A EQUOTERAPIA COMO TRATAMENTO TERAPÊUTICO NA ESCOLIOSE E NA CIFOSE

Michele Marinho da Silveira
Lia Mara Wibelinger

RESUMO

A equoterapia emprega técnicas de equitação e atividades eqüestres que proporcionam ao praticante benefícios físicos, psicológicos, educacionais e sociais exigindo a participação de todo o corpo, contribuindo para o desenvolvimento do equilíbrio, tônus, força muscular, conscientização corporal, alinhamento postural, aperfeiçoamento da coordenação motora, atenção, auto-confiança e auto-estima. O cavalo produz balanço tridimensional, a cada passo de maneira a deslocar o centro de gravidade do praticante da linha média, estimulando as reações de equilíbrio que proporcionam a restauração do centro de gravidade dentro da base de sustentação. O tratamento das alterações posturais com a equoterapia oferece situações de ortostatismo de tronco, buscando a estimulação mais correta do equilíbrio, a conscientização e correção postural. Sendo a escoliose um desvio lateral não fisiológico da coluna vertebral e a cifose um desvio ântero-posterior da coluna vertebral, as correções conscientes do alinhamento errôneo e manutenções da postura correta resultam em hábitos melhorados. O treino do sentido cinestésico do praticante é fundamental na correção do alinhamento corporal. E é de grande importância que ocorra durante o período de crescimento, quando os tecidos e órgãos do corpo são muito suscetíveis a esforços que lhes são impostos. Objetivo: enfatizar a interação do cavalo usado de forma terapêutica em indivíduos com escoliose e cifose; descrever as estruturas envolvidas neste processo e o seu tratamento com a equoterapia, visando a reeducação postural.

Palavras-Chave: Equoterapia. Escoliose. Cifose.

INTRODUÇÃO

O tratamento das alterações posturais com a equoterapia oferece situações de ortostatismo de tronco, buscando a estimulação mais correta do equilíbrio, a conscientização e a correção postural. Esse método de tratamento promove reeducação e reabilitação motora e mental, através da prática de atividades eqüestres e técnicas de equitação através do uso do cavalo como instrumento cinésio-terapêutico. É possível utilizar as ações do cavalo e o comportamento intencional da criança para desenvolver reações de orientação, melhorar os tempos de reação e atenção, potencializar a capacidade executiva e a discriminação espacial em relação à direção, distância, seqüencialidade, alinhamento postural e lateralidade.(FREIRE, 1999).
Para ANDE/BRASIL (1999), o alinhamento corporal está associado ao ajuste tônico e a organização biomecânica com o deslocamento do centro gravitacionário pelo movimento tridimensional do cavalo. Com isso ocorre estímulo do aparelho vestibular, que ativa a musculatura de sustentação da cabeça e tronco. Os estímulos articulares de pressão, somatossensorial e visual também contribuem para o ajuste tônico adequado. Com o ajuste postural há uma estabilização da cintura escapular e membros superiores, possibilitando movimentos mais seletivos, controlados e harmônicos, maior estabilidade e funcionalidade, a alternância de movimentos de braços e dissociação de cinturas. Os ajustes posturais podem auxiliar na correção postural do praticante, prevenindo, reeducando ou minimizando as alterações posturais.
A escoliose se desenvolve principalmente nas fases de crescimento e deve ser tratada precocemente. É um desvio lateral não fisiológico da coluna vertebral. Devido ao alinhamento vertebral e às relações estruturais das bordas vertebrais e às articulações posteriores, a inclinação lateral é acompanhada por rotação simultânea.(CAILLIET, 1979).
A cifose, desvio ântero-posterior da coluna vertebral, caracterizada por uma curvatura torácica aumentada, protração escapular com possível e protração de cabeça.(KISNER e COLBY, 1998).
Conforme Santos (2002), a equoterapia, por ser uma área nova no país, deve dedicar-se à investigação científica. Acredita-se que, se comprovado cientificamente seus benefícios, poder-se-a introduzir a equoterapia na traumato-ortopedia como mais uma área a ser explorada, beneficiando as pessoas que sofrem destes males de forma inovadora e prazerosa, não limitando a atendimentos em clínicas e salas fechadas, que nem sempre são estímulos para os pacientes que estão há longo tempo em tratamento.
Dessa forma? Sendo a escoliose e a cifose alterações posturais que causam desvios na coluna vertebral e a equoterapia um tratamento que visa estabilidade postural e alinhamento com o centro de gravidade, este estudo teve como objetivo realizar uma revisão de literatura para o conhecimento equoterapia, verificando seus efeitos na coluna vertebral visando o aperfeiçoamento da postura através da prática e do trabalho de reabilitação de pacientes com escoliose e cifose.

