A FISIOTERAPIA NO TRATAMENTO DA DISFUNÇÃO TEMPOROMANDIBULAR UTILIZANDO A TÉCNICA DE TERAPIAS MANUAIS

NAFTALY BELARMINA FERREIRA DE SOUZA

Trabalho de Conclusão do Curso de Fisioterapia, Uninassau, para obtenção do título de Fisioterapeuta.
Orientador: Prof. Francisco Carlos Santos Cerqueira.

Prof. Francisco Carlos Santos Cerqueira.

DEDICATÓRIA
Dedico este trabalho primeiramente a Deus, e em segundo a minha família que me apoiou em tudo o que precisei. Muito OBRIGADO

AGRADECIMENTO
Agradeço a Deus por ter me sustentado, ter me dado direção e força para continuar nesse trajeto que não foi fácil. Agradeço a minha família pela compreensão de minha ausência em momentos importantes, aos meus amigos que me ajudaram e ao meu orientador Francisco Cerqueira que me ajudou na germinação das ideias para o desenvolvimento deste artigo.

EPIGRAFE
“Julgue seu sucesso pelas coisas que você teve que renunciar para conseguir.”
Dalai Lama

RESUMO

Objetivo e justificativa: O objetivo da pesquisa é avaliar as possíveis causas da disfunção temporomandibular, dar importância a utilização das técnicas da Terapia Manual como recurso da fisioterapia para reabilitar pacientes com a DTM, colocar em evidência estudos sobre a eficácia do método da Terapia Manual quando empregada para tratar a Disfunção Temporomandibular e enfatizar as principais técnicas utilizadas.

Metodologia: Este artigo trata de uma revisão bibliográfica de artigos, livros e revistas publicados na sua totalidade entre os anos de 2010 a 2020 na base de pesquisa de dados Scielo e Pubmed na língua portuguesa e inglesa, o qual os critérios utilizados para a elaboração deste artigo são os seguintes: terapia manual para o tratamento da disfunção temporomandibular e a importância da terapia manual para o tratamento da DTM. Foram excluídos títulos que não atendiam aos critérios exigidos, textos e resumos incompletos sem comprovação cientifica. CONCLUSÃO: Os resultados deste estudo mostra que a disfunção temporomandibular é expressa como uma patologia causada por diversos fatores, diminuindo a qualidade de vida devido ao quadro álgico que acomete os pacientes com tal disfunção, e por isso ela deve ser analisada com cautela para proceder com os tratamentos. A terapia manual é enfatizada como um tratamento eficaz através dos autores citados neste estudo. Palavras-chaves: disfunção temporomandibular, fisioterapia, terapia manual.

ABSTRACT

Objective and justification: The objective of the research is to evaluate the possible causes of temporomandibular disorder, to give importance to the use of Manual Therapy techniques as a physiotherapy resource to rehabilitate patients with TMD, to highlight studies on the effectiveness of the Manual Therapy method when used to treat Temporomandibular Dysfunction and emphasize the main techniques used.

Methodology: This article deals with a bibliographic review of articles, books and magazines published in their entirety between the years 2010 to 2020 in the database search Scielo and Pubmed in Portuguese and English, which the criteria used for the preparation of this article are as follows: manual therapy for the treatment of temporomandibular disorders and the importance of manual therapy for the treatment of TMD. Titles that did not meet the required criteria, incomplete texts and abstracts without scientific proof were excluded. CONCLUSION: The results of this study show that temporomandibular disorder is expressed

as a pathology caused by several factors, decreasing the quality of life due to the pain that affects patients with such dysfunction, and for this reason it must be carefully analyzed to proceed with treatments. Manual therapy is emphasized as an effective treatment by the authors mentioned in this study.

Keywords: temporomandibular disorder, physical therapy, manual therapy.

1. INTRODUÇÃO

A população cada vez mais vem sofrendo com dores articulares na articulação temporomandibular (ATM), muitas vezes por possuir alteração postural e estrutural, hábitos parafuncionais, ter sofrido traumas e estresse.

