A IMPORTÂNCIA DA PREPARAÇÃO DAS MAMAS PARA AMAMENTAÇÃO

THE IMPORTANCE OF THE ANTENATAL BREAST PREPARATION FOR BREAST-FEEDING

RESUMO

Este trabalho teve como objetivo verificar a importância da preparação das mamas para a amamentação, e quais parâmetros devem ser seguidos nesta preparação. Foi realizada uma pesquisa de campo, com a aplicação de um questionário para 60 profissionais da área da saúde, sendo: vinte médicos, vinte fisioterapeutas e vinte enfermeiros. Os resultados da pesquisa foram comparados com a literatura existente, levando à conclusão de que a preparação das mamas para a amamentação é de fato muito importante, apesar de não existirem parâmetros definidos para sua realização, pois diminui a incidência de complicações. O trabalho também demonstrou a necessidade da realização de estudos práticos para a definição dos parâmetros a serem utilizados nesta preparação.

Principais palavras-chave: “amamentação”, “preparação das mamas para amamentação”, “complicações da amamentação”, “preparação para amamentação”.

ABSTRACT

The objective of this work was to check the importance of the antenatal breast preparation for breast-feeding, and which parameters should be followed for such preparation. A research was carried out through a questionnaire applied to 60 professionals in the medical field, twenty of which were doctors, twenty physiotherapists and twenty nurses. The results of the research were confronted with what has been published in the books of the field leading to the conclusion that the antenatal breast preparation is indeed very important for breast-feeding, despite the fact that there are no defined parameters of how to perform it, helping decrease the number of complications. This work also showed the need for further studies to define the parameters to be used in the performance of such preparation.

Key-words: “breast-feeding”, “the importance of the antenatal breast preparation for breast-feeding”, complications of breast-feeding”, “preparation for breast-feeding”.

SUMÁRIO

I- INTRODUÇÃO…………………………………………………………………………………………………01
I.1- Revisão da literatura……………………………………………………………………………….02
I.1.A- Anatomia da mama…………………………………………………………………..02
I.1.B- Fisiologia da mama e lactação……………………………………………………06
I.1.C- Complicações mais comuns que acometem a mama……………………..09
I.1.D- Cuidados com as mamas…………………………………………………………..17
I.1.E- Preparação das mamas para amamentação…………………………………..19
I.1.F- Posicionamento na amamentação……………………………………………….23
I.1.G- Orientações sobre amamentação………………………………………………..25
II- MATERIAIS E MÉTODO……………………………………………………………………………….33
III- RESULTADOS………………………………………………………………………………………………37
IV-DISCUSSÃO…………………………………………………………………………………………………..43
V- CONCLUSÃO…………………………………………………………………………………………………54
VI- REFERÊNCIAS…………………………………………………………………………………………….56

I – INTRODUÇÃO

A amamentação é um momento de integração e carinho que fortalece o laço de união entre mãe e filho, porém, na verdade ela vai além desta troca.
Ao amamentar seu bebê, a mãe está dando a ele um alimento rico em substâncias necessárias para seu desenvolvimento, além de satisfazer suas necessidades alimentícias. Por isso o aleitamento materno é considerado um dos pilares fundamentais para a promoção e proteção da saúde das crianças.
Segundo Lawrence (2000), amamentar é uma atitude que vai muito além dos benefícios relacionados com a saúde orgânica do bebê. É uma consciência que precisa ser moldada, amadurecida e preparada durante a gestação, com cuidados específicos e muito amor.
Escolheu-se este tema, pois muitas mães, desejosas de propiciar o melhor para seus filhos, desconhecem as vantagens oferecidas pela lactação natural e desistem de praticá-las por falta de orientações e preparação adequada, além da carência de trabalhos relacionados à área de ginecologia e obstetrícia.
Já é de conhecimento, que alguns profissionais da área de saúde acreditam que a preparação das mamas para amamentação trás muitos benefícios para as mães, pois previne o surgimento de algumas complicações que podem dificultar e/ou comprometer a amamentação. Porém, algumas dúvidas quanto aos parâmetros a serem seguidos ainda não foram devidamente esclarecidas pela literatura existente: Com quantas semanas de gestação as mães devem iniciar a preparação das mamas para amamentação? Com quantas semanas de gestação as mães devem interromper ou finalizar a preparação das mamas para amamentação? Quais técnicas ou procedimentos devem ser utilizados na realização da preparação das mamas para a amamentação? Com qual freqüência os exercícios devem ser realizados? Há contra-indicações para a preparação das mamas para amamentação? Quais são? Quais complicações são mais comumente evitadas com a preparação das mamas para amamentação? Se através da realização da preparação das mamas para amamentação não se conseguir evitar o surgimento destas complicações, quais procedimentos devem ser utilizados para o tratamento destas?
Este trabalho será realizado através de pesquisa de campo com profissionais que atuam na área de aleitamento materno, tendo como objetivo verificar a importância da preparação das mamas para a amamentação, e quais parâmetros devem seguidos nesta preparação.

I.1- Revisão da literatura
I.1.A.- Anatomia da Mama
Apesar de as glândulas mamárias também estarem presentes no homem, discutimos sua anatomia no sistema reprodutor feminino pelo fato de ser unicamente na mulher que as mamas estão envolvidas na reprodução. Apesar de nas mulheres não estarem diretamente envolvidas com o processo reprodutivo, produzem leite para a alimentação do recém-nascido. (Spence, 1991).
As mamas são glândulas que tem como função à produção e secreção de leite. Sua localização está na parte anterior do corpo e/ou tórax (m. peitoral maior, m.serrátil anterior e m. oblíquo externo) e o seu tamanho varia de mulher para mulher, ocorrendo algumas modificações durante o desenvolvimento (crescimento) e no decorrer da vida durante as fases de menstruação e gravidez, chegando à sua maturidade durante o período de lactação. (Costa, 1999).
A mama feminina é constituída de tecido glandular que é formado pelos ácinos e por ductos que se juntam entre si e formam um lobo mamário. Existem entre 15 ou 20 lobos e cada lobo possui seu próprio ducto excretor (ducto lactífero) que, antes de alcançar o mamilo, expande-se em pequenos reservatórios de leite, chamados de seio lactífero. Este tecido glandular não ocupa a eminência mamária inteira, o estroma da glândula consiste de tecido adiposo e fibroso, que se encontram entre e ao redor dos lobos. (Costa, 1999).
Internamente, a periferia de cada glândula mamária é constituída de tecido adiposo, mantido por um estroma conjuntivo. Faixas de tecido conjuntivo estendem-se da região anterior do estroma e prende-se na derme. Estes septos de tecido conjuntivo constituem os ligamentos suspensores mamários ou ligamento de Cooper. Os septos subdividem a gordura que jaz superficialmente ao tecido glandular, e da um contorno liso as mamas. (Spence,1991)
Logo abaixo do centro de cada glândula mamária há um mamilo saliente rodeado por uma aréola circular. A aréola (aréola mammae) apresenta muitas pequenas elevações devidas à presença de numerosas glândulas sebáceas chamadas glândulas areolares. Estas produzem, durante a gravidez, uma secreção serosa que tem como função lubrificar e proteger o mamilo durante a amamentação. (Spence, 1991).
Na ponta do mamilo (papila mammae) encontramos 15 ou 20 minúsculos orifícios, que são as aberturas dos canais lactíferos. A pele do mamilo tem como característica ser pigmentada, enrugada e áspera. (Moore, 1996).
Tanto o mamilo como a aréola, são róseos ou marrons claros, ou mais escuros, e são compostos principalmente por fibras musculares. O tecido muscular dispõe-se circularmente a partir da aréola e se condensa no mamilo, além de um contingente de fibras musculares em sentido radiado que penetram no mamilo a partir da base. Esses músculos, assim organizados, constituem o músculo aréolomamilar, que têm por função, ao se contraírem (por manipulação ou sucção), promover a ereção do mamilo, adequando-o à preensão para a sucção do leite. (Moore, 1996).
A glândula mamária é extremamente vascularizada. A irrigação arterial da mama provém de múltiplas fontes, mas principalmente da artéria mamária externa, da artéria mamária interna e das artérias intercostais. Secundariamente, o suprimento arterial da mama é feito pelos ramos da ateria axilar, ramos da acromiotorácica e artéria toracodorsal. (Rego, 2001).
A drenagem venosa acompanha o sistema arterial. As veias da mama são divididas em dois sistemas: superficial e profundo. O plexo venoso superficial dilata-se durante a gestação e lactação, sendo visível através da pele, constituindo a rede vascular de Haller. Este sistema possui ampla ligação com as veias do estroma da glândula. (Rego, 2001).
A rede linfática da mama é complexa e bem desenvolvida, drenada principalmente para a região axilar. A drenagem linfática da mama se faz através de dois plexos: superficial ou subareolar e profundo, sendo que o plexo profundo drena para o plexo superficial. Os vasos linfáticos da aréola e do mamilo desembocam nos que drenam para o parênquima da glândula. (Rego, 2001).

Tipos de Mamilos
Os mamilos podem ser de quatro tipos:
– Protuso ou Normal: É aquele mamilo que fica saliente, indo para frente de sua posição normal. Este possui todas as condições necessárias para não ser traumatizado, basta que a mãe, antes de amamentar, verifique se a região areolar está flexível. Este mamilo acomoda-se perfeitamente a boca do bebê. (Lana, 2001; Morais,1992; Vinha, 1999).
– Semi-protuso ou Subdesenvolvido: Apresenta-se pouco saliente, como se estivesse incorporado à região areolar. Não há delimitação precisa entre o mamilo e a aréola. Quando estimulado, avança pouco à frente de sua posição natural. Este mamilo é sujeito a traumas, porém permite a amamentação com sucesso, desde que algumas medidas sejam tomadas: no pré-natal, exercícios de exteriorização, teste de flexibilidade areolar e, se necessário, ordenha manual. (Lana, 2001; Morais,1992; Vinha, 1999).
– Pseudo-invertido ou Malformado: Apresenta-se em sentido oposto ao mamilo normal. Em geral, as mulheres que possuem dificilmente conseguem amamentar, pois a criança recusa esse tipo de mamilo, por ele não ter condições de ser abocanhado. Por outro lado, quando a criança consegue abocanha-lo, ocorrem traumatismos graves. (Lana, 2001; Vinha, 1999).
– Invertido ou Umbilicado: Pode ser considerado mal formado. Com sucção insistente do bebê, pode aplanar-se, nivelando-se com a aréola, mas volta em seguida ao estado anterior da inversão. Esse mamilo após exercícios de exteriorização conserva-se inalterado. (Lana, 2001; Vinha, 1999).

