AGENDA COMENTADA DE CONCURSOS PÚBLICOS

Prefeitura de Planalto Alegre – SC

1 vaga – 20h/sem – 2.092,73 – inscrições até 20/07

Prefeitura de Jequié – BA

3 vagas – 30h/sem – 3.017,38 – inscrições até 23/07

Fundação Hospitalar de Varginha – MG

2 vagas – 110h/mensais – 2.939,14 – inscrições até 25/07

Prefeitura de Tarumã – SP

1 vaga – 30h/sem – 2.648,93 – inscrições até 29/07

HCPA – Hospital das Clínicas de Porto Alegre – RS

1 vaga – 150h/mensais – 4.170,40 – inscrições até 30/07

Prefeitura de São João da Fronteira – PI

2 vagas – 30h/sem – 1.500,00 – inscrições até 30/07

Prefeitura de Montividiu – GO

4 vagas – 30h/sem – 2.573,50 – inscrições até 31/07

Prefeitura de Laguna Carapã – MS

1 vaga – 40h/sem – 4.124,26 – inscrições até 03/08

Prefeitura de Parnamirim – RN

5 vagas – não divulgado – não divulgado – inscrições até 06/08

CISMETRO – Consórcio Intermunicipal de Saúde na Região Metropolitana de Campinas – Norte – SP

2 vagas – 20h/sem – 2.526,00 – inscrições até 08/08

Prefeitura de Guararapes – SP

1 vaga – 25h/sem – 3.176,81 – inscrições até 12/08

Prefeitura de Poranga – CE

5 vagas – 30h/sem – 1.900,00 – inscrições até 15/08

Prefeitura de Milhã – CE

2 vagas – 20h/sem – 2.300,00 – inscrições até 19/08

Prefeitura de Araraquara – SP

1 vaga – 30h/sem – 2.722,85 – inscrições até 16/09

Polícia Militar do Estado – AP

1 vaga – pôsto de 2o tenente – 9.235,53 – inscrições até 17/09

Há vários concursos aguardando edital ou aprovação como já foi divulgado na edição anterior.

Para quem já fez inscrição há várias provas a ser realizadas em vários municípios do país entre 22/07 e 04/11

COMENTÁRIOS: sem dúvida, há um fator positivo que é a oportunidade de acesso de uma forma progressivamente ampla pelo país. Entretanto, ao avaliarmos comparativamente os referidos concursos, percebemos que o primeiro ponto a ser questionado é o escasso número de vagas; a maioria oferece 1 vaga. Logicamente, tem que ser levada em conta a população de cada município e a quantidade prévia de profissionais, dados que não temos. Ainda assim, o número é muito baixo.

Algumas prefeituras não estão respeitando a carga horária máxima de 30h/semanais; se essa norma não está abrangendo todo o país, devemos nos posicionar para que aconteça.

Por fim, a questão salarial. Observa-se que, a maioria dos municípios não oferece nem três salário mínimos. Somente três municípios pagam mais de 4.000,00 e a PM do Amapá, acima de 9.000,00.

Há algumas semanas atrás, foi divulgado concurso público no município de Resende/RJ, que não é pobre nem pequeno, oferecendo salários de 1.200,00. Sabe-se que as áreas de educação, saúde e pesquisa são aviltadas no Brasil de forma vergonhosa.

Como pensar em um país desenvolvido e civilizado sem educação no sentido amplo da palavra, saúde acessível nas três ações e investimentos pesados em pesquisa? Utopia.

É necessário e fundamental mostrar de forma objetiva aos governantes das três esferas que, o fisioterapeuta é um grande investimento e não um gasto. Para isso, é necessário fóruns constantes de discussão, comissão de alto nível permanentemente negociando a inclusão da fisioterapia em todos os níveis em quantidade adequada, qualidade exigida e salários dignos. Isso é possível, mas depende da categoria. Se o salário for aviltante, ninguém se inscreve. Concurso para um hospital com uma vaga só, ninguém se inscreve. Temos a legislação a nosso favor; somos imprescindíveis, sim. Porém,  se alguns aceitam, a situação não mudará.

Onde há serviço de fisioterapia tem que ter fisioterapeuta; se não aceitarmos, o procedimento muda. Não podemos mais tolerar tamanha discrepância na nossa profissão.

 

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