A LIPODISTROFIA GINÓIDE E A PRÁTICA DE EXERCÍCIO FÍSICO EM MULHERES NA FAIXA ETÁRIA DE 18 A 25 ANOS

THE GYNOID LIPODYSTROPHY AND THE PRACTICAL ONE OF PHYSICAL EXERCISE IN WOMEN FROM 18 TO 25 YEARS

adriana georgia MOREIRA
**thammy tolentino de SOUZA

Resumo
A lipodistrofia ginóide é considerada uma alteração do tecido conjuntivo subcutâneo, com desequilíbrio do metabolismo, da circulação e das fibras de sustentação. Este estudo tem como objetivo investigar a incidência de lipodistrofia ginóide e da prática de exercício físico em mulheres na faixa etária de 18 a 25 anos por meio da descrição dos aspectos da pele da região glútea através de avaliações físicas e de aplicação de questionários. A amostra da pesquisa contou com 101 indivíduos, do sexo feminino. A avaliação foi realizada através de inspeção e palpação da região glútea. Avaliou-se o tipo do metabolismo do exercício, a freqüência com que eram executados, os tipos de lipodistrofia ginóide e o seu quadro evolutivo. Os resultados indicaram uma maior incidência de lipodistrofia ginóide (LDG) do tipo flácida o que se confirmou com os achados literários, pois as participantes não apresentaram trofismo suficiente para adquirir a LDG do tipo compacta. O quadro evolutivo demonstrou-se maior nas praticantes de exercício físico devido a uma maior procura do exercício físico como tratamento para a LDG e não como prevenção.

Palavras-chave: Fisioterapia dermato-funcional, lipodistrofia ginóide, exercício físico.

THE GYNOID LIPODYSTROPHY AND THE PRACTICAL ONE OF PHYSICAL EXERCISE IN WOMEN FROM 18 TO 25 YEARS

Abstract
The gynoid lipodystrophy (LDG) is considered an alteration of the fabric conjunctive subcutaneous, with disequilibrium of the metabolism, the circulation and staple fibres of sustentation. This study has as objective to investigate the incidence of gynoid lipodystrophy and the practical one of physical exercise in women in the age band of 18 the 25 years by means of the description of the aspects of the skin of the gluteous region through physical evaluations and of application of questionnaires. The sample of the research counted on 101 individuals, of the feminine sex. The evaluation was carried through inspection and palpação of the gluteous region. One evaluated the type of the metabolism of the exercise, the frequency with that were executed, the types of gynoid lipodystrophy and its evolution picture. The results had indicated a bigger incidence of gynoid lipodystrophy of the limp type what it was confirmed with the literary findings, therefore the participants had not presented trofism enough to acquire the LDG of the compact type. The evolution picture was demonstrated bigger in the practitioners of which had physical exercise to a bigger search of the physical exercise as treatment for the LDG and not as prevention.

Key words: Physical therapy aesthetic, gynoid lipodystrophy, physical exercise.

