Aliadas, fisioterapia e educação física melhoram a qualidade de vida dos pacientes

A interdisciplinaridade é bastante utilizada no ensino, mas também é possível na prática. Entre a fisioterapia e a educação física essa junção auxilia na recuperação de pacientes. Na Unirb, esses dois cursos caminham lado a lado em busca do pleno sucesso terapêutico e evolução do paciente. 

Pacientes assistidos na clínica escola da universidade são atendidos por estudantes dos dois cursos, que iniciado por uma avaliação fisioterapêutica da condição clínica do paciente. Em seguida, inicia-se o processo de reabilitação que consta inicialmente de 10 sessões de tratamento acompanhado por um fisioterapeuta e, por fim, os educadores físicos partem para uma etapa de recondicionamento físico, realizando exercícios para melhora da força, equilíbrio e mobilidade numa ação conjunta com o fisioterapeuta, realizando uma integração entre a teoria e prática.

Com a fisioterapia, o paciente terá uma avaliação do problema e conseguirá tratar distúrbios relacionados ao movimento do corpo. O profissional, através de laudos médicos, diagnosticará o problema e prescreve o que for necessário para a reabilitação. Já o educador físico orienta corretamente a prática de atividades físicas e exercícios, indica os limites e cuidados que se deve ter ao realizar o esporte, além de promover treinamentos para melhorar o condicionamento físico e o desempenho.

Para a coordenadora do curso de fisioterapia da Unirb, Ana Paula Mendes, a troca de conhecimento é de extrema importância para a evolução do paciente. “Nós sabemos que a partir de um determinado momento a gente acaba tratando e reabilitando esse paciente nas condições que ele apresenta. E logo depois a gente precisa do suporte do educador físico para que o recondicione fisicamente, para que ele possa trazer para esses pacientes exercícios que melhoram força de uma forma geral, equilíbrio, mobilidade e que possa trazer também uma atividade física. Porque é interessante e estimulador que um paciente que tenha qualquer tipo de limitação e deficiência que ele venha a se adequar a alguma atividade física”, conta.

Carla Rafael, coordenadora do curso de Educação Física da universidade, faz coro com a colega. “Tem que haver esse respeito entre as duas partes. Porque nós educadores físicos, não sabemos trabalhar alguns casos voltados para a fisioterapia, mas sim fortalecer esse músculo e melhorar a ação desse movimento”, ressalta. 

Os cursos
Na Unirb, os cursos de Educação Física e Fisioterapia duram, em média, quatro a cinco anos. Através de disciplinas teóricas e práticas, utilizando metodologias ativas, os estudantes de Educação Física aprendem a diferença entre os esportes e atividades em quadra, piscina e academias, enquanto os alunos de Fisioterapia observam atendimentos e aprendem a fazer diagnósticos, para depois aplicar as diferentes técnicas de tratamentos em clínica da própria universidade, com a orientação de professores.

Os dois cursos ainda dividem algumas disciplinas. “O tempo todo a fisioterapia está dialogando com a educação física e vice e versa. Nós temos diversas disciplinas em comum, com a mesma abordagem. E estamos sempre promovendo ações que esteja integrado tanto o educador físico quanto o fisioterapeuta, seja em instituições de longa  permanência para idosos, ou para crianças com algum tipo de deficiência”, explica Ana Paula.

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