A IMPORTÂNCIA DA MOBILIZACÃO PRECOCE NA SÍNDROME DO IMOBILISMO

INGRIDY THAISE DOS SANTOS CASTRO

Trabalho de Conclusão do Curso de Fisioterapia, Faculdade Uninassau, para obtenção do título de Fisioterapeuta.
Orientador (a): Prof Francisco Carlos Santos Cerqueira

DEDICATÓRIA
Dedico essa grande conquista à minha mãe, Evanilda Amazonas dos Santos. Mulher lutadora, forte e melhor orientadora da vida. OBRIGADA

AGRADECIMENTO
Agradeço primeiro a Deus por ter me mantido na trilha certa durante esta pesquisa cientifica com saúde e forças pra chegar até o final. Sou grata a minha mãe Evanilda Amazonas e namorado Anderson Souza pelo apoio e incentivo que me deram, a minha prima e amiga de faculdade Mônica Libório por estar presente e ter me ajudado durante os 5 anos de academia. Agradecimento especial ao meu orientador Carlos Cerqueira pelo incentivo e pela dedicação do seu tempo ao meu artigo científico.

EPÍGRAFE
“Ainda que a minha mente e o meu corpo enfraqueçam, Deus é a minha força, ele é tudo que eu preciso’
’SALMO

RESUMO

O artigo trata da importância da mobilização precoce na síndrome do imobilismo. A síndrome do imobilismo é um conjunto de alterações que ocorrem em pacientes que estão acamados por um tempo prolongado. Essas mudanças podem comprometer todos os sistemas do corpo e com isso afetar a funcionalidade, redução da capacidade de realizar exercícios, comprometimento articular, muscular e diminuição da aptidão ao realizar esforços. O artigo tem como finalidade metodizar a importância da mobilização precoce na síndrome do imobilismo em pacientes acamados, críticos e hospitalizados. A pesquisa foi realizada pelo método explicativo, qualitativo e o objeto por meio bibliográfico mediante de leitura documental. A partir desses resultados podemos concluir que a mobilização precoce demonstra ter efeitos positivos nesses fatores, mostrando que a técnica de mobilização precoce é seguras e tem efeitos positivos e são fundamentais no tratamento para pacientes que estão submetidos ao leito.

Palavras-chaves:Síndrome do imobilismo, Mobilização precoce, UTI.

ABSTRACT

The article deals with the importance of early mobilization in the immobilization syndrome. The immobilization syndrome is a set of changes that occur in patients who are bedridden for a long time. These changes can compromise all systems of the body and thereby affect functionality, reduced ability to exercise, joint, muscle impairment and decreased fitness when making efforts. The article aims to methodize the importance of early mobilization in the immobilization syndrome in bedridden, critical and hospitalized patients. The research was carried out by the explanatory, qualitative method and the object through bibliographic means through documentary reading. From these results, we can conclude that early mobilization demonstrates positive effects on these factors, showing that the early mobilization technique is safe and has positive effects and is fundamental in the treatment for patients who are submitted to bed.

Keywords: Immobilization syndrome, Early mobilization. ICU.

1. INTRODUÇÃO

A fisioterapia faz parte da equipe de uma unidade hospitalar e com as grandes inovações tecnológicas o fisioterapeuta tem tido uma grande preocupação de inovação em cuidados e interesses pelas melhores técnicas e condutas no tratamento de pacientes acamados.

As complicações, declínios e mortalidade desses pacientes enfermos tem alto índice nas unidades hospitalares por conta da imobilidade ao leito, contribuí para a piora de sua capacidade funcional, aumento do custo assistencial, redução da qualidade de vida e sobre vida após a alta hospitalar.

Antigamente a equipe médica acreditava que o repouso e imobilidade no leito eram aconselhados para a estabilização clínica. Hoje, há comprovação que a imobilidade prologada poderá desenvolver a síndrome do imobilismo podendo afetar os sistemas do corpo.

