A ESTIMULAÇÃO SENSORIAL NO PERÍODO PRÉ-NATAL

ROTEIRO DE APRESENTAÇÃO

1- COMPROVAÇÃO CIENTÍFICA
2- ETAPAS DO DESENVOLVIMENTO SENSORIAL DO FETO
3- O RELACIONAMENTO MATERNO COM O FETO
3.1- Converse com Ele
3.2- Seu Bebê é Sensível
3.3- Suas Emoções
3.4- Pense no Bebê
4- SENSAÇÕES MATERNAS APÓS ESTIMULAÇÃO
5- No 5º Mês o Bebê faz 200 Movimentos por Dia (curiosidade)
6- INFLUÊNCIAS NEGATIVAS
7- INFLUÊNCIA PATERNA
8- CONCLUSÃO

COMPROVAÇÃO CIENTÍFICA

A interferência do estado emocional da gestante no feto, por conta de um susto ou de uma contrariedade, ainda é um fato altamente discutível.
Uma corrente de Medicina que estuda a psicologia fetal considera que, até o momento da fecundação, fatores emocionais são importantes, entretanto, tal fato ainda não possui comprovação científica. Sabe-se que o bebê reconhece a voz da mãe, então excluir a possibilidade de que ele sofrerá influência emocional, torna-se difícil, mas afirmar que em decorrência de susto, o bebê sofrerá alterações, tais como, o medo, a agitação, etc., não é viável.
Não podemos radicalizar e supor que certos comportamentos da criança estão totalmente relacionados a vivências no período gestacional. Temos que levar em consideração os fatores genéticos que o bebê carrega, e a influência externa, que também contribuíra e determinará comportamentos específicos da criança após o nascimento.

ESTAPAS DO DESENVOLVIMENTO
SENSORIAL DO FETO

Juntamente com o desenvolvimento físico e orgânico do cérebro, também suas funções nobres vão se intensificando. Os sentidos vão se apurando, permitindo a reação do bebê a estímulos externos que chegarão através do útero.
Cientistas acreditam que a partir do 3º mês até o 4º mês, o cérebro irá captar as primeiras sensações através do tato. A partir daí, o feto reage a alguns estímulos, tais como : temperatura, dor e pressão. Quando o abdome é apertado, o feto se agita e até chuta o abdome da mãe. Logo estará exercitando também outros sentidos, como o olfato, paladar, ao captar os odores e gostos que chegam pelo líquido amniótico que banha constantemente seu nariz e boca.
No 5º mês, as pálpebras começam a abrir e fechar. Os especialistas acreditam que até no útero, o bebê enxergue alguma luminosidade através das paredes abdominais da mãe, pois constata-se que seu batimento cardíaco acelera quando uma luz aproxima da barriga da gestante.
Do 2º mês ao 8º mês, é que irá se desenvolver completamente o ouvido do bebê (audição). Alguns especialistas dizem que mais precisamente no 7º mês já está totalmente desenvolvido. Neste período, o cérebro começa a interpretar os sons. Apesar desse intervalo, o bebê irá reagir diferentemente aos sons. Os fortes, por exemplo, faz com que o bebê movimente seus olhos e seu corpo sobressalte, mas sons ritmados e contínuos acalmam as batidas de seu coração. Segundo especialistas, no 9º mês a criança já é capaz de diferenciar vozes masculinas e femininas. Quando houve a voz da mãe se tranquiliza.
A maioria dos cientistas não duvida que ao nascer a criança “traz” memória da vida intra-uterina. São realizadas pesquisas desde 1930. Mas até agora sabe-se que a principal função dessa memória é de facilitar o aprendizado do recém-nascido.
No útero. O bebê irá “arquivar” lembranças principalmente de sons e gostos. Com determinadas músicas, os movimentos do bebê se altera, e em alguns casos os recém-nascidos relutam em aceitar o leite materno, pois teoricamente o sabor e o odor do leite são semelhantes aos do líquido amniótico, e geralmente as mães alteram a dieta pouco antes ou logo depois do parto. Com essa mudança, eles se alteram, deixando de serem familiares ao bebê.
Entrevista realizada com : Dr. Bunduki, obstetra do Hospital das Clínicas de São Paulo e Erasmo Barbante Casella, neurologista infantil do Instituto da Criança.