Introdução

A lipodistrofia ginóide (LDG) ou celulite, como é popularmente conhecida, vem sofrendo alterações em sua nomenclatura desde 1920, vários nomes foram sugeridos como: lipoesclerose nodular, fibro edema gelóide, lipodistrofia edemato fibroesclerótica, paniculopatia fibroesclerótica, entre outros. Pode se conceituar a LDG como uma alteração da topografia da pele que ocorre normalmente nas mulheres, pode ser classificada como uma patologia multifatorial, que resulta na degeneração do tecido adiposo, passando pelas fases de alteração da matriz intersticial, estase microcirculatória e hipertrofia dos adipócitos, com evolução para fibrose cicatricial (GUIRRO e GUIRRO, 2002; ROSSI e VERGNANINI, 2000).
A LDG atinge com maior freqüência a porção superior das coxas, a porção interna dos joelhos, região abdominal, região glútea justificando o local escolhido para realização da avaliação neste estudo. Além disso, a pesquisa foi realizada em mulheres, por estas apresentarem o dobro de adipócitos do que os homens e pela forma ginóide de seu corpo (GUIRRO e GUIRRO, 2002).
Kede e Sabatovich (2003) e Guirro e Guirro (2002) citam que o exercício físico auxilia na diminuição da flacidez muscular e dos tendões, controlando também o mecanismo de propulsão do sangue de retorno, diminuindo o edema dos membros inferiores e gerando um aumento da velocidade do fluxo sanguíneo e conseqüente aumento da lipólise, quebrando as moléculas de gordura contribuindo assim para o tratamento contra a LDG.
Praticar exercício físico não significa ausência de LDG, dentre as formas clínicas que se apresenta, a compacta é a mais comumente encontrada em indivíduos que realizam exercício físico regular e possuem tecidos com boa tonicidade (KEDE e SABATOVICH, 2003), justificando a clientela alvo deste estudo.
Este estudo tem como objetivo investigar a incidência da LGD em praticantes de exercício físico do sexo feminino, na faixa etária de 18 a 25 anos, visto que há escassez de publicações cientificas nesta área, na qual é justificada pela insipiência da especialidade.
Sendo assim, surgiu a seguinte questão problema: qual a incidência de lipodistrofia ginóide em mulheres, na faixa etária de 18 a 25 anos, praticantes de exercício físico?

Lipodistrofia Ginóide

A lipodistrofia ginóide apresenta-se como um espessamento ou uma infiltração edematosa não inflamatória das capas subepidérmicas, às vezes dolorosa, que se manifesta em forma de nódulos ou placas de variada extensão e localização, ou seja, é um tecido mal-oxigenado, subnutrido, desorganizado e sem elasticidade, resultante de um mau funcionamento do sistema circulatório e das consecutivas transformações do tecido conjuntivo. Devido a esta modificação na textura dos tecidos subcutâneos superficiais ocorre aumento da sensibilidade e diminuição da mobilidade por meio de fenômenos de aderência superficial e profunda (GUIRRO e GUIRRO, 2002; PARIENTI, 2001).
De acordo com Kede e Sabatovich (2003) e Parienti (2001), as lesões teciduais surgem em quatro graus, subdivididos segundo a gravidade de cada um. No primeiro, ocorre uma estase venosa e a permeabilidade capilar encontra-se anormal, resultando em uma congestão do tecido subcutâneo com vasodilatação, bloqueios conjuntivos, seguida de uma exsudação plásmica com formação de um edema intersticial, clinicamente a superfície da pele não apresenta alterações significativas. No segundo, ocorre uma organização progressiva e colagenização do exsudato plásmico. A estase acentua-se. A parede dos vasos capilares torna-se porosa e deixa de filtrar, no tecido subcutâneo, o soro que contém mucopolissacarídeos e sódio. Esta etapa vai dissociar a trama das fibras conjuntivas. Por essas razões, ocorre o aspecto da “casca de laranja” durante a contração muscular ou devido ao pinçamento natural da área.
No terceiro, aparecem sulcos celulíticos. O fibrócito desencadeia a produção de elementos fibrosos inelásticos que se entremeiam até dividir a hipoderme em compartimentos com múltiplos alvéolos. A quantidade de adipócitos organiza-se em micronódulos e mesmo sem a contração e o pinçamento, é possível se observar o aspecto de “casca de laranja”. No quarto e último grau, conhecido como fase fibrocicatricial, os micronódulos comprimem as arteríolas e os nervos. As fibras conjuntivas aderem superficialmente à pele e em profundidade às aponeuroses musculares e pode se observar as alterações do terceiro associadas a nódulos, elevações e aderências aos planos profundos (KEDE e SABATOVICH, 2003; PARIENTI, 2001).
As causas para a lipodistrofia ginóide foram analisadas através do líquido intersticial que revelou uma taxa de concentração protéica superior à normal. A esse caso, é associada, também, uma alteração da pressão intersticial desencadeando alterações micro circulatórias, ocasionando diminuição do fluxo sanguíneo e aumento da permeabilidade capilar e venular (GUIRRO e GUIRRO, 2002; KEDE e SABATOVICH, 2003).
É importante analisar as diversas teorias quanto a origem do lipodistrofia ginóide para, então, perceber a evolução que se deu nas pesquisas dessa área. Campos (1992), Ciporkin e Paschoal (1992) e Guirro e Guirro (2002) consideram 6 teorias:
• Teoria Alérgica: Lagéze (1929) reconheceu três estados no processo: presença de soro no espaço intersticial, fibrose e retração esclerótica e afirmou a hipótese alérgica do LDG.
• Teoria Tóxica: Laroche e Meurs Blatter (1941) diferenciaram adiposidade localizada e lipodistrofia ginóide e sugeriram uma etiologia hepática;
• Teoria Circulatória: Merlen (1958) e outros referem que o LDG possui uma etiologia hemodinâmica de natureza alérgica. Foram observadas alterações escleróticas nas formações endoarteriais, o que explicaria as anormalidades circulatórias, o transudato capilar e a esclerose da malha fibrilar pericapilar;
• Teoria Metabólica: Duval (1954) invoca uma perturbação nutritiva histológica de natureza metabólica e de caráter distrófico. Esse desvio metabólico levaria a uma diminuição do anabolismo protéico e aumento do anabolismo lipídico;
• Teoria Bioquímica: Segundo Guirro e Guirro (2002) , quaisquer que sejam as causas, o lipodistrofia ginóide resulta, em última instância, de um perturbação da fisiologia molecular no íntimo da matriz intercelular conjuntiva, e, muito especialmente, de uma polimerização dos mucopolissacarídeos;
• Teoria Hormonal: O LDG foi, de início, considerada como resultante de uma deficiência glandular (RICOUX, 1936 e PARTURIER, 1943) e, depois, atribuída a um estado de hiperfunção hormonal (KERMORGANT, 1978), porém nenhuma prova apoiava tais afirmações e as hipóteses não resistiram ao exame clínico.
Além disso, conhecendo-se a lipodistrofia ginóide, pode-se estabelecer e entender a participação dos fatores que interferem na sua evolução: sedentarismo (que, segundo Campos (1992), diminui a capacidade circulatória, diminuindo a drenagem e a oxidação de toxinas), hormonais, dieta, genética, obesidade e sobrepeso, distúrbios circulatórios, gravidez, disfunções intestinais, compressões externas, distúrbios posturais e ortopédicos, tabagismo, medicamentos e temperatura. A partir desses fatores citados, criam-se perturbações hemodinâmicas locais que podem dificultar a reabsorção linfática, aumentar a pressão capilar e favorecer a transudação linfática nos espaços intersticiais (ZANI, 1994; ROSSI, 2001).
Pode se classificar a lipodistrofia ginóide em três formas clínicas levando em conta a tonicidade muscular associada ao problema ou a consistência do infiltrado. Sendo assim, as alterações podem caracterizar os seguintes quadros:

Há também, uma classificação adotada por Dabis apud Kede e Sabatovich (2003), que distingue três tipos de infiltrado lipodistrófico, levando em consideração a proporção de tecido adiposo: lipodistrofia ginóide puro, lipodistrofia ginóide composto (gordura circunscrita) e lipodistrofia ginóide composto (obesidade). Entretanto, o lipodistrofia ginóide nem sempre pode ser relacionado com a obesidade, pois não é preciso ser obeso para possuir o quadro.
Quanto à localização, pode se instalar em várias regiões do corpo, porém com uma predileção pela região glútea; região lateral (ou externa), face interna e posterior da coxa; abdome, parte posterior lateral dos braços e face interna dos joelhos (PINTO, SAENGER, GOVANTES, 1995).
Segundo Ciporkin e Paschoal (1992), pode-se identificar a lipodistrofia ginóide através de um simples olhar permitindo observar a infiltração tecidual ou através da palpação no exame físico. O primeiro teste consiste no “teste da casa de laranja” onde se pressiona o tecido adiposo entre os dedos polegar e indicador ou entre as palmas das mãos. O outro teste é denominado de “teste de preensão” que consiste na preensão da pele juntamente com o movimento de tração verificando a aparência rugosa e sinais de sensibilidade.
O tratamento da lipodistrofia ginóide envolve diferentes e diversos profissionais, e existe uma variedade significativa de tratamentos e recursos, como por exemplo, a terapia nutricional, terapia medicamentosa, tratamento cirúrgico e o tratamento físico no qual a fisioterapia atua fortalecendo e alongando músculos, na eletroterapia (com corrente galvânica, correntes diadinâmicas, correntes excitomotoras, eletrolipoforese, laser e ultra-som), na massoterapia e com aplicação de bandagens frias (GUIRRO e GUIRRO, 2002).
Para um bom resultado terapêutico, é necessária a perfeita integração dos vários métodos existentes e um correto diagnóstico, bem como a diminuição dos fatores desencadeantes (KEDE e SABATOVICH, 2003).