Este artigo científico foi realizado sobre pacientes críticos, acamados, com idade mínima de 18 anos, hospitalizados e ambos os sexos. Diante da grande preocupação pela saúde dos pacientes e interesses em um bom prognóstico do mesmo, está pesquisa buscou informações e dados para responder o seguinte problema: Quais os efeitos positivos que a mobilização precoce pode ser benéfica em pacientes acamados que são comprometidos pela síndrome do imobilismo? A problemática leva em consideração a hipótese de que a imobilidade poderá desenvolver comprometimentos metabólicos e funcionais nos pacientes hospitalizados que são solucionáveis através da mobilização.

Portanto o artigo cientifico tem o objetivo de averiguar se técnica de mobilização precoce é a mais eficaz nesta patologia apresentada, possibilitando a diminuição de tempo ao leito, tornando o paciente ativo e diminuindo seu tempo de internação.

A pesquisa é de suma importância porque vai divulgar os meios da mobilização precoce contribuindo para a atuação dos profissionais da área da saúde. Será relevante pois vai mostrar para os fisioterapeutas a importância da fisioterapia na síndrome do imobilismo. Para os pacientes ou familiares de pacientes hospitalizados contribuirá para um melhor conhecimento das condições do paciente e como podem ser tratadas.

Nesta revisão bibliográfica foi obtida informações através das bases de dados: SciELO, PEDro e PubMed. Pelo método explicativo, recurso qualitativo mediante de leitura documental.

O primeiro capítulo do desenvolvimento fala sobre a patologia, definindo o conceito e como ela se desenvolve, no segundo capítulo enfatiza quais são os sistemas que são comprometidos pela síndrome do imobilismo, no terceiro capítulo sobre os benéficos da fisioterapia utilizando a mobilização precoce na síndrome do imobilismo e estudos onde mostram a aplicação da mobilização precoce em pacientes, críticos, acamados e hospitalizados e quais os benefícios que foram adquiridos, no quarto capítulos fala sobre a análise, discussão e resultados do que se chegou nesse artigo cientifico.

2. DESENVOLVIMENTO

2.1. SÍNDROME DO IMOBILISMO

O imobilismo é uma patologia causada pela imobilidade prologada, podendo comprometer os sistemas do corpo, como o sistema musculoesquelética, tegumentar, respiratória, cardiovascular, gastrointestinal geniturinário e nervoso (SILVA et al., 2010). (CAZEIRO et al, 2010) Seja qual for a sua causa, o repouso prolongado pode trazer sérios agravos à saúde do indivíduo. Tais agravos, quando considerados em conjunto, recebem denominações como síndrome do imobilismo, da imobilização, do desuso, do descondicionamento físico ou são identificados como sequelas, complicações, efeitos deletérios da inatividade, do repouso no leito ou da imobilização prolongada.

2.2. SISTEMAS COMPROMETIDOS PELO IMOBILISMO

HBERT E XAVIER (2003), informam que geralmente o sistema musculoesquelético é o mais acometido pelo imobilismo, as limitações funcionais podem prejudicar as transferências, posturas e a sua locomoção no leito e em cadeiras de rodas, dificultar as AVD alterar o padrão da marcha e aumentar o risco de formação de lesões por pressão. O imobilismo a partir de 12 a 15 dias já pode gerar muitas alterações no sistema músculo esquelético (HANSON, 2002). A partir 3 a 5 semanas o paciente pode perder a metade da força muscular (CAZEIRO et al, 2010).

Em relação ao sistema tegumentar que é um dos sistemas acometidos, a inatividade e a permanência por um longo período na mesma posição faz com que algumas áreas da pele sofram isquemia, levando a lesão por pressão ou escaras. Se não tradadas pode atingir a pele, tecido adiposo, tendões e ossos. (ARAÚJO et al, 2010).

No sistema respiratório de acordo com PERES et al 2010) diz que fraqueza e diminuição dos movimentos diafragmáticos e excursão torácico leva a um aumento da resistência mecânica à respiração, diminuição da ventilação, redução da tosse e dificuldade para a eliminação das secreções.