I.1.B – Fisiologia da Mama e Lactação
O ser humano, como todos os mamíferos, possui uma característica peculiar, a lactação, que é a capacidade de produzir o alimento ideal para seus filhos. (Rego, 2001).
O desenvolvimento das mamas ocorre na puberdade, estimulado pelo hormônio estrogênio que promove o crescimento dos órgãos sexuais maternos e de alguns tecidos do feto provocando o crescimento do estroma juntamente com os ductos, mais a deposição de gordura dão consistência a mama. Algumas quantidades do hormônio lactogênio placentário humano e do hormônio do crescimento da hipófise são responsáveis também pela deposição de proteínas nas células glandulares. Com a aproximação do parto, as mamas tornam-se mais volumosas e pesadas porque os ductos e alvéolos da glândula mamária começam a encher-se de colostro e porque os vasos sanguíneos dilatam-se, aumentando o volume do sangue que a irriga. (Souza, 1999).
Segundo Rego (2001), a mama passa por estas transformações pra cumprir sua função prioritária que é sintetizar, armazenar e liberar os constituintes do leite.
Durante toda a gravidez, as enormes quantidades de estrogênio secretadas pela placenta fazem com que o sistema de ductos da mama cresça e se ramifique. Simultaneamente, o estroma das mamas aumenta em quantidade, abrigando grande acúmulo de gordura. (Guyton e Hall, 1997).
O hormônio estrogênio sendo responsável pelo desenvolvimento dos ductos mamários e a progesterona, pelo desenvolvimento do sistema lóbulo-alvéolar; são essenciais para o desenvolvimento das mamas durante a gravidez, mas ambos inibem a secreção do leite. Mesmo assim, devido aos efeitos supressivos sobre as mamas, o estrogênio e a progesterona secretam mililitros de líquido a cada dia até após o nascimento da criança. O líquido que é secretado nos últimos dias ou semanas antes do parto é chamado de colostro; contém essencialmente as mesmas concentrações de proteína e lactose que o leite, mas quase nenhuma gordura, e sua taxa máxima de produção é cerca de 1/100 da taxa subseqüente de produção de leite. (Guyton e Hall, 1997).
Por outro lado, o hormônio prolactina promove a secreção de leite, estando envolvida na iniciação e manutenção da secreção do leite que é secretado pela glândula hipófise materna, e sua concentração é crescente no sangue, a partir da quinta semana até o nascimento da criança, quando já subiu 10 à 20 vezes o nível normal não-grávido. (Guyton e Hall, 1997).
Segundo Polden e Mantle (2000), imediatamente após o nascimento da criança, devido à perda súbita da secreção dos hormônios placentários (estrogênio e progesterona), o efeito lactogênico da prolactina da glândula hipófise materna assume seu papel natural de promotor de leite, e, durante os próximos um a quatro dias, as mamas começam progressivamente a secretar quantidades maiores de leite em vez de colostro.
Esta secreção do leite requer também a ação integrada de vários hormônios maternos, porém mais importantes que todos são: hormônio do crescimento (promove a formação de glicose que é liberada no sangue), cortisol (secretado pelo córtex adrenal tem múltiplas funções metabólicas para o controle do metabolismo de proteínas, carboidratos e gorduras), hormônio paratireóideo (secretado pela glândula paratireóide regula a concentração de íons cálcio no líquido extracelular controlando absorção de cálcio no intestino, excreção de cálcio pelos rins e liberação de cálcio a partir dos ossos) e insulina (secretadas pelo pâncreas promove a entrada de glicose na maioria das células do corpo, controlando desta maneira a intensidade do metabolismo da maior parte dos carboidratos). Estes hormônios são necessários para fornecer os aminoácidos, ácidos graxos, glicose e cálcio que são fundamentais para a produção do leite. (Guyton e Hall, 1997).
Cada vez que a mãe amamentar seu bebê, as terminações nervosas do mamilo e aréola serão estimuladas, enviando sinais nervosos para o hipotálamo que estimula a hipófise anterior a secretar o hormônio prolactina que é transportada até os alvéolos, estimulando estas células secretoras a produzirem leite para períodos subseqüentes de amamentação. (Rego, 2001).
A “descida” do leite ou o processo de ejeção do leite se dá através dos impulsos sensoriais que são transmitidos primeiro pelos nervos simpáticos a partir dos mamilos para a medula espinal e, depois para o hipotálamo causando a secreção de ocitocina e da prolactina. A ocitocina, que promove a contração dos músculos não estriados do útero e da mama, é levada pelo sangue para as mamas, onde as células mioepiteliais que circundam as paredes externas dos alvéolos se contraem, espremendo o leite dos alvéolos para dentro dos ductos a uma pressão positiva de 10 a 20 mmHg. No período de 30 segundos a 1 minuto depois da criança sugar a mama o leite começa a fluir. (Guyton e Hall, 1998).
A sucção produz impulsos aferentes que, através do 4o ao 6o nervos intercostais, ganham a raiz posterior da medula e ascendem até o hipotálamo, onde células neurossecretóras são ativadas, produzindo ocitocina que será armazenada no lobo posterior da hipófise e liberada posteriormente na circulação materna. Desta forma a ejeção láctea é produzida pela excitação reflexa da hipófise posterior, resultando na secreção de ocitocina que estimula a contração das células mioepiteliais, promovendo a saída do leite. (Rezende e Linhares, 1993).
Logo após a descida do leite, o volume produzido tende a ser maior do que o necessário para o lactente, devido ao elevado nível de prolactina no sangue. O acúmulo de leite no interior da mama inicia o sistema de regulação no nível da célula alveolar com o objetivo de ajustar a produção de leite às necessidades da criança. Este sistema de regulação é formado pelos peptídeos supressores presentes no leite sedo um mecanismo de proteção da própria mama contra os efeitos possivelmente danosos de seu enchimento demasiado. Este mecanismo age bloqueando a ação da prolactina na célula alveolar. Se a mama não for esvaziada, ocorre acúmulo desses peptídeos supressores e a produção cessa. Mas, se o leite é removido por sucção ou expressão, os peptídeos supressores são removidos e a mama volta a produzir leite. Sendo assim, a sucção do bebê e o esvaziamento da mama são os controles da produção do leite. (Rego, 2001).

I.1.C – Complicações mais comuns que acometem a mama
Os primeiros dias da amamentação podem ser um período decisivo para a maioria das mulheres. Neste período as mamas podem ser acometidas por diversas complicações que dificultam ou impedem a amamentação. Uma adequada orientação e preparação podem ajudar a mãe a resolver ou prevenir estas complicações.

Ingurgitamento mamário
O ingurgitamento mamário ocorre pelo congestionamento venoso e linfático da mama e pela estase láctea podendo ocorrer em qualquer das porções do parênquima (lobular: dor em pontos esparsos da mama; lobar: dor em uma ou mais regiões esparsas da mama; ampolar: dor na região areolar, associada à presença de edema; ou glandular: dor em toda a glândula mamária). Sua ocorrência é comum entre o terceiro e oitavo dias após o nascimento devido à pressão exercida pelo leite no sistema canalicular, podendo desaparecer entre 24 e 48 horas após seu início. Atribui-se o ingurgitamento mamário ao esvaziamento incompleto da glândula mamária, determinada pela sucção deficiente ou pelo desequilíbrio entre a produção e ejeção da secreção láctea. (Rezende e Montenegro, 1999).
Segundo Rego (2001), o ingurgitamento mamário é uma intercorrência da mama puerperal resultante de uma mescla de fato social e fenômeno biológico e que o intumescimento mamário representa o primeiro sinal de que a mulher encontrou problemas para estabelecer a auto-regulação da fisiologia da lactação. Em decorrência desta dificuldade, o volume de leite materno produzido seria maior do que a demanda da criança e ocorre o que popularmente é conhecido como mama “empedrada”. Refere-se que do ponto de vista físico-químico, este fenômeno pode ser explicado pela mudança de viscosidade observada nos fluidos semiplásticos.
Segundo Lana (2001), Morais (1992), Rego (2001) e Rezende e Montenegro (1999), as mamas ingurgitadas tornam-se inchadas (aumentadas de tamanho), túrgidas, dolorosas, quentes e brilhantes. A mãe queixa-se de dor, principalmente nas axilas, e pode ter febre (a chamada febre de leite). Pode ocorrer mal-estar geral, cefaléia e calafrios.
Para evitar o surgimento do ingurgitamento mamário, deve-se realizar uma adequada profilaxia: propiciar ambiente tranqüilo para amamentar; orientar sobre o uso de sutiã adequado e de maneira correta, de modo que as mamas fiquem firmes e suspensas; realizar massagens na mãe, principalmente pescoço, ombros e costas; antes de cada mamada, observar a tensão da mama e da região areolar, em caso de tensão, esvaziar previamente a glândula mamária até que a aréola se torne macia e o mamilo flexível e apreensível; estimular o reflexo de ejeção do leite, através de pressão intermitente sobre a região mamilo-areolar antes de iniciar a mamada; orientar sobre o posicionamento adequado no momento de amamentar, com finalidade de estabelecer adequada capacidade de sucção, demonstrando como colocar e retirar o RN da mama, além de demonstrar as posições corretas para a amamentação; orientar sobre alternância das mamas e freqüência das mamadas; no período de amamentação oferecer única e exclusivamente a mama; após as mamadas realizar a inspeção e palpação de glândula mamária a procura de pontos doloridos ou endurecidos, no caso de presença dos mesmos tentar remove-los através de extração manual do leite; prevenir fadiga, dor e ansiedade no puerpério. (Lana, 2001; Rezende e Montenegro, 1999).
Se apesar destes procedimentos não se conseguir evitar o ingurgitamento mamário, parte-se para o tratamento: massagear suavemente com movimentos circulares as áreas afetadas; esvaziar completamente a mama após as mamadas através de ordenha, preferencialmente manual, iniciando na base areolar até a periferia; em caso de difícil reflexo ejecto-lácteo aplicar calor (banho de sol, compressa ou bolsa de água quente) sobre a glândula mamária; fazer massagem intermitente na região mamilo-areolar minutos antes de iniciar a sucção ou extração; fazer massagem delicada e firme sobre a mama, iniciando na região ampolar até atingir os alvéolos. (Rezende e Montenegro, 1999).
Segundo Lana (2001), a aplicação do calor na mama ingurgitada é contra-indicado pela possibilidade de aumentar a produção láctea. Refere que, logo no início da aplicação, o calor poderá aliviar a dor pela eliminação de pequena quantidade de leite, mas os seios lactíferos aumentarão de tamanho e darão mais espaço à produção de leite, desta forma a dor fica mais intensa e a drenagem mais difícil. Contra-indica também a aplicação de frio, porque, no início, a mulher poderá sentir certo alívio, mas, em seguida, os canalículos e canais lactíferos se estreitarão, pois haverá menor espaço interno para o volume de leite materno existente, piorando o quadro clínico.
Segundo Rego (2001), as compressas frias devem ser usadas em razão de seu efeito anestésico local facilitar a massagem e a ordenha, reduzir o edema das mamas e causar diminuição da produção de leite pela vasoconstrição determinada pelo frio. Não devem exceder quinze minutos de aplicação, pois o uso após esse tempo causa, num segundo momento, vasodilatação reflexa, com aumento do fluxo sanguíneo para compensar a redução da temperatura local, gerando, conseqüentemente, aumento da produção de leite.
Segundo Silva (1996), para o tratamento do ingurgitamento mamário deve-se associar a aplicação de massagens nas mamas, através do uso de vibrador elétrico com o intuito de promover o trânsito do leite com o mínimo de reação dolorosa; esvaziamento natural da mama pelo recém-nascido com base na técnica de amamentação e ordenha do leite residual por expressão manual.