METODOLOGIA

DISCUSSÃO

Para Fernandes (2002), a coluna vertebral age como um eixo central do corpo, mantendo a postura ereta do tronco, permitindo seus movimentos (flexão, extensão, inclinação lateral e rotação), e protegendo a medula espinhal.
Snider (2000), relata que as alterações posturais são mais marcantes na adolescência. No entanto, são alterações fisiológicas que ocorrem devido ao crescimento simultâneo, não proporcional ao do sistema músculo esquelético. O crescimento músculo-esquelético pode ser um aliado importante no tratamento das alterações posturais.
Behrman e Vaughan (2002), completam essa afirmação ao dizer que a adolescência é o período das mais dramáticas alterações no crescimento e das transformações. Há aceleração do peso e crescimento linear. Durante o estirão de crescimento na adolescência, as jovens têm um incremento médio na altura de 8cm/ano à idade média de 12 anos, enquanto o estirão de crescimento masculino, à idade média de 14 anos, é de 10cm/ano, em média. Há um padrão ordenado de progressão do crescimento do esqueleto das partes distais para as proximais do corpo.
Bricot (2001), revela que somente 10% da população corresponde aos indivíduos com postura correta e que quase nunca apresentam dores. Mais de 90% dos indivíduos apresentam um desequilíbrio postural.
Para Oliver (1999), o equilíbrio correto da coluna vertebral e a postura são pré-requisitos para o uso eficiente das extremidades. Os desvios posturais, como a posição da cabeça para a frente causando uma cifose dorsal, também a lordose lombar e até mesmo a escoliose, podem acarretar em conseqüências sobre as articulações do ombro, temporomandibular, quadris, joelhos e pés.
A escoliose segundo Mercúrio (1997) é uma projeção de curvatura da coluna vertebral no plano frontal. O termo deriva do grego: “Skoliosis” que significa curvatura. Já para Tribastone (2001), a escoliose é considerada como uma deformação espacial da coluna torácica, ou seja, tridimensional, que geralmente compreende uma deformação frontal – a inclinação lateral; uma deformação sagital – a lordose ou a cifose; uma deformação horizontal – a rotação, que atua sobre o plano axial, e a torção, que atua no espaço.
E a cifose segundo Kisner e Colby (1998), é caracterizada por uma curvatura torácica aumentada, protração escapular e, geralmente uma protração de cabeça acompanhando. A cifose é um desvio ântero-posterior da coluna vertebral.
Carriel (2001), salienta que um dos pontos-chave dentro das técnicas empregadas no tratamento da escoliose e da cifose é a tomada de consciência do corpo, o que possibilitará a realização das correções efetivas. No relaxamento são básicos o controle e a conscientização do esquema corporal, o paciente fará os exercícios corretivos dentro de um programa sem tensão, e com a percepção máxima da musculatura que atua em cada momento.
Sendo que a postura cifótica para Thompson (1998), apresenta-se com os ombros arredondados e protusos, impulsão da cabeça para frente; o seu efeito é a diminuição da mobilidade da coluna torácica e da expansão do tórax. Por isso, é essencial ensinar aos pacientes para relaxar a cintura escapular, endireitar a coluna vertebral e manter a cabeça ereta.