(ARAÚJO et al, 2010) relata que o sistema cardiovascular há comprometimentos como o aumento da frequência cardíaca de repouso, onde o pulso aumenta um batimento por minutos a cada 2 dias, repercutindo a deficiência cardíaca. Após três semanas, são necessários de 26 a 72 dias de atividade contínua para retornar o nível prévio ao repouso, que corresponde a uma redução de 25% do desempenho cardiovascular. Além disso ocorre uma elevação da pressão arterial sistólica por conta do aumento da resistência periférica e o tempo de ejeção sistólico absoluto e diastólico é encurtado, diminuindo o volume sistólico. É importante ressaltar que a hipotensão ortostática e a taquicardia podem resultar como tentativa de compensação do coração da queda desse volume.

O sistema gastrointestinal também é acometido, sofre uma perda de apetite, déficit nutricional, diminuição dos movimentos peristálticos e consequentemente uma má absorção de nutrientes causada por alto nível de adrenérgicos. Esse fator mais a perda de volume plasmático, desidratação e a imobilidade no leite geralmente causa constipação (SANTOS et al AL,2010).

Outro sistema acometido é o geniturinário, onde de acordo com (SANTOS et al, 2010) a maioria dos pacientes com síndrome do imobilismo é incontinente. 40% com incidência de pessoas que estão restritas ao leito desenvolvem infecção do trato urinário. A maioria são pacientes institucionalizados.

Além dos anteriores o Sistema Nervoso ocorre implicação por conta de privação sensorial, da falta de estimulação e isolamento social, tais como: depressão, ansiedade, insônia, desorientação temporoespacial, comprometimento de equilíbrio e coordenação motora, diminuição da tolerância à dor e da capacidade intelectual. Podem ocorrer neuropatias por compressão pelo motivo de posicionamento no leito (SANTOS et al, 2010). Distúrbios emocionais como a ansiedade e depressão também contribuem para aumentar o tempo de internação afetando a qualidade de vida destes pacientes no período de um a sete anos após a alta hospitalar ­ (FELICIANO et al 2012).

2.3. MOBILIZAÇÃO PRECOCE

(FEITOSA et al, 2014) diz que a mobilização precoce em conjunto com a equipe de fisioterapia é fundamental da UTI, onde promove a diminuição de tempo de internação, melhora o desempenho funcional do paciente internado e gerando menores custos hospitalares.

As intervenções na mobilização precoce são benéficas para pacientes com doença crítica, pois reduzem a fraqueza muscular adquirida na unidade de terapia intensiva (UTI). O conhecimento adequado da população que está em risco de desenvolver distúrbios musculares é de extrema importância, e os dois principais riscos evidentes são a ventilação mecânica por longos períodos e a imobilidade (MIRANDA et al, 2016).

A imobilidade tem um grande fator nas doenças neuromusculares e a mobilização precoce pode ser valiosas intervenções para mitigar essas sequelas (HASHEM et al, 2016).

A terapia física precoce, inclusive durante o período de intubação e suporte ventilatório, pode ser realizada com segurança, melhorando os resultados funcionais dos pacientes. (SILVA et al, 2012).

(CAVALCANTE, 2019) diz sobre mobilização passiva e ativa, que cerca de 10 a 20 mobilizações por articulação selecionada, em até duas vezes/dia. Em casos de rigidez articular, as mobilizações passivas podem incluir movimentos acessórios ou deslizamentos, objetivando aumentar a amplitude de movimento. A mensuração da amplitude de movimento por goniometria pode ser feita periodicamente para avaliar o possível ganho de amplitude.

Uma hora por dia, em até duas vezes de 30 minutos. Os exercícios ativos devem incluir movimentos funcionais geralmente em diagonais, combinando, como exemplo, flexão, adução e rotação externa de membro superior com flexão de cotovelo, a fim de levar a mão na boca para alimentar-se que possam servir de base para atividades da vida diária. Os exercícios ativos devem incluir não somente a transferência de deitado para sentado, como também as transferências de peso na posição sentada, para os lados, adiante, para trás e em rotação do tronco, para que esta função essencial seja estável, e proporcione segurança e adequado controle do tronco.