Fissura Mamilar
Fissura ou rachadura mamilar é uma úlcera longitudinal que tende a desenvolver-se em mulheres que amamentam ocorrendo com maior freqüência em mulheres idosas, com pele clara, premíparas e portadoras de mamilos planos ou invertidos. Podem ser circulares (ocorrem ao redor do mamilo em forma de círculo) e verticais (ocorrem na porção papilar do mamilo). Constantemente irritada pela sucção do lactente, uma área ferida pode tornar-se dolorosa e infectada; também pode haver sangramento. (Brunner, 1994).
A mama com fissuras apresenta solução de continuidade em forma de fenda, com profundidade e extensão variáveis, podendo apresentar sangramento. A mãe queixa-se de dor localizada e desconforto ao amamentar. (Rego, 2001).
Diversos fatores podem predispor à fissura mamilar: sucção ineficiente (a criança não consegue esvaziar adequadamente a mama e permanece por maior tempo sugando), uso de lubrificantes (remove as células superficiais da região areolar, tornando a região suscetível a lesões), uso de medicamento tópico (ressecam a pele, propiciando o aparecimento das fissuras), higiene excessiva (remove a ação lubrificante natural), falta de preparo do mamilo no pré-natal (diminuem a resistência do tecido mamilar no início da lactação), uso de bombas (provoca estiramento da pele acompanhada de dor) e sucção inadequada provocada pelo ingurgitamento (devido à distensão da aréola e do mamilo). (Brunner, 1994).
Segundo Lana (2001) e Rezende e Montenegro (1999), para se evitar o surgimento da fissura mamilar, deve-se realizar uma adequada profilaxia: preparar os mamilos no pré-natal (banhos de sol, fricção com toalhas…) para diminuir sua sensibilidade; exercícios para a protusão dos mamilos; conhecimento prévio da mãe sobre noções de anatomia da glândula mamária feminina, fisiologia da lactação, vantagens do aleitamento e técnicas de amamentação; inspecionar diariamente os mamilos; orientar sobre a contra-indicação do uso de lubrificantes, pomadas ou outros medicamentos tópicos; evitar o uso de bomba de sucção (manual ou elétrica), nos primeiros 10 dias de puerpério; orientar sobre a contra-indicação de lavar as mamas com sabão ou sabonete; Evitar higiene excessiva do mamilo, que deve ser feita com um único banho diário; oferecer a mama ao bebê com aréola macia; em caso de ingurgitamento mamário esvaziar previamente a mama, através de extração manual; alternar as mamas durante as mamadas, especialmente nos primeiros dias; realizar corretamente o procedimento para a retirada do bebê da mama, que deve ser realizada com a colocação do dedo mínimo da mãe no canto da boca do bebê, fazendo com que ele abra a boca; durante a mamada observar apreensão adequada do mamilo e aréola.
Segundo Lana (2001), se não se conseguir evitar a fissura mamilar, parte-se para o tratamento: não se deve utilizar nenhum tipo de pomada ou creme; utilizar sob o sutiã, conchas de silicone tipo cata-gotas; não utilizar métodos secativos (secador de cabelo, lâmpadas); não deve se utilizar bico intermediário de silicone; mamada por tempo prolongado (acima de 10 minutos) deve ser evitada; é essencial uma boa pega do bebê no complexo mamilo-aureolar.

Mastite Puerperal
A mastite puerperal consiste na infecção da mama da lactante, causada pela invasão do tecido mamário por microrganismos patológico (Staphylococcus aureus, Escherichia coli e, raramente, Streptococcus), sendo que a porta de entrada, na maioria das vezes, é a fissura mamilar. Pode ocorrer em qualquer momento durante a amamentação, porém com mais freqüência entre o 8o e o 12o dias de puerpério, sendo mais comum nas primíparas e nas mulheres com outras infecções associadas. Na mastite ocorre uma infecção dos ductos, causando estagnação do leite em um ou mais lobos. Está classificada de acordo com a localização e pode ser parenquimatosa, areolar ou intersticial. (Vinha, 1994).
As mamas com mastite apresentam-se quentes, vermelhas (hiperemia), dolorosas, edemaciadas e com turgescência. A mãe queixa-se de calafrios, mal-estar geral e febre, onde os sintomas gerais são semelhantes à sintomatologia da gripe.
Segundo Rezende e Montenegro (1999) através de uma adequada profilaxia, pode-se evitar o surgimento da mastite puerperal: orientar a mãe para a higiene rigorosa das mãos antes da amamentar; orientar e observar a técnica correta da amamentação, massagens e extração de leite; adotar medidas profiláticas e terapêuticas para fissura mamilar e ingurgitamento mamário; no período de amamentação oferecer à criança única e exclusivamente a mama; orientar para o uso de sutiã adequado e limpo; procurar manter equilíbrio entre a produção e liberação do leite.
Se apesar destes procedimentos não se conseguir evitar o aparecimento da mastite puerperal, parte-se para o tratamento: proceder a coleta de material para realização de cultura com antibiograma; não inibir o processo de lactopoiese, estimulando o funcionamento normal da glândula mamária através da sucção ou extração do leite da mama afetada; observar a evolução ou regressão do abscesso mamário; administrar terapêutica: antiinflamatórios e antibióticos de acordo com a prescrição médica; utilizar compressas frias para facilitar o esvaziamento da glândula mamária. (Lana, 2001; Rezende e Montenegro, 1999).
Segundo Lana (2001), as compressas quentes não têm eficácia terapêutica, pois a inflamação se localiza muito profundamente na mama. Ajudam somente quando o processo inflamatório é na pele, é superficial.

Ductos Lactíferos Bloqueados
Segundo Lana (2001), Rego (2001) e Rezende e Montenegro (1999), os ductos lactíferos bloqueados aparecem devido ao inadequado esvaziamento das mamas, neste caso, o leite do alvéolo mamário não drena por encontrar-se endurecido, bloqueando o canal daquele alvéolo.
A mama com ducto lactífero bloqueado apresenta-se dolorosa e discretamente avermelhada, e costumam ser unilaterais. A mãe queixa-se apenas de dores de média intensidade, e em geral sentem-se bem. (Rego, 2001).
Através da realização de uma adequada profilaxia, a mãe pode evitar o surgimento dos ductos lactíferos bloqueados: orientar sobre o uso de sutiã adequado e de maneira correta, de modo que as mamas fiquem firmes e suspensas; após as mamadas realizar a inspeção e palpação de glândula mamária a procura de pontos doloridos ou endurecidos, no caso de presença dos mesmos tentar remove-los através de extração manual do leite; no período de amamentação oferecer à criança única e exclusivamente a mama; orientar sobre o posicionamento adequado no momento de amamentar, com finalidade de estabelecer adequada capacidade de sucção, demonstrando como colocar e retirar o RN da mama. (Lana, 2001; Rego, 2001; Rezende e Montenegro, 1999).
Segundo Rezende e Montenegro (1999), se apesar da realização de todos estes procedimentos não se conseguir evitar o surgimento dos ductos lactíferos bloqueados, parte-se para o tratamento: massagear suavemente com movimentos circulares as áreas afetadas; esvaziar completamente a mama após as mamadas através de ordenha, preferencialmente manual, iniciando na base areolar até a periferia; em caso de difícil reflexo ejecto-lácteo aplicar calor (banho de sol, compressa ou bolsa de água quente) sobre a glândula mamária, fazer massagem intermitente na região mamilo-areolar minutos antes de iniciar a sucção ou extração, fazer massagem delicada e firme sobre a mama, iniciando na região ampolar até atingir os alvéolos.