O Exercício Físico

Os seres humanos são preparados para serem fisicamente ativos. Todas as formas de exercício físico são benéficas para a saúde. Até pouco tempo, pensava-se que somente o exercício físico vigoroso, como esportes com bola, corrida e ginástica, trazia benefícios para a saúde em geral e para o sistema cardiovascular. Hoje, as evidências mostram que mesmo as atividades físicas moderadas e regulares, que praticamente todas as pessoas estão aptas a realizar, são boas para a saúde (ASTRAND et al., 1970; DEPARTMENT OF HEALTH AND HUMAN SERVICES, 1996).
A estratégia global da OMS (2004) recomenda que os indivíduos adotem níveis adequados de atividade física durante toda a vida. A atividade física pode ser definida como qualquer movimento realizado pelo sistema esquelético com gasto de energia. Esse conceito não se confunde com o de exercício físico, que é uma categoria do exercício físico definida como um conjunto de movimentos físicos repetitivos planejados e estruturados para melhorar o desempenho físico.
Ambos são formas importantes de manter o balanço energético, contudo o primeiro implica adotar hábitos mais ativos em pequenas, mas importantes, modificações no cotidiano, optando-se pela realização de tarefas no âmbito doméstico e no local de trabalho e por atividades de lazer e sociais mais ativas; o segundo geralmente requer locais próprios para sua realização, sob a supervisão e orientação de um profissional capacitado em academias de ginástica, clubes e outros locais (OMS, 2004).
A prescrição indicada pela OMS, pelo Centers for Disease Control and Prevention (CDC), e pelo American College of Sports Medicine apud Matsudo (2005), é de que todo cidadão adulto deve realizar pelo menos 30 minutos de exercício físico em pelo menos cinco dias da semana, de intensidade moderada, forma contínua ou acumulada; sendo que benefícios maiores serão obtidos por envolvimento superior. Mais recentemente, também se incluiu a sugestão de exercícios de força muscular e alongamentos. Em grupos em que houver possibilidade de maior controle, atividades intensas, por 20 minutos de duração, três vezes por semana.
O exercício físico proporciona o aumento da velocidade do fluxo sanguíneo (ativador da lipólise), melhora o tônus muscular, diminuindo, assim, o edema dos membros inferiores, além de estimular o funcionamento intestinal, contribuindo também para a melhora da resposta terapêutica em geral na lipodistrofia ginóide (KEDE e SABATOVICH, 2003).
Para Brunhs et al (1994), em função da baixa intensidade do exercício físico, ou seja, baixa atividade muscular pode-se causar uma circulação linfática pouco intensa e um conseqüente aumento da viscosidade do fluxo linfático, gerando assim um aumento das áreas inflamadas que podem, com o passar do tempo e sem os cuidados necessários, colaborar intensamente para o aumento do lipodistrofia ginóide.
Geralmente, a lipodistrofia ginóide manifesta-se de forma localizada, por isso recomenda-se a prática de exercícios para que se tenha a mobilidade adequada dos tecidos moles e a reflexão na sua flexibilidade (KEDE e SABATOVICH, 2003; MCARDLE, 1998).
A existência da lipodistrofia ginóide, ou a classificação clínica em compacta ou flácida, pode estar correlacionada com a realização ou com o tipo de exercício físico realizado.
A classificação do exercício físico ocorre pela via metabólica predominante (aeróbia ou anaeróbia), pelo ritmo (fixo ou constante/variável ou intermitente), pela intensidade relativa (baixa, média ou alta) e pela mecânica muscular predominante (estática ou dinâmica) (ARAÚJO, 2001).
A capacidade do músculo em executar trabalho depende do seu nível de condicionamento, fornecimento de oxigênio e de nutrientes. A modalidade de trabalho muscular desenvolvido determina o tipo de metabolismo. O trabalho muscular do tipo dinâmico tem metabolismo basicamente aeróbio, enquanto que o estático, como a musculação, tem metabolismo preponderantemente anaeróbio. Esses conceitos são muito importantes para o entendimento das modificações lipídicas que ocorrem no exercício, pois a oxidação de lípides é exclusivamente aeróbia. O exercício anaeróbio leva ao acúmulo de ácido láctico e outras toxinas na musculatura e no tecido cutâneo provocando edema, que gera a retração do tecido subcutâneo e alterações no metabolismo celular (GHORAYEB; BARROS NETO, 1999).
Essa alteração no metabolismo é proposta por Laroche apud Guirro e Guirro (2002) na teoria tóxica que considera a LDG como uma reação do organismo às toxinas que o invadem, logo, este seria um estado reativo de natureza defensiva contra uma intoxicação tornando-se um processo cicatricial.
Realizar exercício físico, portanto, não significa a ausência da lipodistrofia ginóide. Em praticantes de exercício físico, a LDG apresenta-se na forma compacta (dura) onde a pele encontra-se tensa, cada vez mais seca, rugosa e apresenta característica granulosa subdérmica. Os nódulos parecem duros, oferecendo resistência a sua mobilização, por isso é a mais dolorida e o prognóstico acaba sendo pior (CAMPOS, 1992; ROSSI, 2001).

