A IMPORTÂNCIA DA GINÁSTICA LABORAL PARA UMA MELHOR QUALIDADE DE VIDA DO TRABALHADOR

Por: Wendson Cardoso Cruz

RESUMO

As doenças que mais afetam os trabalhadores brasileiros são as Lesões por Esforços Repetitivos (LER) e os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT), de acordo com o Ministério da Saúde. Desse modo, a Ginástica Laboral (GL) tem se tornado uma estratégia eficiente para a promoção do bem-estar físico, mental e social dos trabalhadores. A GL é definida como a atividade física praticada no local de trabalho de forma voluntária e coletiva pelos funcionários na hora do trabalho. Diante do exposto, este ensaio tem por objetivo discutir questões relacionadas a importância da Ginastica Laboral para a saúde e qualidade de vida dos trabalhadores através de revisão de literatura. Os critérios de inclusão foram artigos com publicação entre o ano de 2011 a 2019. Foram encontrados 326 trabalhos, destes foram selecionados 12 artigos, que apresentavam semelhanças com o objetivo do presente ensaio. Os resultados mostraram que a maioria dos estudos incluídos nesta análise destacam os benefícios da prevenção e controle dos distúrbios ocupacionais através da prática da GL. Portanto, as empresas, ao optar pela ginástica laboral como ferramenta para a prevenção dos distúrbios ocupacionais, redução do estresse e sedentarismo dos trabalhadores, deverá contratar um profissional qualificado para conduzir o programa de GL.

Palavras-chaves: Doenças do Trabalho. Ginástica Laboral. Bem-Estar. Qualidade de Vida.

THE IMPORTANCE OF LABOR GYMNASTICS FOR A BETTER QUALITY OF WORKER’S LIFE

ABSTRACT

The diseases that most affect Brazilian workers are Repetitive Strain Injuries (RSI) and Work-related Musculoskeletal Disorders (DORS), according to the Ministry of Health. Thus, Labor Gymnastics (GL) has become a strategy efficient way to promote the physical, mental and social well-being of workers. GL is defined as physical activity practiced in the workplace voluntarily and collectively by employees at work. In view of the above, this essay aims to discuss issues related to the importance of Gymnastics Laboral for health and quality of life of workers through literature review. The inclusion criteria were articles with publication between the year 2011 and 2011. We found 326 works, of which 12 works were selected, which presented similarities with the objective of the present study. The results showed that most of the studies included in this analysis highlight the benefits of prevention and control of occupational disorders through the practice of GL. Therefore, when choosing occupational gymnastics as a tool for the prevention of occupational disorders, stress reduction and sedentarism of workers, companies should hire a qualified professional to conduct the GL program.

Keywords: Occupational Diseases. Labor gymnastics. Welfare. Quality of life.

INTRODUÇÃO

O estudo Saúde Brasil 2018 realizado pelo Ministério da Saúde constatou que as Lesões por Esforços Repetitivos (LER) e os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) são as doenças que mais afetam os trabalhadores brasileiros. Para o estudo foi utilizado os dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), o levantamento aponta que, entre os anos de 2007 e 2016, 67.599 casos de LER/DORT foram notificados. No mesmo período, o total de registros cresceu 184%, passando de 3.212 casos, em 2007, para 9.122 em 2016 (MINESTÉRIO DA SAÚDE, 2019).

Para Silva et al. (2019), durante muitos anos, a sociedade em geral procurou atingir objetivos trabalhistas seguindo em tese, apenas a ideia de quantas horas os colaboradores deveriam trabalhar, por outro lado, não se preocuparam em como a satisfação dentro da empresa poderia influenciar positiva ou negativamente no desempenho do profissional. As ações para a promoção de saúde e de qualidade de vida por meio de programas específicos de informação e da prática de ginástica laboral devem compor uma das prioridades dentro das organizações de trabalho, a fim de proporcionar bem-estar físico, mental e social aos trabalhadores.

A ginástica laboral, que aparenta ser uma atividade nova, surgiu em 1925, como uma ginástica de pausa para operários inicialmente na Polônia, depois na Holanda, Rússia, Bulgária, Alemanha Oriental e em outros países, na mesma época. No Japão, a GL foi implantada no início do expediente com os trabalhadores do correio (CAVALCANTE et al., 2015; NEVES et al., 2018).

A GL se consolidou em 1928 como a ginástica pelo rádio. Após a Segunda Guerra Mundial, o programa se espalhou por todo país. Nos anos de 1960, países como França, Bélgica e Suécia também adotaram a GL e realizaram pesquisas quantitativas e qualitativas, visando avaliar os benefícios dessa prática. No mesmo período, nos Estados Unidos, as empresas começaram a investir no condicionamento físico dos funcionários, incentivando a prática de exercícios dentro e fora (MENDES, 2012; SERRA et al., 2014).

A ginástica laboral é definida como a atividade física praticada no local de trabalho de forma voluntária e coletiva pelos funcionários na hora do trabalho. Surgiu no século passado, objetivando proporcionar aos funcionários das empresas momentos de descontração, além de pausas destinadas principalmente à prática do exercício físico (SILVA et al., 2019).