I.1.D- Cuidados com as mamas
O uso do sutiã, desde a puberdade, é importante para sustentar a massa mamária e os mamilos, como também para preservar a estrutura da mama. O sutiã ideal é fabricado em tecido de algodão puro e de cores claras, porque absorve melhor a transpiração e não mantém o suor em atrito com a pele, o que pode provocar irritações e inflamações. (Costa, 1999).
Mulheres com mamas pequenas devem utilizar sutiãs com arco ou demi-tasse, pois eles evitam que as mamas se espalhem para os lados. Para mulheres com mamas mais volumosas, os modelos mais adequados são os básicos, sem aro e com maior capacidade de sustentação, se as mamas são muito pesadas ou se a mulher se sente desconfortável com o peso sem apoio, o sutiã deve ser usado durante o dia e a noite. (Costa, 1999).
Segundo Sallet (2000), as grávidas devem utilizar sutiãs que não comprimam as mamas e proporcionem boa sustentação e conforto ao transpirar. A partir do momento que as mamas começaram a aumentar de tamanho, por volta da sexta à oitava semana, utilizar um bom sutiã de faixa larga sob as taças, alças reforçadas e fecho com várias opções de ajuste é ideal.
Segundo Balaskas (1999), é aconselhável o uso de um sutiã bem firme durante a gestação, de preferência de algodão e certificar-se de que seja adequado para permitir o crescimento das mamas. E também expor os mamilos ao sol por 10 a 15 minutos, antes das 10 e após as 16 horas, ou deixa-los ao ar livre de vez em quando, três semanas antes do parto é uma boa hora para experimentar um sutiã especial próprio para amamentação, necessário após o parto.
A massagem nas mamas ajuda a lubrificar e suavizar a pele ao redor do mamilo e da aréola. Ao massageá-las, use um óleo de amêndoas e com a palma e os dedos de uma mão, faça massagens ao redor de toda a mama, com movimentos firmes, de fora para dentro, em direção ao mamilo. (Balaskas, 1999).
Segundo Sallet (2000), massagear as mamas durante o banho com movimentos circulares, ajudam na realização de uma drenagem linfática na região.
Segundo Vinha (1999), a mãe tem sempre que lavar as mãos com água e sabão antes de amamentar, pois as mamas estão sempre limpas, devido ao local onde estão situadas e a proteção do sutiã, por isso a importância de lavar sempre as mãos, para não sujar as mamas. Essa higiene rigorosa é necessária para evitar a contaminação da mama, principalmente dos mamilos, por bactérias que podem causar uma infecção.
Já as mamas não precisam ser lavadas com sabão, na hora da higiene, pois não existe nada melhor que um bom banho e a troca freqüente de sutiã para conservar as mamas limpas. No leite materno também existem outros fatores de proteção. Portanto, não há necessidade de limpar os mamilos antes de amamentar. Também é desaconselhável a limpeza das mamas com algodão ou pano embebido em água com produtos de higiene que contenham álcool, sabão e água boricada, pois estes produtos danificam a pele por deixa-la ressecada, e tornando-a susceptível aos ferimentos. (Rego, 2001; Vinha, 1999).

I.1.E- Preparação das mamas para amamentação
O preparo pré-natal para a amamentação deve incluir, além de informações sobre o leite materno e suas vantagens, exame das mamas e mamilos, esclarecimentos sobre dúvidas, ansiedades e orientações específicas. (Rego, 2001).
As mães que tem o desejo de amamentar devem ser estimuladas a fazê-lo e ensinadas quanto aos detalhes dos procedimentos do aleitamento. (Neme, 1995).
Segundo Rego (2001), o exame dos mamilos é fundamental para o aconselhamento da mulher para o preparo para a amamentação, sendo necessário distinguir qual tipo de mamilo que a mulher apresenta.
Os mamilos podem ser de quatro tipos: protuso ou normal, semi-protuso ou subdesenvolvido ou plano, pseudo-invertido ou malformado e invertido ou umbilicado. (Lana, 2001; Morais, 1992; Rego, 2001; Vinha, 1999).
Segundo Vinha (1999), os mamilos normais são encontrados em 92% das mulheres, enquanto os invertidos encontram-se em 0,5% das mulheres.
Para a adequada sucção, a característica mais importante dos mamilos é a protractilidade. Para avaliar essa característica é realizado o teste da protractilidade, o exame poderá ser feito esticando delicadamente a região areolar e pressionando a aréola de cada lado do mamilo: os mamilos normais se protraem facilmente, os planos vêm pouco para fora e os invertidos não se protraem. (Rego, 2001).
Segundo Vinha (1999), no pré-natal, a gestante deve ser ensinada a realizar os exercícios de Hoffman para a exteriorização e preparação dos mamilos para a amamentação.
O primeiro exercício consiste em colocar os dedos polegares ou indicadores de cada uma das mãos, ou os dedos polegar e indicador de uma das mãos, na base do mamilo e sobre a aréola. Pressionar a base do mamilo firmemente, fazendo movimentos de dentro para fora, comprimindo e esticando o mamilo no sentido horizontal. Em seguida colocar os dedos na parte superior e inferior da borda areolar, realizando os movimentos no sentido vertical. (Vinha, 1999).
O segundo exercício consiste em segurar o mamilo com os dedos polegar, indicador e médio, ou apenas com os dedos polegar e indicador, e fazer movimentos de torção para a direita e para a esquerda. (Vinha, 1999).
Segundo Sallet (2000), o exercício de Hoffman é um dos mais conhecidos. Coloque um dedo de cada lado do mamilo sobre a pele da aréola e pressione a mesma para trás e para fora até o ponto em que comece a doer, os dedos devem estar lubrificados com lanolina. Repita três vezes a manobra nessa posição, três vezes com os dedos em diagonal e três em posição vertical, a fim de provocar o estiramento das fibras que estão debaixo da pele da aréola e que fazem com que o mamilo seja pequeno, plano, umbilicado ou retrátil.
Segundo Vinha (1999), os exercícios devem ser realizados três vezes ao dia, com três séries de cinco repetições, não podendo ser utilizados lubrificantes para a realização dos mesmos.
Segundo Rego (2001), os exercícios para protusão de mamilos invertidos ou não protácteis, por exemplo, os exercícios de Hoffman, revisão recente apresentada pela Organização Mundial da Saúde revela que vários estudos evidenciaram ausência de benefícios e que estas manobras são desnecessárias como rotina.
Segundo Lana (2001), a protusão do mamilo não protuso durante a gravidez por meio dos exercícios de Hoffman não é mais feita, pois estimula o mamilo e aréola e induz a produção de ocitocina, que pode causar contrações uterinas, que são perigosas no caso de risco de parto prematuro, por isso os mamilos invertidos ou planos são agora cuidados apenas no pós-parto, imediatamente antes das mamadas, usando-se uma seringa adaptada para tracionar os mamilos e torna-los protusos para aquela mamada.
A protusão dos mamilos é feita por meio de uma seringa descartável. Corta-se a extremidade em que se conectaria a agulha e o êmbolo é reintroduzido pela extremidade cortada. A Abertura da outra extremidade da seringa é ajustada no mamilo e o êmbolo é puxado delicadamente, por mais ou menos 5ml, durante 30s, aspirando o mamilo para dentro da seringa. A manobra deve ser feita com muito cuidado, pois pode traumatizar o mamilo e a aréola. Em seguida, retorna-se o êmbolo para a posição inicial. O movimento é repetido até o mamilo ficar protuso, e então se oferece o seio. Depois de algumas semanas de amamentação, o mamilo já se protrai facilmente, e estas manobras pré-mamadas não serão mais necessárias. (Lana, 2001).
Os auxiliares de saúde algumas vezes aconselham as mulheres a usar moldes para os mamilos. O molde de mamilo é um anel de vidro ou plástico que a mulher usa sob a roupa e que faz pressão sobre a aréola. O mamilo é empurrado para fora através do buraco do anel. Não se tem certeza de que os moldes de mamilo realmente ajudem a melhorar. (www.aleitamento.org.br/livro/pag51.htm).
De acordo com Lana (2001), não há evidencia da utilidade dos chamados protetores de bico, semi-esferas de plástico com um orifício na base para se colocar sobre o mamilo, por baixo do sutiã. O mamilo é pressionado através do orifício para ficar mais para fora, porém não ajudam e podem causar edema.
Segundo Freitas et al (1999), a gestante deve massagear as aréolas e os mamilos com bucha vegetal ou com uma toalha macia friccionando suavemente com água fria ou morna. Esta massagem ajudará a engrossar a pele desta região.
De acordo com Sallet (2000), os mamilos precisam ser esfregados com um certo vigor diariamente com uma bucha vegetal ou esponja natural, ou ainda com uma toalha grossa, para que a pele se torne mais resistente.
Segundo Lana (2001), não é recomendado esfregar os mamilos e aréolas com toalha felpuda, bucha ou esponja durante ou após o banho, pois este procedimento funciona como lixa, descamando a pele, tornando-a mais fina, além de resseca-la, na medida em que elimina a gordura protetora produzida pelo mamilo-aréola. Também não é recomendado usar pomadas; cremes, óleos, sabão e álcool na região aréolo-mamilar, pois essas substâncias provocam descamação e enfraquecem a pele.
Segundo Rego (2001), o uso de sabonetes e métodos de fricção não são recomendados, pela predisposição à irritação da pele, podendo interferir na função das células de Montgomery na limpeza e lubrificação da aréola e mamilos. Contra indica, ainda, o uso de álcool, tintura de benjoim e outros agentes para a secagem dos mamilos.
As mulheres de pele clara devem tomar banho de sol para fortalecer a aréola e o mamilo a partir do sétimo mês de gravidez. O sol deve ser tomado antes das 10:00 e após as 16:00, iniciando-se com cinco minutos por dia, até completar trinta minutos por dia. Também é útil usar sutiã de amamentação, com o bojo aberto, pois o roçar constante do mamilo contra a roupa fortalece a pele. (Lana, 2001).

I.1.F- Posicionamento na amamentação
A posição da criança em relação à mama é fundamental para o sucesso da amamentação.
Segundo Rego (2001), existem quatro pontos-chave a serem considerados, ao segurar o bebê, para que ele possa retirar leite suficiente de sua mãe:
1. A cabeça e o corpo do bebê devem estar alinhados.
2. Sua boca deve estar no mesmo plano e de frente da aréola para que esta seja abocanhada corretamente.
3. O corpo do bebê próximo e voltado para mãe.
4. Se o bebê for recém nascido, apoiar sua nádegas.
Há várias posições para amamentar, o mais importante é que seja confortável para a mãe e para o bebê.

Posição Sentada (tradicional)
Na posição sentada, numa poltrona confortável, de preferência com apoio para os braços. Utilize uma banqueta para apoio dos pés (a banqueta pode ser substituída por listas telefônicas). Utilize um travesseiro para apoiar o seu braço e o bebê de tal maneira que este fique na altura das mamas. O corpo do bebê deverá estar de encontro ao da mãe. A posição ideal é colar barriga com barriga, aconchegando o bebê na dobra do cotovelo. A mãe não deve, de forma alguma, se encurvar, se isto acontecer, ao final da mamada ela estará cansada e com dores nas costas. (Freitas et al, 1999).
Pode-se colocar um travesseiro entre o braço da mãe e o apoio da poltrona, dando sustentação e evitando que a mãe fique com o braço pendurado, causando-lhe cansaço. (Freitas et al, 1999).