A atuação fisioterapêutica em ênfase a cinesioterapia na Síndrome da Imobilidade é de extrema eficácia na prevenção dos agravos antes e após a sua instalação (PEREIRA et al, 2017).

A mobilização dos pacientes críticos restritos ao leito, associada a um posicionamento preventivo de contraturas articulares na UTI, pode ser considerada um mecanismo de reabilitação precoce com importantes efeitos acerca das várias etapas do transporte de oxigênio, procurando manter a força muscular, mobilidade articular, e melhorando a função pulmonar e o desempenho do sistema respiratório. Tudo isso poderá facilitar o desmame da VM, reduzir o tempo de permanência na UTI e, consequentemente, a permanência hospitalar, além de promover melhora na qualidade de vida após a alta hospitalar. (DANTAS et al, 2012).

2.3.1. A seguir alguns estudos de pacientes que foram submetidos a mobilização precoce: (SOARES et al,2010) realizou um estudo longitudinal, retrospectivo, realizado na UTI no hospital da cidade, Salvador (BA). As condutas realizadas para retirada do leito foram: Sedestação com membros inferiores MMII pendentes, sedestação na poltrona, marcha estacionária e deambulação, e avaliando o tempo de ventilação mecânica VM para e retirada, sendo as alternativas de até 24 horas, de 24 a 48h, e após 48 horas da descontinuação da VM. Foi observado que os pacientes que foram retirados após a descontinuação da VM apresentaram uma menor taxa de mortalidade.

(DANTAS et al, 2012) Um ensaio clínico, controlado e randomizado, com alocação sigilosa, realizado na UTI geral do Hospital Agamenon Magalhães (HAM). As condutas realizadas foram: Protocolo de mobilização precoce em pacientes críticos na UTI, mobilização passiva, alongamento dos quatros membros, posicionamento articular, exercício ativo assistido, transferência de deitado para sentado, transferência de sentado para cadeira, exercício ativo resistido, cicloergometria para membros inferiores (MMII) e postura ortostática. Não houve melhoras na redução de VM e diminuição de tempo na uti e hospital, porém os pacientes evoluíram com ganho de força muscular inspiratória e periférica e 50% dos pacientes obtiveram alta com grandes melhoras na capacidade funcional.

(CAVALCANTE, et al 2018) Foi realizado uma pesquisa observacional e transversal, a unidade hospitalar onde o estudo foi executado é na cidade de fortaleza. O protocolo de mobilização precoce (MP) nos membros superiores (MMSS) consistiu em flexão e extensão de punho, seguido por extensão e pronação do cotovelo, 15 movimentos de flexão e extensão do ombro com o cotovelo estendido, finalizando com abdução e adução do ombro com os cotovelos estendidos. Para os membros inferiores (MMII) foram realizados movimentos de dorso flexão e flexão plantar, seguidos por 15 movimentos de flexão e extensão de joelho e quadril, finalizando com abdução e adução de quadril. A realização dos exercícios passivos em pacientes que estavam em ventilação mecânica não ocasionou alterações significativas na hemodinâmica do ponto de vista clínico e pode ser considerada uma técnica segura e viável para minimizar os efeitos deletérios gerados pelo imobilismo.

(BURTIN et al, 2009) realizou um teste controlado e randomizado na unidade de terapia intensiva médica e cirúrgica do University Hospital Gasthuisberg onde 90 pacientes críticos foram incluídos assim que sua capacidade cardiorrespiratória permitia o uso da bicicleta ergométrica à beira do leito (a partir do quinto dia ), visto que ainda teria uma permanência prolongada na uti de 7 dias. Ambos os dois grupos receberam fisioterapia respiratória e uma sessão padronizada de exercícios passivos e ativos por 20 min por dia, usando um ergômetro de cabeceira. Na alta da unidade de terapia intensiva, a força do quadríceps e o estado funcional não foram diferentes entre os grupos. Na alta hospitalar, a distância de caminhada de 6 minutos, a força isométrica do quadríceps e a sensação subjetiva de bem-estar funcional (conforme medido com o item “Funcionamento físico” do questionário Short Form 36 Health Survey) foram significativamente maiores no grupo de tratamento.