O desafio maior da implantação da GL é a falta de conhecimento dos seus benefícios por parte dos empresários, pois não julgam necessário investimentos na qualidade de vida do funcionário dentro da empresa. Outro desafio, é a aceitação dos funcionários para executar as atividades propostas pelos fisioterapeutas, pois esses são incapazes de aceitar suas limitações e veem a GL como um meio recreacional e não como forma de prevenção (GRANDE et al., 2011).

Sabendo da importância da ginástica laboral para a promoção de saúde e bem-estar dos empregados durante a execução do trabalho, o presente ensaio tem por objetivo discutir questões relacionadas a importância da ginástica laboral, bem como reforçar os efeitos benéficos para a saúde e qualidade de vida dos trabalhadores.

METODOLOGIA

O estudo foi realizado utilizando o método de revisão bibliográfica, descritiva e retrospectiva, com levantamento de literaturas voltado para a Ginástica Laboral, com ênfase na sua importância para o bem-estar e qualidade de vida do trabalhador, bem como aprofundar o conhecimento sobre a mesma e seus melhores resultados. Foram pesquisados revistas, trabalhos de conclusão de curso (TCC) e artigos científicos pelos sites: Pubmed, Scielo, Bireme e Google acadêmico, nos quais os assuntos abordados eram a importância da ginástica laboral, visando a saúde do trabalhador. Foram utilizadas palavras chaves como: quality of life, labor gymnastics, worker (qualidade de vida, ginástica laboral, trabalhador).

Os trabalhos utilizados foram publicados entre o ano de 2011 a 2019, que abordavam assuntos relacionados a importância da ginástica laboral para melhor qualidade de vida do trabalhador. Vale ressaltar, portanto, que foram encontrados 326 trabalhos com o cruzamento dos descritores, sendo que 314 foram excluídos, pois a publicação era anterior ao ano de 2011 e/ou não estavam em conformidade com o objetivo proposto, e o restante, ou seja 12, foram selecionados para o estudo.