Posição Sentada Inversa (bola de futebol americano)
A posição sentada inversa consegue-se colocando o corpo do bebê debaixo da axila materna com o ventre apoiado sobre as costelas da mãe (barriga-costela). O corpo do bebê está apoiado pelo braço materno e a cabeça suspensa pela mãe. Nesta posição consegue-se que o bebê pegue uma porção da aréola com a boca. (www.aleitamento.org.br/pega.htm, 2002).

Posição Deitada
Na posição deitada, a mãe e o bebê estão frente a frente (barriga com barriga). A mãe oferece a mama do lado que está deitada. Esta posição e a sentada inversa são mais apropriadas quando a mãe for submetida a uma cesariana. A mãe deve se colocar confortavelmente em decúbito lateral, utilizando travesseiros para um apoio adicional, conforme a necessidade. Um rolo de cobertores forma um apoio para as costas do bebê. O bebê pode então mamar confortavelmente sem uma tração excessiva do mamilo ou uma distorção desnecessária do tubo digestivo da criança.

Posição Especial – Gêmeos
A maioria das mulheres tem leite suficiente para alimentar gêmeos. As dificuldades surgem porque é difícil cuidar de duas crianças simultaneamente. Um modo de amamentar gêmeos ao mesmo tempo é colocando as crianças com o corpo e pernas por baixo dos braços da mãe. (www.aleitamento.org.br/pega.htm, 2002).

Posição Encostada
As costas da mãe devem estar apoiadas em travesseiros ou almofadas. Se a mãe estiver no leito hospitalar, a cabeceira da cama deve ser levantada completamente e os pés ajustados para fornecer um apoio às pernas. É necessário o uso de travesseiros para apoio do braço que segura a cabeça do bebê. Um cobertor ou travesseiro adicionais sob os joelhos da mãe pode tornar a posição mais confortável. (Worthington e Vermiersch, 1986).

I.1.G- Orientações sobre amamentação
A mulher, após o primeiro parto, pode estar insegura para amamentar. E a criança, embora possa sugar, talvez não consiga mamar em posição adequada. Tanto a mãe como o filho, precisam de ajuda para aprender o que fazer. Colocar a criança para mamar é muito simples, quando a mãe sabe como fazer. (www. aleitamento.org.Br/livro/introducao3.htm, 2002).
A melhor forma de amamentar é aquela em que a mãe consegue, mais tranqüilamente e de maneira mais cômoda para os dois, oferecer o seu leite para o filho. (Lana, 2001).
Antes de iniciar a amamentação, a mãe deve verificar se a região areolar está bem flexível através do teste de flexibilidade, onde segura se as bordas da aréola fazendo movimentos para os lados, para cima e para baixo. Se conseguir realizar os movimentos com facilidade, a região está flexível, portanto a mama está em condições de ser oferecida ao bebê. (Vinha, 1999).
Quando a região areolar não estiver flexível, os movimentos não serão fáceis de serem executados, nesse caso, antes de oferecer a mama ao bebê, será necessário fazer ordenha manual. (Vinha, 1999).
A mãe somente consegue fazer a expressão manual eficientemente se o reflexo da ocitocina funcionar, fazendo com que o leite “desça”. Se as mamas estiverem muito ingurgitadas é difícil a ocitocina atingir as células mioepiteliais provocando sua contração. A mãe deve saber como estimular o reflexo.
Algumas maneiras para estimular o reflexo :
• Procure um lugar tranqüilo, onde possa ficar sozinha ou com uma pessoa para ajudar. Algumas mães conseguem fazer a expressão facilmente em conjunto com outras mulheres.
• Segure a criança, se possível com contato pele a pele. A mãe pode segurar a criança no colo enquanto faz a expressão; ou pode olhar para a criança ou para uma fotografia dela.
• Tome uma bebida quente (mas não café).
• Aqueça as mamas, aplique compressa ou água quente ou tome um banho morno.
• Massageie delicadamente as mamas na direção dos mamilos. Algumas mães acham que apertar delicadamente os mamilos e a aréola com a ponta dos dedos ou com um pente pode ajudar; ou massagear delicadamente com os punhos.
• Massageie as costas da mãe. Ela deve se sentar, se curvar para frente, cruzar os braços sobre uma mesa e encostar a cabeça sobre os braços. As mamas ficam soltas. Um auxiliar massageia firmemente com os punhos as costas da mãe, para cima e para baixo. Deve fazer isso em ambos os lados da coluna, desde o pescoço até as omoplatas, por um ou dois minutos.
Para retirar o leite a mãe deve lavar as mãos com cuidado, ficar em pé numa posição confortável e segurar uma vasilha próximo à mama, colocar o polegar na aréola acima do mamilo e o indicador, por baixo do mamilo, em oposição ao polegar, pressionar o polegar e o indicador um pouco para dentro contra a parede do tórax, em seguida, pressionar a aréola atrás do mamilo, entre o polegar e o indicador. É preciso apertar por traz do mamilo, para pressionar os seios lactíferos abaixo da aréola. (www.aleitamento.org.htm/livro, 2002).
A mãe deve pressionar e soltar a aréola por algumas vezes, deve-se pressionar a aréola da mesma forma também nas laterais para que o leite seja retirado de todos os segmentos da mama. Não passe os seus dedos sobre a pele e não esprema apenas o mamilo, pois pressionar ou puxar o mamilo não retira o leite. Retire o leite de uma mama pelo menos durante 3-5 minutos até que a “descida” diminua; a seguir, retire do outro lado. Repita nos dois lados novamente. Use a mão esquerda para a mama esquerda e a mão direita para a mama direita. (www.aleitamento.org.br/livro, 2000)
A retirada adequada de leite demora aproximadamente 20-30 minutos, especialmente nos primeiros dias quando a produção é pequena. É importante não tentar retirar leite em intervalos muito curtos.
A mãe deve retirar o leite com a freqüência e na quantidade necessária para que as mamas fiquem moles e os mamilos se mantenham protusos para facilitar a sucção. Algumas mães talvez precisem retirar o leite antes de todas as mamadas. Outras, somente uma ou duas vezes ao dia. (www.aleitamento.org.br/livro, 2002)
Segundo Lana (2001) e Rego (2001), no início da amamentação a mãe deve segurar a mama com a mão livre (isto é, mão direita para a mama esquerda e vice-versa), colocando o polegar acima da aréola e os outros dedos e toda a palma da mão debaixo da mama, formando a letra C. Deixar os dedos um tanto longe do mamilo e da aréola, de modo que o bebê possa abocanhar bem o mamilo e boa parte da aréola.
A mãe deve tocar o lábio inferior do bebê com o mamilo, e como resposta o bebê abrirá a boca (reflexo de busca, de procura ou de apreensão) e, então, delicadamente a mãe introduzirá o mamilo e aréola na boca do bebê, usando o braço que segura o bebê para puxar rápido e firmemente a cabeça do bebê para a mama. (Rego, 2001; Wehba et al, 1999).
O bebê deve envolver completamente a aréola da mama vedando-a totalmente. Assim, o bebê é obrigado a respirar corretamente pelas narinas ajudando a evitar futuros problemas respiratórios. A perfeita sucção pode ajudar a evitar outros problemas orais, tais como: mastigação incorreta, problemas de dicção, deglutição, problemática de fonação etc. (Freitas et al, 1999).
Para sugar eficientemente e conseguir o leite, o bebê precisa pegar uma quantidade suficiente da mama na boca de tal forma que possa pressionar com a língua os seios lactíferos, ou seja, é necessário que haja uma tração do tecido mamário para a formação do bico, o bebê abocanha não só o mamilo, mas também a aréola e o tecido situado logo abaixo, que contém os seios lactíferos. (Moreno, 1997).
Abocanhando-os o bebê começa a sugar e a retirar o leite por expressão, usando maxilares e língua. Às vezes, isso não acontece nos primeiros contatos, quando o bebê apenas lamberá o mamilo, mas a levada à mama deve continuar. (Wehba, 1999).
Segundo Lana (2001), Rego (2001) e Vinha (1999), existem alguns dados que permitem mostrar se o bebê está mamando em boa posição e realizando uma pega correta:
• Queixo do bebê toca a mama;
• Boca do bebê bem aberta, com o lábio inferior virado para fora;
• Bochechas arredondadas ou achatadas contra a mama;
• Vê-se mais aréola acima da boca do bebê do que abaixo desta, durante a mamada a mama parece arredondada;
• O bebê suga, deglute e respira, de forma coordenada
• A mãe pode ouvir e ver o bebê deglutindo;
• Todo corpo do bebê está junto ao da mãe;
• A mãe não sente dor nos mamilos;
• Mãe e bebê parecem tranqüilos;
• O mamilo fica alongado e redondo quando sair da boca do bebê no final da mamada;
• O bebê fica satisfeito após a mamada.
Segundo Rego (2001), existem alguns dados que permitem mostrar se o bebê está mamando em boa posição e realizando uma pega incorreta:
• Corpo do bebê longe do da mãe;
• Queixo do bebê separado da mama;
• Aparece grande parte da aréola, especialmente debaixo do lábio inferior;
• O bebê suga com chupadas pequenas e rápidas
• Por causa disso, o bebê quer mamar um tempo enorme ou se nega chupar e luta contra o peito;
• O bico fica dolorido durante toda a mamada e ferido;
• O mamilo parece achatado quando sai da boca do bebê no final da mamada;
• O bebê não engorda, chora muito e a mãe pensa que não tem leite ou que o leite é fraco.
O horário das mamadas deve ficar por conta do bebê. Ele deve mamar quando der sinais de fome. Os mais evidentes são: o choro, os movimentos em busca da mama e a sucção das mãos. (Lana, 2001).
O recém-nascido precisa ser amamentado freqüentemente nos primeiros dias. Na prática, isto significa 10 a 12 vezes em 24 horas. Deixando o recém nascido estabelecer seu próprio horário, geralmente ocorre que o intervalo entre as mamadas vai mudando: de curtos, passam para duas a três horas durante o dia e o bebê faz intervalo maior (quatro a cinco horas) durante a noite. (Rego, 2001).
À medida que os bebês crescem, podem ter necessidade de maior volume de leite, e a freqüência das mamadas, em decorrência disto, pode aumentar em um curto período. (Lana, 2001).
O bebê deve mamar nas duas mamas, cada vez começando pela mama dada por último e esgotar sempre uma das mamas em cada mamada. (Vinha, 1994).
É importante saber que o leite se altera durante a mamada. Numa primeira fase, ele tem um aspecto mais aguado, satisfazendo a sede do bebê; após alguns minutos ele passa a ser um leite gorduroso satisfazendo a fome. Por isso é extremamente importante o tempo que o bebê leva para mamar. Esse tempo é em média de 30 minutos. (Vinha, 1994).
Segundo Rego (2001), é comum o recém nascido dormir no “peito” durante a mamada, ou seja, desenvolver a sucção não eficiente (“chupetar”). Quando o “chupetar” for muito freqüente, a mãe deve tentar acordar o bebê, tocando o seu corpo, mexendo no seu queixo ou na região da articulação temporomandibular. Caso o bebê não solte o mamilo espontaneamente, a mãe deve colocar o dedo mínimo sobre a aréola, quase dentro da boca do bebê, e fazer um leve movimento de compressão, assim, o bico sairá suavemente da boca do bebê; evitando traumas.
Após o nascimento, o bebê come tudo que a mãe come, através do leite materno, portanto, deve-se orientar a mãe a continuar com uma dieta saudável, evitando alimentos de difícil digestão, aqueles que pesam no estômago e causam gases, como refrigerantes, café, chá preto, massa (macarrão, pizza, pastel, empada), verduras ricas em enxofre (brócolis, repolho, couve), bebidas alcoólicas (de qualquer tipo) e comidas gordurosas (bacon, carne de porco, lingüiças, frituras), acima de tudo não se auto medicar. A mãe deve abusar de dietas ricas em verduras, legumes e frutas, além de tomar muita água (se possível 2 litros por dia). Adotando esta dieta, além de alimentar o bebê somente com alimentos sadios, a mãe estará evitando que ele tenha dificuldades de digestão e evitado o que mais atormenta as mães nos primeiros dias de vida do bebê: as cólicas. (Freitas et al, 1999).

