A IMPORTÂNCIA DA FISIOTERAPIA NO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA PARA INCLUSÃO SOCIAL: REVISÃO DE LITERATURA

Aryene Maria Oliveira de Castro
Gabriel Alves de Oliveira
Klenda Pereira de Oliveira
Joanne Figueiredo de Oliveira

Aryene Maria Oliveira de Castro1;
Gabriel Alves de Oliveira2;
Klenda Pereira de Oliveira3;
Joanne Figueiredo de Oliveira4.

1 Discente do curso de fisioterapia do Centro Universitário do Norte.
2 Discente do curso de fisioterapia do Centro Universitário do Norte


Resumo

O Autismo, também denominado “Transtornos do Espectro Autista” (TEA), são transtornos que acarretam problemas na linguagem, comunicação, interação e comportamento social da criança. As crianças com esses transtornos precisam de um atendimento o mais rápido possivel, a fim de que tenha melhores resultados no seu desenvovimento.. O estudo teve por objetivo geral: Analisar a relevância da Fisioterapia no âmbito da inclusão social para as pessoas com transtornodo espectro. O presente estudo metodologicamente foi elaborado, a partir de uma revisão de literatura. Em torno desta proposta, buscou-se estabelecer um elo através de várias fontes bibliográficas no sentido de contribuir para o aprofundamento da temática em questão. Foram usados os seguintes descritores: Autismo, Inclusão social, Fisioterapia. As buscas advieram das bases de dados da Scielo, web sites do Ministério da Saúde, Jornais de grande circulação, Publicação, dentre outros, sem delimitação dos períodos específicos. Foram encontrados mais 426 artigos abordando sobre autismo, porém apenas 10 foram utilizados visto que, a literatura é escassa, sendo a maior parte deles dos artigos eram da área da Educação, Fonoaudiologia e Psicologia. Os resultados apontaram que faz parte das características do autimos a dificuldade de interação social, porém com a prática da fisioterapia, com o contato com outros autistas, comecam a interagir e isso favorece a sua inclusão social. Neste estudo vislumbrou-se a importância da inclusão social para as pessoas com autismo. Sugere-se que novos estudos sejam elaborados, com a perspectiva de que sejam aprofundados e sirvam de subsídios para a sociedade de uma forma geral, bem como para acadêmicos e profissionais da área da saúde.

Palavras chave: Autismo, inclusão, Fisioterapia

ABSTRACT

Autism, also called “Autistic Spectrum Disorders” (ASD), are disorders that cause problems in the child’s language, communication, interaction and social behavior. Children with these disorders need assistance as soon as possible, in order to have better results in their development. The study had the general objective: To analyze the relevance of Physiotherapy in the context of social inclusion for people with spectrum disorders. The present study was methodologically prepared, based on a literature review. Around this proposal, we sought to establish a link through various bibliographic sources in order to contribute to the deepening of the subject in question. The following descriptors were used: Autism, Social inclusion, Physiotherapy. The searches came from Scielo’s databases, Ministry of Health web sites, large circulation newspapers, Publication, among others, without delimiting the specific periods. A further 426 articles were found addressing autism, but only 10 were used since the literature is scarce, most of them being in the area of ​​Education, Speech Therapy and Psychology. The results showed that the difficulty of social interaction is part of the characteristics of the autimos, however with the practice of physiotherapy, with contact with other autists, they begin to interact and this favors their social inclusion. This study highlighted the importance of social inclusion for people with autism. It is suggested that new studies be elaborated, with the perspective of deepening them and serving as subsidies for society in general, as well as for academics and health professionals.