RESULTADOS

Autor/anoMetodologiaResultados
Souza et al. (2015)Pesquisa de campo com aplicação de um questionário composto de 13 perguntas em uma gráfica do Sul de Minas, totalizando 30 entrevistados. Em seguida esses resultados foram analisados, fundamentados na teoria e representados em gráficos.Diante dos resultados analisados, a apesar da aplicação da GL na organização não foi atingida total satisfação por parte dos colaboradores. Porém, mesmo diante desta realidade a maioria se sente confortável fisicamente no ambiente de trabalho, mas insatisfeitos com a qualidade de vida, saúde e bem-estar no trabalho.
Cavalcante et al.
(2015)
A pesquisa foi embasada em um estudo de caso, analisando quanti e qualitativamente as informações, de caráter descritivo e explicativo. Aplicado questionário de anamnese referente às doenças ocupacionais. Após esta etapa entrou-se com a Ginástica Laboral e a Atividade Física no intuito de diminuir os sintomas das doenças relatadosOs resultados evidenciaram que temos um importante instrumento de avaliação e identificação dos sintomas das doenças ocupacionais para que possamos intervir com a Ginástica Laboral e a Atividade Física no intuito de melhorar as condições de trabalho com a diminuição dos sintomas.
Wächter (2015)O estudo investigou se os praticantes das sessões de GL minimizaram os desconfortos osteomusculares e avaliou a flexibilidade dos mesmos. Amostra composta de 14 trabalhadores da Retífica Höpner de Ijuí – RS, onde todos participavam da GL desde março de 2013. O instrumento de coleta da pesquisa foi o Diagrama do Desconforto das Partes do Corpo, sendo um questionário que descreve as partes do corpo.Os resultados apontaram uma melhora na flexibilidade dos trabalhadores e também amenizou o desconforto osteomuscular principalmente, sugerindo benefícios à implementação de um Programa de GL nas empresas.
Silva et al. (2015)Esta pesquisa trata-se de um estudo de caráter longitudinal quantitativo e qualitativo, onde foram avaliados 30 colaboradores. Para a coleta de dados foram usados o questionário Short Form-36 (SF-36), contendo perguntas sobre a qualidade de vida e Escala Visual Analógica (E.V.A.), para auxiliar na verificação da intensidade da dor, ao início e término do tratamento.O grupo amostra apresentou uma melhora da qualidade de vida e redução das dores osteomusculares, o grupo controle evoluiu com piora da dor e redução da qualidade de vida. A ginástica laboral mostrou-se eficaz para redução da dor e proporcionou melhora na qualidade de vida.
Ferreira (2016)A pesquisa tem uma característica exploratória e bibliográfica, pois o pesquisador foi a campo explorar o fenômeno e houve levantamento de dados na literatura já existente. Realizada através de um questionário adaptado do questionário de pesquisa da empresa, e da pesquisa de avaliação do programa de ginástica na Empresa tendo um corte transversal.Observando os resultados percebe-se que há um resultado satisfatório para bom em 77,77% dos itens analisados. O que leva ao encontro dos achados na literatura por Silva et. al. (2014); Medeiros, Nogueira e Villar (2014); Walsh et. al. (2014); Martiz (2015), entre outros autores aqui estudados que relatam a mudança de hábito na qualidade de vida dos funcionários das empresas que submetem seus funcionários a participação de um programa de saúde.
Costa et al. (2017)Trata-se de um estudo de intervenção, comparativo, prospectivo, analítico, realizado com colaboradores da Diretoria de Unidade e Vigilância de Atenção à Saúde (DUVAS), da Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (SESAPI). Os funcionários selecionados (n=32) foram divididos em três grupos, sendo o primeiro grupo, submetido à Ginástica Labora preparatória , o segundo grupo realizou fortalecimento muscular e o terceiro grupo, o grupo controle, contou com Educação Permanente. A intervenção foi realizada 3 vezes por semana, durante um mês.Estudos demonstram diversos efeitos das técnicas estudadas na saúde do trabalhador. Alguns enfatizam que é preciso uma intervenção com tempo superior a 10 semanas para que se tenha efeitos significativos. Concluiu então, que, quando realizadas em um período de 4 semanas, a GL e o Exercício Resistido não demostram diferença significativa, fazendo-se assim,necessários novos estudos de comparação das técnicas num período mais prolongado.
Nascimento (2017)O trabalho utilizou a metodologia de pesquisa de campo, e foi realizado nos setores administrativos da Universidade Federal de Pernambuco no campus de Vitória de Santo Antão. Foram aplicados dois questionários, sendo um questionário inicial, antes das primeiras sessões de ginástica laboral, e outro final, após 40 dias, para comparação das informações. As sessões de ginástica laboral foram realizadas durante o período da jornada de trabalho, nos meses de maio a junho, 3 vezes por semana, onde cada sessão durou 15 minutos.Os resultados apresentados na pesquisa, quanto à disposição para o trabalho levam a comprovar os benefícios alcançados com as sessões de Ginástica Laboral, quando comparados a estudos de outros autores. Diante dos resultados apresentados na pesquisa, em relação a satisfação para o trabalho, observou-se que outros autores, apresentaram estudos com resultados semelhantes ao deste estudo.
Zandonadi et al.
(2018)
Tratou-se de um estudo de revisão de literatura, com artigos publicados no período de janeiro de 1998 a outubro de 2017. Sendo analisado seis artigos, todos utilizaram questionários para avaliação da dor e/ou qualidade de vida do trabalhador, dois estudos utilizaram o check-list e fotos para análise do ambiente de trabalho e um estudo utilizou filmagens para avaliação ergonômica. Foram feitas análises e modificações ergonômicas, orientações posturais e de atividade física e a realização de ginástica laboral em parte dos estudos.Os estudos apresentaram resultados positivos em relação a medidas preventivas as DORT, além de relatarem a consequente melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores, o que reflete no aumento da produtividade, fato que enfatiza a importância da aplicação da fisioterapia preventiva.
Iackstet et al.
(2018)
Realizada uma revisão de literatura, com pesquisa em bases de dados e análise dos artigos selecionados.Como resultados, verificou-se que a prática da cinesioterapia laboral traz benefícios ao trabalhador verificados em curto prazo (à partir de um mês de implantação), melhorando a saúde e a qualidade de vida dos trabalhadores, promovendo impacto positivo no seu dia a dia e em sua jornada de trabalho, além de contribuir para a empresa no sentido de maior eficácia no trabalho e redução do absenteísmo e afastamentos médicos.
Neves et al. (2018)Uma revisão panorâmica (scooping review) foi realizada a partir de buscas nas principais bases de artigos científicos disponíveis no país, por meio dos descritores “ginástica laboral”, “labor gymnastics”, “ginástica do trabalho”, “exercícios laborais” e “cinesioterapia laboral”. Foram incluídos estudos empíricos que tratavam do contexto brasileiro e que foram publicados nos últimos 10 anos.Nos 44 artigos analisados foi evidenciado que diversas metodologias têm sido aplicadas à GL, majoritariamente as quantitativas. Os estudos têm sido conduzidos principalmente por educadores físicos e fisioterapeutas. Seis categorias associadas à GL emergiram: manejo da dor; estilo de vida; componentes relacionados à saúde mental; componentes do movimento humano; qualidade de vida; e indicadores antropométricos e de sinais vitais.
Souza et al. (2018)Participaram deste estudo 31 funcionários, divididos em dois grupos: grupo experimental (GE n=16) e grupo controle (GC n=15). Ambos foram avaliados antes e após as sessões de Ginástica Laboral através do Questionário Nórdico de Sintomas Osteomusculares. Após a avaliação, os funcionários do GE foram submetidos a 16 sessões de GL, realizadas 2 vezes por semana, com duração média de 15 minutos.No GE houve uma diminuição das queixas de dor/formigamento principalmente na parte superior das costas, enquanto no GC houve um aumento dessas queixas na parte inferior das costas e nos punhos/mãos. Em ambos os grupos houve diminuição na procura por médicos/fisioterapeutas, sobretudo por problemas na parte inferior das costas. No GE observou-se redução das queixas por algum problema sobretudo na parte inferior das costas, porém no GC houve aumento das queixas nesta região.
Silva et al. (2019)O estudo tratou-se de uma pesquisa de características qualitativas e cunho descritivo, sobre a percepção dos efeitos da GL, em colaboradores dos correios. Foi feito uma abordagem dos carteiros no horário de trabalho para responder o questionário.Os resultados deste estudo mostram que a maioria dos colaboradores deste contexto percebe a necessidade da GL. Além disso, os programas de Ginástica Laboral devem ser reavaliados, preferencialmente a cada três meses, a fim de realizar modificações necessárias na prescrição de exercícios de modo a atingir seus objetivos.