Metodologia

A pesquisa é caracterizada como estudo descritivo exploratório, a partir do levantamento de dados coletados através de avaliações fisioterapêuticas. A amostra foi composta pelos indivíduos que estavam freqüentando a Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI e que livre e espontaneamente concordarem em participar do estudo.
Após ter sido submetido e aprovado no Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade do Vale do Itajaí, sob o Parecer no. 136/07, o presente estudo foi realizado nas dependências da Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI, na cidade de Itajaí – Santa Catarina, no período de julho a setembro de 2007, tendo como população alvo os indivíduos que freqüentavam essa Instituição.
Para a composição da amostra foram considerados os seguintes critérios de inclusão: indivíduos do sexo feminino, idade entre 18 e 25 anos, praticantes de exercício físico (independente da classificação) duas ou mais de duas vezes na semana, aceite da participação na pesquisa.
Os indivíduos foram abordados pelas acadêmicas considerando os aspectos éticos que permeiam o trabalho com seres humanos, contemplando as determinações da Resolução no. 196/96 do Conselho Nacional de Saúde: autorização e consentimento dos participantes para o registro, utilização e divulgação das informações obtidas no trabalho, através do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.
A partir disso, foi realizada uma avaliação fisioterapêutica, onde foi utilizada uma ficha de registro de dados, elaborada pelas acadêmicas responsáveis pela pesquisa, constando os dados de identificação, anamnese e exame físico.
Os dados coletados foram armazenados em forma de planilha eletrônica, por meio do programa Microsoft Excel (Microsoft CorporationTM) para favorecer a compreensão e a análise estatística.
Foi utilizada a estatística descritiva, através da média, frequência simples. Os resultados serão apresentados em gráficos.