O RELACIONAMENTO MATERNO COM O FETO

“Não é só o Corpo do Bebê que se forma na Gravidez, suas Emoções também estão em Gestação, e ele precisa de Carinho”.
Lélia Chacon

CONVERSE COM ELE – A comunicação é fundamental para o bebê encarar a nova vida com esperança, alegria e segurança afetiva.

SEU BEBÊ É SENSÍVEL – O psiquiatra Thomas Verny, em seu livro “A vida Secreta da Criança antes de Nascer” (ed. C. J. Salmi, 1993), ele reúne pesquisas no campo da neurologia, fisiologia, bioquímica e psicologia para comprovar que o feto é sensível, tem memória, está atento e pode até aprender no útero.
O psiquiatra Verny realizou um experimento onde colocava gestantes deitadas sob um aparelho de ultra-som, e informava-lhes que seus filhos tinham parado de mexer. O objetivo era de produzir aflição nas mães e medir com que rapidez seus bebês registravam essa sensação. As reações fetais foram imediatas, com vigorosos chutes nos ventres maternos. O psiquiatra dá a explicação biológica e arrisca outra, intencional, para o feto : os bebês teriam sido afetados pela adrenalina liberada pelo corpo das mães. Mas podem também ter reagido para reassegurar as suas mães de que tudo estava bem com eles.

SUAS EMOÇÕES – A psiquiatra Maria Helena M. Ferreira da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, reforça a justificativa biológica : “Todos os estados emocionais da mãe são passados de forma orgânica para o feto, em forma de alterações químicas hormonais”.
A psicoterapeuta realiza um trabalho com os bebês desde 1973. Ela conversa com recém-nascidos como se falasse com um adulto, ajudando-os a superar problemas, como dificuldade para comer ou dormir. Conseguir normalizar o sono de um bebê que não dormia, contando a ele uma experiência que sua mãe havia tido na gravidez. Uma pessoa da família havia morrido durante a noite e a mãe não tinha se dado conta do quanto essa passagem tinha lhe afetado. Ela morria de medo que isso acontecesse com o bebê durante a gravidez e depois do nascimento. O assunto foi conversado com a mãe e o bebê, tendo sido regularizado o sono do bebê, pois não precisava mais ficar sinalizando para sua mãe durante a noite que estava vivo. Ela também tranquilizou-se e deixou o bebê dormir sossegado.

PENSE NO BEBÊ – Durante a gestação a tendência da gestante é de pensar somente no trabalho, em seu marido, no carro, nas roupas, nas compras, nos filmes que querem ver, mas quase nunca na criança esperam.
O psiquiatra Thomas Verny realizou essa entrevista com mais de 500 gestantes e disse : “Tente imaginar o que você sentiria se lhe fechasse só num quarto, durante meses, sem nenhuma estimulação intelectual e emocional – o que é, grosso modo, a situação do feto que é ignorado”. “O bebê precisa se sentir amado e desejado, precisa que falem com ele, que se pensa nele”.

SENSAÇÕES MATERNAS APÓS ESTIMULAÇÃO

Relato de uma mãe (I. M.).

“O bebê parece que escolhe o momento certo para dar o ar da graça. A cada variação de emoção, ele parece reagir comigo da mesma forma. Quando danço, sinto como se ele estivesse se enrolando na minha barriga. Se dou gargalhadas, parece que ele fica feliz também, porque faz movimentos fortes. Ao levar um susto, a barriga fica muito dura”.
E mostra que eles se entendem muito bem : “Como se movimenta bastante, quase sempre tenho de falar com ele. Alguns movimentos me fazem cócegas, outros pressionam a minha bexiga. Sinto o reflexo até nas costas. Então, coloco a mão na barriga e acaricio-a Ele logo responde se movimentando mais ou se tranqüilizando”.