DISCUSSÃO

A maioria dos estudos incluídos nesta análise destacam os benefícios da prevenção e controle dos distúrbios ocupacionais através da prática da GL. Dessa forma, as empresas, ao optarem pela GL como ferramenta para a prevenção dos distúrbios ocupacionais, redução do estresse e sedentarismo dos trabalhadores, deverá contratar um profissional qualificado para conduzir o programa de GL (SERRA et al., 2014).

A LER e a DORT são as doenças que mais afetam os trabalhadores brasileiros. A constatação é do estudo Saúde Brasil 2018, do Ministério da Saúde. Utilizando dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), o levantamento aponta que, entre os anos de 2007 e 2016, 67.599 casos de LER/DORT foram notificados. Neste período, o total de registros cresceu 184%, passando de 3.212 casos, em 2007, para 9.122 em 2016. Tanto o volume quanto o aumento nos casos nesse período sinalizam alerta em relação à saúde dos trabalhadores. Os dados, que constam no capítulo Panorama de Doenças Crônicas Relacionadas ao Trabalho no Brasil, indicam aumento na exposição de trabalhadores a fatores de risco, que podem ocasionar incapacidade funcional (MINESTÉRIO DA SAÚDE, 2019).

No Brasil, a Previdência Social atesta que, entre os anos 2009 e 2011, o que mais afastou permanentemente os trabalhadores de seu ambiente de trabalho foram as lesões por envenenamento e outras consequências de causas externas (34,82%), seguidas pelas doenças do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo (32,5%). Os transtornos mentais e do comportamento, que ocuparam o terceiro lugar nessa classificação, responderam por cerca de 4,0% das ocorrências, seguidos pelas doenças do aparelho circulatório (3,9%) e do sistema nervoso (3,4%) (NEVES et al., 2018).

A ginástica laboral, que aparenta ser uma atividade nova, surgiu em 1925, como uma ginástica de pausa para operários inicialmente na Polônia, depois na Holanda, Rússia, Bulgária, Alemanha Oriental e em outros países, na mesma época. As primeiras manifestações de atividades físicas entre funcionários foram em 1901, mas a ginástica laboral teve sua proposta inicial publicada em 1973. Em 1974, nos estaleiros da Ishikawagima do Brasil (Ishibras), no Rio de Janeiro, foi implantada a ginástica no início da jornada de trabalho e a “ginástica compensatória”, nas pausas do trabalho, envolvendo 4.300 trabalhadores (CAVALCANTE et al., 2015).

Neves et al. (2018) e Nascimento (2017), colocam em seus estudos, no Brasil, que a GL foi introduzida por executivos nipônicos em 1969. A partir dessa data, ganhou espaço em empresas privadas e órgãos públicos de vários ramos. Essa estratégia recebeu outros nomes no país, como programa de ginástica laboral e cinesioterapia laboral. A Lei nº 4578, de 27 de dezembro de 2012, determinou que a ginástica laboral fosse prática obrigatória em todas as empresas que desenvolvam funções que produzam movimentos contínuos (NASCIMENTO, 2017).

Ainda são poucas as organizações que utilizam a GL na prevenção dos distúrbios ocupacionais. Apesar dos incentivos em alguns estados do Brasil, uma minoria de empresas implanta programas orientados para a prática de exercícios físicos. Isso pode estar relacionado à percepção e visão que trabalhadores e empregadores possuem da GL, alguns autores relacionam a dificuldade da implementação desta aos profissionais, que não são capacitados para programar, orientar e incentivar os trabalhadores (SERRA et al., 2014).

Para Ferreira (2016), no ambiente ocupacional é constante o surgimento de patologias decorrentes da função laboral e má qualidade de vida, neste ambiente é comumente perceptível patologias como as osteomioarticulares que se justificam pela presença de atividades que promovem esforços repetitivos, acompanhados de posturas inadequadas, passíveis de comprometimento do sistema musculoesquelético, podendo inclusive gerar lesões.

Conforme Silva et al. (2019), atualmente, em um país como o nosso, infelizmente, as questões relacionadas com a adequação econômica dos ambientes de trabalho ainda estão longe de ser realidade. Mesmo assim, a prevenção das doenças ocupacionais vem ganhando espaço nas empresas, considerando a crescente incidência registrada nos últimos anos. Por isso, investir em prevenção é o caminho para as empresas evitarem o desenvolvimento destas doenças, que cada dia ganha espaço e novas formas de manifestação.

Existem programas voltados para orientação, conscientização e educação, que oferecem estratégias eficientes com o objetivo de promover uma melhora na qualidade de vida dos trabalhadores, entre esses programas está a GL, que engloba todas as característica na reabilitação laboral, mesmo por ser um área pouco conhecida apresenta grandes resultados, na tentativa de evitar acidentes de trabalho, perda na produtividade e diminuição do número de afastamentos, melhorar o desempenho dos trabalhadores e aumentar sua produtividade (SILVA et al., 2015).