II – MATERIAIS E MÉTODO

Este trabalho, por ser uma pesquisa de campo, foi realizado através da aplicação de um questionário aos profissionais da área da saúde que trabalham direta ou indiretamente com o preparo das mamas para a amamentação; e através de pesquisas em livros e artigos científicos, não havendo restrições quanto ao idioma, porém com predomínio do idioma português.
Esta pesquisa teve inicio em Janeiro de 2002, com revisões bibliográficas, utilizando-se de livros pesquisados na biblioteca da Universidade Bandeirante de São Paulo (Uniban), Universidade São Judas Tadeu, Universidade Estadual de São Paulo (Usp), Unicid, Unicamp e biblioteca Regional de Medicina (Bireme), os quais foram selecionados com data superior a 1991, com exceção de Worthington e Vermiersch (1986), do qual foi retirado a descrição de dois posicionamentos para amamentação, não encontrado em outras literaturas.
Sites da internet foram acessados: Bireme, altavista, medline, google, proquest, sielo e pubmed. As principais palavras-chave utilizadas para busca foram: “amamentação”, “aleitamento materno”, “preparação das mamas para amamentação”, “complicações da amamentação”, cuidados com as mamas”, “mamas”, “técnicas de amamentação”, “lactação”, “cuidados durante a amamentação” e “orientações às mães”.
Os textos em outros idiomas foram traduzidos e adaptados ao contexto do tema proposto.
O questionário aplicado aos profissionais da área abordava as seguintes questões: Deve-se realizar o processo de preparação das mamas para a amamentação? Com quantas semanas de gestação você inicia o processo de preparo das mamas para a amamentação? Até quantas semanas de gestação este preparo é realizado? Quais são os exercícios e/ou técnicas que você aplica para o preparo das mamas para amamentação? Com qual freqüência e duração os exercícios e/ou técnicas devem ser realizados? Há alguma contra-indicação para a realização destes exercícios e/ou técnicas?
A pesquisa de campo foi realizada em Julho de 2002, com a aplicação do questionário em 3 hospitais públicos, 4 hospitais particulares e em 2 clínicas particulares, não havendo critérios de exclusão. Os profissionais selecionados foram: médicos, enfermeiros e fisioterapeutas, que atuam ou já atuaram na área de aleitamento materno. Foram distribuídos 100 questionários, os quais foram selecionados 60 (sendo 20 de médicos, 20 de fisioterapeutas e 20 de enfermeiros), utilizando-se o tempo de atuação na área para critério de exclusão.
O questionário aplicado encontra-se a seguir:
DADOS PESSOAIS:
– Nome:_________________________________________________________
– Idade:______________Profissão:___________________________________
– Local de Trabalho:_______________________________________________
– Endereço:______________________________________________________
– Telefone:______________________________________________________
– Instituição de Graduação:_________________________________________
– Tempo de atuação na área:_________________________________________

PREPARAÇÃO DAS MAMAS PARA A AMAMENTAÇÃO

1. Você considera importante a preparação das mamas para a amamentação?
( ) Sim
( ) Não

2. Com quanto tempo de gestação deve-se iniciar o processo de preparação das mamas para a amamentação?
( ) 1o trimestre
( ) 2o trimestre
( ) 3o trimestre

3. Quando se deve finalizar a preparação das mamas para a amamentação?
( ) 9o mês ou até o final da gestação
( ) 8o mês
( ) 7o mês
( ) antes ou até o 6o mês (____________)

4. O processo de preparação das mamas para amamentação interfere na liberação do hormônio ocitocina, podendo induzir o um parto prematuro?
( ) Sim
( ) Não

5. Das técnicas ou procedimentos para preparação das mamas para amamentação, quais você utiliza?
( ) Série de Hoffman
( ) Banhos de sol com os mamilos expostos
( ) Fricções nos mamilos com toalha ou bucha vegetal
( ) Massagens
( ) Utilização de sutiã com orifício na região mamilar
( ) Outros, quais?____________________________

6. Você utiliza ou indica a realização da manobra com seringa para a protusão dos mamilos?
( ) Sim
( ) Não
( ) Desconheço

7. Para a eficácia da preparação das mamas para amamentação, com qual freqüência os exercícios devem ser realizados?
( ) 1x/semana
( ) 2x/semana
( ) 3x/semana
( ) diariamente

8. Existem contra-indicações para a realização do preparo das mamas para amamentação?
( ) Não
( ) Sim, quais?_____________________________________

9. Das complicações abaixo, quais são mais comumente evitadas?
( ) Ingurgitamento mamário
( ) Fissura mamilar
( ) Mastite puerperal
( ) Ductos lactíferos bloqueados

10. Se através da realização da preparação das mamas para a amamentação não se conseguir evitar o surgimento destas complicações, quais procedimentos você realiza ou indica?
( ) Ordenha manual
( ) Massagem
( ) Aplicação de calor
( ) Aplicação de frio
( ) Utilização de pomada ou creme
( ) Utilização de bico intermediário
( ) Outros, quais?_____________________________________

III – RESULTADOS

1. Você considera importante a preparação das mamas para a amamentação?

2. Com quanto tempo de gestação deve-se iniciar o processo de preparação das mamas para a amamentação?

3. Quando se deve finalizar a preparação das mamas para a amamentação?

4. O processo de preparação das mamas para amamentação interfere na liberação do hormônio ocitocina, podendo induzir a um parto prematuro?

5. Das técnicas ou procedimentos para preparação das mamas para amamentação,  quais você utiliza?

6. Você utiliza ou indica a realização da manobra com seringa para a protusão dos mamilos?

7. Para a eficácia da preparação das mamas para amamentação, com qual freqüência os exercícios devem ser realizados?

8. Existem contra-indicações para a realização do preparo das mamas para  a  amamentação?

9. Das complicações abaixo, quais são mais comumente evitadas?

10. Se através da realização da preparação das mamas para  a  amamentação não se conseguir evitar o surgimento destas complicações, quais procedimentos você realiza ou indica?