NO 5º MÊS, O BEBÊ FAZ 200 MOVIMENTOS POR DIA

 


INFLUÊNCIAS NEGATIVAS

A comunicação entre mãe é feto não é só física. O impacto do psiquismo materno sobre o bebê em desenvolvimento também é muito grande. Assim, se a mãe fica estressada, ele começa a sofrer, não ganha peso e, consequentemente, não cresce direito. Se ela se agita ou fica nervosa, lança no sangue a adrenalina e noradrenalina, hormônios que acabam chegando ao feto através da irrigação da placenta. Ele, então, fica também agitado : seu coração dispara, dorme menos e pode até mesmo chupar o dedo na tentativa de se acalmar.
Alguns especialistas acreditam que possa haver uma ligação entre um aborto ou a prematuridade e o estado emocional da grávida. Não se pode esquecer que existem muitos componentes físicos, como a malformação do útero, por exemplo, que provocam esses tipos de problemas. Mas, em certos casos, eles podem ser explicados pela rejeição ou por carga emocional negativa da mãe.
Outra situação, como o uso de drogas durante a gestação, afetam diretamente o organismo fetal. Existem casos de bebês que já nascem dependentes de drogas e que apresentam até mesmo convulsões. O álcool, em doses altas, também está associado a malformações fetais, como o retardo mental. E mulheres que fumam mais de 10 cigarros por dia correm o risco de ter bebês com peso fora do normal.

INFLUÊNCIA PATERNA

São necessárias duas pessoas para fazer um filho e pode-se afirmar que o bebê sabe disso. Ainda no útero, ele é bastante sensível a presença do pai e às suas emoções. Os estudos mais recentes valorizam muito o papel do futuro pai durante a gravidez : a célula familiar se constitui antes mesmo do nascimento!
Por motivos fisiológicos evidentes, o homem parte com ligeira desvantagem na relação com o filho. Ele não faz, biologicamente, parte da gravidez. Mas existem outros meios para criar um vínculo durante os nove meses. Dentro do útero o feto escuta a voz do pai. Muito além do significado linguístico das palavras, parece que percebe, como no caso da voz da mãe, o sentido emotivo. Graças a essa voz grave que se distancia e se aproxima, que vem de múltiplas direções, a criança começa a ter noção de espaço antes mesmo de saber que ele existe.
Algumas grávidas já repararam que o bebê mexe na barriga ao ouvir a voz do pai. E, se este costuma falar regularmente com o filho ainda na barriga da mãe, o recém-nascido será capaz de reconhecê-lo imediatamente após o parto.

ETAPAS DO DESENVOLVIMENTO SENSORIAL DO FETO

A partir do 2º mês – Começa a desenvolver o ouvido (audição).

A partir do 3º mês até o 4º mês – Primeiras sensações através do Tato; Reage a Temperatura, Dor e Pressão.

A partir do 4º mês até o 5º mês – Desenvolve o Olfato, Paladar, ao captar os odores e gostos que chegam através do líquido amniótico.

A partir do 5º mês – As pálpebras começam a abrir e fechar. Começa a ter percepção de luminosidade.

No 8º mês – Termina o desenvolvimento do ouvido (audição).

No 9º mês – É capaz de diferenciar vozes masculinas e femininas.

CONCLUSÃO

Os exemplos mostram, cada um do seu jeito, que existem lembranças da fase pré-natal. Mas quais serão essa recordações, alegres ou tristes, que a criança conserva prioritariamente em seu pensamento? Por que esta e não aquela? Isso ninguém ainda sabe dizes. Trata-se de um desafio para os pesquisadores. São centenas de perguntas que os pais de hoje fazem. E para as quais os especialistas procuram respostas.

Identificação do Acadêmico que realizou a pesquisa.