Para Serra et al. (2014), conceitualmente, a GL é uma modalidade de atividade física praticada dentro da empresa, também conhecida como ginástica compensatória, ginástica do trabalho ou de pausa. Seu objetivo maior é criar um espaço para a melhoria do condicionamento físico dos trabalhadores, quebrando o ritmo das tarefas repetitivas e da monotonia e, primordialmente, prevenir o surgimento de doenças ocupacionais. Outros autores classificam a ginástica laboral como preparatória, compensatória e de relaxamento.

A GL é realizada por meio de exercícios com um tempo de 10 a 15 minutos, esse tempo vai ser dividido entres suas três fases preparatória, compensatória e de relaxamento (SILVA et al., 2015; SERRA et al., 2014; SILVA et al., 2019; SOUSA et al., 2015), executadas em diferentes momentos, deve-se respeitar as condições ergonômicas e os postos de trabalho dos funcionários, os exercícios podem ser realizados individualmente ou em grupo, o fisioterapeuta deve elaborar condutas específicas para cada setor da empresa, com exercícios dinâmicos, trabalhar o relaxamento e equilíbrio muscular para assim evitar as DORT’s (SILVA et al., 2015; SOUSA et al., 2015; NACIMENTO, 2017).

Iackstet et al. (2018), afirma que a cinesioterapia laboral (CL) é uma atividade física que visa à prevenção de doenças ocupacionais e é realizada no próprio local de trabalho, durante um período curto de tempo, que varia entre 8 e 12 minutos, dentro da jornada diária e deve ser realizada 3 vezes por semana ou diariamente.

A preparatória é realizada antes ou logo nas primeiras horas do início do trabalho. Ela é constituída de aquecimentos e/ou alongamentos específicos para determinadas estruturas exigidas. Tem como objetivo aumentar a circulação sanguínea; lubrificar e aumentar a viscosidade das articulações e tendões. Dura em média de 5 a 10 minutos (SLIVA et al., 2019; SILVA et al., 2015; WÄCHTER, 2015).

Já a ginástica laboral compensatória é realizada no meio da jornada de trabalho, como uma pausa ativa para executar exercícios específicos de compensação. Praticada no próprio local onde o trabalhador executa sua atividade, junto às máquinas, mesas do escritório e eventualmente no refeitório ou em espaço livre, utilizando exercícios de descontração muscular e relaxamento, visando diminuir a fadiga e prevenir as enfermidades profissionais crônicas (SLIVA et al., 2019; SILVA et al., 2015; WÄCHTER, 2015).

A ginástica laboral de relaxamento é utilizada após a jornada de trabalho com uma duração de aproximadamente 10 a 12 minutos. Pode ser feito através de automassagem, exercícios respiratórios, exercícios de alongamento, flexibilidade e meditação. Nela o trabalhador poderá descansar, acalmar-se e relaxar antes de ir para casa. Tem o objetivo de reduzir o estresse, aliviar as tensões, problemas em casa e no trabalho (SLIVA et al., 2019; SILVA et al., 2015; WÄCHTER, 2015).

Segundo Costa et al. (2017), o exercício resistido, consiste em exercício ativo, no qual ocorre contração muscular dinâmica ou estática resistida por força externa, aplicada mecanicamente ou de forma manual; é uma condição indispensável em programas de reabilitação; é outra forma de prevenção à lesões e promoção do bem-estar, uma vez que atua na recuperação, melhorando ou mantendo a força, o vigor e a resistência muscular, e a fadiga, dentre outros efeitos.

Silva et al. (2015) e Silva et al. (2019), citam alguns benefícios da ginástica laboral, tais como: redução dos números de erros e falhas, pois os funcionários ficam mais atentos e motivados; menores gastos com despesas médicas; baixo custo de implantação do programa; aumento dos lucros; reduzir acidentes de trabalho e/ou do afastamento; aumento da capacidade de concentração do ambiente de trabalho. Dessa forma, obtém-se mais produtividade e melhor qualidade nos serviços prestados.

Os benefícios da GL abrangem os aspectos físicos, psicológicos e fisiológicos como melhora da flexibilidade, força, coordenação, agilidade e resistência, ritmo de trabalho, atenua a fadiga, o estresse físico e emocional. De tal modo, o período de pausa dentro da jornada de trabalho apresenta um aumento da produtividade individual e global nas empresas e a prevenção das DORT’s (SILVA et al., 2015).

Souza et al. (2015), aludem os benefícios da GL divididos em fisiológicos, psicológicos e sociais. Os fisiológicos são: aumento da circulação sanguínea ao nível da estrutura muscular devido ao aumento da frequência cardíaca, melhorando a oxigenação dos músculos e tendões e diminuindo o acúmulo do ácido lático; melhoria da mobilidade e flexibilidade músculo-articular aplicados; diminuição das inflamações e traumas, devido aos exercícios específicos relacionados aos traumas acumulativos; melhora da postura e da coordenação motora; diminuição da tensão desnecessária e do esforço na execução de tarefas diárias em que os trabalhadores aprendem a recrutar somente os músculos necessários, facilitando a adaptação ao posto de trabalho; diminuição da fadiga muscular e do estresse físico, diminuição das patologias e casos de LER/DORT; melhora da condição de estado de saúde geral.