A EQUOTERAPIA

Para AGE/RS (2006), a equoterapia é composta por quatro fases de atuação: A primeira fase é a Hipoterapia, onde o praticante não tem domínio sobre o cavalo, é um método aplicado principalmente por fisioterapeutas, com o cavalo ao passo. A montaria geralmente é dupla e em sela especial, o guia é extremamente necessário e para montar e apear o praticante do cavalo, utiliza-se a rampa. A segunda fase é a Equitação Terapêutica, onde o praticante apresenta semi-autonomia, se ele tiver ações sobre o cavalo, a terapia poderá ser aplicada por outro profissional da equipe, com o cavalo ao passo, e ás vezes ao trote. Aqui já se inicia um trabalho de habilidades de equitação. A terceira fase é a Pré-esportiva, onde o praticante já apresenta autonomia sobre o cavalo, então, a terapia poderá ser aplicada pelo instrutor de equitação, com o cavalo ao passo, trote e com certos cuidados, até galope. Podem ser utilizadas figuras de volteio, pistas de salto e pequenos obstáculos. E a quarta fase é a fase do hipismo adaptado, onde são organizadas sessões de terapia e treinamentos para algumas competições hípicas.
Segundo Severo (2006), a cadência dos passos do cavalo são muito similares à do homem. A média de passos do homem é aproximadamente de 110-120/minuto e um cavalo grande caminha a uma velocidade de 100-120 passos por minuto. Durante uma sessão de equoterapia de 30 minutos, o cavaleiro será exposto e terá oportunidade de desenvolver diversas habilidades motoras. Um cavalo que ande na velocidade de 110 passos por minuto, terá a oportunidade de dar 3.000 passos durante a sessão. Isto proporsionará ao cavaleiro centenas de deslocamentos específicos para se manter na posição montada adequada, equlibrando-se na linha média em harmonia com os movimentos do cavalo. Além disso, inúmeros movimentos serão transmitidos ao cavaleiro pelos movimentos multidirecionais imprimidos ao cavalo.
Conforme ANDE/BRASIL (1999), existem movimentos progressivos ou de avanço que são os diversos modos de progressão do cavalo: o passo, o trote e o galope. O trote e o galope são andaduras saltadas. Isto quer dizer que entre um lance e outro, seja de trote ou de galope, o cavalo executa um salto, há um tempo de suspensão, em que ele não toca com seus membros no solo. Seus movimentos mais rápidos e mais bruscos e quando ele retorna ao solo, exige do cavaleiro mais força para se segurar e um maior desenvolvimento ginástico para poder acompanhar os movimentos do animal. Por isso, estas andaduras só podem ser usadas em equoterapia, com praticantes em estágio mais avançados, pois o passo é a andadura mais recomendada para o tratamento de equoterapia.
Teixeira (2006), afirma que independente da fase em que o praticante se encontra, (com o cavalo ao passo), ele sofrerá uma série de estímulos mecânicos. O passo do cavalo, sendo uma andadura a quatro tempos e em diagonais, enviará estímulos a quem está montando, que corresponderão com uma diferença mínima de 5% ao caminhar humano. Os movimentos e respostas equilibratórias que o cavaleiro deverá executar para manter-se sobre o cavalo são os mesmos necessários para a marcha humana, partindo-se da pelve, tronco, membros superiores e cabeça. Á pelve deve ser dada especial atenção, pois a maioria das pessoas tem toda a sua postura alterada em função de um mau posicionamento pélvico. A cavalo, ocorre uma reeducação desta postura de forma dinâmica, o que é ideal, pois somos seres dinâmicos e não estáticos.
Santos (2002), relata que o relaxamento é bem indicado para os trabalhos de correção postural a partir da conscientização corporal que ele proporciona, podendo ser realizado com o praticante em decúbito dorsal ou ventral sobre a garupa do cavalo, sempre em ambiente calmo. A partir do passo do cavalo (lento), tanto em decúbito ventral como em decúbito dorsal e com um bom apoio, pode-se ganhar muito com a conscientização que o praticante consiga ter do movimento das estruturas do cavalo sob seu corpo, atuando em forma de massagem de baixo para cima em sua musculatura dorsal.
De acordo com Freire (1999), os objetivos da Equoterapia são muitos entre eles pode-se melhorar o conhecimento do esquema corporal; melhorar a postura como um todo, normalizar o tônus corporal; estimular o equilíbrio; melhorar a coordenação espaço-temporal; educar o sistema nervoso sensorial, manter articulações íntegras e dentro da normalidade; realizar reeducação respiratória; introduzir movimentos e posturas inibidores dos reflexos; relaxamento; desenvolver motivação, autoconfiança e autovalorização, que são de extrema importância para o sucesso dos objetivos citados acima.
