A FISIOTERAPIA VESTIBULAR NO MANEJO CLÍNICO DO IDOSO VERTIGINOSO

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Dr. Paulo Roberto Rocha Júnior (SP)

Centro Universitário de Adamantina – UniFAI, Adamantina, SP, Brasil; Universidade Paulista – UNIP, Assis, SP, Brasil; Faculdade de Medicina de Marília – FAMEMA, Marília, SP, Brasil; Faculdade do Interior Paulista – FAIP, Marília, SP, Brasil; Escola Brasileira de Fisioterapia Manipulativa, EBRAFIM, São José do Rio Preto, SP, Brasil.

Contextualização: O aumento da idade é diretamente proporcional à presença de sintomas otoneurológicos, tais como tontura, sintomas auditivos e alterações do equilíbrio (1). A tontura é considerada um dos sintomas de maior ocorrência em idosos (2).

A tontura de origem periférica pode ser justificada, mais frequentemente, pela diminuição da função de um dos labirintos, chamada de Hipofunção Vestibular Unilateral (HVU) (3), ou pela Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB) (4).

Scherer e colaboradores (5) evidenciaram que a maioria dos idosos que apresentavam disfunções vestibulares, diagnosticadas por meio de exame otoneurológico, possuíam quedas e qualidade de vida comprometida em função da tontura.

As quedas interferem negativamente sobre a qualidade de vida do idoso (6). Porém, podem ser prevenidas com métodos adequados.

Desenvolvimento: Nesta perspectiva, a fisioterapia vestibular compõe importantes e eficientes estratégias terapêuticas para o tratamento do idoso vertiginoso, favorecendo a melhora das desordens físicas, ocasionadas pela disfunção vestibular, bem como da qualidade de vida e funcionalidade (7).

No caso de HVU, recomenda-se a realização de exercícios vestibulares. Estes constituem em séries padronizadas e progressivas dos movimentos oculares, associados aos movimentos da cabeça e trabalho proprioceptivo (8). Almeja-se o aumento da interação vestibulovisual durante a movimentação cefálica, melhora do equilíbrio estático e dinâmico, e diminuição da sensibilidade aos movimentos (9).

A VPPB é uma condição frequentemente evidenciada na Otoneurologia, caracterizada por vertigem transitória e fatigável, abrupta precipitada por mudanças rápidas de posição da cabeça (10).

Quanto ao tratamento, as Diretrizes de Práticas Clínicas (11) recomendam fortemente, com base em revisões sistemáticas de ensaios clínicos randomizados, que os clínicos devem tratar pacientes com VPPB com as devidas manobras de reposição canalítica.

Estimativas conservadoras do valor das consultas médicas, testes audiométricos, imagens do cérebro e despesas com tratamento para o tratamento da VPPB, totalizaram US$2000,00 (12). No entanto, as manobras de reposição canalítica são relativamente baratas e podem eliminar quase todas essas despesas em cerca de 95% dos casos (12). Assim, por serem muito econômicas e eficientes no manejo do sintoma, recomenda-se que sejam necessariamente incorporadas à prática clínica (12) para o tratamento de idosos com VPPB.

Conclusão: A Fisioterapia Vestibular por meio das manobras de reposição canalítica, exercícios vestibulares e terapia manual colabora, de maneira eficiente, para o manejo dos sintomas e melhora da função de pacientes vertiginosos.

Leitura complementar:

  1. Ganança MM, Caovilla HH. Desequilíbrio e reequilíbrio. In: Ganança MM, organizador. Vertigem tem cura? São Paulo: Lemos Editorial; 1998. p. 13-19.
  1. Konnur MK. Vertigo and vestibular rehabilitation. J Postgrad Med. 2000;46(3):222-223.
  1. Brodovsky JR, Vnenchak MJ. Vestibular rehabilitation for unilateral peripheral vestibular dysfunction. Phys Ther. 2013;93(3):293-298. doi:10.2522/ptj.20120057.
  1. Bhattacharyya N, Gubbels SP, Schwartz SR, et al. Clinical Practice Guideline: Benign Paroxysmal Positional Vertigo (Update). Otolaryngol Head Neck Surg. 2017;156(3_suppl):S1-S47. doi:10.1177/0194599816689667.
  1. Scherer S, Lisboa HRK, Pasqualotti A. A tontura em idosos: diagnóstico otoneurológico e interferência na qualidade de vida. Rev Soc Bras Fonoaudiol. 2012;17(2):142-50. https://doi.org/10.1590/S1516-80342012000200007.
  1. Peres M, Silveira, E. Efeito da reabilitação vestibular em idosos: quanto ao equilíbrio, qualidade de vida e percepção. Cien Saude Colet 2010;15(6):2805-14. https://doi.org/10.1590/S1413-81232010000600018
  1. Rocha Júnior PR, da Silva Peres A, Garbi FP, Frizzo AC, Valenti VE. Effects of physiotherapy on balance and unilateral vestibular hypofunction in vertiginous elderly. Int Arch Med. 2014;7(1):8. Published 2014 Feb 27. doi:10.1186/1755-7682-7-8.
  1. Cawthorne T. Vestibular Injuries. Proc R Soc Med. 1946;39(5):270-273.
  1. Whitney SL, Herman SJ. Avaliação fisioterapêutica da Hipofunção Vestibular. In: Herdman, S.J. Reabilitação Vestibular. 2ª ed. Barueri: Manole; 2002.
  1. Herndon JW, Haug O, Horowitz MJ, Lynes TE. Benign paroxysmal positonal vertigo: A clinical study. Ann Otol Rhinol Laryngol. 1975;84(2 PART 1):218-222. doi:10.1177/000348947508400214.

  2. Bhattacharyya N, Gubbels SP, Schwartz SR, et al. Clinical Practice Guideline: Benign Paroxysmal Positional Vertigo (Update). Otolaryngol Head Neck Surg. 2017;156(3_suppl):S1-S47. doi:10.1177/0194599816689667.

  3. Li JC, Li CJ, Epley J, Weinberg L. Cost-effective management of benign positional vertigo using canalith repositioning. Otolaryngol Head Neck Surg. 2000;122(3):334-339. doi:10.1067/mhn.2000.100752.

WEBCOBRAF

No período de Outubro/2020 a Fevereiro/2021, sob a organização do XXIII COBRAF, do 1st International Seminar on Innovative Learning and Healthcare Approaches in Physical Therapy, do 1° Encontro de Fisioterapia nos Distúrbios do Sono e dos eventos parceiros – 5º COBRAFISM, I COBRASFE e COBRASFIPICS, acontecerá o WEBCOBRAF, que consiste em uma série de webinars, que ocorrerão de quinze em quinze dias com diversos temas. Poderão participar do WEBCOBRAF sem custo adicional, todos os que estiverem inscritos no XXIII COBRAF até 5 dias antes de cada webnair. Não perca essa oportunidade! Garanta já a sua participação.

17 DE OUTUBRO

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17/10/2020 09h30min – 12h00min
Abertura – 5 min de duração
Palestras – 2 horas de duração
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Discussão – 20 min de duração
Encerramento – 5 min de duração

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