No estado psicológico, a GL reforça a autoestima do trabalhador; proporciona a conscientização da importância de seu trabalho frente à empresa, busca mudança em sua rotina; melhora a capacidade de concentração no trabalho e reduz os níveis de estresse mental e tensão geral. Por fim, os benefícios sociais são o favorecimento do relacionamento interpessoal, promoção da integração social, favorecimento do sentido de grupo e desenvolvimento do espírito de equipe (SOUZA et al., 2015).

Souza et al. (2015), colocam ainda, que a GL traz também grandes benefícios para as empresas, por exemplo: melhoria da imagem da empresa no mercado de trabalho, devido à adoção de um programa que visa à qualidade de vida do trabalhador; diminuição do número de acidentes de trabalho; redução de gastos com serviços médicos, em decorrência da diminuição da procura do ambulatório médico; diminuição das faltas (absenteísmo) dos trabalhadores por motivos de doenças ocupacionais; aumento da produção, devido ao melhor aproveitamento da jornada de trabalho; maior disposição do funcionário para o trabalho e, consequentemente, maior lucro para a empresa.

Costa et al. (2017) concluem em seu estudo que tanto a GL quanto o Exercício Resistido não foram efetivos nos grupos estudados para melhora da qualidade de vida, capacidade para o trabalho e sintomas álgicos em trabalhadores que realizam atividades sedentárias. Já Souza et al. (2018), em sua pesquisa, verificaram que a GL pode promover efeitos benéficos sobre os distúrbios osteomusculares de funcionários de uma empresa do ramo siderúrgico, diminuindo os relatos de queixas de dor/formigamento para a realização das atividades laborativas, domésticas e de lazer, bem como das consultas com algum profissional da saúde.

Nascimento (2017), concluiu em seu estudo que a prática da GL apresenta resultados bastante positivos em relação: a) Produtividade: aumento 2 a 5%; b) Acidentes: Redução de 20 a 25%; c) Rotatividade: redução de 10 a 15%; d) Absenteísmo: redução de 15 a 20%. A ginástica laboral atendeu de forma bastante positiva a maioria dos participantes, visto que o Trabalho provocou mudanças de comportamento entre os funcionários participantes da pesquisa, entre elas, podemos destacar: melhoria do desempenho profissional, melhoria no relacionamento interpessoal, melhoria do estado físico, maior disposição e satisfação na realização das suas atividades laborais.

WÄCHTER (2015), em sua pesquisa que buscava apontar a GL como uma forma de minimizar e retardar os efeitos resultantes dos movimentos repetitivos do dia a dia dos trabalhadores e conscientizá-los sobre a importância da mesma para sua saúde física e relevância social, concluiu que um programa de GL implantado dentro de uma empresa leva a uma conscientização dos trabalhadores quanto à importância da prática regular de exercícios físicos e da interação social proporcionada pela sessão, trazendo a eles bem-estar e qualidade de vida.

Iackstet et al. (2018), concluíram em seu estudo que a Cinesioterapia Laboral pode interferir beneficamente na qualidade de vida dos trabalhadores, melhorando a saúde e a qualidade de vida, tendo impacto positivo no dia a dia do trabalhador e em sua jornada de trabalho, além de contribuir para a empresa no sentido de maior eficácia no trabalho e redução do absenteísmo e afastamentos médicos. A redução da dor, a melhora no desempenho e no bem-estar são os principais benefícios que a CL pode trazer ao funcionário, comprovando sua eficiência, independente de quantas vezes na semana é executada e o período. Ainda se destaca que, além de melhorar os quadros álgicos, a CL ainda melhora o estresse e causa o relaxamento, aspectos necessários para motivar o funcionário a executar bem o seu trabalho.

Zandonadi et al. (2018), apresentaram resultados positivos em relação a medidas preventivas a DORT, sendo utilizada a GL, avaliação e intervenção ergonômica, palestras e panfletos informativos sobre postura e atividade física. Além do estudo relatar a melhora da qualidade de vida dos trabalhadores, o que reflete no aumento da produtividade, fato que enfatiza a importância da aplicação de medidas fisioterapêuticas preventivas.

Serra et al. (2014), sugerem que a ginástica laboral pode ser uma forma potencial de intervenção para minimizar os problemas de saúde no local de trabalho. Silva et al. (2015), apontam como conclusão que a GL tem resultados satisfatórios na redução da dor mesmo em curto prazo de tratamento. A GL demonstrou-se eficaz na redução da dor, e otimizando a melhora da qualidade de vida, o que eleva proporcionalmente um aumento do rendimento do trabalhador. Onde seus principais benefícios é diminuição das dores durante o expediente, assim como o decréscimo das limitações por aspectos físicos e emocionais e uma melhora da vitalidade e capacidade funcional.