Nome : Franklin Ferreira de Aquino
Acadêmico do oitavo período do curso de fisioterapia da Universidade Castelo Branco.
End.: Conjunto 6 de novembro – rua: Vigilante Fortunato – 561- Bangu
CEP: 21863 – 450
Tel.: 0xx21 309 25 43/ 9686 6285 / 97010415.
Do dia 10 de julho à 19 de julho -> 0xx67 251- 3238
Do dia 20 até 29 julho -> 0xx53 232 55 32
Após o dia 31 de julho 0xx21 309 25 43
E mail -> fpantaneiro@ig.com.br
Site Pais&Bebês -> www.mtecnet.com.br/pessoal/fisiorj

RESUMO

“A ESTIMULAÇÃO SENSORIAL NO PERÍODO PRÉ-NATAL”

Atualização bibliográfica realizada por Franklin Ferreira de Aquino – Acadêmico do curso de Fisioterapia da Universidade Castelo Branco.

Muitos dos complexos psicológicos, que até antes seriam inexplicáveis, agora podem ser explicados por meio de uma corrente médica, que estuda a psicologia fetal.
A fase mais importante do ser humano, é o período gestacional; que será quando estará se formando fisicamente, porém o aspecto emocional é de grande importância, pois isto poderá determina a capacidade de aprendizado futuro.
A Estimulação Sensorial no Período Pré-Natal é um beneficio, para o futuro do bebê, estas influências podem ser positivas ou negativas.
Durante a gestação, como foi dito anteriormente, não só se desenvolve o embrião, mas, também se desenvolve a percepção do bebê, sendo que este desenvolvimento é evidenciado em etapas ( que são as etapas do desenvolvimento sensorial do feto). O relacionamento materno com o feto é muito importante pois le dará a segurança para que se desenvolva com saúde.
Durante a gestação o feto realiza no mínimo 200 movimentos, experimentando cada movimento, e só depois, passando para o próximo movimento.
E o Pai?
O Pai leva uma considerável desvantagem por não fazer parte biológicamente da gravidez, com este conceito de importância atribuído a Estimulação Sensorial no Período Pré-Natal o pai tem a oportunidade de criar um vínculo com o bebê.
Ainda no útero, o bebê é muito sensível a presença do pai, e suas emoções, estudos mais recentes valorizam o papel do futuro pai durante a gravidez.( a célula familiar se constitui antes mesmo do nascimento)
Os sons e o tato são os estímulos mais importantes, pois pelo toque da mão( tato) e a conversa ( som) , o pai ou a mãe faz com que o feto perceba o estimulo e se sinta bem.
Os benefícios para o bebê vão desde uma gestação saudável até mesmo a facilidade para o aprendizado na vida intra uterina e após o nascimento, pois na vida intra uterina que o feto experimenta alguns conceitos importante tais como noção de distancia, diferenciação e percepção de sons e outros estímulos externos.
É importante que se saiba quando entrar com cada estímulo, pois em cada mês é desenvolvido um sentido especifico para cada estímulo ex.: Do segundo ao oitavo mês é que irá se desenvolver completamente o ouvido do bebê ( audição ), nesta fase já se pode realizar estímulos utilizando os sons ( Voz paterna e materna e musicas).
É importante que saibamos como funciona o universo gestacional, para darmos aos nossos filhos o melhor desde o início, e isto trará muitos benefícios para ambas as partes, ” Pais e Bebês”.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Revista Crescer – Nº 07 / Página 26 à 28
Revista Crescer – Nº 15 / Página 20
Revista Crescer – Nº 19 / Página 22
Revista Crescer – Nº 53 – Página 56
Revista Crescer – Nº 55 / Página 26 à 31
Revista Crescer – Nº 56 / Página 7
Revista Pais & Filhos – Julho 1998 / Página 34
Revista Pais & Filhos – Setembro 1994 / Página 11-12
Revista Pais & Filhos – Abril 1998 / Página 54 à 57 e 104

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