2.4. ANÁLISE, DISCUSSÃO E RESULTADOS

2.4.1. ANÁLISE

Ao analisarmos o estudo através dessa revisão bibliográfica pela pesquisa explicativa, qualitativa, diante de literaturas documental sobre o assunto; A importância da mobilização precoce na síndrome do imobilismo. Podemos compreender que segundo os autores que foram citados a cima, o imobilismo pode comprometer vários sistemas do corpo humano em pacientes críticos que estão hospitalizados, podendo ter um alto índice de mortalidade e complicações no quadro clínico.

A intervenção de mobilização precoce pode atuar contribuindo beneficamente nas complicações já instaladas causadas pelo imobilismo, assim colaborando nas ABVD´S, na força muscular respiratória e periférica, mobilidade, articular, ósseo, acelera o processo de recuperação, evita hospitalização prolongada, custos adicionais e promove qualidade de vida após alta hospitalar. Contudo a mobilização precoce contribuí diretamente na capacidade funcional do paciente.

Para entendermos o objetivo desta pesquisa, foram coletadas informações de artigos do ano de 2010 a 2020 com palavras chaves: Síndrome do imobilismo, mobilização precoce e UTI, nas seguintes bases de dados: SciELO. PEDro e PubMed.

2.4.2. DISCUSSÃO

Em um estudo realizado pelo (SOARES, et al 2010) foi demonstrado que os pacientes retirados do leito permaneceram menos tempo na UTI. Apesar destes pacientes possuírem menor gravidade clínica, salienta-se que a saída do leito deve estar associada não só à gravidade, mas, principalmente, à funcionalidade do paciente.

Por outro lado (SCHMDT et ao 2016) diz que a mobilização precoce não é isenta de riscos e as complicações são muito reais, pois apresenta algumas variações fisiológicas após a mobilidade, Estes são a frequência cardíaca (FC) de até 15 batimentos por minuto, frequência respiratória (FR) de até 6 respirações por minuto, mudanças em pressão arterial (PA) de até 9 mmhg e quedas na saturação de 1 ponto. Embora não sejam grandes diferenças, mas percebe-se que mobilidade está ligada a fisiologia estresse e essas mudanças podem ter implicações importantes nesses pacientes na uti por terem uma reserva limitada.

Já o autor (MIRANDA et al, 2016 diz que mobilização tem grandes benefícios, porém deve ser realizada por um profissional qualificado, com cautela, pois assim se prescrito e realizado no momento errado a mobilização do paciente crítico pode causar mais danos do que benefício. Por tanto (SCHMDT et al, 2016) relata que a implementação da mobilização precoce quando realizada na população certa de pacientes, a mobilidade física é segura e factível.

2.4.3 RESULTADOS

A partir dos dados obtidos pela pesquisa, o imobilismo é causado pela imobilidade prolongada e pode afetar diretamente os pacientes críticos que estão hospitalizados. Percebe-se que grande parte da população que está em um ambiente crítico, necessariamente todos deveriam ter o acompanhamento fisioterapêutico, não apenas na manutenção da ventilação mecânica, mas também praticar protocolos de mobilização precoce. Vale ressaltar que a prática de mobilização precoce deve ser implementada de acordo com o quadro clínico e as necessidades do que pode e não pode com o paciente e o momento certo para ser realizado.

Portanto a técnica de mobilização precoce é segura no tratamento de pacientes comprometidos pelo imobilismo, porém deve ser realizada por um profissional apto e assim oferecendo diversos benéficos para o paciente.

3. CONCLUSÃO

O artigo trata da importância da mobilização precoce na síndrome do imobilismo, onde nos mostra que a mobilização pode oferecer diversos benefícios para os pacientes enfermos.