Ferreira (2016), destaca em sua conclusão que o programa de GL na empresa se mostrou eficaz e eficiente para a mudança e aquisição de hábitos saudáveis por parte dos funcionários na indústria X que aderiram ao programa. Desta forma, os achados deste estudo se alinham com os achados das bibliografias científicas evidenciando os benefícios que tais programas trazem

para o ambiente empresarial bem como a modificação dos hábitos de vida do empregado, tornando-o mais ativo fisicamente, envolvendo o lado sócio afetivo, dado que os funcionários desta empresa específica alegaram estarem mais atentos para tornarem-se mais próximos da família e amigos em diversas atividades incluindo lazer e atividades físicas.

Silva et al. (2019), concluíram que a maioria dos colaboradores deste contexto percebe a necessidade da Ginástica Laboral. Além disso, os programas de GL devem ser reavaliados, preferencialmente a cada três meses, a fim de realizar modificações necessárias na prescrição de exercícios de modo a atingir seus objetivos. Cabe à Instituição disponibilizar ao profissional responsável pela GL a oportunidade de realizar um trabalho de divulgação e informação sobre o programa junto aos colaboradores a fim explicar os benefícios desta prática durante o expediente de trabalho de modo a motivar os colaboradores que não param as tarefas que estão executando a mudar de atitude, engajando-se no programa a partir do reconhecimento de sua importância.

CONCLUSÃO

Neste estudo de revisão de literatura não foram encontradas publicações que mostrassem resultados negativos de trabalhos que fizessem uso de medidas preventivas relacionadas a GL. Vale ressaltar a necessidade de conscientizar os trabalhadores sobre a importância da prática contínua de atividade física fora do ambiente ocupacional, a fim de reforçar e complementar a atividade realizada dentro da empresa, associar aos exercícios bons hábitos alimentares.

A qualidade de vida como uma esfera de dimensão física, social, emocional e espiritual precisa ser desenvolvida de modo a se perceber harmonia, integração e equilíbrio em todas as dimensões, de forma a aderir hábitos saudáveis e duradouros no seu cotidiano (CAVALCANTE et al., 2015). Sendo assim, a empresa que oferece e aplica a ginástica laboral no ambiente de trabalho apresenta um impacto positivo no bem-estar de seus funcionários e na produção.

Como limitação deste estudo destaca-se o número pequeno de estudos analisados devido ao enfoque restrito da pesquisa. Todavia, mesmo com esta limitação, os resultados apontaram o que está sendo realizado pelas pesquisas e a importância da GL na prevenção de doenças e na qualidade de vida dos trabalhadores.

REFERÊNCIAS

CAVALCANTI, J. O. F. dos S; SILVA, J. J. F; DE SOUSA, M. V. L; DE TOLEDO, D. D. A prática da ginástica laboral e da atividade física como meio de melhoria dos sintomas das doenças ocupacionais. Revista Campo do Saber, v. 1, n. 1, p. 120-130, jan./jun. 2015.

COSTA, F. L. S; SOUSA, L. M. N; OLIVEIRA, L. M; CARVALHO, M. M. G. Avaliação da Dor, Capacidade Funcional e Qualidade de Vida em Funcionários da SESAPI Submetidos à Ginástica Laboral e a Exercício de Fortalecimento. Revista Saúde em Foco, v. 4, n. 2, art. 1, p. 03-14, Teresina, jun./dez. 2017.

FERREIRA, R. F. Um estudo de caso de um programa de qualidade de vida na empresa realizado pelo Sesi-RJ. Revista Carioca de Educação Física, v. 11, Edição Especial, p. 42-50, 2016.

GRANDE, A.J.; LOOH, M.R.; GUARIDO, E.A.; COSTA, J.B.Y.; GRANDE, G.C.; REINCHERT, F.F. Comportamentos relacionados à saúde entre participantes e não participantes da ginástica laboral. Rev. Bras. Cineantropom Desempenho Hum, Londrina/PR, set./nov. 2011.

IACKSTET, L; GONÇALVES, A. C. B. F; SOARES, S. F. C. Analise dos benefícios da cinesioterapia laboral a curto, médio e longo prazo: uma revisão de literatura. Arch Health Invest, v. 7, n. 5, p. 168-173, 2018.

MENDES, R, A. Ginástica laboral: princípios e aplicações práticas. 3. ed. Barueri, São Paulo: Manole, 2012.

MINISTÉRIO DA SAÚDE. LER e DORT são as doenças que mais acometem os trabalhadores, aponta estudo. Disponível em: http://www.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/45404-ler-e-dort-sao-as-doencas-que-mais-acometem-os-trabalhadores-aponta-estudo. Acesso em: 12 jun. 2019.

NASCIMENTO, L. J. A influência da ginástica laboral no desempenho dos funcionários nos setores administrativos da universidade federal de Pernambuco no campus de vitória de santo antão. 2017, 47 f. TCC apresentado ao Curso de Bacharelado em Educação Física da Universidade Federal de Pernambuco, Centro Acadêmico de Vitória, como requisito para a obtenção do título de Bacharel em Educação Física. VITÓRIA DE SANTO ANTÃO – PE, 2017.