A articulação temporomandibular é uma articulação considerada como uma das mais complexas por permitir movimentos como a “protusão, retrusão, lateralização da mandíbula, abertura e fechamento” (Santos; Beck, 2017). Apresenta aspectos morfológicos e funcionais únicos e faz parte de um importante sistema que é primariamente responsável pela mastigação, deglutição e fala além de estar intimamente associado à respiração e a estética e expressão facial, ou seja, o sistema estomatognático. Tenreiro, Santos, (2011)

Por permitir esses movimentos, a ATM apresenta uma diversificação de problemas, que podem ser causados por fatores como traumas, hábitos parafuncionais e alterações estruturais.

De acordo com Silva, Soares, (2018) se refere a disfunção temporomandibular (DTM) como um conjunto de distúrbios que envolvem os músculos mastigatórios, a ATM e os segmentos adjacentes, sendo esta uma patologia relativamente comum do sistema estomatognático, que afeta cerca de 7 a 15% da população adulta.

É necessário ressaltar as técnicas para o tratamento da DTM pois Tenreiro, Santos, (2011) diz que uma intervenção precisa da terapia manual nesses grupamentos musculares será de suma importância na melhora do quadro álgico e no reestabelecimento biomecânico correto tanto da articulação temporomandibular como da coluna vertebral.

Souza, (2010) ressalta que a DTM é considerada uma moléstia de tempos modernos, pois o estresse emocional é um fator ativo importante, várias hipóteses tem sido relacionadas as causas da DTM; todas refletindo fatores heterogêneos. Esta característica multifatorial determina um diagnóstico difícil e, consequentemente, a definição de um tratamento especifica é motivo de debate entre os profissionais da saúde, o consenso atual é que, como múltiplos fatores podem contribuir para o quadro disfuncional, a abordagem deve ser interdisciplinar.

Justificativas: O objetivo da pesquisa é avaliar as possíveis causas da disfunção temporomandibular, dar importância a utilização das técnicas da Terapia Manual como recurso da fisioterapia para reabilitar pacientes com a DTM, colocar em evidência estudos sobre a eficácia do método da Terapia Manual quando empregada para tratar a Disfunção Temporomandibular e enfatizar as principais técnicas utilizadas.

Metodologia: Este artigo trata de uma revisão bibliográfica de artigos, livros e revistas publicados na sua totalidade entre os anos de 2010 a 2020 na base de pesquisa de dados Scielo e Pubmed na língua portuguesa e inglesa, o qual os critérios utilizados para a elaboração deste artigo são os seguintes: terapia manual para o tratamento da disfunção temporomandibular e a importância da terapia manual para o tratamento da DTM. Foram excluídos títulos que não atendiam aos critérios exigidos, textos e resumos incompletos sem comprovação cientifica.

2. DESENVOLVIMENTO

2.1 A disfunção temporomandibular

A articulação temporomandibular é considerada a mais complexa do corpo humano. A ATM realiza movimentos rotacionais e translacionais devido à articulação dupla do côndilo do osso temporal. O fato de a ATM apresentar duas articulações (côndilos) conectadas à mandíbula exige que trabalhem de forma sincronizada entre a oclusão dental, o equilíbrio neuromuscular e a própria articulação. Essa articulação fica vulnerável a alterações funcionais ou patológicas, propiciando desarranjos como a disfunção temporomandibular. (PELICIOLI et al, 2016).

Entre as disfunções temporomandibulares, o desarranjo do complexo côndilo-disco deriva do colapso da função rotacional normal do disco no côndilo. Normalmente, esta situação ocorre com o alongamento do disco, ligamentos colaterais e lâmina retrodiscal inferior. Este grupo de DTM articular inclui redução e não redução no deslocamento do disco. (BONOTTO et al, 2014). Tenreiro, Santos (2011) afirma que a DTM é uma patologia de etiologia multifatorial. Dentre as causas principais, podemos citar hábitos parafuncionais, alterações oclusais, problemas sistêmicos, alterações estruturais, distúrbios emocionais e traumas.

