RC, Passerotii G, Paulucci B, Miniti A. Respiração oral na criança: repercussões diferentes de acordo com o diagnóstico. Rev Bras Otorrinolaringol. 2004;70:665–70.

5- Popoaski C, Marcelino TF, Sakae TM, Schmitz LM, Correa LHL. “Avaliação da qualidade de vida em pacientes respiradores orais.” Arq. int. otorrinolaringol.(Impr.) 16.1 (2012): 74-81.

 6- Campanha  SM A, Freire LMS, Fontes  MJF. “O impacto da asma, da rinite alérgica e da respiração oral na qualidade de vida de crianças e adolescentes.” Rev CEFAC 10.4 (2008): 513-9.

7-Ribeiro ML, Pinto JA. Qualidade de vida no respirador oral: avaliação sistemática em crianças de 6 a 12 anos, atendidas em centro de referência da UFMG. [dissertação]. Minas Gerais: Universidade Federal de Minas Gerais; 2006.

8- Lemos CM, Wilhelmsen NSW, Mion OG, Mello JFJ. Alterações funcionais do sistema estomatognático em pacientes com rinite alérgica: estudo caso-controle. Braz J Otorhinolaryngol. 2009, 75(2):268-74.

9- Quintão FC, Andrade DC, Lagôa LC. A Síndrome do respirador oral, suas influências na postura e a atuação da fisioterapia. Fisioweb[Internet]. 2004 [acesso em 2015 jun 15] Disponível em: http://www.wgate.com.br/conteudo/medicinaesaude/fisioterapia/ respiratoria/respirador_oral.htm

10- Silva FB, Sampaio LMM, Carrascosa. Avaliação fisioterapeutica dos sistemas mastigatório e respiratório de um portador de síndrome otodental: um estudo de caso. Rev. bras.fisioter. Vol. 10, No. 1 (2006), 133-136.

11- Morimoto T, Karolczak APB. Associação entre as alterações posturais e a respiração bucal em crianças. Fisioter Mov. 2012 abr/jun;25(2):379-88

12- Lessa FCR, Enoki C, Feres MFN, Valera FCP, Lima WTA, Matsumoto MAN. Influência do padrão respiratóriona morfologia craniofacial Rev. bras. otorringol. 2005;71(2):156-60.

13- Basso DBA, Souza JA, Pasinato F, Corrêa ECR, Silva AMT. Estudo da postura corporal em crianças com respiração oral e escolares em geral. Saúde 2009;35(1):21-7.

14-  Silveira W, Mello FCQ, Guimarães FS, Menezes SLS. Postural alterations and pulmonary function of mouth-breathing children.  Braz J Otorhinolaryngol. 2010;76(6):683-6.

15- Roggia B, Correa B, Pranke GI, Facco R, Rossi AG. Controle postural de escolares com respiração oral em relação ao gênero. Pró-Fono Rev. Atual. Cient. 2010 out-dez;22(4):433-8.

16- Held PA, Castro WM, Silva TLP, Silva KR, Di Lorenzo VAP. Treinamento muscular e da respiração nasal em crianças respiradoras orais. Fisioter. Mov. 2008 out/dez;21(4):119-127.

17-  Belli JFC, Chaves TC, Oliveira AS, Grossi DB. Analysis of body in children with mild to moderate asthma. Eur J Pediatr. 2009;168(10):1207-16.

18- Neiva PD, Kirkwood RN, Godinho R. Orientation and position of head posture, scapula and thoracic spine in mouth-breathing children. Int J Pediatr Otorhinolaryngol. 2009;73(2):227-36.

19- Corrêa EC, Bérzin F. Efficacy of physical therapy on cervical muscle activity and on body posture in school-age mouth breathing children. Int J Pediatr Otorhinolaryngol. 2007;71:1527-35.

20- Okuro RT, Morcillo AM, Sakano E, Schivinski CIS, Ribeiro MAGO, Ribeiro JD. Exercise capacity, respiratory mechanics and posture in mouth breathers. Braz J Otorhinolaryngol. 2011;77 (5):656-62.

21-Mocellin M, Fugmann EA, Gavazzoni FB, Ataide AL, Ouriques FL, Júnior FH. Estudo cefalométrico-radiográfico e otorrinolaringológico correlacionando o grau de obstrução nasal e o padrão de crescimento facial em pacientes não tratados ortodonticamente. Rev Bras Otorrinolaringol. 2000;66:1-6

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.