NEVES, R. F.; ARAÚJO, S. P. A.; MAGALHÃES, L. V.; DE LIMA, M. A. G. A ginástica laboral no Brasil entre os anos de 2006 e 2016: uma scoping review. Rev. Bras. Med. Trab., v. 16, 1, p.82-96, 2018.

SERRA, M. V. G. B; PIMENTA, L. C; QUEMELO, P. R. V. Efeitos da ginástica laboral na saúde do trabalhador: uma revisão da literatura. Revista Pesquisa em Fisioterapia, v. 4, n. 3, p. 197-205, dez. 2014.

SILVA, J. C; CHAVES, J. S; CAZÓN, R. Percepção dos carteiros sobre a ginástica laboral. Revista Eletrônica de Ciências da Saúde, v. 1, n. 1, p.1-6, Águas Claras/DF, 2019.

SILVA, C. A. R; TEODORO, D. C. R. C; MENDONÇA, R. M. C; ALVES, A. G; E ALVES, F. A. V. DE B; NOGUEIRA, R. F. A; SANTOS, M; VILLAR, A. DE C. Efeitos da ginástica laboral na qualidade de vida de trabalhadores da cerâmica primos de Adelândia-go. Revista Faculdade Montes Belos (FMB), v. 8, n° 3, p. 125-179, 2015.

SOUZA, A. P; SANTOS, A. E. G; PALMA, J. N. C; SILVÉRIO, K. A; FERREIRA, L; DE AGUIAR, M. A; MOREIRA, P. C; SENNA, R. M; RAIANE; DE SOUZA, V. R. R. Qualidade de vida no trabalho utilizando a ginástica laboral. Saúde em Foco, n. 07, p. 271-281, 2015.

SOUZA, J. DE O; MATINS, M. T; DE SOUZA, C. M; BAPTISTA, I. C; CARDOSO, L. P; DE MEDEIROS, G. B; CRUZ, A. T; JANUÁRIO, P. DE O. A influência da ginástica laboral nos distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho. Rev. Aten. Saúde, v. 16, n. 58, p. 63-74, out./dez., São Caetano do Sul, 2018.

WÄCHTER, B. L. O impacto de um programa de ginástica laboral aos trabalhadores de uma retífica de Ijuí. 2015. 77 f. Trabalho de Conclusão de Curso. Departamento de Humanidades e

Educação da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul. Apresentado como exigência parcial para obtenção do grau de Bacharel e Licenciada em Educação Física. Ijuí – RS 2015.

ZANDONADI, L. H; COSTA, T. A. M; CORREIA, P. F; FERNANI, D. C. G. L; DANTAS, M. T. A. P. Importância da fisioterapia na prevenção de distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho. Colloq Vitae, v. 10, n. 1, p. 58-67. jan./abr. 2018.

WEBCOBRAF

No período de Outubro/2020 a Fevereiro/2021, sob a organização do XXIII COBRAF, do 1st International Seminar on Innovative Learning and Healthcare Approaches in Physical Therapy, do 1° Encontro de Fisioterapia nos Distúrbios do Sono e dos eventos parceiros – 5º COBRAFISM, I COBRASFE e COBRASFIPICS, acontecerá o WEBCOBRAF, que consiste em uma série de webinars, que ocorrerão de quinze em quinze dias com diversos temas. Poderão participar do WEBCOBRAF sem custo adicional, todos os que estiverem inscritos no XXIII COBRAF até 5 dias antes de cada webnair. Não perca essa oportunidade! Garanta já a sua participação.

17 DE OUTUBRO

WEBCOBRAF – WEBINAR DE FISIOTERAPIA PEDIÁTRICA
INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO EM FISIOTERAPIA NEUROFUNCIONAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM PARALISIA CEREBRAL COM BASE NA CIF
PALESTRANTES: PartiCipa Brasil & CanChild
17/10/2020 09h30min – 12h00min
Abertura – 5 min de duração
Palestras – 2 horas de duração
Peter Rosenbaum (CanChild, Canadá): F-words para o desenvolvimento da infância e a CIF
Kennea Ayupe (UnB, Brasil): Introdução à avaliação da criança e do adolescente no contexto da CIF
Paula Chagas (UFJF, Brasil): Avaliação dos fatores contextuais de acordo com core-sets da CIF
Robert Palisano (CanChild, USA)/ Hércules Leite (UFMG, Brasil)/ Ana Cristina Camargos (UFMG, Brasil): Avaliação do domínio da Atividade: GMFM, Challenge, Teste de Caminhada de 10 metros e PEDI-CAT
Ana Carolina de Campos (UFSCar, Brasil)/ Egmar Longo (UFRN-FACISA, Brasil): Avaliação do domínio de Participação: PEM-CY e YC-PEM
Aline Toledo (UnB, Brasil)/ Rafaela Moreira (UFSC, Brasil) /Rosane Morais (UFVJM, Brasil): Avaliação do domínio de Função Corporal: EASE, SRT, Teste de Caminhada de 6 minutos, FSA e Mini-mental
Discussão – 20 min de duração
Encerramento – 5 min de duração

1 comentário em “A IMPORTÂNCIA DA GINÁSTICA LABORAL PARA UMA MELHOR QUALIDADE DE VIDA DO TRABALHADOR”

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.