Resultados e Discussão

Foram avaliados 101 indivíduos do sexo feminino (n=101), com a média de idade de 21,14 anos (± 1,97).
A avaliação foi dividida em duas partes. Na primeira, foi realizada a anamnese, na qual foi abordada a história da doença atual e pregressa, através de questionários com o objetivo de identificar os primeiros sinais da LDG, se possuíam patologias associadas e se realizavam exercício físico e o tipo. Na segunda o exame físico, que constou de inspeção e palpação no intuito de determinar o tipo e o grau da LDG. Os resultados encontrados são demonstrados a seguir:

Gráfico 1 – Quanto à percepção do início dos sinais da LDG

 

Conforme o Gráfico 1, 59% das mulheres perceberam o início dos sinais na adolescência. Esse fato se confirma segundo Cariel apud Togni (2006) que diz que a ocorrência mais freqüente da LDG é durante a puberdade ou um episódio da vida genital; às vezes, como conseqüência de uma hormonioterapia maciça demorada, por estrógenos ou corticóides.
Ao investigar as patologias associadas a LDG, a maioria das entrevistadas informou possuir disfunções circulatórias (43%) e hormonais como ocorre na Síndrome do Ovário Policístico (SOP) (30%), como pode ser observado no Gráfico 2.

Gráfico 2 – Quanto às patologias associadas

 

De acordo com Guirro e Guirro (2002) alterações microcirculatórias são citadas freqüentemente nos estudos de vários autores, dentre as hipóteses sobre a base fisiopatológica da LDG. Segundo Cardoso apud Weimann (2004), a lipodistrofia ginóide resulta, na maioria dos casos, de um problema circulatório, uma vez que a circulação se processa lentamente. Assim, os capilares se enfraquecem, propiciando a perda do plasma para o exterior dos vasos sanguíneos e conseqüentemente levando ao aumento de líquido nos espaços intercelulares. O organismo então reage criando uma barreira fibrosa, que encarcera as células adiposas desenvolvendo, então a LDG.

Gráfico 3 – Quanto à Prática de Exercício físico

 

O Gráfico 3 demonstra que, mesmo com a habitualidade na prática de exercício físico aumentando nos dias de hoje, ainda há predomínio do sedentarismo. A recomendação da OMS (2004) relata que todo cidadão adulto deveria adotar pelo menos 30 minutos de exercício físico, em pelo menos cinco dias da semana, de intensidade moderada, usufruindo assim de todas as vantagens adquiridas com o mesmo, incluindo uma quebra nas moléculas de gordura contribuindo assim para o tratamento contra a LDG (KEDE e SABATOVICH, 2003).

Gráfico 4 – Quanto ao Tipo do Metabolismo do exercício físico

 

A preferência das participantes do estudo por exercícios aeróbios em relação aos exercícios anaeróbios é demonstrada no Gráfico 4. Segundo Fernandez et al (2004), vários estudos apontam que o exercício anaeróbio tem demonstrado pouca adesão, e isso se deve ao fato de que nem todos apresentam requerimentos físicos e aptidão necessários para a realização deste tipo de exercício.
Segundo o ACSM apud Willian et al (2007), 30 minutos de exercício físico moderada em 5 dias por semana ou 20 minutos de exercícios vigorosos em 3 dias por semana é a mínima quantidade recomendada para conseguir benefícios para a saúde acima dos esforços leves do dia-a-dia.
Para prevenir ganho de peso acima do recomendado para a saúde, os adultos vão precisar ir além do recomendado. A pesquisa apresentou uma média de realização de exercício físico de 3,2 vezes na semana, o que nos mostra que a freqüência de exercício físico realizada pelas participantes da pesquisa é ineficiente e por isso elas não conseguem obter as melhoras ocasionadas pelo exercício, nivelando-se com as sedentárias neste critério por apresentarem lipodistrofia ginóide flácida (Gráfico 5).
Quanto ao tipo de exercício físico 37,7% praticam caminhadas, 24,5% musculação, 11,3% dança, 5,6% bicicleta, 5,6% natação, 3,7% ginástica laboral, 3,7% boxe, 7,6% outras atividades.

Gráfico 5 – Quanto a Classificação Clínica da LDG das Praticantes de Exercício físico

Gráfico 6 – Quanto a Classificação Clínica da LDG das Praticantes de Exercício físico Aeróbio

Araújo (2001) relata que a LDG pode ser classificada clinicamente quanto compacta ou flácida dependendo do tipo de exercício físico realizado pelo indivíduo. Ghorayeb e Barros Neto (1999) relatam que a oxidação de lípides ocorre exclusivamente no exercício do tipo aeróbio, concordando com Campos (1992) e Rossi (2001) que afirmam que em praticantes de exercício físico anaeróbio, a LDG apresenta-se na forma compacta (dura) onde a pele encontra-se tensa, os nódulos parecem duros, oferecendo resistência a sua mobilização. A maioria das participantes da pesquisa, como visto, pratica exercício aeróbio, justificando a maior porcentagem de LDG flácida, encontrada em pessoas com trofismo muscular pobre, no Gráfico 6.