Para tanto, foram apresentados os seguintes itens: os sistemas que são comprometidos pelo imobilismo, mostrando de que forma pode afetar e prejudicar a capacidade funcional e quais são os benefícios que a mobilização precoce pode oferecer.

No curso da pesquisa verificou-se que os autores citados acima mostram que os protocolos de mobilização precoce podem agir diretamente na vida do paciente, oferecendo vantagens no quadro clínico em curto e longo prazo.

Ao final deste trabalho cientifico pode se concluir que foi respondido o problema em pesquisa, onde a mobilização precoce é benéfica e importante no tratamento de pacientes que são comprometidos pelo imobilismo.

Reputa-se de grande importância a reflexão de que aplicação da mobilização precoce também pode ser prejudicial quando aplicada no momento errado, assim levando a certeza que deve ser aplicada por um profissional qualificado.

4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Amidei C. Mobilisation in critical care: a concept analysis. Intensive Crit Care Nurs. 2012 Apr;28(2):73-81. doi: 10.1016/j.iccn.2011.12.006. Epub 2012 Feb 10. PMID: 22326102.

Burtin C, Clerckx B, Robbeets C, Ferdinande P, Langer D, Troosters T, Hermans G, Decramer M, Gosselink R. Early exercise in critically ill patients enhances short-term functional recovery. Crit Care Med. 2009 Sep;37(9):2499-505. doi: 10.1097/CCM.0b013e3181a38937. PMID: 19623052

Hashem MD, Parker AM, Needham DM. Early Mobilization and Rehabilitation of Patients Who Are Critically Ill. Chest. 2016 Sep;150(3):722-31. doi: 10.1016/j.chest.2016.03.003. Epub 2016 Mar 18. PMID: 26997241; PMCID: PMC6026260.

Miranda Rocha AR, Martinez BP, Maldaner da Silva VZ, Forgiarini Junior LA. Early mobilization: Why, what for and how? Med Intensiva. 2017 Oct;41(7):429-436. English, Spanish. doi: 10.1016/j.medin.2016.10.003. Epub 2017 Mar 7. PMID: 28283324

Taito S, Shime N, Ota K, Yasuda H. Early mobilization of mechanically ventilated patients in the intensive care unit. J Intensive Care. 2016 Jul 29; 4:50. doi: 10.1186/s40560-016-0179-7. PMID: 27478617; PMCID: PMC4966815.

AQUIM, Elias et al. Diretrizes Brasileiras de mobilização precoce em unidade de terapia intensiva. Rev bras ter intensiva, São Paulo, v. 31, n. 4, p. 434-443, 17 set. 2019. DOI doi.org/10.5935/0103-507x.20190084. Disponível em: www.scielo.com. Acesso em: 11 ago. 2020.

AQUINO, C f; VIANA, S O; FONSECA, S T. Comportamento Biomecânico e respostas dos tecidos ao estresse e à mobilização. Fisioterapia em movimento, Curitiba, ano 2005, v. 18, n. 2, p. 35-43, 24 maio 2005.

CAZEIRO, Paula; PERES, Patrícia. A terapia ocupacional na prevenção e no tratamento de complicações decorrentes da imobilização no leito. Cadernos de Terapia Ocupacional da UFSCar, São Carlos, v. 18, ed. 2, p. 149-167, 2010.

CABRAL, Julyana. Efeitos da mobilização precoce nos sistemas respiratório e osteomioarticular. 2016. Trabalho de conclusão de curso de pós graduação (Graduação em fisioterapia) – Universidade do rio grande do Norte, Natal- RN, 2016. p. 5-18.

CAVALCATE, Edwiges et al. Repercussão da mobilização passiva nas variáveis hemodinâmica em pacientes sob ventilação mecânica. J health biol sci, [s. l.], p. 170-175, 2018.

