Algum colega conhece o método de fisioterapia chileno “Cuevas Madek Exercises”

Luca, 8 anos, tem paralisia cerebral diplégica espástica. Nome complicado e que, na prática, faz com que não consiga executar movimentos simples para outras crianças, como se levantar sozinho ou pular. Para bancar seu tratamento no Chile, os pais criaram página no Facebook, onde realizam campanhas para captar doações.

Quando o pequeno tinha 8 meses de idade, os seus pais e médicos notaram atraso no desenvolvimento motor, já que Luca não conseguia se sentar sozinho, o esperado de um bebê neste estágio. A partir daí, a saga por diagnóstico teve início. “A fisioterapeuta que diagnosticou ele disse que o Luca confundia os médicos, porque, apesar de mostrar sintomas de paralisia, ele ainda fazia coisas que crianças com paralisia normalmente não fazem”, diz a mãe, a analista de recursos humanos Gabriela Pioli Polydoro, 36.

Uma vez diagnosticado corretamente, o tratamento mudou, mas os avanços apareceram apenas em 2015, quando Luca começou a ser atendido pelo método CME (Cuevas Madek Exercises), criado nos anos 1970 por fisioterapeuta chileno. Apesar de haver médicos capazes de aplicar o método no Brasil, Gabriela explica a necessidade de viajar. “Lá (no Chile) o fisioterapeuta tem mais de 40 anos de experiência no método e consegue criar ou adaptar melhor os exercícios para o desenvolvimento do Luca.”

As sessões de terapia no Exterior custam US$ 200 cada (cerca de R$ 731), sendo duas ao dia. Por semana, o tratamento custa à família US$ 2.000 (aproximadamente R$ 7.310), fora os gastos com passagens aéreas e hospedagem. “O preço vale a pena. Logo na primeira sessão intensiva Luca demonstrou avanços. Ele não conseguia levantar sozinho e depois da primeira sessão isso já era realidade, assim como subir a escada sozinho, engatinhando, o que ele também não conseguia fazer”, conta a mãe.

Com a ajuda da campanha on-line, Luca já passou por cinco temporadas de fisioterapia fora do País, sendo a última em março. “Desta vez ele voltou com mais equilíbrio e estabilidade. Outro dia ele foi engatinhando até o banheiro, levantou e fez xixi sozinho, apoiando na pia. É um marco”, ressalta Gabriela.

Fora os problemas motores, a paralisia não impede que Luca seja uma criança normal. Atualmente ele está no 3º ano do Ensino Fundamental e acompanha o conteúdo sem grandes dificuldades. “Ele não é ‘nerd’, mas tira notas boas”, brinca a mãe.

Interessados têm opção de contribuir por meio de doações. A página Luca Vai Andar Pelo Mundo pode ser acessada no link www.facebook.com/lucavaiandar.

Fonte: http://www.dgabc.com.br/Noticia

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