Os achados na literatura já citados, assim como os resultados desta pesquisa, enfatizam que a prática de exercício físico não é ausência de lipodistrofia ginóide, embora possa minimizar relativamente o quadro, quando este exercício físico é aeróbio.
Vale lembrar que o fato de classificar a lipodistrofia ginóide em três tipos diferentes não significa que estas se apresentam de forma única nos pacientes separadamente. Na realidade pelo contrário, é muito freqüente encontrar associações de lipodistrofia ginóide (CIPORKIN e PASCHOAL, 1992).

Gráfico 7 – Quanto a Classificação Clínica da LDG das Praticantes de Exercício físico Anaeróbio

 

Segundo Guirro e Guirro (2002) LDG compacta é encontrada em pessoas com bom trofismo muscular em atletas e grandes obesos. Entretanto, o treinamento de hipertrofia muscular apresenta uma prescrição complexa e dependente de vários fatores, tais como: intervalo de descanso entre as séries, intervalo entre os treinos, intensidade, número de séries e repetições, velocidade, forma de execução dos exercícios, métodos utilizados e planejamento.
Além disso, é muito importante que a estruturação do treino seja ajustada e modificada continuamente com estímulos específicos capazes de favorecer a hipertrofia muscular. Neste sentido, os exercícios com sobrecarga e uma dieta que forneça os nutrientes necessários devem ser realizados continuamente (GENTIL, 2005).
Da mesma forma que o treinamento de força pode causar hipertrofia, a falta dele leva a perda de massa muscular. Portanto, para a manutenção da hipertrofia muscular adquirida com o treinamento, segundo o ACSM apud Willian et al (2007), é preciso ter uma freqüência de treino de no mínimo 5 vezes por semana e estímulos constantes que favoreçam o aumento da massa muscular.
A força muscular pode também ser alterada quando o tecido mole se encurta devido à adaptação que ocorre com o tempo. À medida que o músculo se encurta, ele não é mais capaz de produzir o pico de tensão e desenvolve-se uma fraqueza com retração. A perda da flexibilidade, pode também causar dor (GUIRRO e GUIRRO, 2002).
A LDG edematosa foi encontrada somente nas praticantes de exercício físico do tipo anaeróbios, pois este tipo de exercício leva ao acúmulo de ácido láctico e outras toxinas na musculatura e no tecido cutâneo que acaba provocando edema, o que não ocorre com as praticantes de exercício físico aeróbio que possuem sua circulação periférica incentivada pelo exercício físico (GHORAYEB; BARROS NETO, 1999).

Gráfico 8 – Quanto a Classificação Clínica da LDG das Sedentárias

 

No Gráfico 8, podemos observar que o sedentarismo contribui para o aparecimento da LDG, principalmente a forma flácida que é a forma mais importante, tanto em número quanto nas manifestações aparentes (WEIMANN, 2008). Pode ser encontrada, segundo Guirro e Guirro (2002) e Rossi (2001) nos indivíduos que obtiveram perda de peso sem a associação do exercício físico, nos casos de indivíduos com peso normal ou abaixo do normal e naqueles que são sedentários, os quais apresentam a massa muscular pouco desenvolvida
Exercícios regulares melhoram a circulação, ajudam a queimar a gordura e a tonificar os músculos. Os exercícios aeróbicos de longa duração e de intensidade moderada são os mais indicados para o tratamento do lipodistrofia ginóide (ZANI, 1994).