Keywords: Autism, inclusion, Physiotherapy

Introdução

O Autismo é um transtorno de causa desconhecida, que se manifesta no inicio da infância e tem influência direta no desenvolvimento neuropsicomotor de toda criança (AZEVEDO E GUSMÃO, 2016)

De acordo com dados estatísticos da Organização Mundial de Saúde (OMS, 2015) existe cerca de 70 milhões de pessoas no mundo com autismo sendo destes 2 milhões no Brasil. Pesquisa recentemente realizada no Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) aponta que o autismo atinge ambos os sexos e etnias, porém a predominância no sexo masculino é maior cerca de 4,5 vezes visto o Autismo é uma condição genética ligada ao cromossomo X, tornando, assim, os homens mais vulneráveis (RUTTER, 2005).

Não existe cura para esse transtorno, desconhecem-se as causas, porém é importante ter o diagnóstico o mais precoce possível afim de que recebam os estímulos necessários para melhorar suas habilidades, bem como melhorar a sua qualidade de vida. Sobre este aspecto, a Fisioterapia tem papel importante para pessoas com autismo, e podem ser utilizados em todas as faixas etárias. A Fisioterapia contribui para as habilidades motoras, educação postural, para a interação social dentre outros.

O presente estudo estudo teve por objetivo geral: Analisar a relevância da Fisioterapia no âmbito da inclusão social para as pessoas com transtornodo espectro e apresenta a seguinte estrutura: três capítulos onde são abordados os aspectos históricos sobre o autismo, diagnóstico, tratamento, seguidos da metodologia, resultados, considerações finais bem como as referências bibliográficas utilizadas.

Neste estudo vislumbrou-se a importância da Fisioterapia no processo de inclusão social para as pessoas com autismo e espera-se que sirva de subsídios para acadêmicos, profissionais e a sociedade de uma forma geral.

REVISÃO DA LITERATURA

1.0 Autismo

De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais-DSM-IV O autismo é classificado como um transtorno invasivo do desenvolvimento (TID), sendo que, para a Classificação dos transtornos mentais e de comportamento da CID-10(Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas relacionados com a Saúde) e no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM), os indivíduos afetados pelo TID apresentam “anormalidades qualitativas nas interações sociais recíprocas e em padrões de comunicação e apresentam um repertório de interesses e atividades restritos, estereotipado e repetitivo (OMS, 1994).

De acordo com Klin (2006, p.26) o “ autismo, também conhecido como transtorno autístico, autismo da infância, autismo infantil e autismo infantil precoce, é o TID mais conhecido”, foi descrito pela primeira vez em 1943, pelo médico Leo Kanner (SEGURA, NASCIMENTO, KLEIN, 2011)

O transtorno do espectro autista caracteriza-se por déficits persistentes na comunicação social e na interação social em múltiplos contextos, incluindo déficits na reciprocidade social, em comportamentos não verbais de comunicação usados para interação social e em habilida­des para desenvolver, manter e compreender relacionamentos. Além dos déficits na comu­nicação social, o diagnóstico do transtorno do espectro autista requer a presença de padrões restritos e repetitivos de comportamento, inte­resses ou atividades.(AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION, 2014, p. 31, apud SAVALL e DIAS, 2018)

Com esse diagnóstico a criança tem problemas de interação social, alterações da comunicação e padrões limitados ou estereotipados de comportamentos e interesses. Essas anormalidades surgem por volta dos três anos de idade, sendo que cerca de 60 a 70% das pessoas com autismo se encontram na faixa do retardo mental.

A expressão “autismo” foi utilizada primeiramente por Bleuer, em 1911, a qual servia para mencionar a perda do contato com a realidade, o que acarretava uma grande dificuldade ou impossibilidade de comunicação. Posteriormente, em 1943, Kanner considerou como Distúrbio Autístico do Contato Afetivo e, Asperger, em 1944, usou a expressão Psicopatia Autística(GADIA, et al 2004, apud HAMMER et al, 2014).

O autismo infantil, foi designado como transtorno global do desenvolvimento e atualmente é chamado de TEA. Tal mudança ampliou significativamente o quadro, fundindo em um mesmo diagnóstico os transtornos autista, desintegrativo da infância, generalizado do desenvolvimento não-especificado (PDD-NOS) e a Síndrome de Asperger (KLIN, 2006).