IV – DISCUSSÃO

Realizar uma pesquisa de campo com o objetivo de verificar a importância do preparo das mamas para amamentação e os parâmetros que devem ser seguido para sua realização não é uma meta muito fácil, pois existem contradições a respeito do assunto na literatura.
Conforme observou-se nos resultados, 90,0% (54/60) dos profissionais consideram importante realizar o preparo das mamas para amamentação, pois acreditam que uma adequada preparação das mamas pode evitar o surgimento de diversas complicações decorrentes da amamentação. Os profissionais (10,0% – 6/60) que não consideram importante realizar o preparo das mamas para a amamentação, acreditam que elas são anatomicamente e fisiologicamente preparadas para a amamentação, não sendo necessário nenhuma intervenção para o seu preparo. Se as mamas são anatomicamente e fisiologicamente preparadas para a amamentação, por que surgem as complicações?
De acordo com os questionários, 100% (54/54) dos profissionais dizem que com a realização da preparação das mamas para a amamentação, pode-se evitar o surgimento fissura mamilar e mastite puerperal. Enquanto, 92,6% (50/54) dos profissionais acreditam que além destas complicações, a preparação das mamas para a amamentação, evita-se o surgimento de ingurgitamento mamário e ductos lactíferos bloqueados.
Para a realização da preparação das mamas para a amamentação, 90,7% (49/54) utilizam a série de Hoffman; 100% (54/54) utilizam banhos de sol com os mamilos expostos; 88,9% (48/54) utilizam fricções nos mamilos com toalha ou bucha vegetal; 66,6% (36/54) utilizam massagens; 25,9% (14/54) indicam a utilização de sutiã com orifício na região mamilar e 13% (7/54) indicaram que utilizam outros procedimentos.
De acordo com Vinha (1999), no pré-natal, a gestante deve ser ensinada a realizar os exercícios de Hoffman para a exteriorização e preparação dos mamilos para a amamentação.
Rego (2001), revela que estudos recentes feitos pela Organização Mundial da Saúde, evidenciaram ausência de benefícios na realização de exercícios para protusão de mamilos invertidos ou planos e que estas manobras são desnecessárias como rotina.
Em relação à freqüência da realização dos exercícios para que estes sejam eficazes, 90,7% (29/54) dos profissionais, dizem que os exercícios devem ser feitos diariamente, enquanto 7,4% (17/54) dos profissionais dizem que os exercícios devem ser feitos três vezes por semana e 1,90% (8-54) dos profissionais dizem que os exercícios devem ser realizados duas vezes por semana. Estes dados revelam que existe um consenso, entre os profissionais, em relação à freqüência dos exercícios.
Vinha (1999), também diz que os exercícios devem ser realizados diariamente, porém três vezes ao dia, com três séries de cinco repetições, não podendo ser utilizados lubrificantes para a realização dos mesmos.
Pode-se observar que a literatura apresenta contradição quanto a utilização da serie de Hoffman, porém os profissionais, através da prática, constataram que a série de Hoffman traz benefícios para as gestantes que apresentam mamilos invertidos ou planos, facilitando e possibilitando a amamentação.
Segundo Lana (2001), a manipulação do mamilo e da aréola induz a produção de ocitocina, que pode causar contrações uterinas, que são perigosas no caso de risco de parto prematuro, por isso não deve se utilizar a série de Hoffman para a protusão dos mamilos, sendo assim, os mamilos invertidos ou planos devem ser cuidados apenas no pós-parto, imediatamente antes das mamadas, usando-se uma seringa adaptada para tracionar os mamilos e torná-los protusos para aquela mamada.
Ao contrário de Lana (2001), a maioria dos profissionais (77,8% – 42/54) não utilizam a manobra com seringa para a protusão dos mamilos, por julgá-la desnecessária e dolorosa.
A maioria dos profissionais (66,67% – 40-60), dizem que o processo de preparação das mamas para amamentação não interfere na liberação do hormônio ocitocina, não induzindo ao risco de parto prematuro, alguns profissionais (33,33% – 20/60) dizem que a manipulação dos mamilos pode interferir na liberação do hormônio ocitocina, induzindo ao risco de um parto prematuro.
Se 33,33% (20/60) dos profissionais acreditam que a manipulação dos mamilos interfere na liberação do hormônio ocitocina, induzindo ao risco de um parto prematuro, pode se observar que alguns profissionais entraram em contradição, pois 90,7% (49/54) dos profissionais utilizam a série de Hoffman, onde a manipulação dos mamilos é realizada, sendo que 81,67%% (49/54) até o 9o mês ou final da gestação. Como pode um profissional utilizar a série de Hoffman até o 9o mês ou final da gestação, acreditando que a manipulação dos mamilos pode levar a gestante a ter um parto prematuro?
Todos os profissionais (100,0% – 54/54), que acham importante o preparo das mamas para amamentação, indicam banhos de sol com os mamilos expostos, e a grande maioria dos profissionais, (88,9% – 48/54), indicam as fricções nos mamilos com toalha ou bucha vegetal.
Segundo Freitas et al (1999), a gestante deve massagear as aréolas e os mamilos com bucha vegetal ou com uma toalha macia friccionando suavemente com água fria ou morna. Esta massagem ajudará a tornar a pele desta região mais resistente.
Já Lana (2001), não recomenda esfregar os mamilos e aréolas com toalha felpuda, bucha ou esponja durante ou após o banho, pois este procedimento funciona como lixa, descamando a pele, tornando-a mais fina, além de ressecá-la, na medida em que elimina a gordura protetora produzida pelo mamilo-aréola.
Rego (2001), também não recomenda a utilização de fricções nos mamilos, pela predisposição à irritação da pele, podendo interferir na função das células de Montgomery na limpeza e lubrificação da aréola e mamilos.
Porém Rezende e Montenegro (1999), diz que preparar os mamilos no pré-natal, com banhos de sol e fricções com toalha, para diminuir a sensibilidade dos mamilos, é uma profilaxia para a ocorrência de lesões do epitélio mamilar com o inicio da sucção.
Balaskas (1999) e Lana (2001), também indicam banhos de sol com os mamilos expostos, sendo que as mulheres de pele clara devem tomar banho de sol para fortalecer a aréola e o mamilo a partir do sétimo mês de gravidez. O sol deve ser tomado antes das 10:00 e após as 16:00 horas, iniciando-se com cinco minutos por dia, até completar trinta minutos por dia.
Deve-se expor diariamente os seios ao sol durante 15 a 30 minutos, antes das 10:00 e/ou após as 16:00 horas, para fortalecer a pele, deixando os mamilos mais resistentes e prevenir problemas nos primeiros dias de amamentação. (www.webmedicos.com.br/Busca/Guias/141100_amamentacao.asp, 2002; www.hospitalgeral.com/maternidade/amamentacao/preparacao.htm, 2002).
Pode-se observar que existe um consenso entre os profissionais e a literatura quanto à importância dos banhos de sol com os mamilos expostos. Já, em relação a fricções nos mamilos com toalha ou bucha vegetal, ainda pode-se observar uma controvérsia quanto aos benefícios que esta técnica pode trazer.
Alguns profissionais (66,7% – 36/54), indicam a realização de massagens nas mamas no preparo destas para amamentação.
Segundo Balaskas (1999), a massagem nas mamas ajuda a lubrificar e suavizar a pele ao redor do mamilo e da aréola. Com a palma e os dedos de uma mão, faça massagens ao redor de toda a mama, com movimentos firmes, de fora para dentro, em direção ao mamilo.
Sallet (2000), também indica a utilização de massagens nas mamas, pois ajudam na realização de uma drenagem linfática na região, melhorando o inchaço e a congestão das mamas.
Não foi encontrado na literatura dados que contra indicam a utilização de massagens nas mamas no seu preparo para a amamentação, não sendo possível justificar por que alguns profissionais não indicam este procedimento.
Uma pequena parte dos profissionais (25,9% – 14/60), indica a utilização de sutiã com orifício na região mamilar.
Segundo Lana (2001), é útil usar sutiã de amamentação, com o bojo aberto, pois o roçar constante do mamilo contra a roupa fortalece a pele delicada do mamilo.
Pelo fato do questionário ter deixado uma opção para que os profissionais apontassem outros procedimentos utilizados, 13,0% (7/60) dos profissionais indicaram a utilização de cremes hidratantes nas mamas.
Porém segundo Rego (2001), o uso de creme hidratantes nas mamas e mamilos não deverá ser indicado, pois pode tornar a pele dos mamilos extremamente fina, facilitando o aparecimento de fissuras.
Em relação ao tratamento das complicações decorrentes da amamentação, 81,5% (44-54) dos profissionais indicam a realização de massagens nas mamas; 87,0% (47/54) dos profissionais indicam a realização da ordenha manual; 66,7% (36/54) dos profissionais indicam ou utilizam a aplicação de calor (compressas quentes, bolsas de água quente, banho quente…) nas mamas; 11,1% (6/54) dos profissionais indicam ou utilizam a aplicação de frio (bolsa de gelo, compressas frias…) nas mamas; 38,9% (21/54) dos profissionais indicam a utilização de pomadas nas mamas e 24,1% (13/54) dos profissionais indicam a utilização de bico intermediário. Ao responderem os questionários, nenhum dos profissionais mencionou qual tratamento utiliza, de acordo com a patologia existente, fato que dificulta a verificação do tratamento que deve ser utilizado em cada uma das complicações, pois segundo a literatura, o tratamento destas, em alguns casos, são diferentes uns dos outros.
Segundo Rezende e Montenegro (1999), em casos de ingurgitamento mamário ou ductos lactíferos bloqueados a massagem deve ser utilizada, pois facilita a desobstrução dos canais e canalículos.
Lana (2001), recomenda a utilização de massagens em casos de ingurgitamento mamário, ductos lactíferos bloqueados e mastite puerperal, e diz que a massagem deve ser feita suavemente com movimentos circulares nas áreas afetadas da mama, pois além de facilitar a desobstrução dos canais e canalículos, a massagem estimula a síntese de ocitocina, necessária ao reflexo de ejeção.
De acordo com Rezende e Montenegro (1999), a ordenha manual deve ser utilizada em casos de ingurgitamento mamário, ductos lactíferos bloqueados e mastite, pois o excesso de leite, quando acumulado nos canais, canalículos e ampolas galactóforas, gera o aumento de tensão interna da glândula, provocando dor pela obstrução. Nestes casos a ordenha manual estimula o mecanismo fisiológico da lactopoiese da glândula mamária, evitando a diminuição da produção do leite e obstrução progressiva do sistema canalicular.
Segundo Lana (2001) e Rego (2001), nos casos de ingurgitamento mamário, deve-se utilizar à ordenha manual com o objetivo de manter a aréola sempre macia e fácil de abocanhar e para promover a retirada do leite acumulado, evitando desta forma o surgimento de mastite puerperal. Em casos de fissuras mamilares em que for necessário suspender temporariamente a amamentação, a mama deverá ser ordenhada manualmente para que não ocorra ingurgitamento mamário e diminuição da produção de leite, e nos casos de mastite puerperal, deve-se realizar a ordenha manual, pois o acúmulo de leite aumenta a inflamação.
De acordo com a literatura e a pesquisa de campo, pode-se observar que existe um consenso em relação à utilização de massagens e ordenha manual no tratamento das complicações da amamentação. Os profissionais que não utilizam a massagem (19,5% – 10/54) e a ordenha manual (13,0% – 7/54) em seus tratamentos, não justificaram o motivo pelo qual não utilizam estes procedimentos, porém através do estudo realizado, pode se observar que a massagem e a ordenha manual tem grande importância no tratamento de ingurgitamento mamário, ductos lactíferos bloqueados, mastite puerperal e fissuras mamilares.
Em relação à utilização da aplicação de calor e frio, existe uma grande controversa quanto ao assunto na literatura. De acordo com os resultados obtidos, observou-se que a maioria dos profissionais, (66,7% – 36/54), indicam a utilização da aplicação de calor, enquanto a minoria (11,1% – 6/54) indica a aplicação de frio, porém não houve explicações do porque deve se utilizar aplicação de calor ou frio. Alguns profissionais indicam utilização da aplicação de calor e frio, porém não especificaram quando cada uma deve ser utilizada.
Rezende e Montenegro (1999), em casos de ingurgitamento mamário, recomendam a aplicação de calor (banho de sol, compressa ou bolsa de água quente) sobre as mamas, pois o calor promove uma vasodilatação nos canais e canalículos, favorecendo a ejeção do leite.
Em contrapartida Lana (2001) e Rego (2001), dizem que a aplicação de calor é rigorosamente proibida, por aumentarem ainda mais a produção de leite.
Rego (2001), explica que, logo no inicio da aplicação, o calor poderá aliviar a dor pela eliminação de pequena quantidade de leite, mas os seios lactíferos aumentarão de tamanho e darão mais espaço a produção de leite, fazendo com que a dor fique mais intensa e a drenagem mais difícil.
Lana (2001), acrescenta que, em casos de mastite, a aplicação de calor não apresenta eficácia terapêutica, pois a inflamação se localiza muito profundamente na mama, só ajudando quando o processo inflamatório é superficial, ou seja, na pele.
Em relação à aplicação de frio nos casos de ingurgitamento mamário, Rego (2001), também contra indica, porque, no inicio, a mulher poderá sentir certo alivio, mas, em seguida, os canalículos e os canais lactíferos se estreitarão, diminuindo o espaço interno para o volume de leite materno existente, piorando o quadro clínico.
Entretanto, Lana (2001), diz que a aplicação de frio deve ser usada em razão de seu efeito anestésico local facilitar a massagem e a ordenha, além de reduzir o edema das mamas e causar diminuição da produção de leite pela vasoconstrição determinada pelo frio. E acrescenta que a aplicação não deve exceder quinze minutos, pois após este tempo causa, num segundo momento, vasodilatação reflexa, gerando um aumento da produção de leite.
Lana (2001), indica, também, a aplicação de frio nos casos de mastite puerperal, por diminuírem a dor, facilitando a massagem e a ordenha manual, além de ajudar a controlar a produção de leite.
Rezende (1998), explica que a utilização de aplicação de frio visa reduzir o metabolismo mamário. Ao revés, a aplicação de calor agrava o ingurgitamento mamário pela maior produção de leite e posterior incremento na pressão intracanicular.
Segundo Rego (2001), Almeida (1999) apresenta uma discussão bastante interessante sobre o assunto e conclui que a aplicação de calor ou frio, massagem e ordenha são técnicas à disposição do profissional de saúde para melhor servir a mulher.
Desta forma pode-se notar que a melhor conduta em relação à aplicação de calor ou frio é analisar os prós e os contras, para cada caso, analisando as reações da nutriz, pois cada mulher pode reagir de uma maneira à aplicação de calor ou frio.
Os profissionais que recomendam a utilização de cremes ou pomadas (38,9% – 21/54) e bicos intermediários (24,1% – 13/54), não especificaram em quais complicações estes deveriam ser utilizados, porém, através do que foi estudado, entende-se que devem ser nos casos de fissuras mamilares.
De acordo com Rego (2001), os creme ou pomadas não devem ser utilizados pela observação de seus resultados não serem satisfatórios e, além disso, podem piorar as fissuras pelo atrito causado para a sua retirada. Em relação aos bicos intermediários, diz que diminuem o volume de leite obtido em torno de 22% e tornam difícil promover o retorno à mamada diretamente na mama.
Lana (2001), também contra indica a utilização de creme ou pomada, por provocarem descamação da pele, deixando-a mais fraca e mais sensível. Diz que os bicos intermediários não devem ser usados, embora diminuam a dor e evitam traumatizar as fissuras, influi negativamente no sucesso da amamentação, pois é um fator de confusão de bicos, além de não permitir uma boa pega, fazendo com que o leite não seja retirado adequadamente.
Pode-se observar que em relação à utilização de creme ou pomada e bico intermediário, parece existir um consenso, pois a maioria dos profissionais não recomenda a sua utilização, apresentando a mesma opinião que a literatura.
Pode-se observar que não existe parâmetro quanto ao inicio da preparação das mamas para a amamentação, sendo que 26,67% (16/60) dos profissionais indicam o 1o trimestre de gestação para o seu inicio, 38,33% (23/60) indicam o 2o trimestre de gestação e 25% (15/60) indicam o 3o trimestre de gestação, sendo que não houve explicações em relações as respostas.
Já em relação à finalização do preparo das mamas, 81,67% (49/60) dos profissionais dizem que a preparação das mamas deve ocorrer até o 9o mês ou final da gestação, 6,67% (4/60) dos profissionais, dizem que as mamas devem ser preparadas para amamentação até o 8o mês de gestação e 1,67% (1-60) dos profissionais, dizem que as mamas devem ser preparadas antes ou até o 6o mês de gestação. Com isso observa-se que existe um consenso em relação à finalização da preparação das mamas para a amamentação que, de acordo com os resultados, deve ocorrer no 9o mês ou final da gestação.
A maioria dos profissionais (72,0% – 54/60), afirmam que não existem contra-indicações para a realização do preparo das mamas para amamentação, porém 28,0% (15/54) dos profissionais acreditam que existem contra-indicações, entretanto não houve consenso em relação às mesmas.