2.2 Tratamento utilizando as técnicas de terapia manual (TM)

As técnicas utilizadas para este tratamento podem variar de acordo com a necessidade de cada paciente, segundo Tenreiro, Sousa (2011) dentre elas estão a, “técnica de mobilização para rotação vertebral em decúbito dorsal, pompage, desativação de ponto gatilho, pressão isquêmica, alongamento e exercícios isométricos na musculatura da ATM”. Dentre as várias técnicas de terapias manuais destaca-se a técnica Mulligan. Esta técnica foi desenvolvida pelo fisioterapeuta Brian Mulligan, em 1954, na Nova Zelândia. Mulligan contou com a colaboração dos principais expoentes internacionais da terapia manual, tais como Maitland, Cyriax, Elvey, Mackenzie. Silva et al, (2011).

Segundo Oliveira et al, (2010) geralmente usada para melhora da dor e restauração da mobilidade articular.

Tenreiro, Sousa (2011) ainda afirma que para que estas técnicas sejam realizadas para se obter resultados satisfatórios, cada paciente precisa passar por uma avaliação minuciosa para se realizar as manobras corretas, pois é através da avaliação é que se pode elaborar a conduta terapêutica.

A TM inclui uma variedade de técnicas direcionadas ao tratamento da dor musculoesquelética que têm como alvo o sistema esquelético, tecidos moles e sistema nervoso. Na articulação são usadas técnicas de manipulação e mobilização; nos tecidos moles, massagem sueca, massagem profunda dos tecidos, massagem para trigger point e shiatsu; e para o sistema nervoso utiliza-se a neurodinâmica. (Marchesi, 2015).

2.3 A fisioterapia e sua importância para o tratamento da DTM

A American Academy of Craniomandihtilar Didorders e a Minnesota Dental Association citaram a fisioterapia como tendo um papel importante no tratamento das desordens temporomandibulares. A fisioterapia destina-se a aliviar a dor musculoesquelética, reduzir a inflamação e restaurar a função motora normal. (Oliveira et al, 2010)

A DTM acomete grande parte da população mundial. Esse fato faz com que seja essencial o desenvolvimento de técnicas terapêuticas para seu tratamento. A fisioterapia contribui para amenizar os sintomas da DTM, pois estimula a propriocepção, produção do líquido sinovial na articulação, melhora a elasticidade das fibras musculares aderidas e a dor. Dessa forma, para minimizar os efeitos causados pela DTM, a fisioterapia torna-se fundamental e parte integrante no tratamento desses pacientes. (PELICIOLI et al.,2017)

A abordagem multiprofissional é recomendada para uma intervenção completa nos múltiplos fatores incluídos na DTM, com benefícios para a qualidade de vida dos pacientes. Uma equipe interdisciplinar integra vários profissionais de saúde em uma relação de apoio para a realização de tratamentos de longa duração e a mudança dos fatores que contribuem para o transtorno. (Freire et al, 2014).

2.4 DISCUSSÃO

O tratamento fisioterapêutico tem como objetivo aliviar a dor osteomuscular, reduzir inflamação e restaurar a função motora oral. (Silva et al, 2011)

Freire et al (2014) afirma que os objetivos da intervenção fisioterapêutica são aliviar a dor musculoesquelética, reposicionar a mandíbula no crânio, aumentar ou manter a amplitude do movimento, reduzir a inflamação e espasmos musculares, restaurar a função do sistema mastigatório e o equilíbrio musculoesquelético, bem como promover a reeducação do paciente no controle das condições adversas que perpetram o problema.