Gráfico 9 – Quanto ao Grau da LDG das Praticantes de Exercício físico

 

No Gráfico 9, pode ser observado que a maioria das mulheres que praticam exercício físico avaliadas na pesquisa (64%) possuem LDG grau II, que segundo Kosmoscience, (2006) é um grau com certa alteração na consistência da pele que ao ser pressionada aparecem “marcas” e há ausência de dor. Em seguida, 30% possuem grau I, que clinicamente não apresenta alterações significativas. Grau III, apenas 4%; conhecido como “aspecto de casca de laranja” os sinais de dor a palpação, começam a aparecer. E a minoria, com apenas 2% apresentam o grau IV, que possui as alterações encontradas no terceiro, associadas a existência de nódulos.
Segundo Bosco et al (2004), o exercício contribui para a redução do hematócrito (ao aumentar a volemia) e ocasiona elevação da plasticidade do eritrócito, promovendo assim, acréscimo do fluxo sanguíneo e melhor distribuição do oxigênio na interface célula-capilar, melhorando conseqüentemente a circulação que contribui para a não evolução do grau, o mantendo em I e II.

Gráfico 10 – Quanto ao Grau da LDG das Sedentárias

 

No Gráfico 10, das sedentárias, a maioria das participantes apresentou grau I e II. Segundo Campos (1992), o sedentarismo diminui a capacidade circulatória, diminuindo a drenagem e a oxidação de toxinas, levando a uma maior predisposição a presença de LDG. Pode-se estabelecer uma relação em que a prática do exercício físico pode ser incentivada a partir da percepção de um grau maior de lipodistrofia ginóide, pois vários estudos mostram que o exercício físico pode servir como tratamento para a LDG. Porém Rossi apud Weimann (2008) fala que o exercício físico pode ser uma forma de prevenção da LDG.
O modelo de saúde em vigor centrado na doença não tem conseguido resolver efetivamente os problemas de saúde e estética da população. Essa constatação tem levado muitos países a redirecionarem suas ações em saúde para o nível da atenção primária. Dentro desta nova perspectiva profissional se insere a fisioterapia com possibilidades de atuação em todos os níveis de atenção em saúde, inclusive na prevenção de todos os tipos de patologias (DE PAULA, 2005).
Conclusão
Foi averiguado que a maioria das mulheres avaliadas apresentou LDG do tipo flácida, independente se praticavam ou não exercício físico e do tipo de metabolismo do exercício (aeróbio e anaeróbio), o que é confirmado nos achados literários, que relatam que, para adquirir a LDG da forma compacta, é necessário um bom trofismo muscular, só alcançado com uma freqüência de treino anaeróbio de no mínimo 5 vezes por semana e estímulos constantes que favoreçam o aumento da massa muscular, que foi constatado na minoria das participantes do estudo. E para que o exercício aeróbio tenha efeito na diminuição da LDG é necessário realizá-lo a longo prazo com uma freqüência de no mínimo 4 vezes por semana e a média de freqüência do estudo foi de 3,2 vezes na semana.
Foi identificado que a LDG das mulheres sedentárias possui um quadro evolutivo menor que as praticantes de exercício físico. Acreditamos que isso aconteça pela procura do exercício apenas para tratamento e não como prevenção, quando o grau já se encontra mais elevado.
Através do estudo pode ser identificado que, apesar da habitualidade na prática de exercício físico estar aumentando nos dias de hoje, ainda há predomínio do sedentarismo. Mesmo quando praticado, a freqüência de exercícios é pequena em relação ao recomendado pela OMS.
Concluímos que a prática de exercício físico não significa ausência de LDG e nem presença da forma compacta. A incidência de LDG varia conforme o metabolismo, a freqüência e a intensidade do exercício praticado.
Como limitações do estudo, pode ser citada a escassez de publicações semelhantes para enriquecer a discussão, bem como o número pequeno de participantes praticantes de exercício físico.
Sugerimos a elaboração de mais pesquisas com este tema, com outros métodos de avaliação da LDG e que estas pesquisas englobem uma população praticante de exercício físico.

Referências

ARAÚJO, C. G. S. Fisiologia do exercício físico e hipertensão arterial: uma breve introdução. Fisiologia do Exercício. v. 4, n. 3, 2001, p. 78-83.
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