DANTAS, Camila et al. Influência da mobilização precoce na força muscular periférica e respiratória em pacientes críticos. Rev Bras ter intensiva, São Paulo, v. 24, n. 2, p. 173-178, 1 jun. 2012. DOI doi.org/10.1590/S0103-507X2012000200013. Disponível em: www.scielo.com. Acesso em: 20 set. 2020.

FELICIANO, Valéria; ALBUQUERQUE, Cláudio; ANDRADE, Flávio; DANTAS, Camila; LOPES, Amanda; RAMOS, Francimar; SILVA, Priscila; FRANÇA, Eduardo. A influência da mobilização precoce no tempo de internamento na unidade de terapia intensiva. Assobrafir ciência, [S. l.], v. 3, n. 2, p. 31-42, 2 ago. 2012. DOI 10.47066/2177-9333/ac.11702. Disponível em: Assobrafir ciências. Acesso em: 3 set. 2020.

FEITOZA, Carla; JESUS, Pâmela; NOVAIS, Raquel; GARDENGHI, Giulliano. Eficácia da fisioterapia motora em unidades de terapia intensiva, com ênfase na mobilização precoce. RESC, [S. l.], v. 4, n. 01, p. 19-27, 3 abr. 2014.

HOLSTEIN, Juliana; CASTRO, Antônio. Benefícios e método da mobilização precoce em UTI: Uma revisão sistemática. LifeStyle Journal, São Paulo, v. 6, ed. 2, p. 7-22, 2 mar. 2020. DOI http://dx.doi.org/10.19141/2237-3756.lifestyle.v6.n2.p7-22. Disponível em: www.unasf.com.br. Acesso em: 12 ago. 2020.

PEREIRA, Hellen et al. Intervenção fisioterapêutica na Síndrome da Imobilidade em pessoas idosas: Revisão sistematizada. Arch Health Inves, [s. l.], v. 6, ed. 11, p. 505-508, 28 set. 2019. DOI http://dx.doi.org/10.21270/archi.v6i11.2242. Disponível em: https://archhealthinvestigation.com.br/. Acesso em: 10 set. 2020.

SANTOS, Jamile; SANTOS, Patrícia. Os efeitos deletérios da imobilidade no leito e a atuação fisioterapêutica: Revisão de literatura. 2009. Trabalho de conclusão da pós graduação de fisioterapia hospitalar (Graduada em fisioterapia) – Escola de medicina e saúde pública, EBMSP, Salvador, Bahia, 2009.

SALGADO, Vanessa; GONÇALVES, Juliana; PRATA, Bruno; WARKEN, Fernanda. Mobilização na unidade de terapia intensiva: Revisão sistemática. Fisiot pesq, [s. l.], v. 21, p. 398-404, 2014. DOI: 10.590/1809-2950/11511921042014. Disponível em: Scielo. Acesso em: 9 set. 2020.

SILVA, Emanuely; ARAÚJO, Raquel; OLIVEIRA, Elizandra; FALCÃO, Viviane. Aplicabilidade do protocolo de prevenção de úlcera de pressão em unidade de terapia intensiva. Rev Bras ter intensiva, [S. l.], v. 22, n. 2, p. 175-185, 1 jun. 2010. DOI http://dx.doi.org/10.1590/S0103-507X2010000200012. Disponível em: www.scielo.br. Acesso em: 30 set. 2020

SOARES, Thiago et al. Retirada do leito após a descontinuação da ventilação mecânica: há repercussão na mortalidade e no tempo de permanência na unidade de terapia intensiva? Rev Bras Ter intensiva, São Paulo, v. 22, n. 01, p. 27-32, 1 mar. 2020.

TORRES, Alice et al. Os efeitos e protocolos da mobilização precoce: Uma revisão bibliográfica. Revista Interfaces da Saúde [S. l.], p. 15-22, 1 jun. 2016.

5. LISTA DE ABREVIATURAS

AVD: atividade da vida diária

UTI: unidade de terapia intensiva

VM: ventilação mecânica

MMII: membros inferiores

MMSS: membros superiores

MP: mobilização precoce

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.