Os autores entram em consenso quando afirmam que a DTM é uma patologia multifatorial, quando Santos, Beck (2018) diz que a ATM é uma articulação considerada complexa, pois permite movimentos como a “protusão, retrusão, lateralização da mandíbula, abertura e fechamento, e que devido a esses movimentos segundo Pelicioli et al, (2016) essa articulação fica vulnerável a alterações funcionais ou patológicas, propiciando desarranjos como a disfunção temporomandibular.

Como método importante para o tratamento da DTM, Tenreiro, Sousa (2011) diz que uma intervenção precisa da terapia manual nesses grupamentos musculares será de suma importância na melhora do paciente com DTM, firmado por Mulligan que mostrou a eficiência da terapia manual como um método indispensável para DTM.

3. CONCLUSÃO

Os resultados deste estudo mostram que a disfunção temporomandibular é expressa como uma patologia causada por diversos fatores, diminuindo a qualidade de vida devido ao quadro álgico que acomete os pacientes com tal disfunção, e por isso ela deve ser analisada com cautela para proceder com os tratamentos.

Conforme os autores o método de terapia manual entra como um importante recurso da fisioterapia, pois as manobras como a mobilização, pompage e a técnica de Mulligan promove melhoras de grande escala para seus pacientes.

É importante ressaltar o acompanhamento por uma equipe multidisciplinar, que devido as causas serem de origens variadas e que podem gerar consequências, o tratamento tem que ser visto por diferentes ângulos.

A terapia manual é enfatizada como um tratamento eficaz através dos autores citados neste estudo, portanto o objetivo dessa pesquisa foi alcançado sobre a eficiência desse método de tratamento para a disfunção temporomandibular.

É notório que precisa de mais estudos em relação ao tema, mas sua comprovação cientifica existe e precisa ser enfatizada nas literaturas.

4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

  1. BONOTTO, D. et al. Viscossuplementação como tratamento das alterações internas da articulação temporomandibular: estudo retrospetivo. São Paulo: Revista Dor 2014.
  2. FREIRE, A, B. et al. Abordagem fisioterapêutica multimodal: efeitos no diagnóstico e gravidade da disfunção temporomandibular. Curitiba: Revista Fisioterapia em movimento, vol. 27 no 2. 2014. Disponível em:
  3. https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-51502014000200219. Acesso em: 10 de ago, 2020.
  4. MARCHESI, L,M. Efeito da terapia manual no tratamento de disfunções temporomandibulares. Escola de educação física, fisioterapia e terapia ocupacional, BELO HORIZONTE, 2015.
  5. OLIVEIRA, K, B. et al. Abordagem fisioterapêutica na disfunção da articulação temporomandibular. Revisão da literatura. São Paulo, Revista medicina de reabilitação, 2010.
  6. PELICIOLI, M. et al. Tratamento fisioterapêutico nas desordens temporomandibulares. Revista Dor, vol, 18 n 4, São Paulo, 2017. Disponível em:
  7. https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1806-00132017000400355. Acesso em: 02 set, 2020.
  8. SANTOS, L, R.; BECK, D, G, S. Alterações posturais da coluna cervical no desenvolvimento das disfunções temporomandibulares. Revista Saúde Integrada, v 10. n 19, 2017. g.
  9. SILVA, G, R. et al. O efeito de técnicas de terapias manuais nas disfunções craniomandibular. Revista brasileira de ciências médicas e da saúde, 2011.
  10. SILVA, H, B.; SOARES, J, L. Analise da Abordagem Fisioterapeutica no Tratamento da disfunção Temporomandibular: revisão integrativa. Revista Eletrônica Acervo Saúde, vol. 19, 2018.
  11. SOUZA, J, A. Postura e disfunção temporomandibular: avaliação fotogramétrica, baropodométrica e eletromiográfica. Dissertação (Mestrado em Distúrbios da Comunicação Humana), Universidade de Santa Maria, Santa Maria. 2010.
  12. TENREIRO, M.; SANTOS, R. Terapia manual nas disfunções da ATM. 1. ed. Rio de Janeiro: Editora Rubio, 2011.

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