Para Silva (2004), a Equoterapia é indicada nos casos de deficiências motoras causadas por lesões neuromotoras, traumas encefálicos, seqüelas de processos inflamatórios do SNC, déficit de produção de movimento; distúrbios da coordenação e da regulação do tonus muscular, como a espasticidade, distonias, distúrbios de equilíbrio e déficit neuromotores por lesões da medula espinhal; lesões de nervos periféricos (paralisias obstétricas do plexo braquial); distúrbios evolutivos e comportamentais; distúrbios sensoriais; doenças ortopédicas.
Segundo Engel (2006), na coluna vertebral apresentam-se as seguintes contra-indicações como os estados pós-cirúrgicos da coluna vertebral (8 meses antes ou 12 meses após a cirurgia ou quando o médico informar que uma sólida fusão óssea já ocorreu e que o cavalgar poderá ser iniciado); em cirurgias com resultados instáveis; processo inflamatório da coluna, em seus discos intervertebrais ou quando os processos piorarem; dor ou perda sensitiva que aumentem ao cavalgar; processos degenerativos moderados ou graves; fraturas ósseas patológicas; deformidades congênitas, anormalidades de fusões ósseas por processo inflamatório, instabilidade ou degeneração da coluna; osteoporose moderada ou grave; osteogênese imperfeita; doença de Scheuermann com processo inflamatório; escoliose maior que 30-40 graus, lordose estrutural e cifose moderada ou grave; espondilolistese; instabilidade da coluna cervical – atlanto-axial.
Engel (2006), relata as seguintes precauções com a coluna vertebral na Equoterapia: Vértebras fusionadas ou áreas da coluna que mostrem inadequada estabilidade ou mobilidade para adequar-se aos movimentos do cavalo; se as fusões de vértebras causarem mobilidade limitada ou seqüelas; doenças degenerativas moderadas com aprovação do médico e monitoramento e com resultados positivos ao cavalgar; todas as curvaturas da coluna menores que 30 graus devem ser monitorizadas cuidadosamente; curvaturas da coluna que não respondam a terapia; paciente com qualquer tipo de prótese ou colete com os quais deva promover a estabilidade e o equilíbrio na posição de pé, sem dor ou tensões. Este paciente deve ser monitorizado cuidadosamente. Placas, parafusos, laquê sublaminae e Herrington Rod devem ser aprovados por um médico e as precauções devem ser bem conhecidas pelos pacientes e seus familiares.
Segundo AGE/RS (2006), em uma equipe técnica multidisciplinar de Equoterapia, o Fisioterapeuta apresenta as importantes funções como avaliar e elaborar o diagnostico fisioterapêutico do praticante; avaliar a potencialidade físico-funcional, detectando alterações presentes; orientar a equipe em relação aos cuidados e contra indicações do método com cada praticante; prescrever técnicas e condutas fisioterapêuticas com objetivos a curto, médio e longo prazo, esclarecer duvidas e orientar a equipe técnica em relação as alterações motoras dos praticantes e realizar sistematicamente reavaliações dos praticantes.
Lima (2005) realizou um estudo com dez crianças entre seis e doze anos, com diagnóstico de paralisia cerebral e alteração postural com pelo menos uma curva de escoliose acima ou igual a 5 graus; espasticidade leve a moderada, marcha independente, boa compreensão (de forma que percebam as orientações e os exercícios solicitados pela terapeuta). Os indivíduos foram avaliados antes e após o tratamento com a equitação terapêutica. Foi utilizado a hipoterapia com duração de 4 meses.Cada praticante freqüentou o local de equoterapia 2 vezes por semana com sessões de 30 minutos. O programa contribuiu para a diminuição do grau de escoliose e paralelamente, com os parâmetros psicomotores (modulação tônica, mobilidade do tronco e membros superiores, coordenação dos movimentos, equilíbrio, postura, marcha) e psicossociais (auto-confiança, auto-estima, motivação, atenção e concentração, autonomia e iniciativa). O autor concluiu que durante as sessões foram corrigidas as posturas, de forma que o cavaleiro estivesse bem posicionado e confortável para se sentir seguro.
Durante o estudo de caso realizado por Grazziotin (2004), utilizando a equoterapia como recurso terapêutico em uma paciente com cifose dorsal moderada e comprometimento do aparelho respiratório, o autor percebeu que em 3 meses de tratamento (27 sessões), houve uma melhora da postura, com ombros mais alinhados, pescoço ao longo do tronco bem menos anteriorizado, postura mais ereta, respiração menos ofegante e melhora da auto-estima.
Na pesquisa de Santos (2002), a população estudada foi composta por 30 crianças de uma Escola de Ensino Fundamental, localizada em Estância Velha, sendo 14 do sexo masculino e 16 do sexo feminino, com idades variando entre 8 a 13 anos, com diagnóstico de escoliose. Foram atendidos com a Equoterapia duas vezes por semana, separados em dois grupos, com atendimento em média de uma hora cada grupo, no período de agosto de 2002 a maio de 2003, dez meses de tratamento. Após a análise das informações observou-se que os resultados do trabalho foram positivos quanto à diminuição dos desvios laterais da coluna vertebral encontrada nos escolares, tendo uma relevância científica social.