Asperger conceituava o Autismo Infantil como “uma distorção do modelo familiar interferindo no desenvolvimento psicoafetivo da criança em decorrência do “caráter altamente intelectual dos pais destas crianças, embora o autor tenha também assinalado a existência de fatores biológicos. O desconhecimento sobre autismo favoreceu muitos erros no diagnóstico, o que dificultou uma intervenção adequada por parte da família. (GADIA, et al 2004, apud HAMMER et al , 2014).

O autismo é caracteriza-se por um “distúrbio global do desenvolvimento com alterações graves e precoces na comunicação, socialização e cognição”(FERNANDES, 2009, p.427), dessa forma necessita de uma atendimento especializado por uma equipe multidisciplinar o mais precocemente possível, para que possa ser estimulada e desenvolvidas suas habilidades.

De acordo com a OMS(2017) muitas pessoas com autismo podem ter doenças associadas tais como epilepsia, depressão, ansiedade, déficit de atenção e hiperatividade, além de transtornos alimentares ou sono, dessa forma, muitos utilizam medicação controladas.

O diagnóstico do autismo é essencialmente clínico, realizado por meio de observação direta do comportamento do paciente e de uma entrevista com os familiares. Não existem exames específicos para autismo. A avaliação deve ser ampla, multiprofissional, para tal devem ser utilizados instrumentos padronizados para avaliação do comprometimento e nível funcional. Não é um transtorno degenerativo, e com a intervenção terapêutica, as limitações podem ser amenizadas, porém não existe cura, e se não houver intervenção algumas áreas importantes na vida do indivíduo são prejudicadas.

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)e a Academia Americana de Pediatria, indicam em seu documento científico Triagem precoce para Autismo/Transtorno do Espectro Autista orienta a traigem para o autismo ocorra na faixa etária de 18 e 24 meses de idade, independente da presença de sinais clínicos claros e evidentes deste diagnóstico ou de outros atrasos do desenvolvimento(AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION, 2014)

Escalas de avaliação relacionadas ao Espectro do Autismo

ADI-Ré a sigla para Autism Diagnostic Interview-Revised ou entrevista diagnóstica para o autismo Revisada. É utilizado para individuos a partir dos 5 anos de idade, composta por 5 seções.
CARSé a sigla para Childhood Autism Rating Scale ou Escala de avaliação do Autismo na infância Trata-se de uma escala com 15 itens que auxiliam o diagnóstico e identificação de crianças com autismo. Essa tabela permite diferenciar o grau de comprometimento do autismo.
ABC OU ICAo Autismo Bahavior Checklist (ABC) é uma lista contendo 57 comportamentos atípicos. Tem por objetivo ajudar no diagnóstico diferencial das crianças suspeitas de ter TGD e encaminhá-las a tratamentos interventivos adequados. Normalmente utilizado durante o processo do diagnóstico.
ASQ OU SCQO Social Comunication Questionanaire ou Questionário de comunicação Socual, foi desenvolvido por Rutter e Lord, utilizadas para crianças a partir dos 4 anos e possui 40 perguntas respondidas pelo responsável.
ADOSO Austism Diagnostic Observation Shedule-Generic (ADOS-G) ou programa de Observação Diagnóstica do Autismo- versão genérica, é uma avaliação semi-estuturada da interação social, comunicação, do brincar e do uso imaginativo de materiais.
PEPconcebido para identificar padrões de aprendizagem irregulares e idiossincráticos, destinados a crianças na faixa etária entre 1 e 12 anos.
M-CHATé uma escala de rastreamento que pode ser utilizada em todas as crianças durante a consulta pediátrica, com o objetivo de identificar traços de autismo. Trata-se de um questionário simples, com 23 questões com sim/não, e vem sendo utilizado na Cidade de Manaus.
Fonte: https://www.ama.org.br/site/autismo/escalas. acesso em 14.10.2020

Após confirmação do diagnóstico, é interessante buscar os mecanismos legais que possam corroborar para a melhora de qualidade de vida do autista, bem como uma melhor interação entre a criança, família e sociedade de uma forma geral.