V – CONCLUSÃO

Através deste trabalho, pode-se verificar que a realização da preparação das mamas para amamentação é muito importante, pois previne o surgimento de diversas complicações que interferem no sucesso da amamentação.
Entretanto, em relação aos parâmetros a serem utilizados para a realização desta preparação, observou-se que existem contradições entre os profissionais, que ao responderem o questionário, demonstraram realizar a preparação das mamas para a amamentação de acordo com o que acreditam estar correto. Fato que pode ocorrer pela carência de estudos na área.
Quanto aos procedimentos que devem ser utilizados na preparação das mamas para amamentação, pode se observar que houve unanimidade apenas em relação aos banhos de sol, o que torna possível concluir que não existe um consenso em relação a quais técnicas ou procedimentos devem ser utilizados na preparação das mamas para a amamentação.
Além da preparação das mamas para a amamentação, é importante a orientação da gestante quanto ao posicionamento e pega correta, pois quando estes estão incorretos também colaboram para o surgimento das complicações decorrentes da amamentação.
De acordo com os resultados obtidos, percebeu-se que existe a necessidade da realização de trabalhos práticos de pesquisa, para que se torne possível à determinação dos parâmetros a serem utilizados na preparação das mamas para a amamentação, bem como as técnicas e os procedimentos, elaborando um possível protocolo.

VI- REFERÊNCIAS

Referências literárias
AUERBACH, K. e RIORDAN, J.. Atlas clínico de amamentação. 1a. ed. Rio de Janeiro: Revinter Ltda, 2000
BALASKAS, J.. Gravidez natural. 1a. ed. São Paulo: Manole, 1999
BRUNNER, S. et al.. Tratado de enfermagem médico e cirurgia. 7a. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1994
COSTA, M.. A saúde dos seios. 1a. ed. Rio de Janeiro: Diagraphic Editora, 1999
FREITAS, F. et al.. Rotinas em obstetrícia. 2a. ed. São Paulo: Artes Médicas, 1993
GUYTON, A. C. e HALL, J.. Fisiologia humana. 6a. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998
GUYTON, A. C. e HALL, J.. Tratado de fisiologia médica. 9a. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1997
LANA, A. P. B.. O livro de estimulo à amamentação: uma visão biológica, fisiológica e psicológica comportamental da amamentação. 1a. ed. São Paulo: Atheneu, 2001
MOORE, K. L.. Anatomia orientada para clínica. 3a. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1996
MORAIS, E. N.. Temas de obstetrícia. 1a. ed. São Paulo: Roca, 1992
NEME, B.. Obstetrícia básica. 1a. ed. São Paulo: Sarvier, 1995

POLDEN, M. e MANTLE, J.. Fisioterapia em ginecologia e obstetrícia. 2a. ed. São Paulo: Livraria Santos, 2000
REGO, J. D. (ed.).. Aleitamento materno. 1a. ed. São Paulo: Atheneu, 2001
REZENDE, J. e LINHARES, E.. Obstetrícia. 7a. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1993
REZENDE, J. e MONTENEGRO, C. A. B.. Obstetrícia fundamental. 8a. ed. Rio de Janeiro: Guanaba Koogan, 1999
REZENDE, J.. Obstetrícia. 8a . ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998
SALLET, C.G.. Grávida e Bela. 1a. ed. São Paulo: Senac, 2000
SOUZA, E. L. B. L.. Fisioterapia aplicada à obstetrícia & aspectos de neonatologia. 2a. ed. Belo Horizonte: Helth, 1999
SPENCE, A. P.. Anatomia humana básica. 2a. ed. São Paulo: Manole, 1991
VINHA, V. H. P.. O livro da amamentação. 1a. ed. São Paulo: CLR Balieiro, 1994
VINHA, V. H. P.. Projeto aleitamento materno. 1a. ed. São Paulo: Fundo Editorial BYK, 1999
WEHBA, J. et al.. Nutrição da criança. 1a. ed. São Paulo: Fundo Editorial BYK, 1999
WORTHINGTON, R. e WILLIANS, V.. Nutrição na gravidez e na lactação. 3a. ed. Rio de Janeiro: Interamericana, 1986

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Referências extraídas da internet
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ALEITAMENTO.ORG. (2002) Técnicas de amamentação.
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HOSPITALGERAL. (2002) A preparação dos seios.
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WEBMEDICOS. (2002) O preparo para a amamentação.
http://www.webmedicos.com.br/Busca/Guias/141100_amamentação

Referências complementares
– Referências literárias
AUERBACH, K. et al. Amamentação: guia prático. 1a. ed. Rio de Janeiro: Revinter Ltda, 2000
DOUGLAS, C. R.. Fisiologia geral. 1a. ed. São Paulo: Robe, 1999
-Referências de artigos de periódicos
CHERTK, I.. Relief of Breast Engorgement for the Sabbath-Observant Jewish Woman. JOGNN, v.28, p.365-69, julho/agosto. 1999.
HURST, N. M. et al.. Growth and Development of a Hospital-based Lactation Program and Mother’s own Milk Bank. JOGNN, v.27, p.503-10, setembro/outubro. 1998.
– Referências extraídas da internet
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http://www.aleitamento.org.br/porqueam.htm
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HOSPITALGERAL. (2002) Anatomia da mama.
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HOSPITALGERAL. (2002) Benefícios da amamentação.
http://www.hospitalgeral.com/maternidade/amamentação/beneficios.htm
HOSPITALGERAL. (2002) Dificuldades e problemas mais comuns na amamentação.
http://www.hospitalgeral.com/maternidade/amamentação/dificuldades.htm
HOSPITALGERAL. (2002) Composição do leite materno.
http://www.hospitalgeral.com/maternidade/amamentação/composição.htm
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http://www.hospitalgeral.com/maternidade/amamentação/fisiologia.htm
HOSPITALGERAL. (2002) Técnicas de amamentação.
http://www.hospitalgeral.com/maternidade/amamentação/tecnicas.htm

HOSPITALGERAL. (2002) O desmame.
http://www.hospitalgeral.com/maternidade/amamentação/desmame.htm

2 comentários em “A IMPORTÂNCIA DA PREPARAÇÃO DAS MAMAS PARA AMAMENTAÇÃO”

  1. Heloiza S Duarte

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