 


HIPPOTHERAPHY WITH THERAPEUTIC TREATMENT OF POSTURALS ALTERATIONS (SCOLIOSIS AND KIFOSIS).

ABSTRACT
The Hippotheraphy employs approaches of riding and activities related that provides to the practioner, physical, psychological, educational and social benefits, this demands the hole body activity, contributing, this way, for developing the equilibrium, tonus, muscle strengths, the conscious of one`s body, the improvement of motor coordination, attention, self-reliance and self-stem. The Hippotheraphy works the practioner globally using the horse as a therapeutic method, that produces tree-dimensional equilibrium, been that each step of the horse the gravitational center of the practioner is changed from middle line stimulating the equilibrium reactions that provide the recovering of the gravitational center into the supporter base. The treatment of the posturals alterations with the Hippotheraphy offers to situations of orthostatic of chest, searching the stimulation most correct of the balance, the awareness and postural correction e being scoliosis not physiological a lateral shunting line of the spinal column and kifosis an anteroposterior shunting line of the spinal column, the conscientious corrections of the erroneous alignment and maintenances of the correct position results in improved habits. The trainings of the kinaesthetic direction of the practitioner are basic in the correction of the body alignment. And is of great importance that occurs during the period of growth, when the fabrics and agencies of the body are very susceptible the efforts that them are taxes. Therefore, this study of literature revision became important that emphasized the interaction of the used horse of therapeutical form in individuals with posturals alterations as scoliosis and kifosis describing its involved structures in this process and its treatment with the Hippotheraphy aiming at the postural re-education.

Key-words: Hippotheraphy. Posturals Alterations (Scoliosis and kifosis).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O cavalo é um ajudante valioso para suprir déficits de estimulação tátil, proprioceptiva, vestibular, afetiva e físico-funcional melhorando a consciência corporal, espaço temporal, coordenação, concentração, motricidade, equilíbrio e consolidando a segurança gravitacional, podendo assim, beneficiar no ajuste de posturas incorretas e possíveis distúrbios da coluna vertebral evitando deformidades e dores futuras.
A equoterapia trabalha no equilíbrio corporal e emocional. Esse método de tratamento é um dos únicos meios terapêuticos a oferecer movimentos nos três eixos, atuando tridimensionalmente, intensificando, o tempo de estimulação do praticante e conseqüentemente, sua conquista de resultados e alinhamento postural.

REFERÊNCIAS

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CAILLIET, R. Escoliose diagnóstico e tratamento. São Paulo: Manole, 1979.

CARRIEL, Mª.l.S; GABRIEL, Mª.R.S; PETIT, J.D. Fisioterapia em Traumatologia, Ortopedia e Reumatologia. Rio de Janeiro: Revinter, 2001.

ENGEL, B. Indicações e Contra indicações para a equoterapia; A Terapia Ocupacional Eqüestre, Fisioterapia ou Terapia. In: Equoterapia: Princípios e fundamentos básicos aplicados á saúde e á educação. Resumos. 11a. Edição, Curso básico de equoterapia. Porto Alegre, junho, 2006.

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FREIRE, Heloisa Bruna Grubits. Equoterapia Teoria e Técnica: Uma Experiência com Crianças Autistas. São Paulo: Vetor.1999

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WALTER, G. B.; VENDRAMINI, O. M. Equoterapia: terapia com o uso do cavalo. Minas Gerais: CPT/CEE-UFV, 200. (Manual).

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4 comentários em “A EQUOTERAPIA COMO TRATAMENTO TERAPÊUTICO NA ESCOLIOSE E NA CIFOSE”

  1. Maura Cabral

    É recomendado equoterapia para pessoa com deficiência intelectual (SD) que tem uma escoliose com 40º de ângulo?

    OBRIGADA!

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