2.0 Inclusão social

O termo inclusão, é de origem latina inclusionem e está relacionado com abranger, envolver, fechar, colocar algo dentro (BIANCHE,2017). Durante muitos anos a deficiência foi sinônimo de exclusão social. A inclusão teve incio através das obras de caridade do cristianimo, quando as pessoas com deficiências passaram a ter atendimentos em locais especiais tais como asilos, porém não havia perspectiva de melhoria da saúde.

A partir do momento que a deficiência passou a ser vista como doença, e não como uma anomalia da natureza e que deveria ser tratada, surgiram as primeiras instituições de reabilitação, que tinham como meta reduzir reabilitar e integrar o deficiente a outros ambientes ( SILVA, 2004), favorecendo assim a inclusão social que na ótica de Ruiz(2013, p.1)

A inclusão social de pessoas com deficiência significa torna-lás participantes da vida social, econômica e política, assegurando o respeito aos seus direitos no âmbito da sociedade. A mesma está relacionada a todas aquelas pessoas que por alguma razão acabam não tendo as mesmas oportunidades dentro de uma sociedade.

Apesar de diversos mecanismos terem sidos criados para propiciar a inclusão social, ainda existe uma certa resistência na sociedade, o que impede a sua concretização.

METODOLOGIA

Os dados são oriundos de uma pesquisa bibliográfica, que segundo Lakatos e Marconi (2003) consiste no levantamento de material publicado, em livros, revistas, websites, publicações diversas, falada e escrita tendo por finalidade promover o contato entre o pesquisador e o material escrito sobre um determinado assunto, subsidiando na análise das pesquisas ou na manipulação de suas informações. Em torno desta proposta, buscou-se estabelecer um elo através de várias fontes bibliográficas no sentido de contribuir para o aprofundamento da temática em questão.

Para realizar a pesquisa, utilizamos os seguintes descritores: Inclusão, autismo, Fisioterapia . As buscas adviram das bases de dados da SciELO, além de web sites do Ministério da Saúde, Jornais de grande circulação, publicação, dentre outros.

A pesquisa obedeceu às seguintes fases:

Identificação das fontes de coleta bibliográfica: seleção do material bibliográfico, considerando sua pertinência com o tema e o enfoque a ser dado a pesquisa; Leitura e fichamento do material selecionado para as ideias mais relevantes que subsidiaram teoricamente a pesquisa; Elaboração do artigo.

O estudo se converte em relevância social à medida que abordou sobre um tema importante para a sociedade, servirá de subsídios para profissionais e acadêmicos de uma forma geral, além de desvelar dados importantes relacionados ao autismo.

3.0 ANÁLISE DOS DADOS

Os resultados foram analisados com bases nos relatos publicados, e em alguns depoimentos, considerando-se que os publicados em artigos científicos são muito importantes. Os achados foram agrupados baseados em três categorias: autismo, inclusão social e Fisioterapia

3.1 RESULTADOS

Foram obtidos os seguintes resultados a partir dos artigos publicados na base de dados da Scielo.

Ferreira et all (2016) afirmam que a fisioterapia é eficaz no tratamento de crianças independente do grau de autismo, pois o tratamento permite a criança tornar-se menos dependentes de cuidadores. O tipo de autismo pode influenciar diretamente na capacidade de independência funcional das crianças.

“O profissional da fisioterapia, dentro da equipe multiprofissional, visa avaliar o desenvolvimento neuropsicomotor, coordenação motora gros­sa e fina, controle postural, tônus muscular, estereotipias motoras, imi­tação e praxia (planejamento motor) “(BHAT; LANDA; GALLOWAY, 2011 apud SAVALE, e DIAS, 2018, p.41).

Melo 2001 apud Bianchi 2017, enfoca que alguns estudos apontam que no processo de inclusão, a criança autista imitará as crianças normais e esperam que ela sozinha busque formas de adaptação, porém o autor discorre em seus estudos que é importante criar meios que favoreçam a inclusão social.

Para avaliação do autista, “ são utilizados uma série de instrumentos e profissionais especializados para se estabelecer um prognóstico, ou seja, um procedimento educativo que compreenda as necessidades apresentadas pelo autista avaliado e supra esta necessidade adequadamente” (PAPIM E SANCHES, 2013.)

É consenso que para trabalhar com TEA, não existe uma receita ou manual, pois cada pessoa é única e apresenta as suas particularidades. Apesar de estarem com o mesmo diagnóstico, podem ter reações diferentes a uma mesma ação. Ou seja, o que funciona para uma autista pode não funcionar para outro (PADOVAN, 2016).

Em aguns relatos profissionais a Sra Larissa Barboza trabalha que trabalha com autistas há cerca de nove anos ressalta que cada caso, é um caso, e eles variam. Alguns levam meses para “ conseguir um contato visual ou qualquer som, “e quando conseguimos, soltamos fogos de artifício, porque sabemos o que cada processo representa na vida deles” (Sic). (PADOVAN, 2006).

A literatura enfoca que as particularidades das pessoas autistas sejam conhecidas e observadas e respeitadas às limitações e avanços de cada um. Mais do que um conhecimento específico, a inclusão dessas crianças e adolescentes requer uma mudança no modo como a escola pensa e faz educação Silva (2006).

Hammer et al(2014) mostra a dificuldade e os conflitos que os profissionais tem com os autistas devido aos problemas de comunicação. Parafaraseando as autoras “ à “(in)capacidade de comunicação, parecem influenciar no tratamento.

Dentre os recursos terapêuticos a equoterapia é indicadada pois além de ajudar na reabilitação, favorece a inclusão para as pessoas com esse tipo de transtorno.

Azevedo e Gusmão (2016, p.7) “a partir de experiências sensório‑motoras, o autista poderá aumentar sua relação com o mundo, inicialmente impossível pela dificuldade de entrar em contato com os outros, seja por meio do toque ou por meio do olhar”.

É fundamental detectar o mais precoce possivel os sinais do TEA , afim de que o tratamento seja iniciado. Pois dessa forma, os resultados serão bem melhores em “ termos de desenvolvimento cognitivo, linguagem e habilidades sociais’ (McDOUGLE, 2016 apud Savall e Dias, 2108, p.50).

Conclui-se que a Fisioterapia possui mecanismos importantes tanto para a socialização, quanto para reabilitação. Através da inclusão é possível eliminar à exclusão, discriminação e todas as desvalorizações, sejam elas pautadas ao aspecto cognitivo, afetivo, estilo de vida dentre outros.

Considerações Finais

Ao término da pesquisa sobre a importância da Fisioterapia na inclusão para pessoas com autismo, observamos uma evolução em seu processo histórico. É uma luta incansável pelo reconhecimento e aceitação das diferenças e, consequentemente, pela inclusão daqueles tipos como excluídos socialmente, que sofreram, e ainda sofrem. Todavia, é necessário reconhecer que apesar de muitos avanços, ainda existe muitos obstáculos que precisam ser ultrapassados para a inclusão social.

Compreendemos que a inclusão social está firmada na concepção de direitos humanos e que avançam na concepção de igualdades de direito e não a exclusão, assegurados na Constituição Federal.

Ao reconhecer que as dificuldades enfrentadas para a inclusão, entende-se que é necessário criar alternativas para superá-las. Ou seja, criar mecanismos que incluam as pessoas de forma ampla no processo de inclusão, pois quanto mais cedo se estabelece essa integração, mais fácil será para crianças com autismo se integrarem de forma positiva nessa convivência.

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